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Postado em 06-01-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-01-2021 00:05

Várias dezenas de pessoas despediram-se ontem de Carlos do Carmo, fadista que morreu na passada sexta-feira aos 81 anos, numa cerimónia religiosa realizada na Basílica da Estrela, em Lisboa, que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro António Costa e de Graça Fonseca, ministra da cultura.

Foram muitas personalidades – o maestro António Victorino de Almeida, o músico Luís Represas e a autarca de Almada, Inês de Medeiros – e amigos do fadista que fizeram questão de lhe prestar uma última homenagem, num dia em que Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, anunciou, através da sua página de Facebook, que o fado “Lisboa Menina e Moça” passou a ser a canção oficial da cidade. “Uma decisão tomada com o acordo unânime dos vereadores e que perpetua a importância do fadista para Lisboa e da canção – com letra de Ary dos Santos e Fernando Tordo e música de Paulo de Carvalho – que melhor caracterizou a nossa cidade”, escreveu o autarca, que também marcou presença na Basílica da Estrela, à porta da qual um conjunto guitarristas tocou precisamente o tema que agora se torna canção oficial de Lisboa no momento em que a urna de Carlos do Carmo, coberta com a bandeira de Portugal e um cachecol do Belenenses, clube do qual era sócio, saiu para o Cemitério dos Prazeres.

Refira-se que o autarca lisboeta adiantou ainda que está ainda a analisar, em conjunto com a família do fadista, mais uma “forma complementar de homenagear” Carlos do Carmo, atribuindo o seu nome a uma rua ou a um equipamento da cidade onde nasceu, viveu e sobre a qual versaram vários dos seus temas musicais.

Carlos do Carmo foi sepultado, numa cerimónia reservada à família, no mesmo local onde também estão os restos mortais da sua mãe, a também fadista Lucília do Carmo, bem como outras personalidades do mundo das artes como o guitarrista Carlos Paredes, os atores Vasco Santana, Raul Solnado, Zita Duarte e Guida Maria, os historiadores Jaime Cortesão e António Henrique de Oliveira Marques, os escritores António Gedeão, António Tabucchi, David Mourão-Ferreira, José Cardoso Pires e Urbano Tavares Rodrigues.

Refira-se que o cantor despediu-se dos palcos a 9 de novembro de 2019 com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, mas apenas este anos será publicado o seu último álbum – “E Ainda?”.

Na sua longa carreira, Carlos do Carmo foi distinguido com vários prémios, destacando-se o Grammy Latino de Carreira, que lhe foi entregue em 2014. Além disso, atuou em alguns dos mais conceituados palcos mundiais da música, entre os quais o Olympia, em Paris, a Ópera de Frankfurt, na Alemanha, o Canecão, no Rio de Janeiro, e ainda o Royal Albert Hall, em Londres.

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Comentários

Maria Aparecida Torneros on 7 Janeiro, 2021 at 5:50 #

Justa homenagem.


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