CRÍTICA: “A Vida em Si” | XV Curitiba

Bahia em Pauta » Blog Archive » Janio Ferreira Soares:Super Chico contra o desembargador francês, o filme

CRÔNICA

 

                                                  Vida que segue a tecer seus mistérios

 

                                             Janio Ferreira Soares

 

O cenário é simples. Uma mesa, três cadeiras, copos de vinho, abelhas sobrevoando mangas pelo chão e nuvens flutuando na água de um lago parado. Os atores sou eu, mulher, sogra e um cão de nome Júlio, confortavelmente deitado no pé de um coqueiro torto.

O roteiro é o de sempre, com destaque para a tríade “política, futebol e vida pós-morte”, dessa vez desaguando num raro consenso nos dois primeiros temas, com todos concordando que temos um lunático na presidência, que o Bahia periga alcançar a contradição de morrer em campo com uma administração de primeiro mundo e que Rogério Ceni, com sua camisa social por dentro da calça de tergal, está mais pra representante comercial de laboratório farmacêutico do que pra treinador. Quanto ao terceiro tópico, nem bem começou a peleja e este agnóstico de meia-tigela achou melhor ir assar um queijo coalho na cozinha.

De volta ao ringue, continuei defendendo, sem muita convicção (aliás, impressiona a certeza de muitos sobre o assunto), a tese de que a eternidade é a genética transmitida dos que se vão para os que virão, que aí continuarão vivendo através de alguém que terá o jeito de falar do bisavô, as manias de uma velha tia ou a cirrose daquele tio que morreu de amor. Mas aí, apenas com o apoio de Júlio a me olhar, como se dissesse: “É isso aí, patrão, agora me dê um pedaço de queijo e vamos cair fora que a barra tá pesada!”, saí antes que levasse umas mangas na cabeça das ferrenhas defensoras da reencarnação tradicional.

Pois bem, dia seguinte, ainda num climão, fomos assistir A Vida em Si, maravilha de filme do diretor e roteirista Dan Folgeman (o mesmo da cultuada série This is Us), onde numa dessas espantosas coincidências, a narradora resumiu tudo o que eu penso num comovente diálogo de sua avó com seu pai ainda jovem (ela, prestes a morrer, ele sem querer deixá-la pra ir estudar em outra cidade).

“Essa é a vida, Rigo. Ela te deixa de joelhos e te derruba tanto que você nem acredita. Mas se você seguir em frente encontrará amor. Eu encontrei amor em você e a minha vida, a minha história continuará quando eu me for, pois você é minha história, você é a história de seu pai. Meu corpo já não me serve mais. Mas você sou eu. Então vá. Vá me dar uma vida linda. A vida mais linda de todas. E se ela nos deixar de joelhos, nos levante e nos ache amor”.

É por isso que torço para que meus filhos me deem muitos netos. Porque aí, lá na frente, talvez alguém de perna fina que nunca conhecerei faça um bode cozido com farofa d’água igual ao que minha mãe me narrou enquanto agonizava segurando minha mão na frieza de uma UTI. E nessa hora, depois do “hummm!” nas primeiras garfadas, ela viverá, eu viverei e essa tal de vida seguirá tecendo seus fios de inexplicáveis mistérios.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

jan
31

“Aquele abraço”, Tim Maia: ia, aquele abraço saudoso, meu rei!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

jan
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Posted on 31-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2021
DO SITE O ANTAGONISTA

Dirceu tenta trancar ação da Lava Jato, mas juiz nega

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

 

Luiz Antonio Bonat rejeitou um pedido da defesa de José Dirceu para enterrar uma ação da Lava Jato em que o ex-ministro é réu por corrupção e lavagem de dinheiro. O processo está próximo da fase de alegações finais.

A defesa do petista pedia que a ação fosse trancada alegando que ele já havia sido julgado anteriormente pelo mesmo crime.

 

Para o juiz federal, no entanto, as acusações não guardam relação com o processo em que Dirceu foi condenado em maio de 2016, embora envolvam a mesma empreiteira, a Engevix

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Mandatário ainda se disse escravo da legislação e do teto de gastos. Emendou que não quer prometer o ‘paraíso’ para o setor, mas que busca soluções para os problemas

Ingrid Soares
postado em 30/01/2021 16:06
 

 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a apelar neste sábado (30/01) aos caminhoneiros para que não façam greve na próxima semana. O chefe do Executivo garantiu que tem feito o “possível”, mas que não tem conseguido baixar o preço do dólar e reduzir impostos federais do combustível.

De acordo com o mandatário, a estatal afirmou que o preço do combustível brasileiro é o mais barato entre os BRICS e países do G20. De acordo com a Global Petro Prices, que acompanha a variação de todos os combustíveis semanalmente, na verdade, o diesel se encontra mais barato em países do G20 como Rússia (BRICS) e Arábia Saudita e em índice semelhante ao dos Estados Unidos, ainda que com um comprometimento relativo ao salário mínimo local, em dólar, muito maior do lado brasileiro.

O presidente observou ainda que para baixar o PIS/Cofins no atual cenário, teria que aumentar impostos ou criar novas taxas. “Diz o Castello Branco que a nossa gasolina é uma das mais baixas do BRICS, do G20. Mas são realidades diferentes. Qual a maneira de diminuir o preço? Nós zeramos a CIDE. Temos o PIS/Cofins está em R$ 0,33 por litro do diesel. Para baixar cada centavo eu tenho que conseguir R$ 800 milhões em outro lugar qualquer, ou aumentando imposto ou criando novos impostos. Já falei com o Paulo Guedes para tentar encontrar no Orçamento estes cerca de R$ 26 bilhões que precisamos para zerar o imposto. A Receita apresentou onde eu poderia achar parte desse recurso. É tirar de um santo e cobrir o outro”, ressalta.

Apelo 

Bolsonaro repetiu que a categoria pese na balança o momento atual do país em meio à pandemia da covid-19. “A gente apela para os caminhoneiros; eles realmente são o sangue que levam o progresso e todo o movimento dentro do Brasil. Não sou eu que vou perder. O Brasil vai perder, os senhores também. Então, a gente apela pra isso daí. Vocês têm razão nas reivindicações”, completou.

Paraíso

O mandatário emendou que não quer prometer o paraíso para o setor, mas que busca soluções para os problemas juntamente com ministros da área. “Vamos ver se o Tarcísio continua trabalhando para buscar soluções para isso. Não é fácil. Não quero prometer o paraíso para eles, mas todos nós estamos em situação bastante complicada. Temos aí milhões de brasileiros informais que perderam emprego, servidor público está sem reajuste. Outros trabalhadores negociam redução de trabalho. Então a gente apela para os caminhoneiros que não façam a greve mesmo esporadicamente que alguns dizem que vão fazer, vão fechar”.

Por fim, Bolsonaro se disse escravo da legislação e do teto de gastos. “Nós não temos alternativa no momento. Eu sou escravo da legislação. Se não tivesse [que achar compensação] eu zeraria agora os R$ 0,33. Os problemas são enormes então a gente espera que o ministro Bento ao qual está vinculado a Petrobras busque soluções. O próprio Guedes arranje de onde tirar esses R$ 26, 27 bilhões para nós zeramos o PIS/COFINS do óleo diesel, pelo menos”, concluiu.

No último dia 27, o presidente pediu ao setor que não aderisse à greve “Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia do Brasil. Apelamos para eles que não façam greve, que todos nós vamos perder. Todos, sem exceção. Agora, a solução não é fácil. Estamos buscando uma maneira de não ter mais este reajuste”, disse na data.

Aumento no diesel

O aumento no preço do litro do diesel, anunciado na terça-feira (26/1) pela Petrobras, reacendeu a ameaça de greve dos caminhoneiros. Até a semana passada, apenas algumas lideranças confirmavam a adesão e associações e federações diziam se tratar de um grupo minoritário. Com o reajuste do combustível, no entanto, o descontentamento da categoria aumentou e áudios começam a circular nas redes sociais das lideranças, com mensagens cogitando a paralisação.

A estatal informou que o preço médio do diesel passará a ser de R$ 2,12 por litro nas refinarias, refletindo uma aumento médio de R$ 0,09 por litro, elevação de quase 4,5%.

jan
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Posted on 31-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-01-2021


 

 Zé Dassilva, NO

 

Apesar de altos investimentos no elenco nos últimos anos, foi Breno Lopes, que há menos de três meses disputava a segunda divisão, o autor do gol do título, marcado nos acréscimos

Los futbolistas del Palmeiras celebran el título de la Libertadores.
Los futbolistas del Palmeiras celebran el título de la Libertadores.SILVIA IZQUIERDO / AFP
 
São Paulo
Até o começo de novembro, o mineiro Breno Lopes nem sonhava em disputar uma final no Maracanã. Ainda vestia a camisa do Juventude, artilheiro do time na segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Até a última terça-feira, ele não havia marcado sequer um gol pelo Palmeiras, que o comprou por 7,5 milhões de reais. Depois de desencantar contra o Vasco, tampouco poderia cogitar que seria o grande protagonista do bicampeonato palmeirense na Copa Libertadores da América. “Não imaginava que isso aconteceria isso na minha vida. Eu estava na Série B e agora sou o herói do título”, reconheceu o atacante de 24 anos, com um misto de encanto e espanto, após a vitória de 1 a 0 sobre o Santos.

De certa forma, o alvoroço quebrou o clima de conformismo com o empate. Logo que a partida recomeçou, Rony, contratação mais cara do time nesta temporada, recebeu pela direita e cruzou com precisão no segundo pau. Breno Lopes, que havia entrado aos 39 minutos, cabeceou firme no canto, aos 53, sem chances para o goleiro John. Não bastasse o gol heroico de um reserva na única finalização certa do Palmeiras, o roteiro da conquista ainda reservou a assistência para um jogador que, diante da escassez de gols e boas atuações, chegou a ser desacreditado por parte da torcida. “Falei pra minha família: ‘Eu vou calar a boca de todo mundo’. Aqueles que torceram contra, eu só lamento. Espero a cada dia mais fazer história com essa camisa”, desabafou Rony, que terminou a competição com oito assistências e como artilheiro do time.

A afirmação dos dois heróis improváveis do Palmeiras coincidiu com a chegada de Abel Ferreira, que foi apresentado no clube apenas 12 dias antes da incorporação de Breno Lopes. O técnico português assumiu o time classificado para as oitavas da Libertadores, substituindo Vanderlei Luxemburgo. Com Abel, o alviverde, de grandes investimentos em medalhões como Luiz Adriano, Gustavo Gómez, Matías Viña, Felipe Melo e o próprio Rony, enfim, passou confiança aos torcedores. Superou Delfín e Libertad até encontrar o River Plate na semifinal. Mesmo jogando fora de casa, o Palmeiras impôs um lendário 3 a 0 na Argentina. A derrota por 2 a 0 na volta não foi capaz de apagar o simbolismo do enorme triunfo sobre a equipe de Marcelo Gallardo.

Antes da final contra o Santos, a convicção de Abel previu o cenário do jogo de poucas oportunidades no Maracanã: “As finais foram feitas para se ganhar”. E assim, com uma estratégia pragmática, defesa segura e persistência, ganhou o primeiro título de sua carreira com o Palmeiras. Logo uma Libertadores… Aos prantos, o técnico se permitiu despejar a emoção que tanto controlou nos últimos dias. Nos próximos, seu time ainda pode conquistar o tão sonhado Mundial (com chancela da FIFA), a Copa do Brasil (contra o Grêmio) e, inclusive, o Brasileirão, em que ainda tem chances de título. A estrela de protagonistas inimagináveis é o prenúncio perfeito para o desfecho de uma temporada de sonhos.

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