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Posted on 29-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-01-2021

DO JORNAL DO BRASIL

ABI
Credit…ABI

Por Jornal do Brasil

Nessa quarta-feira (27), o presidente da República declarou em evento reunindo seu rebanho que a famosa compra – R$ 15 milhões – de leite condensado seria para “enfiar no rabo” dos jornalistas. Hoje, a Associação Brasileira de Imprensa emitiu a seguinte nota:

“Falta compostura ao presidente

“Estarrecedor, espantoso, repugnante, medonho, grotesco.

“Estes são alguns adjetivos que poderiam qualificar o discurso do presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira desta semana.

“Diante da divulgação de números envolvendo compras suspeitas do governo, retirados de sites oficiais, Bolsonaro mais uma vez atacou de forma grosseira a imprensa e usou expressões de baixo calão, no estilo cafajeste tantas vezes presente em seu comportamento.

“Mandar a imprensa “enfiar no rabo” latas de leite condensado que podem ter sido compradas com superfaturamento só satisfaz bajuladores, como o ministro de Relações Exteriores que, ao lado do chefe, tal qual bobos da corte, dão gargalhadas e aplaudem, contentes, as grosserias do presidente.

“Foi um espetáculo lamentável.

“As mortes pela Covid-19 chegam a mais de 220 mil, batendo recordes, e o governo dá seguidas mostras de uma incompetência criminosa. O mundo inteiro avança no enfrentamento da pandemia, enquanto no Brasil o governo insiste em minimizar a gravíssima situação, tornando-se responsável direto pela morte de brasileiros, ora pelo atraso na distribuição de vacinas, ora pela falta de oxigênio, ora pelo incentivo ao uso de medicamentos condenados pelas autoridades médicas.

“Bolsonaro mantém no comando da área da Saúde uma figura sem qualquer qualificação para tal. E não só o ministro é despreparado. Toda a pasta está ocupada por militares que foram nomeados em detrimento de especialistas na área experientes e competentes, num processo que inclusive compromete a imagem das Forças Armadas.

 

“Enquanto isso, acumulam-se nas gavetas do presidente da Câmara dos Deputados os pedidos de impeachment do presidente. Já são mais de 60.

“A eles se soma o pedido de impeachment do ministro Eduardo Pazuello, encaminhado pela ABI e também engavetado.

“Decididamente, o Brasil não merece isso.

“Sinhá Maria”, Orlando Silva: até hoje, inigualável! O Céu que o Diga!

Bom dia, boa tarde e boa noite!

(Gilson Nogueira)

DO SITE O ANTAGONISTA
Brasil permanece estagnado no combate à corrupção, diz Transparência Internacional
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Transparência Internacional divulgou ONTEM(28) o ranking dos países no combate à corrupção. Entre os 180 países pesquisados, o Brasil ocupa a 94ª posição.

Num índice que vai de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro), a nota do Brasil ficou em 38, abaixo da média da América Latina (41) e da média mundial (43).

 No relatório, a Transparência Brasil citou retrocessos, como “pressão política e institucional que levou ao desmantelamento das forças-tarefa Lava Jato e Greenfield”, “renúncia do ministro da Justiça Sérgio Moro com acusações graves contra o presidente Jair Bolsonaro”, além da produção de relatórios de inteligência no governo para ajudar a defesa de Flávio Bolsonaro.

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 Duke, NO JORNAL

 

 

Tebet deixou de ser candidata do MDB à presidência do Senado depois de a bancada do partido decidir fechar um acordo para apoiar o nome de Rodrigo Pacheco, do DEM, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro

Jorge Vasconcellos
 

 

Com críticas à interferência do Palácio do Planalto na disputa pela presidência do Senado, a senadora Simone Tebet (MS) anunciou, na tarde desta quinta-feira (28/1), que não é mais a candidata do MDB ao comando da Casa e que vai concorrer de forma independente. A parlamentar tomou a decisão depois de ser pressionada pela bancada do partido a desistir da candidatura em favor de um acordo com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que apoia o candidato Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em coordenação com o presidente Jair Bolsonaro.

“Então, em face do fato de estarmos muito próximos da eleição da Mesa Diretora, que acontecerá dia 1º próximo, segunda-feira, e do MDB não poder dar uma posição oficial, o MDB, oficialmente, me comunicou que eu estou liberada, e, em função disso, eu não tenho outra coisa a fazer do que comunicar que eu deixo de ser candidata a presidente do Senado Federal pelo MDB e passo a ser candidata independente à presidência do Senado Federal”, disse a senadora.

A decisão de Tebet é uma reviravolta na disputa pelo comando do Senado e ocorre após a bancada emedebista na Casa demonstrar frustração com os apoios conseguidos pela candidata. Ao longo da campanha do MDB, ela recebeu adesões do Cidadania, do Podemos e do PSB, mas não a de legendas que se apresentavam como aliadas, como a Rede e o PSDB. Diferentemente, a campanha de Rodrigo Pacheco é sustentada por nove siglas, e o parlamentar é apontado como favorito na disputa.

“Independência comprometida”

Durante a entrevista coletiva, Tebet fez duras críticas a Davi Alcolumbre e lembrou que, há dois anos, ela desistiu de disputar a presidência do Senado em favor da candidatura do colega, que havia se comprometido com a independência da Casa. Ela afirmou que, apesar desse compromisso, “a independência do Senado está comprometida”.

“Há dois anos, eu abri mão da minha candidatura em nome de um projeto do então candidato e atual presidente Davi Alcolumbre, que, entre outros compromissos, assumiu o compromisso conosco da independência do Senado Federal. Pois bem, hoje a independência do Senado Federal está comprometida”, disse a senadora, referindo-se à interferência do Planalto na eleição no Senado.

Simone Tebet disse também que não se considera uma candidata “avulsa”, explicando que representa um grupo de senadores comprometidos com a independência do Senado. Entre os citados pela parlamentar estão o líder do Podemos, Álvaro Dias (PR); José Serra (SP), Tasso Jereissati (CE) e Mara Gabrilli (SP), do PSDB; Jorge Kajuru (GO), Alessandro Vieira (SE) e Eliziane Gama (MA), do Cidadania; e Leila Barros (PSB-DF).

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