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Blog Negro Nicolau | Cidadania, Empoderamento e Diversidade: O que Odorico Paraguaçu e Bolsonaro tem em comum?
 Bahia em Pauta » Blog Archive » Janio Ferreira Soares:Super Chico contra o desembargador francês, o filme
   ARTIGO                               

                             A democratura de Odorico é o sonho do capitão

 

                           Janio Ferreira Soares

 

A vida, definitivamente imita a arte, principalmente se ela surge em forma de uma inesquecível novela com as digitais de Dias Gomes na trama. Falo de O Bem-Amado, que após 48 anos retorna no Globoplay para provar que, além de craque na dramaturgia, o genial baiano também era uma espécie de bruxo, pois lá em 1973 anteviu que os absurdos do coronel Odorico Paraguaçu transcenderiam as fronteiras do imaginário e resurgiriam no Palácio do Planalto pela boca torta de um boquirroto sem noção.

Primeira novela colorida da TV brasileira, a história se passa em Sucupira, onde o inescrupuloso Odorico (Paulo Gracindo), depois de observar um pessoal zanzando com um defunto sem um lugar pra enterrá-lo, tem a brilhante ideia de se candidatar a prefeito com um slogan fake e matador: “Vote num homem sério e ganhe um cemitério”. Eleito, ele então desvia todos os recursos possíveis até realizar seu sonho.

A partir dai tudo muda, pois sem morrer mais ninguém na cidade sua obra não é inaugurada, o que o leva a contratar o famoso pistoleiro Zeca Diabo (Lima Duarte) para, digamos, facilitar o preenchimento da primeira cova e proporcionar seu tão aguardado discurso. Acontece que Zeca tornou-se um homem temente a padim Ciço e mais não conto, porque aí vai faltar espaço pra falar das afinidades entre o coronel sem patente e o capitão sem juízo. Simbora.

A primeira e chocante semelhança encontra-se nas redes e mostra Odorico boicotando a chegada das vacinas que irão imunizar a população de Sucupira de uma terrível epidemia. Ao ser questionado por Dirceu Borboleta (Emiliano Queiróz) de que isso pode gerar a morte de centenas de pessoas, ele simplesmente diz o famigerado “E daí?” que Bolsonaro disse diante da repórter que o indagou sobre os milhares de mortos pela Covid. Em seguida, manda um recado ao médico interpretado por Jardel Filho (uma espécie de Mandetta local), dizendo: “Se há vaga de herói nesta terra, essa vaga é minha”.

Mas a cereja do bolo, ou melhor, o jenipapo do licor que deixava as irmãs Cajazeira subindo pelas paredes foi cortada da versão original e só pôde ir ao ar já na série O Bem-Amado, exibida nos anos 80. Trata-se da sensacional explicação de Odorico sobre a função da tal democratura de que ele tanto falava e que, na época de chumbo, os militares censuraram seu significado. Ei-lo: “É um regime que conjumina as merecendências da democracia com os talqualmentes da ditadura. Na democracia, o povo escolhe a gente. Na democratura, a gente escolhe o povo que vota na gente”. Na mosca.

A propósito, ganha uma vacina de vento no bumbum (dizem que dói menos) quem souber o nome de certa pessoa que vive sonhando com tal regime. Uma dica: começa com “b”, termina com “aro” e tem um “o” bem no meio. Vale analogias.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

“Sonhar Contigo”, Adilson Ramos: SONHAR CONTIGO” SEMPRE, BAHIA!

BOM DOMINGO!

(Gilson Nogueira)

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Mandetta: “O vírus não respeita filiação partidária”

Mandetta: “O vírus não respeita filiação partidária”
Reprodução/TV Globo

O perfil oficial do DEM no Twitter publicou neste sábado um vídeo em que Luiz Henrique Mandetta defende o distanciamento social e o uso de máscaras como medidas para combater a pandemia de Covid-19.

Na gravação, o ex-ministro da Saúde afirmou, entre outras coisas, que o vírus “não respeita filiação partidária, estado, cidade ou faixa etária”.

 

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Posted on 28-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-02-2021



 

 Amarildo , NO JORNAL

 

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

A declaração está no livro ‘A Saúde dos Papa’, que teve trechos antecipados neste sábado

Agência France-Presse
postado em 27/02/2021 17:59 / atualizado em 27/02/2021 18:05
 

 (crédito: Handout / VATICAN MEDIA / AFP)

(crédito: Handout / VATICAN MEDIA / AFP)

O Papa Francisco acredita que morrerá em Roma durante seu papado e que não voltará a viver na Argentina, seu país natal, segundo entrevista incluída no livro A Saúde dos Papas, que teve trechos antecipados neste sábado pelo jornal La Nación, de Buenos Aires.

Com essa resposta, ele conclui o livro A Saúde dos Papas. Medicina, Complôs e Fé. De Leão XIII a Francisco, que chegará às livrarias na próxima segunda-feira (1º/3) na Argentina. “É um livro histórico, atemporal e único. Histórico porque tudo que se conta é certo e documentado; atemporal porque é uma história que supera qualquer ficção, e único porque, pela primeira vez, um Papa fala de sua saúde com a clareza de Francisco”, declarou o autor.

Durante a entrevista, Francisco, nome que ganhou quando foi eleito Papa, em 2013, disse que não sente falta de seu país. “Não, não sinto. Vivi lá por 76 anos. O que me aflinge são seus problemas”, disse o pontífice, de 84 anos. Ao se referir a episódios de sua saúde, esclareceu que não lhe falta um pulmão, mas que, em 1957, foi operado para a retirada do lóbulo superior do pulmão direito, onde tinha três cistos. O quadro não deixou sequelas. “A recuperação foi completa e nunca senti qualquer limitação nas minhas atividades.”

Nascido na Argentina, considerado um dos países com maior proporção de psicólogos e psicanalistas por habitante, Francisco contou que acolheu uma psiquiatra durante a ditadura (1976-1983), quando era membro dos jesuítas e teve que “levar gente escondida para tirá-las do país e salvar suas vidas”.

 

Quem é Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro para a presidência da Petrobrás - Economia - Estadão

General Silva e Luna vai  comandar Petrobras

 ARTIGO DA SEMANA 

“Gato na Tuba” e Petrobras: CVM investiga

Vitor Hugo Soares

Eu me lembro da marchinha “Gato na Tuba” ao ler a notícia de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu o segundo processo para investigar as vultosas perdas da Petrobras – mais de CR$ 70 bilhões, em um dia, com as ações negociadas na Bovespa – depois da estranha, e eticamente condenável, atitude do presidente Jair Bolsonaro de anunciar, via Twitter, a decisão de mexer no comando da maior e importante petroleira estatal da América Latina, trocando o especialista do setor, Roberto Castelo Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna. Fato, por si só, com poder explosivo capaz de causar perdas e danos – financeiros e de confiabilidade – sem que se saiba, até agora, os reais  motivos da mudança, nem para que cofres ou que bolsos foi tamanha fortuna. Razão de sobra para as suspeitas de acionistas , da imprensa e de gente, de fato, preocupada com os destinos da empresa que já foi  motivo de orgulho nacional.

O fato é ruidoso e a música ajuda analisar com leveza essa história sinuosa. “Tem Gato na Tuba” é expressão popular nascida do sucesso da composição de Braguinha e Alberto Ribeiro, campeã do carnaval de 1947, na voz do cantor Nuno Roland. A letra fala dos apuros do músico Serafim que, ao tocar sua tuba na banda, percebe haver algo errado com o instrumento que, no lugar de emitir apenas sons graves produz miados. A partir daí surgiu o ditado “para significar uma situação inesperada, que oculta algo mais do que  aparenta”. Neste caso que envolve a Petrobras em novo labirinto de incógnitas,  desculpa do vice, Hamilton M ourão, – de que “tudo não passa de especulação diante de uma simples mudança por questão de confiança” e que “o general Silva e Luna é um camarada competente”,  é dessas em que a emenda resulta pior que o soneto.  Além disso, o caso atual guarda semelhança com outro, vivido por este jornalista, nos Anos 70, quando tocava a redação da sucursal do JB na Bahia, então estado pioneiro e maior produtor de petróleo do Brasil. Tempo em que forte mesmo eram os “petroleiros”, e o governo não parecia tremer diante das buzinas de caminhoneiros, contra aumento do diesel. E pensaria duas vezes antes de vender – sem explicações à sociedade e ao Congresso – uma refinaria do porte da “Landulfo Alves” (Mataripe-BA), como aconteceu, em silêncio, há poucos dias.

De repente, naquela época, um jornal concorrente sai com um “furo” monumental: “Petrobras descobre no mar um dos maiores campos de petróleo na Bahia”. Logo uma tensão enorme chega na redação e na Bolsa. Da sede, no Rio, o editor nacional do JB, Juarez Bahia me liga: “Rapaz, que furo foi esse?” Respondi duvidar da  “notícia”, mas ia ver. Tinha boas fontes na Petrobras. Uma delas, Mário Soares Lima, (meu falecido primo, ex-deputado federal e ex-presidente do potente Sindipetro/Ba): “Mário disse: vasculhei tudo na empresa e ninguém sabe dessa “descoberta”. Acho que tem gato na tuba nessa história. Juarez, refinado repórter, premiado com o Esso de Jornalismo, ouviu e desligou, depois de recomendar: “Vamos ver e apostar nessa dica do Mario Lima”. Não deu outra. Tudo ficou claro quando a Bolsa decidiu apurar suspeito movimento de compra e vendas de ações da estatal no dia “da grande descoberta de petróleo na Bahia”, e se descobriu que especuladores ganharam fortunas da noite para o dia. Mas o que tem a ver, essa troca abrupta do comando da Petrobras, com a “notícia” do passado? Perguntarão fanáticos da objetividade. Talvez nada. Talvez muita coisa. Quem sabe um gato na tuba? 

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor.h@uol.com.br 
 

“Lembra de Mim”, Emílio Santiago: uma envolvente canção e uma voz e jeito inimitável de interpretar . Tudo de bom para embalar musicalmente o sábado no Bahia em Pauta. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO SITE O ANTAGONISTA

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), demitiu o jornalista que fez Jair Bolsonaro encerrar rispidamente uma entrevista à imprensa, anteontem, no Acre.

Chefe de gabinete na Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco, João Renato Jácome estava de folga e resolveu fazer um trabalho de freelancer, para o Estadão, na cobertura da visita.

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Posted on 27-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2021
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                   Amarildo, no portal de humor A Charge Online

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Posted on 27-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2021
 

DO CORREI BRAZILIENSE

Os aposentados e pensionistas que não cumprirem o calendário de retomada da prova de vida podem ter o benefício do INSS bloqueado

 
MB
Marina Barbosa
(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Suspensa há quase um ano por conta da pandemia de covid-19, a prova de vida dos aposentados e pensionistas Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltará a ser exigida a partir de maio deste ano. A cobrança, por sua vez, será feita de forma escalonada, até novembro, para evitar aglomerações nas agências bancárias.

Com isso, milhões de aposentados e pensionistas precisam se organizar para voltar a fazer a prova anual de vida nas agências bancárias. Afinal, o projeto da prova de vida digital, anunciado nesta semana pelo governo, ainda está em uma fase piloto. Logo, está disponível para um grupo restrito, de 5,3 milhões de beneficiários do INSS.

Para evitar aglomerações dos aposentados e pensionistas, que em sua maior parte integram o grupo de risco da covid-19, contudo, o calendário da prova de vida foi escalonado de acordo com a data de vencimento da comprovação de vida.

Em maio, por exemplo, apenas os aposentados e pensionistas que tinham que ter feito a prova de vida em março e abril do ano passado devem se dirigir a uma agência bancária. Já em junho, é a vez de quem deixou de fazer a prova de vida em maio e junho do ano passado. E assim por diante, com duas competências por mês.

Veja o calendário da retomada da prova de vida:
Competência de vencimento da prova de vida Competência de retomada da prova de vida
Março e abril de 2020 Maio de 2021
Maio e junho de 2020 Junho de 2021
Julho e agosto de 2020 Julho de 2021
Setembro e outubro de 2020 Agosto de 2021
Novembro e dezembro de 2021 Setembro de 2021
Janeiro e fevereiro de 2021 Outubro de 2021
Março e abril de 2021 Novembro de 2021

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