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Resultado de imagem para Roberto Santos ex-governsdor da Bahia morre em Salvador
Roberrto Santos: Bahia perde um ex-governador exemplar e competente
gestor público que fez história na administração do estado, na reitoria
da UFBA e no Ministérioda Saúde.

Morreu na tarde desta terça-feira, 9, o ex-governador da Bahia, Roberto Santos, aos 94 anos de idade. Ele estava hospitalizado há duas semanas para tratar problemas renais, e chegou a ser internado na UTI.

A informação da morte do ex-governador e ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) foi confirmada em nota da instituição superior de ensino. “Informo aos membros da comunidade Ufba que Dr. Roberto Santos, nosso ex-reitor e nosso grande amigo, acaba de falecer. A Ufba, mais uma vez, está de luto. Expresso aqui nossos sentimentos mais profundos”, lamentou o reitor, João Carlos Salles.

Roberto Figueira Santos foi um médico, professor e político brasileiro, que governou a Bahia entre 1975 e 1979. Foi também ministro da Saúde, durante o governo presidencial de José Sarney, entre 1986 e 1987.

Filho de Edgard Rego dos Santos e de Carmem Figueira Santos, formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1949 e já em 1951 tornou-se professor titular daquela instituição.

Nos Estados Unidos, especializou-se em clínica médica, em uma temporada nas universidades de Cornell, Michigan e Harvard (1950-1953). Depois, foi à Grã-Bretanha, onde se especializou em medicina experimental pela Universidade de Cambridge (1954-1955).

De volta ao Brasil, prosseguiu atuando na medicina e no ensino superior até ser nomeado secretário de Saúde do estado da Bahia, durante os primeiros meses do governo Luiz Viana Filho, cargo do qual abdicou ao ser nomeado reitor da UFBA (1967-1971), ocupando a mesma posição que anos antes fora exercida pelo prof. Edgard Santos, seu pai.

Publicou mais de 40 obras, dentre as quais Educação médica nos trópicos, O ensino médico no Brasil e A pesquisa médica no Brasil. Era também membro da Academia Baiana de Letras e da Academia Nacional de Medicina

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DO EL PAÍS

Criticando ACM Neto e a cúpula do partido, Rodrigo Maia e Mandetta devem se desligar da legenda nas próximas semanas. Desintegração é vitória tática para Planalto

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia no último dia 1º de fevereiro.
O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia no último dia 1º de fevereiro.ADRIANO MACHADO / Reuters
 
Brasília

Dois anos atrás, o Democratas ocupava o centro do poder no Brasil. Administrava a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Tinha ainda três ministérios ?hoje são dois. Parecia ser uma alternativa política de direita capaz de influenciar o jogo da sucessão presidencial. Os últimos movimentos internos da legenda, no entanto, mudaram a rota e causaram uma espécie de implosão interna. A sigla que resolveu, sob a liderança de seu presidente e prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, se aproximar ainda mais do bolsonarismo nas tratativas paro o novo comando do Congresso acabou provocando o rompimento do ensaio de aliança de centro-direita DEM-PSDB-MDB-Cidadania para a sucessão presidencial de 2022. Além disso, duas de suas figuras proeminentes nos últimos anos, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta encaminham suas desfiliações das hostes Democratas para as próximas semanas.

Mesmo tendo sido convidado pelo presidente do MDB, Baleia Rossi, Rodrigo Maia teria dificuldade de aderir à sigla, já que no Rio de Janeiro a maioria da legenda é alinhada com o presidente Bolsonaro. Em princípio, ele teria o interesse de concorrer à reeleição e talvez tivesse um caminho facilitado pelas outras legendas que pretendem lhe dar espaço e autonomia. Já Mandetta não teria fácil acesso ao PSDB e ao MDB porque esses dois grupos políticos dão sustentação à candidatura da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que pretende disputar o Governo de Mato Grosso do Sul. Se não conseguir se firmar como uma alternativa a Bolsonaro ou a vice em alguma chapa, Mandetta é cotado para concorrer ao Governo sul-mato-grossense.

O deputado já avisou que deixará o DEM e está consultando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a melhor alternativa de fazê-lo, sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Já o ex-ministro Mandetta disse que se reunirá com a cúpula da legenda dentro de duas semanas com o objetivo de chegar a uma decisão.

Rastros da Arena

A principal causa da ruptura de Maia com o partido, que em 2018 lançou sua pré-candidatura ao Planalto, foi a eleição para a cúpula de comando da Câmara na semana passada. Na ocasião, uma articulação encabeçada pelo presidente do Democratas, ACM Neto, resultou no fim do apoio a Baleia Rossi (MDB-SP) e consequente migração para Arthur Lira (PP-AL), o candidato de Jair Bolsonaro que acabou vencendo. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Maia afirmou que ACM Neto, de quem é amigo há 20 anos, “entregou de bandeja” a sua cabeça ao “Palácio do Planalto” e que o partido voltou a ser a extrema direita que deu sustentação à ditadura brasileira entre 1964-1985. Antigo PFL, o DEM surgiu da Arena, o partido dos militares que governaram o país durante o regime autoritário.

Diante da repercussão da entrevista de Maia ao Valor, ACM Neto voltou à artilharia. Emitiu nota dizendo que o deputado tinha a intenção de “se perpetuar no cargo de presidente da Câmara”, que ele “se encastelou no poder”, que o DEM “não tem dono”, que não aderiu ao bolsonarismo e se eximiu de responsabilidade na condução da eleição da Mesa Diretora da Câmara. “A mais grave de todas as falácias de sua narrativa é exatamente a de procurar jogar no colo do Democratas uma conta que não é nossa.”

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O governador goiano, Ronaldo Caiado, outra liderança do DEM, também atacou Maia. “Ele faz questão de deixar claro que está saindo do Democratas e colocando seu nome a leilão. A sua entrevista não deve ser considerada pela classe política porque é indicadora de internação hospitalar”, disse em seu Twitter.

O líder do partido na Câmara, Efraim Filho, em nota também saiu em defesa de ACM Neto. “Com o anúncio de sua saída [de Maia] deixa claro que chegou ao fim de um ciclo no partido, e esta decisão ajudará a pacificar o Democratas”.

Ex-deputado e ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, ACM Neto tem como objetivo principal disputar o Governo da Bahia. Também tinha como meta garantir a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à Presidência do Senado. A soma de questões regionais com a ambição nacional, fez com que ele acabasse abandonando o grupo de Maia na Câmara. Suas últimas declarações também afastaram Mandetta, um potencial candidato à Presidência da República pelo DEM. Na última semana, à Folha de S. Paulo, o dirigente do Democratas afirmou que, na eleição de 2022, não descarta estar com quase nenhum dos potenciais presidenciáveis. Nominou Bolsonaro, João Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Luciano Huck (sem partido) e o próprio Mandetta. “Só faltou citar o Lula”, disse o ex-ministro.

Alternativas

Presidente do Cidadania, Roberto Freire admite que os diálogos para uma frente de seu partido com o DEM, PSDB e MDB entraram em modo de espera. “A partir do momento que o DEM passou a admitir estar até com o Bolsonaro, as pontes foram rompidas”, disse. Mas isso não impede uma mudança, em médio prazo. “O mesmo cavalo de pau dado pelo DEM agora pode se repetir em 22. Se encontrarmos uma candidatura competitiva, ele pode voltar a integrar nosso grupo”, disse.

Freire admite os diálogos com Mandetta e Maia, mas não sabe quando haverá uma resposta. “Já tivemos conversas com os dois. Mas o timing quem dá é o político, não o partido. Por isso, seguimos conversando”, disse.

Entre membros do PSL consultados pela reportagem, o ingresso de Maia só seria possível caso os deputados bolsonaristas ?que representam cerca de 30 dos 53 parlamentares? deixem a legenda nos próximos meses. Se não for assim, dificilmente ele se vinculará à sigla. No PSDB, o governador de São Paulo, João Doria, fez um convite público a Maia, que também recebeu elogio do presidente de honra da legenda, Fernando Henrique Cardoso. No Podemos a articulação é feita entre alguns dos deputados e senadores, mas não teve um retorno direto da cúpula partidária. Mais do que o ingresso de Maia em qualquer nova legenda, o que contará para o cenário político será o número de lideranças regionais ele conseguirá levar consigo.

“Cristal”, Marcos Valle: na praia musical do BP, para você relaxar em casa! Bom dia! Com sol ou chuva! Ou os dois juntos! Sorria, a vida é bela!

(Gilson Nogueira)

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 DO SITE O ANTAGNISTA
“Não sabe perder e tem apego ao poder”, diz ACM Neto sobre Maia
Foto: Ângelo Pontes/ Agecom
ACM Neto disse na CNN que lamenta e não desejava a saída de Rodrigo Maia do DEM. Mas disse que o ex-presidente da Câmara acabou levando a briga com o partido “para o lado pessoal”, proferiu “palavras de ingratidão” e agiu de “modo passional”.

“Não sabe perder e tem apego ao poder”, disse ACM Neto, em referência à debandada do DEM em favor de Arthur Lira.

 
 
 “Talvez Rodrigo, pelo excesso de tempo no poder e pela dificuldade de entender que os cargos são transitórios, são passageiros, ele tenha infelizmente errado desde o início. O problema todo está na gênese que é anterior à decisão do Supremo. Rodrigo, infelizmente, no fundo, queria continuar e acabou perdendo autoridade sobre sua própria sucessão”, afirmou.
 

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 Sponholz, NO

 

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RN
Ronayre Nunes
 

 (crédito: Pedro França/Agência Senado)

(crédito: Pedro França/Agência Senado)

Morreu nesta segunda-feira (8/2), em um hospital particular de São Paulo, o senador e ex-governador da Paraíba José Maranhão (MDB-PB), aos 87 anos. Maranhão era o senador mais velho da atual legislatura.

O corpo será levado para sua terra natal, Araruna, na Paraíba, onde será enterrado. Ele será substituído no Senado pela suplente Nilda Gondim (MDB-PB), já em exercício desde o início de janeiro. O mandato da chapa vai até 2023.

José Maranhão é a segunda vítima de covid-19 entre os membros do Senado desde o início da pandemia. Em outubro de 2020, morreu o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), em decorrência de falência múltipla dos órgãos, após cerca de um mês internado. Arolde era o segundo senador mais idoso da legislatura, com 83 anos de idade.

História

Nascido em Araruna (PB) em 1933, José Maranhão foi empresário e advogado, formado pela Universidade Federal da Paraíba. Exerceu o mandato de deputado estadual quatro vezes (1955-1969), foi deputado federal em três legislaturas (1983-1995), inclusive durante a Assembleia Nacional Constituinte. Atualmente, era presidente estadual do MDB.

Em sua carreira no Senado, José Maranhão presidiu entre 2015 e 2016 a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na condição de senador mais idoso, ele presidiu a eleição da Mesa Diretora em 2019, na primeira ocasião da história recente do Senado em que nenhum dos membros da Mesa em exercício podia fazê-lo (10 dos 11 membros não estavam mais no Senado e o 11º, o senador Davi Alcolumbre, era candidato na eleição).

Com informações da Agência Senado.

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