jan
16
Posted on 16-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2021
DO EL PAÍS

Legendário jornalista, duas vezes ganhador do Pulitzer, considera que o presidente falhou em proteger os norte-americanos

Bob Woodward em sua casa, em Washington.
Bob Woodward em sua casa, em Washington.Xavier Dussaq
Washington

Há cerca de seis meses, quando faltava meio ano para o primeiro mandato de Donald Trump terminar, o legendário repórter Bob Woodward (Geneva, Illinois, 77 anos) acreditava que “qualquer coisa”, ou pelo menos “quase qualquer coisa”, ainda poderia ocorrer no restante da presidência do republicano. Chegava a essa conclusão no seu último livro, Raiva (editora Todavia), segundo volume dele sobre a era Trump. Mas também fazia a seguinte avaliação:

 O que pensará agora o famoso farejador de notícias? Uma semana depois do violento ataque ao Congresso por uma turba trumpista, um dia depois de aprovação da abertura de um segundo processo de destituição (impeachment) contra o mandatário por “incitação à insurreição”, e quase três meses depois de uma dura campanha de boatos sobre uma suposta fraude eleitoral para tentar reverter a vitória do democrata Joe Biden… Woodward espera que o sistema resista? Na manhã desta quinta-feira, do outro lado do telefone, o veterano repórter, duas vezes ganhador do prêmio Pulitzer, reflete um pouco antes de responder. “É uma grande pergunta. Acho que reafirmo o que escrevi. A democracia nos Estados Unidos resistiu, embora tenha sofrido abalos. O fracasso foi Trump, fracassou em entender a responsabilidade de sua presidência, fracassou em liderar”, diz ao EL PAÍS.

Woodward, que saltou para a fama ainda muito jovem ao revelar junto com Carl Bernstein o caso Watergate, escândalo que levou o presidente Richard Nixon a renunciar em 1974, é um dos grandes cronistas das presidências norte-americanas do último meio século. No primeiro livro sobre o Trump (Medo), não conseguiu entrevistar o republicano. Para o segundo, manteve quase 20 conversas com Trump ?além de dezenas de colaboradores dele? ao longo de 2020, um total de nove horas. No livro, traça o retrato de um Governo febril e errático, semelhante à sua conta do Twitter, e após estes últimos meses não tira conclusões muito diferentes do ocorrido na semana passada em Washington.

“Trump age controlado por seus próprios impulsos, não planeja, não pensa as coisas, de um modo muito alarmante falhou na hora de proteger as pessoas deste país, tanto do vírus como da violência que ocorreu na semana passada quando o Capitólio foi atacado por seus seguidores”, opina. Embora a Justiça tenha arquivado todas as ações judiciais movidas pela campanha de Trump para tentar reverter o resultado do pleito presidencial e as autoridades eleitorais tenham confirmado a validade da votação, mais da metade dos eleitores republicanos continua achando que Biden ganhou de forma fraudulenta. A mídia também parece ter fracassado na hora de combater os boatos.

Para Woodward, a imprensa vive uma era em que “a impaciência, a velocidade e o resumo” dominam tudo, e Trump “é algo muito difícil de cobrir, porque os jornalistas precisam lutar com fatos”, enquanto o magnata é “um especialista em dizer coisas que não são verdade”. Ele discorda, no entanto, da decisão de vários canais de TV ?inclusive a conservadora Fox News? de suspender a exibição das coletivas do mandatário quando ele lançava sua ladainha de acusações infundadas de fraude.

Primeira Emenda

“Acho que deveríamos deixar que as pessoas digam o que quiserem dizer, incluindo os presidentes. O problema são a internet e as redes sociais, que se guiam pela impaciência e a velocidade, e acho que precisamos desacelerar isso, por isso dedico meu tempo a escrever livros”, afirma. Também é cético quanto às decisões tomadas nos últimos dias pelos poderosos executivos de grandes empresas tecnológicas que fecharam as contas de Trump no Facebook e Twitter, junto com as de milhares de trumpistas radicais. “Sou jornalista há 50 anos e acredito na Primeira Emenda, que permite a liberdade de expressão. Muita gente diz coisas falsas ou revoltantes, é muito difícil estabelecer uma norma. Acredito que o mercado de ideias e expressões deveria ser o mais livre possível”, afirma. Considera que o furor midiático em torno de Trump começará a diminuir depois de 20 de janeiro, quando Biden tomar posse. “Há indicações de que ele pode se candidatar em 2024, mas a ênfase então estará em Biden, porque será o presidente, assumirá um poder extraordinário e terá que lutar com problemas extraordinariamente difíceis. Trump sempre será pauta, mas espero que isto diminua e vire uma pauta secundária, não a principal pauta dos EUA”. E o assalto ao Capitólio pode acabar com essas aspirações do republicano? “Pode ser que sim, ou que simplesmente ele perceba que é uma montanha alta demais para escalar com as coisas que deixou para trás, um sistema sanitário saturado, com mais de 300.000 mortos.”

A pandemia

Woodward não se interessa pelos rankings de quem foi o pior presidente da história recente e, embora admita a gravidade da invasão do Capitólio, não deixa de pôr o foco na gestão da pandemia. “As coisas pelas quais Trump foi submetido ao impeachment ?incitar uma revolta no Capitólio? são horríveis, e algumas pessoas morreram ali. Mas o vírus matou mais de 300.000 pessoas. Não digo que ele poderia evitar todas elas, mas muitas sim, simplesmente pedindo às pessoas que usassem máscara, que mantivessem a distância de segurança, que lavassem as mãos. Se tivesse feito isso em fevereiro, talvez o vírus estivesse sob controle neste país”, salienta.

O assunto leva diretamente à própria polêmica gerada pelo novo livro do jornalista. Raiva revelava que Trump sabia que o coronavírus era mortal e, durante meses, confundiu deliberadamente a opinião pública sobre sua letalidade. Enquanto nas entrevistas coletivas ele dizia ao público que “praticamente o paramos” (em 2 de fevereiro) ou que “um dia desaparecerá, como por milagre” (27 de fevereiro), a Woodward, em 7 de fevereiro do ano passado, ele declarou: “Você simplesmente respira e se contagia”. “E isso é muito complicado. É muito delicado. É mais mortal inclusive que uma gripe intensa. É algo mortal”, admitiu. Em 19 de março, reconheceu em outra conversa com Woodward: “Eu sempre quis minimizar a importância [da pandemia]. Ainda gosto de minimizar sua importância, porque não quero criar pânico”.

Quando o livro saiu, em setembro, Woodward foi bastante criticado porque, enquanto pessoas morriam, se calou durante meses sobre essas discrepâncias, até que o livro saísse. O repórter protesta: “Qualquer um que tiver lido o livro percebe que isso não é verdade. Ele me disse em fevereiro que o vírus era transmitido pelo ar e que era pior que a gripe, e em fevereiro eu achava ?e o mundo achava? que o vírus estava na China. Não achei que estivesse falando dos Estados Unidos. Só em maio fiquei sabendo daquela reunião que ele manteve em janeiro e na qual recebeu um alerta detalhado, mas em maio todo mundo já sabia do vírus, e o vírus estava dizimando as pessoas, não ia dizer às pessoas coisas que não sabia. Pude fazer isso no livro, que saiu antes das eleições

“Timoneiro”, Paulinho da Viola:, para seguir em frente! Hoje e sempre!

Bom final de semana!

(Gilson Nogueira)

jan
16
Posted on 16-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2021

Por Diego Amorim

Onde Simone ainda pode conseguir (ou roubar) votos
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
A semana termina com Rodrigo Pacheco sendo o favorito na disputa pela presidência do Senado. O candidato de Davi Alcolumbre e Jair Bolsonaro conseguiu reunir nove partidos em torno de sua candidatura e, em tese, já tem os votos suficientes para ser eleito no início de fevereiro.

Do lado de Simone Tebet, a candidata do MDB, há um esforço para manter a avaliação de que “o jogo ainda está só começando”, com a candidatura dela sendo anunciada somente na última terça-feira. Hoje, como antecipamos, o partido criou um grupo de trabalho nacional para tentar impulsioná-la.

 Por ter chegado depois na busca dos votos, Simone está esbarrando na barreira que Alcolumbre montou ao longo de todo o ano passado. Antes de o STF impedir a sua tentativa de reeleição, o senador do Amapá coordenou, por exemplo, a distribuição de emendas parlamentares em meio à pandemia e agora está cobrando o apoio a seu escolhido para a sucessão.
 
Na próxima semana, apurou O Antagonista, Simone tentará garantir os votos das senadoras Leila Barros (PSB) e Soraya Thronicke (PSL), fortalecendo a narrativa de ser a primeira mulher a tentar chegar ao topo do Congresso.

A senadora do Mato Grosso do Sul também buscará roubar votos de Pacheco no PT, que tem seis senadores, e tentará virar o jogo no PSDB, onde o placar hoje estaria em 4 a 3 a favor do adversário — o presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, já teria sido acionado para possível ajuda nessa virada de votos.

Dentro do próprio MDB, agora com a ajuda de Renan Calheiros, o desafio de Simone será convencer Luiz do Carmo, de Goiás, a votar com o partido. Além disso, terá de lidar com Rose de Freitas, que chegou recentemente do Podemos e tem um compromisso com Alcolumbre — foi ela a autora da PEC, que acabou não sendo votada, que legitimaria a reeleição do senador do Amapá. Há dúvidas sobre o posicionamento de Veneziano Vital do Rêgo, também recém-filiado ao MDB, e da mãe dele, Nilda Gondim, que, como primeira suplente de José Maranhão, assumiu no lugar do senador, que se recupera da Covid-19. O Antagonista não teve respostas de Veneziano.

jan
16
Posted on 16-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2021


 

Sponholz , NO

 

jan
16
Posted on 16-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2021
Veículos de comunicação relatam a falta de oxigênio para pacientes com Covid-19 e relembram as valas comuns que chegaram a ser abertas na 1ª onda do vírus na capital manauara.

Por G1

Situação da pandemia no estado do Amazonas repercute na imprensa internacional
 Situação da pandemia no estado do Amazonas repercute na imprensa internacional
 

A imprensa internacional repercute a notícia sobre o caos no sistema de saúde de Manaus, capital do Amazonas. Com falta de oxigênio nos hospitais, pacientes agonizam e médicos e familiares buscam cilindros por conta própria.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reconheceu o colapso na saúde de Manaus e afirmou que a fila por um leito é de quase 500 pacientes. O Ministério Público e a Defensoria dizem que a responsabilidade pela crise no Amazonas é do governo federal.

Veja a repercussão em jornais, sites e televisões do exterior:

The Guardian

O jornal britânico “The Guardian” estampa em sua página principal na internet que “profissionais de saúde no maior estado do Brasil estão implorando por ajuda e suprimentos de oxigênio após uma explosão de mortes e infecções em Covid”.

The Guardian: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/theguardian.com

The Guardian: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/theguardian.com

 

BBC

A rede britânica de televisão destaca que hospitais de Manaus “atingiram o ponto crítico ao tratar pacientes da Covid-19 em meio a relatos de grave falta de oxigênio e equipe desesperada”.

BBC: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/bbc.com

BBC: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/bbc.com

Clarín

O site do jornal argentino “Clarín” diz que a situação da epidemia de coronavírus na capital do Amazonas é “desesperadora”. A reportagem destaca que profissionais da saúde têm que escolher quem vai ou não receber o pouco oxigênio disponível.

Clarín: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/clarin.com

Clarín: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/clarin.com

Público

O jornal português relembra a primeira onda de casos na capital manaura para destacar que, “oito meses depois das valas comuns, Manaus volta a viver momentos dramáticos”.

 
Público: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/publico.pt

Público: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/publico.pt

La Reppublica

O jornal italiano “La Reppublica” cita a nova variante do vírus, e diz que a crise no estado do Amazonas “é desesperadora”. Eles destacam o apelo de médicos e enfermeiras nas redes sociais com o fim dos estoques de oxigênio.

La Reppublica: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/repubblica.it

La Reppublica: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/repubblica.it

Associated Press

A agência de notícias americana Associated Press (AP) destaca que funcionários do hospital e parentes dos pacientes com Covid-19 corriam para conseguir oxigênio, “enquanto os médicos escolhiam quais pacientes respirariam em meio a estoques cada vez menores e um esforço para transportar alguns deles para outros estados”.

 

  • Arquivos