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Por Fernanda Calgaro, Luiz Felipe Barbiéri, Elisa Clavery e Paloma Rodrigues, G1 e TV Globo — Brasília


Deputado Arthur Lira (PP-AL), eleito novo presidente da Câmara — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Deputado Arthur Lira (PP-AL), eleito novo presidente da Câmara — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

 

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi eleito nesta segunda-feira (1º) presidente da Câmara dos Deputados e ficará no comando da Casa Legislativa pelos próximos dois anos, até 2023.

Lira recebeu 302 votos, mais que o dobro do segundo colocado, Baleia Rossi (145 votos) e mais que a metade dos 505 votantes. Com isso, a vitória foi definida já no primeiro turno.

Líder dos partidos do Centrão, que fazem parte da base do governo na Câmara, o deputado tinha o apoio do Palácio do Planalto. O resultado representa uma vitória política do presidente da República, Jair Bolsonaro, que trabalhava para ter um aliado no comando na Casa.

Além de definir as pautas de votação do plenário, o presidente da Câmara tem a prerrogativa de decidir, sozinho, se abre ou não um processo de impeachment para afastar o presidente da República.

O placar final da votação ficou assim:

  • Arthur Lira (PP-AL): 302 votos
  • Baleia Rossi (MDB-SP): 145 votos
  • Fábio Ramalho (MDB-MG): 21 votos
  • Luiza Erundina (PSOL-SP): 16 votos
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS): 13 votos
  • André Janones (Avante-MG): 3 votos
  • Kim Kataguiri (DEM-SP): 2 votos
  • General Peternelli (PSL-SP): 1 voto
  • Em branco: 2 votos
 

“Temos que examinar como fortalecer nossa rede de proteção social. Temos que vacinar, vacinar, vacinar o nosso povo. Temos que buscar o equilíbrio das nossas contas públicas”, disse Arthur Lira.

Lira afirmou ainda que irá procurar o também recém-eleito presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para articular a votação de uma pauta emergencial.

“Irei propor ao novo presidente do Senado, neste caso já eleito também, o senador Rodrigo Pacheco, de Minas Gerais, a quem parabenizo, uma ideia geral, que chamo de pauta emergencial, vejam bem, pauta emergencial, para encaminharmos os temas urgentes”, afirmou.

O presidente da Câmara também ocupa o segundo lugar na linha de sucessão da Presidência da República. Na hipótese de Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, estarem fora do país, quem comandará o Planalto será Lira.

O principal adversário do novo presidente na disputa foi Baleia Rossi (MDB-SP) – candidato do agora ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tentava emplacar um sucessor. Ao todo, nove candidatos se inscreveram na eleição.

  • Lira foi eleito com o apoio de 11 partidos: PP, PL, PSD, Republicanos, Avante, PROS, Patriota, PSC, PTB, PSL e Podemos.

O deputado do PP ainda contou com ajuda extra do governo, que entrou de cabeça nas negociações para elegê-lo. Adversários acusaram o Executivo de liberar, em troca de votos, recursos adicionais para parlamentares aplicarem em obras em seus redutos eleitorais.

Bolsonaro também sinalizou que poderia recriar ministérios para acomodar indicações dos partidos que apoiaram Lira, descumprindo a promessa feita na campanha de 2018 quando prometeu uma Esplanada com 15 ministérios. Hoje, já são 23. Depois, diante da repercussão negativa, o presidente voltou atrás e negou a intenção de reabrir pastas.

Questionado sobre o impacto da atuação do Planalto na eleição, Lira negou interferência do Planalto e disse que ninguém “influi” na Presidência da Câmara.

 Desde o ano passado, Lira já vinha articulando nos bastidores a sua candidatura. O lançamento oficial foi em dezembro, dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar a possibilidade de Maia disputar a reeleição no mesmo mandato.

Em janeiro, o parlamentar intensificou a campanha e fez um giro por vários estados do país, onde se reuniu com parlamentares e governadores – que poderiam ajudar no convencimento de deputados a seu favor.

Em discurso no plenário, Arthur Lira diz: 'A Câmara tem que ser de todos'

Em discurso no plenário, Arthur Lira diz: ‘A Câmara tem que ser de todos’

Uma das principais bandeiras de sua campanha foi aumentar a participação dos líderes partidários na definição da pauta de votação. O deputado falou em várias oportunidades durante a campanha que pretende dividir com o colégio de líderes a responsabilidade sobre o que será votado na Câmara.

Lira também prometeu compartilhar o protagonismo na Casa com os colegas deputados, reforçando que a “Câmara não tem dono” nem “chefe”.

Prioridades

Desde que lançou sua candidatura, Lira tem dito que vai priorizar a votação da chamada PEC Emergencial, que ativa gatilhos para impedir o excessivo endividamento do governo.

Só com a aprovação da PEC, segundo Lira, poderá ser discutido um novo benefício social para os brasileiros ou a ampliação do auxílio emergencial, pago em razão da pandemia do novo coronavírus.

 

O deputado, no entanto, tem defendido que novas despesas devem respeitar o teto de gastos, assim como prega a equipe econômica do presidente Bolsonaro.

Em seguida, a intenção dele é colocar em votação as reformas administrativa e tributária.

Arthur Lira: ‘A Câmara vai sair do eu para entrar na época do nós’

Arthur Lira: ‘A Câmara vai sair do eu para entrar na época do nós’

Como pensa Lira

Durante a campanha à presidência da Câmara, o G1 perguntou ao deputado sua opinião sobre dez temas. Leia abaixo:

  • Prorrogação do auxílio emergencial: “Ao longo de 2020, defendemos um novo programa, no qual a base da pirâmide brasileira, que está fora do Cadastro Único, tivesse tratamento diferenciado na pandemia. Não conseguimos avançar. A próxima oportunidade será na votação do Orçamento de 2021. Defendo a criação de um programa novo, respeitando o teto de gastos, dentro do novo Orçamento.”
  • Vacinação obrigatória contra a Covid: “Acredito que vamos ter ótima adesão à campanha de vacinação. Defendo que qualquer vacina aprovada pela Anvisa seja disponibilizada. Mas toda vacina tem sua restrição e não deve ser obrigatória porque pode ter contraindicações para algumas pessoas conforme as indicações dos laboratórios produtores e as pesquisas.”
  • Atuação do governo Bolsonaro na pandemia: “Temos que priorizar vidas, sem dúvida. Estamos diante de 200 mil que morreram da doença. Nesse cenário triste, somamos os que tiveram piora na sua vulnerabilidade social e uma economia que pôs em risco a renda de outros. É fácil criticar. A gente tem que ajudar, ser crítico, duro e proativo quando precisa, mas não defensivo e sabotador. Vamos fazer parte da solução e da fiscalização.”
  • Pedidos de impeachment de Bolsonaro: “Impeachment não é pauta de candidato a presidente da Câmara. Esse assunto será tratado no momento oportuno, se tiver necessidade, com a composição da Câmara. O presidente atual tem cerca de 50 pedidos de impeachment e não pautou nenhum. Portanto, essa pergunta tem que ser feita ao atual presidente da Câmara.”
  • Legislação do aborto: “A decisão [de pautar] não depende do presidente da Casa. Deve ser atribuição do colégio de líderes. Com o apoio da maioria, qualquer assunto pode ser pautado. Os deputados e deputadas são os representantes da população e conhecem suas localidades e seu eleitorado. Assim, temas que estiverem amadurecidos na sociedade serão levados a plenário.”
  • Pautas de costumes: “Muito embora, por tradição, seja o presidente que leve as pautas ao plenário, para que seja construída com democracia, com soberania e diálogo, elas devem passar antes pela aprovação do colégio de líderes. Não cabe a mim, se eleito, fazer a pauta do Brasil ao meu gosto, como fez o presidente atual. Qualquer projeto, seja de direita, de centro, de esquerda, seja econômico ou social, que estiver amadurecido na sociedade brasileira e que contar com a maioria da aprovação no colégio de líderes, será pautado automaticamente, e o resultado será democraticamente resolvido no plenário. O papel do presidente é estar ao centro do plenário, olhando para os dois lados e conduzindo com absoluta isenção os trabalhos legislativos.”
  • Legislação sobre porte e posse de arma: Mesma resposta do item anterior.
  • Atuação do governo em relação a desmatamento: “A gestão ambiental é importante para o país. O papel da Câmara é trazer opiniões diversas para firmar bases para propostas. O Brasil é reconhecido pela diversidade de fauna e flora e pela extensão de áreas de floresta e proteção. Cuidar da agenda ambiental é estar atento ao nosso patrimônio e cuidado com a população e a herança para as gerações futuras. É possível conciliar a agenda ambiental com a de desenvolvimento econômico e social.”
  • Excludente de ilicitude: A Câmara é um Poder independente e não pode sofrer interferências de outros poderes. Perguntam sobre pautar temas de interesse deste ou daquele segmento. Minha visão é que o presidente da Câmara é um guardião da soberania do plenário. Sua função é fazer a discussão e o debate acontecer. Isso vale para todos os temas, inclusive o excludente de ilicitude.”
  • Pautas econômicas prioritárias: “Precisamos aprovar reformas estruturantes. O Orçamento 2021 estará na mesa logo no início dos trabalhos legislativos. Acredito que a PEC Emergencial virá em seguida, pois também trata de problema orçamentário. Temas como a reforma tributária precisam ser debatidos. Outro projeto que pode avançar no primeiro semestre é a reforma administrativa.”
Perfil

Natural de Maceió, Arthur César Pereira de Lira tem 51 anos, é casado e possui cinco filhos. Formado em direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), é empresário, advogado e agropecuarista.

Atualmente no PP, já foi filiado ao PFL (atual DEM), PSDB, PTB e PMN. Filho do ex-senador Benedito de Lira (PP), iniciou a carreira política como vereador em Maceió, em 1993, cargo que ocupou por duas legislaturas. Foi deputado estadual em Alagoas de 1999 a 2011. Desde então, é deputado federal. Em 2018, foi o segundo mais votado de Alagoas, com 143.858 votos.

Na Câmara, foi seis vezes líder do PP. Também comandou um bloco que, no ano passado, contava

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Discussão


“Como han pasado los años”, Rocio Durcal: combinação musical mais que perfeita na terça-feira de janeiro no BP: um bolero envolvente a a voz sempre apaixonada de Ricio. Viva.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

fev
02
Posted on 02-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2021
Foto: Reprodução/TV Globo
Luciano Huck tinha dois conselheiros: Paulo Hartung e ACM Neto.

Paulo Hartung manifestou-se contra o impeachment, porque a estratégia de Luciano Huck é manter Jair Bolsonaro sangrando até 2022 (e os brasileiros morrendo de Covid-19).

 ACM Neto, por outro lado, ficou com medo de perder o bonde e aderiu à candidatura de Jair Bolsonaro, para tentar derrotar o PT na Bahia.

Em consequência de um acidente doméstico, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai precisar fazer uma intervenção

23/10/2019. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press. Brasil. Brasília –
DF.Politica. O ministro Marco Aurélio Mello, durante sessão realizada no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para o julgamento de três ações que discutem a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, medida considerada um dos pilares da Operação Lava Jato.

Essa cirurgia “não tem nenhuma relação com a anterior, no joelho, a qual o ministro foi submetido em setembro”, segundo informações da equipe médica da Rede D’Or São Luiz. Os médicos afirmam que “o ministro segue em excelente forma física e por ser muito disciplinado na reabilitação, as chances de intercorrências são mínimas”. O boletim é assinado pelo médicos Marcus Montenegro, ortopedista e chefe da equipe médica, Allisson B Barcelos Borges, diretor médico, e Guilherme Villa, diretor geral do Hospital DF Star – Rede D’Or São Luiz.

Veja a nota:

“O Ministro Marco Aurélio Mello será submetido a cirurgia no ombro direito, devido a um acidente doméstico. A cirurgia está programada para próxima quarta-feira no hospital DF Star e será realizada pelo Dr. Montenegro e pelo Dr. Benno Eijsmann. Segundo Dr. Montenegro, chefe da equipe, esta cirurgia não tem nenhuma relação com a anterior, no joelho, a qual o ministro foi submetido em setembro. O médico afirma que o ministro segue em excelente forma física e por ser muito disciplinado na reabilitação, as chances de intercorrências são mínimas.

Dr. Marcus Montenegro – Médico Ortopedista – Chefe da equipe Médica

Dr. Allisson B Barcelos Borges – Diretor Médico – Hospital DF Star – Rede D’Or São Luiz

Dr. Guilherme Villa – Diretor Geral – Hospital DF Star – Rede D’Or São Luiz

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Posted on 02-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2021


 

Aroeira, NO PORTAL

 

 DO PORTAL G1

Por G1


Joe Biden, presidente dos EUA, assina decretos na Casa Branca nesta quinta-feira (28) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Joe Biden, presidente dos EUA, assina decretos na Casa Branca nesta quinta-feira (28) — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu pressão internacional para que militares de Mianmar “renunciem imediatamente” ao poder após golpe nesta segunda-feira (1º). O exército derrubou o governo eleito, prendeu líderes políticos, fechou o acesso à internet e suspendeu voos.

“A comunidade internacional deve se unir em uma só voz para pressionar que os militares birmaneses renunciem imediatamente ao poder”, disse Biden em um comunicado.

VÍDEO: Militares tomam o poder em Mianmar e lideranças são presas

VÍDEO: Militares tomam o poder em Mianmar e lideranças são presas

O presidente americano classificou o golpe militar como um “ataque direto à transição democrática”, que dura mais de uma década no país. Ele disse que os EUA vão trabalhar com aliados da região para apoiar a transição e que podem rever sanções a Mianmar.

 

Mianmar vivia uma fase democrática desde 2011, depois de quase 50 anos de regime militar. Naquele período, uma junta militar governou o país. De 2011 para cá, haviam sido implementadas eleições para o Parlamento e outras reformas.

Mapa mostra localização de Mianmar e da capital, Naypyitaw — Foto: G1

Mapa mostra localização de Mianmar e da capital, Naypyitaw — Foto: G1

Mianmar é um país no sudeste da Ásia que, até 1989, era chamado Birmânia. Os militares que governavam o país decidiram trocar porque Birmânia é o nome de uma etnia, e o regime da época quis fazer um gesto para as pessoas de outras etnias no país.

Reino Unido convoca embaixador

Outra medida retaliativa veio do governo britânico, que convocou nesta segunda o o embaixador birmanês no Reino Unido para condenar o “golpe de Estado” e pedir a “libertação imediata” das lideranças detidas..

O embaixador birmanês Kyaw Zwar Minn foi convocado no Ministério de Assuntos Exteriores e o secretário de Estado britânico para a Ásia, Nigel Adams, “condenou o golpe militar e o encarceramento ilegal de civis, inclusive Aung San Suu Kyi”, segundo um porta-voz do ministério. Ele também pediu “garantias de segurança para todos os detidos e pediu sua libertação imediata”.

As eleições

A última votação havia sido em novembro do ano passado, quando o principal partido civil, a Liga Nacional pela Democracia (NDL, na sigla em inglês), venceu 83% dos cargos em disputa. O novo Parlamento iria aprovar um novo governo.

 
Imagem de setembro de 2020 mostra trabalhadores confeccionando bandeira do partido NLD, da líder Aung San Suu Kyi, de Mianmar — Foto: Shwe Paw Mya Tin/Reuters

Imagem de setembro de 2020 mostra trabalhadores confeccionando bandeira do partido NLD, da líder Aung San Suu Kyi, de Mianmar — Foto: Shwe Paw Mya Tin/Reuters

Os militares se recusaram a aceitar esse resultado. Eles alegam que houve “enormes irregularidades” nas eleições legislativas de novembro.

Os militares haviam tentado argumentar na Suprema Corte do país que os resultados das eleições eram fraudulentos. Eles ameaçaram agir e cercaram os prédios do Parlamento com soldados.

O golpe militar

O golpe ocorreu sem atos de violência e poucas horas antes da primeira sessão do Parlamento formado nas eleições de novembro.

Militares tomam o poder em Mianmar; veja a repercussão

Militares tomam o poder em Mianmar; veja a repercussão

Os militares bloquearam as estradas ao redor da capital com tropas, caminhões e veículos blindados, enquanto os helicópteros militares sobrevoavam a cidade, e derrubaram o sinal de internet e telefonia móvel em todo o país.

 

Nesta segunda-feira, eles detiveram membros do NDL e líderes civis de Mianmar (inclusive Aung San Suu Kyi e o presidente, U Win Myint), juntamente com ministros, governadores regionais, políticos da oposição, escritores e ativistas.

O golpe foi anunciado em uma estação de TV que pertence aos militares. Um apresentador citou a constituição de 2008, que permite aos militares declarar uma emergência nacional. O estado de emergência, disse ele, permanecerá em vigor por um ano.

Rapidamente, os militares assumiram o controle da infraestrutura do país, suspenderam as transmissões de televisão e cancelaram os voos domésticos e internacionais.

O acesso ao telefone e à internet foi suspenso nas principais cidades. O mercado de ações e os bancos comerciais foram fechados. Em Yangon, a maior cidade e ex-capital do país, os residentes correram aos mercados para estocar alimentos e outros suprimentos.

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