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Bahia em Pauta » Blog Archive » Janio Ferreira Soares: A natureza sabe das coisas. A Democracia resiste. Viva Biden!

Saudades de uma boa crônica de ninar

 

         Janio Ferreira Soares

Hoje, primeiro sábado de 2021, faz 30 anos e 15 dias da partida de Rubem Braga, ocorrida em 19 de dezembro de 1990. E nesses tempos onde ignorância e insensatez brindam com Heineken e Corona nas festas dos sem noção, escrevo para falar da falta que me faz uma boa crônica, já que nas páginas dos velhos impressos e nas telas das mídias eletrônicas ninguém mais vigia as ondas do mar e as moças em flor, nem fala de um tico-tico com uma folhinha seca no bico anunciando a chegada da primeira primavera depois da morte de Vinicius, tampouco enxerga no rabo do pavão um arco-íris de plumas fragmentando-se em prismas.

A moda atual, com raríssimas exceções, é emitir as mais diversas opiniões sobre os mais variados assuntos nas mais diferentes plataformas, muitas delas apinhadas de tantas citações literárias, que tenho a impressão de que seus autores chegaram ao mundo pendurados em aspas.

A propósito, aproveito a deixa e abro as minhas lá embaixo, que servirão, não para destacar a fala do guru da moda ou de uma famosa frase que Drummond jamais disse. Refiro-me a uma matéria que saiu na Folha de São Paulo na semana passada, falando exatamente sobre os 30 anos da morte do maior de todos – e o consequente desaparecimento da crônica -, ocasião em que alguns escritores como Mário Prata, Sérgio Rodrigues e Ana Maria Machado comentaram sobre o preciso instante em que se deu a transmutação entre o bem-te-vi e Djamila Ribeiro, além de outras ponderações sobre as diferenças de textos que, apesar de idênticos na forma, são fortemente distintos no conteúdo.

Ficarei, pois, com o depoimento de Mário Prata, até porque ele nos deu de presente seu filho Antônio (imagino que fabricado após uma noitada regada a álcool, fumo, Chico e citações, não das frases, mas dos atributos físicos de Clarice) que, com suas crônicas dominicais na Folha de São Paulo, consegue manter a qualidade da verve criativa que justifica de sobra o precioso elemento químico que ele carrega no nome.

Pois bem, segundo Mário Prata, foi exatamente a partir dos anos 1990 que a imprensa deixou de viver a era dos grandes cronistas para entrar na época dos articulistas, complementando que: “enquanto um cronista conta um caso, o articulista explica e defende uma tese”. Bingo.

Aqui mesmo, nestas centenárias páginas deste A TARDE, sempre tive a benevolência dos editores para poder misturar no meu liquidificador verborrágico amor e dor, fora alguns trocadilhos infames, a exemplo do provocado por essa imensa Lua que, numa referência a Mário e Antônio, ora prateia o rio que me vigia desde que me conheço por gente.

No mais, que o ódio político de 2021 seja leve como a folha de uma amendoeira caindo num entardecer de um verão qualquer. Viva a crônica!

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

Canoa do Tejo”, Carlos do Carmo: um dos mais extraordinários sucessos da carreira de grandes êxitos – em música e melodia – do revolucionário fadista português, que morreu sexta-feira em um hospital de Lisboa, aos 81 anos de idade. Um artista legendário – como compositor, cantor e personalidade marcante da vida e da história portuguesa das últimas seis décadas. Ganhador do Grammy, aplaudido nos palcos de sua terra e do mundo: do Coliseu do Porto e de Lisboa ao Olympia, de Paris. Do Royal Albert Hall. de Londre, às maiores casas de espetáculos do Rio de Janeiro. Perda sem tamanho para a música e para a humanidade. Saudemos à memória de Carmo.

SAUDADES!!! 

(Vitor Hugo Soares)   

Dia de luto nacional será concretizado na segunda-feira, primeiro dia útil do ano

“É com extrema consternação e profundo pesar que o Governo tomou conhecimento do falecimento de Carlos do Carmo e decidiu decretar um Dia de Luto Nacional a concretizar-se na próxima segunda-feira, 4 de janeiro de 2021”, refere uma nota do gabinete do primeiro-ministro.

As cerimónias fúnebres do fadista estão marcadas também para segunda-feira, com o velório a partir das 9.00 na Basílica da Estrela, em Lisboa, e uma missa de corpo presente pelas 14:00. Ainda não foi revelado em que cemitério será sepultado.

Na mesma nota, em que apresenta “sentidas condolências à família e amigos” do fadista, o executivo anuncia ainda que, na próxima terça-feira, no espetáculo de abertura da Presidência Portuguesa da União Europeia, o Governo prestará uma homenagem nacional a Carlos do Carmo.

O primeiro-ministro, António Costa, já tinha recordado com saudade Carlos do Carmo, através de publicações no Twitter.

“Fazendo eco das palavras que cantou no ‘Fado da Saudade’: ‘Mas com um nó de saudade, na garganta/ Escuto um fado que se entoa, à despedida’ de um grande amigo”, escreveu o primeiro-ministro.

António Costa sublinhou que Carlos do Carmo “não era só um notável fadista, que o público, a crítica e um Grammy consagraram”.

“Um dos seus maiores contributos para a cultura portuguesa foi a forma como militantemente renovou o fado e o preparou para o futuro”, evocou.

Carlos do Carmo morreu esta sexta-feira, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse o seu filho Alfredo do Carmo à agência Lusa.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, Carlos do Carmo era filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, em Lisboa, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

 

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do ‘Canecão’, no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

Despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

A discográfica Universal anunciou a publicação do seu derradeiro álbum, “E Ainda?”, para o passado mês de novembro, mas é ainda aguardada a sua chegada às lojas. Neste disco, Carlos do Carmo canta também Herberto Helder, Sophia de Mello Breyner Andresen, Hélia Correia, Júlio Pomar e Jorge Palma, que junta aos poetas do seu repertório.

“Do amor impossível”, Nana Caymmi: Tudo de bom para o primeiro domingo do ano no Bahia em Pauta, a começar pela crônica de Janio, vinda das barrancas do Rio São Francisco. Aqui a musicalidade e a força da voz imbatível de Nana , na interpretação da inesquecível canção da trilha da novela Tempo de Amar. Viva!!!

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

jan
03
Posted on 03-01-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-01-2021


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 Nando Motta, NO PORTAL 

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Uma aeronave de pequeno porte se acidentou deixando três dos quatro ocupantes feridos, na manhã deste sábado (2/1) ao tentar pousar no Aeroporto JK, em Diamantina, no Vale do Rio Jequitinhonha, a 290 km de Belo Horizonte. O avião foi a Minas de São Paulo para transportar um paciente com covid-19 da cidade.

Estavam embarcados o piloto, um co-piloto, uma médica e um enfermeiro. As três vítimas tiveram ferimentos leves.

Segundo o CBMMG, a aeronave é um Learjet a jato bimotor da Brasil Vidas Set Taxi Aéreo. “A principio, o avião saiu da pista no momento do pouso. Eles estavam buscando um paciente com covid-19 na cidade para encaminhar a outro hospital, ainda não informado”, informa a corporação.

Os feridos leves foram identificados pelo CBMMG como sendo o enfermeiro João Carlos Barbosa, de 35 anos, a médica Amanda Gabriela Dourado, de 24, e o co-piloto Eduardo Valim Macena, de 30 anos. O piloto Mauricio de Carvalho, de 32, não se feriu.

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