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Posted on 19-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-01-2021
DO CORREIO BRAZILIENSE 
Luiz Calcagno
 

 

O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que será inevitável que a Câmara ou o Congresso criem uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as mortes e a falta de planejamento do governo federal durante a pandemia do novo coronavírus. Outro tema que, segundo ele, deverá surgir no plenário, é o do impeachment do presidente. A fala aconteceu no início da tarde desta segunda-feira (18/1), após uma reunião da Mesa Diretora que decidiu que as eleições da Casa serão presenciais e ocorrerão na noite de 1º de fevereiro.

Maia falou da CPI e de Pazuello após ser questionado sobre o posicionamento da Advocacia Geral da União (AGU), que afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que havia notificado o Ministério da Saúde do risco de colapso na capital do Amazonas em 3 e 4 de janeiro e, novamente, seis dias antes do ocorrido.

 “Não tem planejamento no governo federal. O presidente (Jair Bolsonaro) mesmo coloca dessa forma. Coloca uma narrativa que o Supremo tirou o poder do governo federal de agir nos estados, e não foi nada disso. O Supremo deixou claro que a coordenação do SUS é do governo federal”, disse.

“Eu sei de laboratório que mandou e-mail durante várias semanas no ano passado, para vender vacina, e não foi nem respondido. E essa vacina está imunizando os Estados Unidos, a Grã Bretanha. Não há planejamento e não se acreditava na importância da vacina. O que me estranha é que quando o ministro Pazuello foi escolhido, acho que ele é um bom militar, o motivo que o levou ao ministério era ser bom de logística, o que se provou um fracasso. Pelo menos até o momento. Se ele fosse bom de logística, teria organizado e planejado, acompanhando os indicadores de crescimento do problema em Manaus e outras regiões, de forma a não faltar insumos para o trabalho dos profissionais de saúde”, criticou Maia.

 

De acordo com o parlamentar, o ocorrido “vai virar uma grande investigação”. “É inevitável que a gente tenha, pelo menos, uma grande CPI, que seja da Câmara ou do Congresso, a partir de um pouco mais na frente, e certamente essa investigação vai chegar aos responsáveis pelo não atendimento ao e-mail de uma indústria farmacéutica querendo vender vacina para o Brasil, e que agora já não tem mais essas vacinas para vender”, disse.

Toda essa desorganização, toda essa falta capacidade de logística e de entrega de equipamentos e insumos aos estados e municípios, isso tudo vai ficar claro mais na frente”, voltou a disparar.

Sob ataque virtual

Maia também parabenizou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o Instituto Butantan pela vacina. Destacou que o governador paulista chegou a sofrer ataques nas redes, por planejar e garantir a compra e a vacinação da população do estado, enquanto Jair Bolsonaro afirmava que não compraria a vacina e trabalhava contra a distribuição do imunizante no país. Para o parlamentar, Doria foi desrespeitado por conta da parceria com o laboratório chinês que produziu a CoronaVac.

“O presidente da República disse, várias vezes, que não compraria a vacina chinesa, que quem mandava era ele. Mas, na hora da verdade, a coragem não é tão grande. É corajoso até uma parte da história. Pelo menos, apesar do papelão do ministro Pazuello, querendo capturar o tema das vacinas, pelo menos eles compraram as vacinas e, para nossa felicidade, pelo menos, 6 milhões de brasileiros estarão imunizados nas próximas semanas. Espero que o Instituto Butantan comece uma produção maior, para que a gente possa, nos próximos meses, ter todos os brasileiros imunizados. Para que a gente possa voltar, minimamente, à nossa normalidade. Mas, principalmente, que a gente possa reduzir a muito pouco o número de vidas perdidas daqui para frente”, posicionou-se.

 Questionado, especificamente, sobre um processo de impeachment, Maia destacou que é preciso ter cuidado para não retirar o foco do enfrentamento à pandemia. “Nesse momento, acho que, com tantas vidas perdidas pelo Brasil, e com o caso dramático de Manaus, acho que esse tem que ser o nosso foco. Não que o tema do impeachment não deva entrar na pauta, ou uma CPI para investigar tudo que aconteceu na área de saúde na pandemia. Mas, se nesse momento, se a gente tira o foco do enfrentamento à covid, a gente transfere para o parlamento uma crise política, e deixa de focar no principal, que é tentar salvar vidas”, argumentou.

“Sonho de Carnaval”, Wilson Simonal:  Simona, você botou praefe! Simbora! 

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

jan
19
Posted on 19-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-01-2021
Foto: Agência Alesp
O desembargador João Carlos Saletti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, autorizou a abertura de inquérito sobre o deputado estadual Fernando Cury (sem partido), flagrado apalpando os seios da deputada Isa Penna (PSOL) durante votação na Assembleia no fim do ano passado.

Além de Cury, 11 deputados que presenciaram o fato serão ouvidos como testemunhas, indicadas pelo Ministério Público, que pediu a investigação

jan
19
Posted on 19-01-2021
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 Sid, NO PORTAL DE HUMOR 

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  • Medida entraria em vigor dia 26 de janeiro, mesma data em que passa a valer exigência de testes negativos para todos os visitantes internacionais que desejarem entrar nos Estados Unidos. Equipe de Joe Biden diz que momento é de apertar as restrições, e não de flexibilizá-las.

Por G1

 


Passageiros chegam ao Aeroporto Internacional Seattle-Tacoma, nos EUA, em meio à epidemia mundial de coronavírus — Foto: Karen Ducey/Getty Images/AFP

Passageiros chegam ao Aeroporto Internacional Seattle-Tacoma, nos EUA, em meio à epidemia mundial de coronavírus — Foto: Karen Ducey/Getty Images/AFP

 

A restrição de entrada nos Estados Unidos de viajantes provenientes do Brasil e outros países gerou um impasse nesta segunda-feira (18) entre o presidente Donald Trump e a equipe do democrata Joe Biden, que toma posse no comando da Casa Branca nesta quarta.

O motivo é o anúncio do governo Trump, nesta noite, da suspensão dessas restrições ao Brasil, à Irlanda, ao Reino Unido e aos países da Europa integrantes do Espaço Schengen — grupo de nações europeias com livre circulação de pessoas. A flexibilização começaria a valer em 26 de janeiro, seis dias depois da posse de Biden.

No entanto, momentos depois de a Casa Branca publicar a ordem flexibilizando as restrições, a porta-voz do futuro governo Biden, Jen Psaki, disse que a nova gestão não levará adiante a reabertura. “Com a pandemia piorando, e mais variantes contagiosas emergindo ao redor do mundo, não é hora de cancelar restrições às viagens internacionais”, escreveu.

“Na verdade, planejamos apertar as medidas de saúde pública sobre viagens internacionais para mitigar a transmissão da Covid-19”, completou Psaki.

Militares do Exército realizam a desinfecção contra o coronavírus no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em foto de julho — Foto: Fepesil/TheNews2/Estadão Conteúdo

Militares do Exército realizam a desinfecção contra o coronavírus no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em foto de julho — Foto: Fepesil/TheNews2/Estadão Conteúdo

A ordem assinada por Trump teria efeito no mesmo dia em que outro decreto entraria em vigor: o que estabelece a exigência de teste negativo para o coronavírus feito até três dias antes da viagem ou um exame comprovando que o passageiro já teve Covid-19 para que pudesse entrar nos EUA.

Por esse primeiro decreto, um passageiro não fornecer a documentação, ou optar por não fazer o teste, a companhia aérea deve negar o embarque. Não se sabe se o governo Biden manterá a exigência.

Proibição

Passageiros chegam ao Aeroporto Internacional de Los Angeles horas antes da suspensão de viagens na Europa aos EUA, em 14 de março — Foto: Robyn Beck / AFP Photo

Passageiros chegam ao Aeroporto Internacional de Los Angeles horas antes da suspensão de viagens na Europa aos EUA, em 14 de março — Foto: Robyn Beck / AFP Photo

Desde 29 de maio de 2020, pessoas que tenham estado no Brasil num período de 14 dias antes de tentar entrar nos Estados Unidos têm sua admissão negada.

A restrição não é aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenham residência permanente no país. Filhos ou irmãos de americanos ou residentes permanentes também podem entrar, desde que tenham menos de 21 anos.

Restrições semelhantes eram aplicadas a viajantes com origem no Reino Unido, na Irlanda e em países integrantes do Espaço Schengen.

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