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ARTIGO/Ponto de Vista
Roberto Santos, Varão de Plutarco
Joaci Góes
Aos queridos amigos Márcia e Fernando Moura Neto!
O Brasil culto e honrado pranteia a perda do poliédrico professor Roberto Santos que nos deixa aos 94 anos, no status do mais ilustre baiano do seu tempo, na expressão cunhada pelo saudoso polímata Edivaldo Machado Boaventura. No plano individual, perdi um grande e querido amigo. Refletindo sobre sua gloriosa trajetória existencial, concluo ser ela o produto da integração sinérgica do conjunto dos atributos que compunham sua rica personalidade: inteligência, determinação, disciplina, simplicidade, espírito público, honradez, convivialidade e operosidade, tudo isso conduzindo à invariável e impressionante utilidade de suas ações.
Por isso, foi o aluno laureado que alcançou a cátedra de Clínica Médica aos trinta anos de idade, depois de haver cursado, summa cum laude, as universidades de Cornell, Michigan e Harvard, nos Estados Unidos, e Cambridge, na Inglaterra. Já catedrático, seguiu para a Alemanha, onde aprofundou seus conhecimentos em Medicina Tropical, de tão grande importância para o tratamento médico no hinterland brasileiro. Esse passo na direção da diversidade temática das clínicas médicas resultou no seu reconhecimento, nos meios acadêmicos, como uma das maiores sumidades do País, antes mesmo de completar quarenta anos.
Em 1961 e 62, Roberto Santos volta a Harvard, onde, como estudante, tive o prazer de conhecê-lo, pessoalmente, durante conferência proferida por Henry Kissinger, para brasileiros em visita a Tio Sam, em viagem patrocinada pela AUI. Em Harvard, ele absorveu as técnicas relativas à “dosagem do hormônio antidiurético” que evoluiria para a “cromatografia da coluna”, e daí para o “imunoensaio radioativo do metabolismo hidromineral”. De volta a Salvador, Roberto Santos abdicou da sedução do consultório particular que lhe oferecia as maiores possibilidades materiais, em troca da dedicação, em regime de tempo integral, à criação das residências médicas no Hospital das Clínicas, o melhor, na época, em todo o Nordeste.
Deixou a Secretaria da Saúde da Bahia, no Governo Luis Viana Filho, para ocupar, entre 1971 e 74, a Reitoria da UFBA, fundada em 1946 pelo seu pai, Edgar Santos. Paralelamente, presidiu o Conselho Federal de Educação, de 1971 a 74, de onde saiu para governar a Bahia de 1975 a 79. Mais tarde viria a ser Ministro de Estado, parlamentar e presidente do CNPQ, todas essas atividades comandadas pelo seu estofo de cidadão estadista, sob cuja inspiração viria a fundar a Academia de Ciências da Bahia de que foi o primeiro Presidente. 
Penso que a palavra síntese da rica biografia de Roberto Santos seja “integridade”, tomada em sua acepção plena de obediência ao que não é exigido. Nestes tempos temerários em que vivemos, o conhecimento da biografia de Roberto Santos, pelo seu excepcional valor pedagógico, pode contribuir muito com a recuperação de nossa combalida moralidade pública e com a exaltação dos valores da cidadania honrada. Nesse sentido, a leitura do seu livro de memória acadêmica, Vidas Paralelas, é de preceito.
No estrito plano da convivialidade, como chefe de família exemplar, motivo de alegria e orgulho para filhos e netos, que contou, invariavelmente, com o concurso inestimável de sua grande companheira e conselheira da vida inteira, a saudosa Maria Amélia, de marcante presença ao seu lado, em todos os momentos de sua gloriosa existência, Roberto Santos foi, igualmente, um modelo edificante.
Sem dúvida, Roberto Santos afirmou-se como uma estrela de primeira grandeza na constelação dos grandes vultos de nossa terra. Sua inspiradora saga existencial é a resultante da associação feliz entre os ricos atributos que ornam sua exuberante personalidade.
Sobre sua portentosa história, e diante de seu lúcido testemunho, debruçou-se encantada a consciência dos brasileiros honrados, livres e cultos.
E é por tudo isso que a síntese biográfica de Roberto Santos se adéqua, como a mão à luva, ao resumo autobiográfico de Orlando Gomes, que repeti, falando em nome da larga comunhão dos seus amigos, ao ensejo dos seus noventa anos: Infatigável no trabalho; Severo nos estudos; Grande nos afetos e Sereno nas preterições!
Joaci Góes, escritor, é ex-presidente da Academia de Letras da Bahia e ex-diretor da Tribuna da Bahia. Artigo publicado nesta quinta-feira, 11, na TB.
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“Pastime Paradise”, Chick Corea e Stevie Wonder : sensacional performance  de dois monumentos da música norte-aericana. Saudades de Chick Corea. R.I.P.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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 Pianista de jazz com mais de 50 anos de carreira e ganhador de 23 prêmios Grammy morreu na terça-feira por causa de um câncer raro.

Por G1

Chick Corea se apresenta no Grammy em 2020 — Foto: Robyn Beck/AFP

Chick Corea se apresenta no Grammy em 2020 — Foto: Robyn Beck/AFP

 

O pianista de jazz Chick Corea morreu aos 79 anos nesta terça-feira (9) por causa de uma forma rara de câncer. A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (11) na página do músico no Facebook.

De acordo com o comunicado, a doença foi diagnosticada “muito recentemente”.

Na publicação, Corea deixou uma mensagem para os fãs, amigos e família.

“Quero agradecer a todos que ao longo de minha jornada ajudaram a manter as chamas da música queimando forte. Tenho a esperança de que aqueles que têm uma inclinação para tocar, escrever, se apresentar ou algo do tipo o façam. Se não por vocês mesmos, pelo resto de nós. Não é apenas que o mundo precisa de mais artistas, mas também porque é muito divertido”, afirmou o pianista.

 

“E para todos os meus amigos músicos maravilhosos que foram como uma família para mim desde que os conheço: Foi uma bênção e uma honra aprender com e ao tocar com todos vocês. Minha missão sempre foi a de trazer a alegria da criação a qualquer lugar que eu pudesse, e fazê-lo com todos os artistas que eu tanto admiro — esta foi a riqueza da minha vida.”

Armando Anthony “Chick” Corea nasceu no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, em 1941. Ganhador de 23 prêmios do Grammy e indicado mais de 60 vezes ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, ele se estabeleceu como um dos principais pianistas de jazz nos anos 1960.

Com o tempo, tocou com alguns dos maiores nomes do gênero, como Stan Getz e Herbie Mann. Ao se juntar à banda de Miles Davis, fez parte do nascimento do jazz fusion, que misturava o jazz com rock, funk e R&B.

Depois, formou grupos próprios, como o Return to Forever e a Chick Corea Elektric Band. Um de seus discos mais recentes, “Antidote”, gravado com a Spanish Heart Band, ganhou o Grammy de melhor álbum de jazz latino em 2020.

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 Sid, NO PORTAL DE HUMOR

 

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Sucessão de vídeos inéditos sobre o violento ataque ao Capitólio marca o impeachment contra o presidente republicano, acusado de incitação à insurreição

Multidão de seguidores de Donald Trump quebra a barreira de segurança levantada pela polícia diante do Capitólio em 6 de janeiro.
Multidão de seguidores de Donald Trump quebra a barreira de segurança levantada pela polícia diante do Capitólio em 6 de janeiro.ROBERTO SCHMIDT / AFP
Washington

O julgamento do ex-presidente Donald Trump no Senado dos Estados Unidos transcorre deixando poucas dúvidas sobre a absolvição do magnata, pelo apoio majoritário de seus republicanos, mas também sobre a finalidade do procedimento de impeachment: uma declaração de repúdio político, um alerta à opinião pública, uma catarse nacional. Os democratas que exercem a acusação utilizaram um arsenal de violentas imagens do ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, muitas delas inéditas até agora, misturadas com as mensagens incendiárias de Trump para deixar sentenciado, pelo menos à história, a forma política que ele represea.

 

O chefe do grupo de membros da Câmara, Jaime Raskin, denunciou a “total falta de arrependimento” mostrada pelo republicano naquela tarde e frisou que o mandatário “sabia exatamente o que fazia” e o efeito que causaria com suas palavras quando incitou os manifestantes a marchar rumo ao Capitólio e “lutar como o demônio” para recuperar o país. “Se não veem nisso um crime grave, os senhores estabelecerão um novo limite terrível à conduta presidencial”, resumiu.

A acusação tentou demonstrar que as falas do dia não tinham um sentido figurado, uma vez que respondiam, de acordo com seu argumento, a um padrão de comportamento do ex-presidente em relação à violência —a violência literal— que vem de longe. Nessa linha, Raskin expôs fragmentos de comícios de Trump de 2015 e 2016, em que pedia agressividade contra os detratores que tentavam boicotar o discurso, e suas famosas declarações sobre os neonazistas que protagonizaram os distúrbios de Charlottesville em 2017 (nos quais uma mulher morreu): “Há pessoas boas nos dois lados”. Também resgatou suas palavras agitando os protestos em Michigan, onde um grupo radical planejou o sequestro da governadora, a democrata Gretchen Whitmer.

O primeiro processo de impeachment do republicano, encerrado há um ano, se transformou em um desfile de depoimentos que descreveram uma espécie de diplomacia paralela do presidente à época, julgado por usar o poder presidencial para pressionar a Ucrânia e obter sujeiras que prejudicassem seus rivais políticos, com Joe Biden à frente. Este caso, entretanto, passará à história pelos demolidores minutos de vídeo daquele nefasto 6 de janeiro que causaram espanto nos senadores que devem votar o veredito e muitos dos quais eram alvo da turba.

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Os norte-americanos puderam ver como o agente Eugene Goodman, elogiado por sua ação corajosa durante o incidente, impediu o acesso ao senador republicano Mitt Romney, um crítico habitual de Trump detestado por seus radicais, e o livrou de se ver frente a frente com os manifestantes. Também contemplaram as forças de segurança levando o à época vice-presidente, Mike Pence, rapidamente, escada abaixo com sua família. Pence, um conservador religioso que havia sido fiel escudeiro do presidente durante quatro anos, se negou a boicotar a sessão do Congresso que naquele dia deveria confirmar a vitória de Joe Biden. Alguns atacantes gritaram “Vamos enforcar Pence”. Em outras gravações aparecem os assistentes da presidenta da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, se refugiando em um gabinete enquanto os atacantes tentam derrubar a porta.

“Isso é de cortar o coração e enche os olhos de água”, disse na noite de quarta-feira o senador Romney. “Estou brava, estou afetada e muito triste, estamos revivendo tudo”, afirmou a senadora Lisa Murkowski, outra republicana também opositora ao ex-presidente que, como Romney, votou a favor de realizar o procedimento de impeachment.

Nesta quinta-feira a acusação também lembrou as palavras que o próprio presidente Trump dirigiu naquela tarde aos seus seguidores, em pleno ataque. Em um vídeo gravado na Casa Branca, o republicano lhes pediu que se comportassem pacificamente, mas elogiou sua atuação, respaldou sua irritação e insistiu na mentira da fraude eleitoral. “Voltem para casa, amamos vocês, são muito especiais, mas precisam ir para casa”. “Essas são as coisas que acontecem quando uma vitória sagrada e esmagadora é roubada de modo agressivo de grandes patriotas que foram tratados mal e injustamente durante muito tempo. Vão para casa em paz e amor. Lembrem desse dia para sempre!”, escreveu pouco antes em sua conta do Twitter.

Nesta sexta-feira começa a vez da defesa do ex-presidente e, como adiantaram fontes dos advogados à rede CNN, tentarão fazer sua exposição em um só dia. Se testemunhas não forem chamadas para depor, o processo durará poucos dias mais. Esse será o julgamento por impeachment mais rápido da história. Para declarar culpado um presidente em um procedimento de impeachment são necessários os votos de 67 dos 100 senadores do Senado, o que significa que pelo menos 17 republicanos precisam se juntar aos 50 democratas para condenar Trump. As contas por enquanto não batem, mas o final desse processo é deixar um precedente de repúdio escrito na história.

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