“Diz que fui por aí”, Luiz Melodia”:  Saudade retada, grande Luís Melodia! Cante mais, até as estrelas irem dormir.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Esquerda tenta a unificação para se posicionar sobre a corrida pela Presidência da Câmara, mas não consegue decidir quem apoiar: Arthur Lira ou o candidato a ser anunciado por Maia. Grupo tem deputados suficientes para definir disputa

Luiz Carlos Azedo
 

 (crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

(crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

A esquerda tenta se unificar para disputar mais espaços na Câmara, no lusco-fusco criado pelo veto do Supremo Tribunal Federal (STF) à reeleição dos atuais presidentes do Senado e da Câmara, mas não sabe ainda o rumo que vai tomar.

Como havia uma expectativa de que a reeleição fosse aceita pela Corte, apesar de contrariar o texto constitucional, o líder do PP, Arthur Lira (AL), do Centrão, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, trabalhava fagueiro a sua candidatura ao cargo, enquanto os aliados do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negava a pretensão de tentar ser reconduzido, esperavam o julgamento para decidir o que fazer. Agora, com o veto à reeleição, o Centrão tem um candidato único, apoiado pelo Palácio do Planalto, e Maia corre contra o prejuízo, formando um bloco de 147 deputados, com DEM, PSDB, MDB, PSL, Cidadania e PV, mas ainda não tem candidato. A esquerda tem deputados suficientes para desequilibrar o jogo e decidir a disputa, o problema é que está dividida entre Lira, o candidato governista, e o concorrente que vier a ser apoiado pelo grupo de Maia.

“Lira quer o nosso apoio, mas acho isso impossível, mesmo que ele nos prometa mundos e fundos. Não podemos eleger um presidente da Câmara que, em nenhuma hipótese, colocaria na pauta o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, que faz um desgoverno”, dispara o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O parlamentar integra a ala da bancada que deseja um entendimento com Maia para a eleição de um presidente da Câmara que garanta a independência da Casa, mas esse nome ainda não existe. A maior bancada da Câmara, com 54 deputados, está dividida. Alguns defendem o lançamento de uma candidatura de esquerda, num bloco que pode chegar a 122 parlamentares, com PSB (31), PDT (28), PSol (10) e Rede (1); e outros preferem um acordo com Lira, que lhes garantam cargos, comissões e relatorias. O assunto será a principal pauta da reunião de bancada do PT, marcada para hoje.

Em reunião ocorrida na sede do PSB, na terça-feira, que teve como anfitrião o presidente da legenda, Carlos Siqueira, e os presidentes do PDT, Carlos Luppi; do PT, Gleisi Hoffmann; e do PCdoB, Luciana Santos, bem que tentaram a formação desse bloco parlamentar, que unificasse a esquerda, mas não houve acordo nas bancadas. Todas as legendas estão muito divididas. Na quarta-feira, 18 deputados do PSB, em reunião de bancada, manifestaram apoio à candidatura de Lira. O prefeito eleito do Recife, João Campos, cuja mãe é uma eminência parda na legenda, defende abertamente a candidatura de Lira, que o apoiou na eleição. Ontem, o líder Alessandro Molon (RJ) teve uma discussão séria com Carlos Siqueira. É categoricamente contra a aliança com Lira.

Fantasma

O líder do PDT, Wolney Queiroz (PE), cuja bancada tem 28 deputados e também está dividida, bem que tentou articular uma candidatura alternativa à do líder do MDB, Baleia Rossi (SP), que enfrenta muitas resistências no campo da esquerda, principalmente por causa de suas ligações com o ex-presidente Michel Temer, mas não teve sucesso. Por incrível que pareça, o fantasma da ex-presidente Dilma Rousseff, por causa do impeachment, ainda ronda os bastidores da eleição na Câmara. A principal reclamação, porém, é o que os parlamentares chamam de “falta de carinho”: Baleia é pouco acessível. “Quando a gente pede apoio para um projeto, dificilmente ele assina”, queixam-se.

dez
11
Posted on 11-12-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-12-2020


 

 Duke, NO  JORNAL

 

Trbn.com.br - Tribuna da Bahia
ARTIGO/Ponto de vista
Mutirão para soerguer a Bahia
Joaci Góes
Ao velho e querido amigo, Senador Otto Alencar!
A verdade que exala por todos os poros é que a Bahia vai muito mal, em praticamente todos os domínios relacionados ao seu bem-estar geral, aferido pelo baixo nível do seu IDH. Basta ver que, conforme publicado na Gazeta Bahia, 42 das 100 piores cidades brasileiras, para se viver, estão na Terra de Castro Alves e Ruy Barbosa, segundo levantamento realizado pela FIRJAN, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. A partir de sua representatividade demográfica, para ficar na média, ou seja, na mediocridade, a Bahia, com 7,5% da população brasileira, deveria ter entre 7 e 8 cidades em estado tão precário. Desgraçadamente, está entre 500 e 600% acima do que seria razoável. Um triste recorde que não será ultrapassado.
De fato, os indicadores sociais baianos, tais como emprego e renda, educação, saúde e segurança pública, estão entre os piores do País. Basta ver que em matéria de educação, o mais importante fator para o desenvolvimento dos povos, estamos no último lugar entre as 27 unidades da Federação. Sem saneamento básico, cerca de 60% da população baiana é prisioneira de doenças crônicas e condenada a uma curta longevidade. Mal, matematicamente, muito mais grave do que dez Covid 19 juntas. Com 7.110 homicídios em 2019, a Bahia é o Estado onde mais se mata no Brasil, acima do Rio de Janeiro, com 6.262 mortes, São Paulo, com 4.925 e Minas Gerais, com 4.348 mortes. Não obstante essa liderança macabra, a Bahia tem, apenas, 17.000 detentos, entre os mais de 700.000 em todo o Brasil, quando, estatisticamente, deveria ter mais de 50.000, números que demonstram de modo inequívoco nosso baixo padrão de punibilidade ou elevado padrão de leniência com o crime. Enquanto isso, candidamente, confiantes na proteção do Senhor do Bonfim e Irmã Dulce, os baianos se horrorizam com as balas perdidas de outras paragens, minimizando a espada de Dâmocles que impende sobre suas cabeças.
A sociedade civil não pode continuar omissa diante de dados inquestionáveis que nos empurram despenhadeiro abaixo de uma história que já foi briosa.
Para compor esse cenário de acelerada decadência, assistimos o desmonte da Universidade Federal da Bahia, vítima do populismo ideológico que vem comprometendo a solidez de seus alicerces, de que é prova a perda de quatro posições, em apenas um ano, no ranking classificatório das universidades federais, quando caímos da 14ª para a 18ª posição, ficando abaixo, no Nordeste, de Alagoas, Ceará e Sergipe.
Há, no entanto, um clima de saudável reação a esse descalabro, no Campus da UFBA. No último dia 30/11, aconteceu uma reunião considerada histórica, quando a Comissão de Normas e Recursos (CNR – CONSUNI), de modo terminativo, seguindo o Art. 13, Parágrafo Terceiro do Regimento Interno, acatou, por 9 votos a 1, o parecer do relator, professor José Maurício, pela nulidade da escolha antidemocrática pela HUPES do diretor, ocorrida em dezembro de 2018, em face de inúmeras irregularidades praticadas. Em regozijo coletivo, o grupo proclamou: “Vitória de todos aqueles que lutam por uma Universidade verdadeiramente democrática, justa e inclusiva. Este registro ficará, para sempre, nos anais da UFBA, como uma advertência para que não se repitam atos nefastos, como os ocorridos nesta denúncia. De Parabéns, a NOSSA UFBA! “O mundo pertence aos que se erguem e lutam, e não apenas sonham com um melhor amanhã!”
Três dias depois, a TV Record exibiu o protesto de médicos e residentes do Hospital das Clínicas, clamando contra o estado de abandono em que se encontra aquele que já foi o mais importante centro de pesquisas médicas do Nordeste Brasileiro, onde hoje, como dizia o cartaz: “Falta tudo: luvas, máscaras, lençóis, limpeza, segurança, transparência!”
É imperioso que cada um dos cidadãos estadistas cobre dos órgãos vivos da sociedade uma restauração moralizadora da administração pública. Não se trata, portanto, de um movimento contra ninguém, mas em favor da Bahia. Afinal de contas, como é possível silenciar quando se vê nossa alma mater, a querida Universidade Federal da Bahia, transformada em comitê de um partido político que deixou de representar a grande massa dos oprimidos para se transformar em instrumento garantidor da impunidade dos ladrões do dinheiro público?
Joaci Góes, escritor, é ex-presidente da Academia de Letras da Bahia.  

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