Bolsonaro x Doria x vacina x vida = Covid & mortes. Governo de SP anuncia data para a vacina da Covid. Anvisa diz que falta dado essencial. Desconfiar de quem? | Oi Diário
Dória enfrenta Bolsonaro no jogo da verdade da vacina do Butantan.
 ARTIGO DA SEMANA

Dória empurra, Bolsonaro balança

Vitor Hugo Soares

Segunda-feira, 25 de janeiro, data comemorativa dos 467 anos da fundação da cidade de São Paulo, o governador João Dória Jr (PSDB) teria carradas de razões para festejar vitórias políticas imediatas e estratégicas (de longo prazo) diante de seu inimigo mais feroz e vingativo, embora meio desarvorado e não raramente primário nas ofensas: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O tucano celebrou, mas sem fazer barulho, contido pelo sentimento dos números avassaladores em perdas humanas e danos generalizados causados pela Covid-19, no pedaço crucial do estado que ele administra.

Razões a começar pelo jogo da verdade – de Sua Excelência, o Fato, no dizer do estadista Charles de Gaulle, que tanto o saudoso Ulysses Guimarães citava em suas entrevistas e discursos – no caso das negociações e compra das vacinas do Butantan, que permitiram o alentador início da vacinação contra a pandemia no Brasil. Incluindo o envio de doses para o Amazonas, durante os dias de horror, por falta de oxigênio, nos hospitais de Manaus, que comoveu o mundo. Foi o chega- pra- lá do ocupante do Palácio Bandeirantes, que fez balançar a olhos vistos do país, neste começo de ano, o alegado prestígio popular do morador atual do Alvorada, somado à notória auto – suficiência que beira o descaso do chefe do poder central na condução de seu descarrilhado governo.

Fatos seguintes, desde então, demonstram que a pedrada certeira que partiu da “funda do franzino Davi das margens do Rio Tietê”, acertou em cheio a testa do “encorpado Golias das margens do Lago Paranoá”, mal (ou bem?) comparando, a ponto de deixa-lo meio grogue e perder ainda mais o prumo durante toda a semana. Há mesmo quem diga nos bastidores – pedindo sigilo – que Dória deveria ter festejado como paulista, com música, vinho e foguetório, o lance certeiro que tonteou o adversário. Outros preferem destacar a habilidade, inteligência e pontaria do tucano, frente a força bruta do inimigo.

 Seja como for, o que se escuta e se vê, desde então, é uma má notícia atrás de outra, para o “mito”. No espaço deste artigo cito apenas as duas principais e mais contundentes. A primeira vem da recente pesquisa do Datafolha e revela que a aprovação ao Governo Bolsonaro caiu de 37% para 31%, de dezembro de 2020 a janeiro de 2021. Movimento acompanhado por uma alta de 32% para 40% na faixa da população que reprova o presidente. Um estrago, no começo do ano novo, que não constava nem nas piores previsões dos novos melhores amigos do “rei no Planalto”, a começar pelos gulosos apoiadores do Centrão. São números de pesquisa realizada entre 20 e 21 de janeiro.

A segunda veio domingo, 24, na pesquisa do Atlas Político, publicada na edição brasileira do jornal espanhol El País. Este levantamento revela que para 53% dos brasileiros “é hora de submeter Jair Bolsonaro a um impeachment”. Dado – de tirar o sono dos atuais donos do poder – que coincide com os primeiros barulhos de panelas e carreatas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Recife, entre outras grandes cidades de norte a sul do Brasil, pedindo a destituição do presidente e recolocando o tema na ordem do dia da política nacional. O apoio ao impeachment – mostra ainda a pesquisa Atlas – se espalha por todas as regiões do país, mas é mais forte entre as mulheres e no Nor deste. Não é nada (não é nada?), mas é assim que começa, quando a questão é punir governantes por seus descalabros e malfeitos. A ver.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail:vitors.h@uol.com.br
 

“Meu Disfarce”, Fafá de Belém: Uma voz vibrante e uma canção apaixonada. Tudo que combina à perfeição com a musa do canto que vem do Pará. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Pesquisa Atlas aponta que presidente teria dificuldades para vencer de Haddad e Lula a Doria e Luciano Huck em um eventual segundo turno

Brazil's President Jair Bolsonaro talks with journalists next his son Senator Flavio Bolsonaro after a meeting with Economy Minister Paulo Guedes in Brasilia, Brazil January 27, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino
Brazil’s President Jair Bolsonaro talks with journalists next his son Senator Flavio Bolsonaro after a meeting with Economy Minister Paulo Guedes in Brasilia, Brazil January 27, 2021. REUTERS/Ueslei MarcelinoUESLEI MARCELINO / Reuters

A crescente crise de imagem vivida pelo presidente Jair Bolsonaro dificultaria suas aspirações à reeleição se qualquer possível nome da disputa em 2022 fosse seu adversário hoje. Uma pesquisa da consultoria Atlas Político mostra que o capitão reformado teria dificuldades de vencer desde figuras mais populares da esquerda, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (impedido no momento de concorrer) e Fernando Haddad até nomes mais centristas como o Governador de São Paulo, João Doria e Marina Silva, incluindo dois de seus ex-ministros: Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta. O levantamento também aponta que para 58% dos entrevistados, o Governo Bolsonaro tem uma imagem negativa —uma porcentagem maior do que a obtida pelas gestões Lula, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney.

O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 24 de janeiro e capta o que diversas pesquisas vêm apontando na última semana: a má gestão de Bolsonaro das crises sanitária e econômica provocadas pela pandemia de coronavírus desidratou sua popularidade. No entanto, o presidente se mantém com uma base fiel alta, o núcleo duro do bolsonarismo, quando se analisa o cenário de primeiro turno. Com Lula na disputa, o atual mandatário brasileiro tem 34,5% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente petista obtém 22,3%. Sem Lula, os votos em Bolsonaro se mantêm similares (34,4%), mas a polarização diminuiria e o segundo lugar seria disputado entre Haddad (13,4%), Ciro Gomes (11,6%) e Moro (11,6%). Foram ouvidas 3.073 pessoas por meio de questionários randômicos respondidos pela Internet e calibrados por um algoritmo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em um segundo turno, no entanto, Bolsonaro conseguiria reverter poucos votos dos concorrentes já fora do páreo e, por isso, teria bastante dificuldade para derrotá-los. Em uma disputa com Haddad, por exemplo, haveria um empate técnico, dentro da margem de erro. Bolsonaro captaria 38% dos votos e o petista, 42%. Um cenário parecido com o de uma disputa contra Lula, Ciro Gomes e Mandetta. O ex-juiz Sergio Moro é quem consegue retirar mais votos de Bolsonaro num segundo turno. Mas sua rejeição é alta e, por isso, parte dos entrevistados caminha para um cenário de dúvida ou não-voto (nulo ou branco), causando, novamente, uma situação de empate técnico. Dentre os entrevistados que afirmam ter votado em Bolsonaro na última eleição, 13% afirmam que votariam no ex-juiz num próximo pleito, caso ele estivesse concorrendo. O desempenho eleitoral de Bolsonaro é melhor entre os homens, os que têm entre 25 e 34 anos e os menos escolarizados.

Dados da mesma pesquisa, divulgados no início desta semana, apontam que a gestão de Bolsonaro é rejeitada por seis de cada dez brasileiros. Para 81% dos entrevistados, a situação do emprego é ruim no país e 73% acreditam que o auxílio emergencial deve prosseguir, contrariando a visão do próprio Governo. De acordo com o levantamento, 63% dos entrevistados acreditam que a situação de saúde pública criada pelo coronavírus está piorando e 51,2% defendem a ampliação do isolamento social, outra medida refutada por Bolsonaro desde o início da crise. Também na contramão das posturas do presidente, que já afirmou claramente que não pretende se vacinar, 73% das pessoas dizem que pretendem se imunizar contra a doença. A pesquisa apontou ainda que 53% dos entrevistados apoiam um impeachment.

jan
30
Posted on 30-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2021


 

Amarildo, no portal de humor A Charge Online

 

jan
30
Posted on 30-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-01-2021
Bahia 2 x 1 Corinthians: Tricolor vence e deixa a zona de rebaixamento | Goal.com
MAIS UM, BAHIA!
Gilson Nogueira
O quibe desceu redondo, com arroz e torrada. Em seguida, um suco de goiaba, cuja polpa foi comprada em um mercadinho da Graça, quase defronte ao edifício em que residia Antonio Carlos Magalhães, o Cabeça Branca, que tive a honra de conhecer. Deus o tenha! Ao levantar do banco, após o jantarzinho, senti algo estranho e imaginei tratar-se de uma reação de um creme após barba que ganhei de presente de minha mãezinha, agora no Céu, ao lado do velho. Bate uma saudade e a sensação de alergia passa com um Halls verde e água no rosto. ” Meu celular? Onde deixei meu celular?” Minha mulher, com a paciência de santa, vira-se para mim e diz: ” Relaxe, vai passar. Seu celular está ao lado do telefone fixo.” Ao ligá-lo, fui direto ao resultado do jogo do Bahia com o Timão no Estádio Octávio Mangabeira, a eterna Fonte Nova de emoções mil em azul, vermelho e branco.
” Maravilha, meu time saiu da zona de rebaixamento!”,gritei. A dona da casa, que simpatiza com o Vitória, tocou na minha canela: ” Deixe eu ver meu filme! Você esqueceu que esse creme já fez você ficar preocupado, pensando que estava sem ar?”  No ato, lembrei. E gargalhei, em seguida: ” Passou!” Guardei a embalagem do produto, na gaveta das boas, lembranças e fui ver a classificação do Primeiro Campeão Brasileiro de Futebol, no meu LG.

” Em décimo sexto lugar, encostado na parede dos quatro clubes da degola à vista, o campeão dos campeões fez-me sorrir colorido em tempo de luto planetário causado pela Porcaria. E até digitar as últimas linhas de uma crônica com sabor de alegria,  ainda ouço, na memória, enquanto traçava o quibe, um palavrão ecoando na rua. Naquele momento, desabei de tristeza: ” Meu time vai cair para a Série B!” E uma estupefação, ao conferir, no celular, que ele estava ganhando, por um a zero, a partida contra os Mosqueteiros Paulistas. ” Não se grita mais gol, xinga-se. Que porra! “

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

 

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