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Postado em 11-01-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 11-01-2021 00:09
Madrid continua de branco com a neve que tem caido desde sexta-feira

Madrid acordou este domingo ainda coberta por um manto espesso de neve que continua a paralisar toda a cidade, com a população, principalmente os mais jovens, convertendo a capital de Espanha numa imensa estação de desportos de inverno.

As ruas e avenidas inclinadas de toda a cidade são agora pistas de esqui improvisadas, onde as crianças também usam sacos de plástico para deslizar através da neve com cuidado para não bater em automóveis semiencobertos pela neve ou árvores que caíram com o peso da neve.

As escolas vão estar fechadas na segunda e na terça-feira

Seguindo o conselho das autoridades, os habitantes da cidade estão desde sábado ocupados a limpar a neve acumulada em varandas e janelas, correndo o risco de esta cair na cabeça dos que passavam por baixo, que por vezes se zangavam com a situação.

As escolas vão estar fechadas nesta segunda e na terça-feira e a presidente da comunidade autónoma de Madrid, Isabel Diaz Ayuso, afirmou que vai ser avaliado no início da semana a possibilidade de vários serviços públicos se manterem encerrados mais alguns dias.

O metropolitano é, esta manhã, o único meio de transporte que funciona com uma certa normalidade e o aeroporto internacional Adolfo Suarez deverá continuar encerrado até hoje à tarde.

Os sem-abrigo de Madrid foram convidados a abrigar-se durante a última noite em locais previamente estabelecidos em várias estações de metropolitano.

 

A maior parte das lojas e supermercados continuam fechados, porque os funcionários têm dificuldade em chegar ao trabalho. A tempestade de neve também dificultou inicialmente o acesso aos hospitais, muito concentrados desde há meses no combate à pandemia de covid-19.

“O silêncio e a ausência total de tráfico rodoviário é o que mais me tem impressionado nas últimas horas”, disse Ramon Segarra, assegurando que nunca tinha vivido uma situação semelhante nos últimos 72 anos em que vive no bairro de Lavapiés, no centro de Madrid.

A maior nevasca que atingiu Madrid desde 1971 deixou 33 litros de neve por metro quadrado em 24 horas.

Os limpa-neves continuam esta manhã o seu trabalho incansável para desobstruir as principais vias de comunicação, antes da chegada de temperaturas negativas, que podem ir até aos -10º Celcius, nos próximos dias, que irão provocar que a neve se converta em gelo, mais difícil de limpar.

 

Segundo as autoridades regionais, Madrid inicia este domingo uma segunda fase da “muito complexa” tempestade Filomena, na qual o gelo vai dificultar o regresso à normalidade e solicitando a colaboração dos habitantes, a fim de evitar deslocações e ajudar na remoção da neve.

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