jan
10

Trump não irá à posse de Biden em 20 de janeiro, a primeira vez que isso acontece desde 1869

O presidente dos EUA, Donald Trump.
O presidente dos EUA, Donald Trump.Jacquelyn Martin / AP
 
Washington 

Donald Trump está cada vez mais sozinho e, ao se sentir quase encurralado, é possível que em vez de lamber as feridas ao final de sua presidência, decida que a melhor defesa diante da enxurrada de críticas é um bom ataque. Trump provou ao longo dos últimos quatro longos anos que pode ser imprevisível e errático em suas decisões. A oposição democrata e um número cada vez maior de republicanos que começam a abandoná-lo vivem com incerteza, ansiedade e até medo os 12 dias que restam até que no próximo dia 20 o presidente Trump deixe definitivamente a Casa Branca.

Euanto isso, o presidente flerta com a ideia de conceder um perdão a si mesmo para evitar possíveis investigações judiciais quando abandonar a Casa Branca. Um presidente perdoar a si mesmo seria algo inédito na história dos Estados Unidos, mas Trump já falou em público diversas vezes sobre essa opção, defendendo que tem o “direito absoluto” a fazê-lo. O republicano colocou essa opção durante a investigação da chamada trama russa, que verificou as supostas ligações entre a Rússia e sua campanha nas eleições de 2016.

O caso foi fechado sem que Trump fosse acusado por qualquer crime. Mas o promotor especial da investigação, Robert Mueller, afirmou o tempo todo que o mandatário não foi eximido, o que faz com que potencialmente possa ser processado quando deixar a Casa Branca. A maior ameaça legal que Trump enfrenta hoje é uma investigação por fraude do Estado de Nova York relacionada aos seus negócios. Ainda que esse seja um caso de alcance estadual que não estaria protegido por um perdão presidencial, uma vez que Trump é investigado como pessoa particular, sem vínculo com as decisões tomadas desde sua chegada ao poder em 2016.

A agenda diária de Trump até o dia da posse de seu sucessor, o democrata Joe Biden, é uma incógnita. “O presidente trabalhará do começo da manhã até tarde da noite. Fará muitas ligações e muitas reuniões”, disse a mensagem de sexta-feira enviada à imprensa pela Casa Branca.

Apesar de seu pedido para cicatrizar as feridas após o ataque ao Capitólio, Trump estaria supostamente planejando sigilosamente viajar na semana que vem à fronteira sul de seu país para lembrar em seus últimos dias, ao lado do muro que queria ampliar com o México, sua posição de falcão na política migratória. Também estaria pensando, de acordo com o The New York Times, em conceder uma entrevista antes de deixar o poder.

No Twitter, antes de sua conta ser suspensa definitivamente, o mandatário anunciou que não irá à posse de Biden, a primeira vez que isso acontece desde 1869. Quebrando a tradição, a família Trump sairá da Casa Branca rumo a sua residência da Flórida no dia 19, e não no 20. Quase uma saída pela porta dos fundos.

“Io que non vivo senza te”, Chiara Civello e Gilberto Gil:  para aguardar o sono e sonhar com o fim da Pandemia!

Bom dia! BOM DOMINGO!!!

(Gilson Nogueira)

jan
10
DO CORREIO BRAZILIENSE

- - (crédito: Saul LOEB / AFP)

– – (crédito: Saul LOEB / AFP)

Depois da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos na última quarta-feira (6/1), a polícia norte-americana começou a realizar as prisões dos apoiadores de Trump que ocuparam o local. Neste sábado (9/1), um dos grandes símbolos da ação, Jake Angeli foi um dos encarcerados.

Chifres e teorias da conspiração

Em meio a um verdadeiro caos, a invasão do Capitólio norte-americano foi também marcada por uma figura um tanto quanto inusitada. Sem camisa, com várias tatuagens, o rosto pintado de vermelho e azul (em referência a bandeira dos Estados Unidos), calças largas e uma espécie de chapéu de pele com chifres, Jake Angeli, 32 anos, circulou pela casa da democracia do país com um megafone em mãos.

 A figura que logo virou um símbolo da invasão (assim como alvo de vários memes nas redes sociais) não é nenhum estreante no cenário de defesa do ex-presidente Donald Trump. Respondendo pelo apelido de Q Shaman, Angeli faz parte de um movimento conhecido como QAnon.

Segundo o jornal norte-americano Business Insider, o QAnon fez parte ativa nos protestos que questionam sobre possíveis fraudes na derrota de Trump contra Biden.

Em 5 de maio de 2020, a repórter do jornal local The Arizona Republic, BrieAnna J. Frank, entrevistou Angeli — durante um ato de campanha de Trump no Arizona. Durante a conversa, Angeli criticou a mídia e elogiou o líder do executivo do país: “O presidente precisa saber que seu povo o apoia”

DO ANTAGONISTA
“Nossas instituições de controle não conseguem tomar decisões claras, urgentes e definitivas”
Foto: Alan Santos/PR
O professor de direito civil e diretor da FGV Direito, Joaquim Falcão, afirmou em artigo para O Globo que a democracia americana “não foi forte o suficiente” para evitar a violência trumpista, e que as instituições brasileiras não se movem para proteger a democracia do lado de cá.

Inexiste o que tanto precisamos: democracia preventiva eficaz. Lá e cá.

 Nossas instituições de controle não conseguem tomar decisões claras, urgentes e definitivas (…).
 
 As denúncias contra a família do presidente não são pautadas. Nepotismo na administração pública. Milícias assumem devagar o Estado. A futura contestação das eleições de 2022 já foi previamente ameaçada pelo presidente Bolsonaro: eleição tem que ser em papel.

Bolsonaro afirma ter havido fraude aqui. Haveria crime, diz. Os ministros Roberto Barroso, Edson Fachin e o TSE têm que intimá-lo a provar. O professor Silvio Meira também denuncia essa armação. Bolsonaro não mostra fatos. É anunciada lavagem cerebral da opinião pública.

Espera-se acontecer?

jan
10
Posted on 10-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-01-2021


 

Amarildo, NA 

 

jan
10
Posted on 10-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-01-2021
DO JORNAL DO BRASIL
REUTERS/Henry Nicholls/Pool
Credit…REUTERS/Henry Nicholls/Pool

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES

Perdedor por mais de 7 milhões de votos de diferença para o candidato Democrata Joe Biden, alegou uma dezena de falsas acusações de fraudes nas votações diretas nas urnas ou de votos enviados pelo correio (só do lado democrata).

Insistiu no último sábado, em longo telefonema ao procurador eleitoral da Geórgia, com a sugestão de fraudar o resultado que julgava fraudado, mediante o lançamento de 11.870 votos pró republicanos, que anularia a vantagem de Biden.

Para culminar com o festival digno de uma “república de bananas”, Trump mobilizou as tropas de choque dos orgulhosos supremacistas brancos a cercar e invadir o Capitólio, numa clara coação aos deputados e senadores.

Diante da passividade das tropas da Guarda Nacional, sempre pronta a reprimir manifestantes negros, viu-se um festival de fascismo nas escadarias do Congresso, com depredação de vitrais, portas e invasão de gabinetes. Um desfile antidemocrático que assustou o chefe das forças aliadas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Ao fim e ao cabo, o presidente que prometia uma “Grande América”, apequenou os Estados Unidos da América.

Donald Trump tentou reescrever a história democrática americana.

Por ele, teria decretado que o Sul venceu a União na Guerra Civil.

Espera-se que o exemplo de cafajestada antidemocrática tenha criado antídotos por aqui.

  • Arquivos