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Postado em 11-01-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 11-01-2021 00:05
 
 
Por AQUILES RIQUE REIS, AQUILES RIQUE REIS, aquilesmpb4@gmail.com
Macaque in the trees
Detalhe da capa do CD de Chico Lobo (Foto: Reprodução)

Ei-los:
“O menino caipira de São João Del Rei tocava por lá sua viola de dez cordas, desde a noite até o sol raiar. Saiu para o mundo, a viver e criar. Levava na mala as modas e o seu dedilhar. Carregava no peito o jeitão da terra e o seu linguajar. Dos dedos das mãos seus sons saíram a voar. Tome de cantar e violar. E tome de ser do sol e da lua, do mato e do mar.

A moda “Sertão” (Chico Lobo) abre os trabalhos do novo álbum. Na intro, a viola de Lobo se ajunta ao violão de cordas de aço e deixam no ar o som univitelino de seus instrumentos. O duo vocal de Ruly Ballmant e Chico Lobo mostra a cara. Assim como o baixo e o teclado (Ricardo Gomes), o violão com cordas de aço (Marcelo Sylvah) e a batera (Léo Pires) têm participações marcantes. Sim, pois quase todos são instrumentos inusuais nas cantigas rurais – o que, de cara, mostra uma atual variante instrumental e composicional de Lobo.

“Sagrado em Meu Olhar” (CL) é solada por Drigo Ribeiro que, junto com Lobo, canta em terças. Ouve-se um weisseborn – instrumento de seis cordas como um violão, só que com a caixa na horizontal (no caso, posta no colo de Drigo Ribeiro). Novamente o arranjo reforça a inovada levada da música interiorana.

“Caminhos de João”, parceria de CL com o poeta da Amazônia Joãozinho Gomes, é uma toada inspirada em Guimarães Rosa. Enquanto canta os belos versos, Lobo ponteia a viola.
Numa levada cadenciada, “Sim” (CL) reinventa a esperança de Chico Lobo quanto ao futuro da vida em meio à pandemia. A batera segura as viradas, enquanto a voz de Lobo apresenta seu sonho de reinventar o futuro.

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