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Postado em 13-01-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 13-01-2021 00:08
DO JORNAL DO BRASIL
Foto: Agif/Divulgação
Credit…Foto: Agif/Divulgação

Por Jornal do Brasil 

 

Nome fundamental para as carreiras de alguns dos maiores ídolos esportivos do Brasil, o empresário Antônio Carlos de Almeida Braga, 94, morreu nesta terça-feira (12) em Portugal. A causa não foi divulgada. Ele vivia no país europeu, onde tinha residência há décadas, desde o ano passado.

Nascido em 1926, em São Paulo, e conhecido como Braguinha, o investidor foi dono da Companhia de Seguros Atlântica Boavista, empresa fundada por seu pai e incorporada pela Bradesco Seguros nos anos 1980.

Com o negócio, ele se tornou um dos principais acionistas do Bradesco. Também ocupou a presidência do conselho de administração do banco, mas em 1986 decidiu sair da instituição.

Ao longo da vida, Braguinha foi um dos maiores apoiadores da história esportiva nacional. Na F1, patrocinou o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi e foi amigo próximo do tricampeão Ayrton Senna. No futebol, ajudou ninguém menos que Pelé a driblar problemas financeiros.

“Você foi o maior incentivador da história do esporte brasileiro. […] Quando você chegava em uma quadra, num autódromo, num estádio de futebol, você era a alegria, um incentivo a todos os atletas. Você é um patrimônio que vai ficar na história do esporte brasileiro”, afirmou Fittipaldi.

 O investidor também teve papel de destaque ao apoiar financeiramente o início da carreira do tenista Gustavo Kuerten e viabilizar o time de vôlei Atlântica Boavista. A equipe marcou época no Rio de Janeiro com astros da seleção masculina nos anos 1980, entre eles Renan Dal Zotto e Bernard, e o comando do técnico Bebeto de Freitas.

Como escreveu a colunista da Folha de S. Paulo Katia Rubio em 2019, Braga “ofereceu as condições materiais” para que a chamada geração de prata (medalhista nos Jogos de Los Angeles-1984) desfrutasse “dos anos dourados do esporte”.

“Como esquecer meu primeiro salário no vôlei, há exatamente 40 anos, no Rio de Janeiro, na equipe da Atlântica Boavista? Ele era um cara que não era só o presidente da empresa, ele era um mentor, um conselheiro, que vira e mexe estava ali na beira da quadra acompanhando os treinamentos e vendo se a gente precisava de alguma coisa a mais”, disse Renan Dal Zotto, hoje técnico da seleção brasileira masculina.

O piloto costumava se hospedar numa propriedade do empresário em Sintra, Portugal, e Braguinha o acompanhava constantemente no grid da F1. A prometida reunião, porém, acabou não ocorrendo devido à morte de Senna no fatídico acidente do GP de Ímola.

Três anos mais tarde, quando Guga conquistou o seu primeiro título em Roland Garros, Braguinha estava na arquibancada em Paris para receber um dos primeiros abraços do catarinense que assombrou o mundo do tênis aos 20 anos de idade.

Por iniciativa própria, Braguinha costumava oferecer prêmios em dinheiro a atletas brasileiros que obtinham grandes feitos. Ele também teve proximidade com Pelé e João Havelange, foi espectador assíduo de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e torneios do circuito mundial de tênis. Torcedor do Fluminense, era sócio benemérito do clube.

Braga teve dois casamentos, com Vivi Nabuco e Luiza Eugênia Konder, e seis filhos.(Folhapress)

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