Rosa e Momo': Drama da Netflix com Sophia Loren ganha cartaz oficial; Confira! | CinePOP

Bahia em Pauta » Blog Archive » Janio Ferreira Soares: o choque de gerações no embalo da farra à beira do Rio São Francisco
ARTIGO

 

Sophia Loren morreu? Viva Sophia Loren!

Janio Ferreira Soares

É prática comum nas grandes redes de comunicação ter em seus arquivos centenas de obituários de celebridades prontos para ir ao ar logo após suas mortes. O The New Yorker Times, por exemplo, tem mais de 1.800 deles a um clique do suspiro final dos moribundos (ou “moribundes”, que é pra seguir a moda dessa nova linguística sem gênero gramatical definido que ativistas “modernes” tentam impor à nossa inculta e bela, talvez em homenagem ao velho Mussum. “Cacildes!”).

Pois bem, dito isto, estava na cara que mais cedo ou mais tarde aconteceria o óbvio. E ele veio na semana passada, quando o portal da RFI (Rádio França Internacional), por uma falha do seu site, publicou cerca de cem obituários de pessoas vivinhas da Silva, causando um rebuliço danado tanto nos leitores (seguramente surpresos pela repentina fome da velha senhora) quanto em alguns dos pseudofinados, que depois de se beliscarem para tirar quaisquer dúvidas em relação ao ocorrido, pelo menos tiveram a chance de saber o que irão falar deles depois de suas partidas.

Entre os que “morreram” em decorrência da precipitada foiçada cibernética estavam, entre outros, o nosso Pelé, a francesa Brigitte Bardot, a Rainha Elizabeth II, o ex-presidente americano Jimmy Carter, o grande ator e diretor Clint Eastwood e a atriz italiana Sophia Loren, que do alto de seus 86 anos acaba de estrelar Rosa e Momo, um belo filme em cartaz na Netflix e companhia perfeita pra este velho escriba na forçada solidão que a suspeita do Covid provocou. Explico.

Há exatos 15 dias, enquanto você me dava à honra neste mesmo espaço, senti uma espécie de queimação na pele seguida por uma estranha sensação de arrepio, quase semelhante à primeira vez que ouvi Milton cantando Encontros e Despedidas. Prevenido e temeroso pelos meus, me isolei no quarto e lá, entre termômetros, oxímetros e pitacos que iam de remédio de verme a chá de jurema preta, eis que surge dona Sophia como se fora uma mamma napolitana prestes a me servir um espaguete ao vôngole, tendo no semblante aquela característica aura dos que sabem adubar cada ruga que o arado do tempo traça em nosso roçado.

Dirigida por Edoardo Ponti (seu filho com o também diretor Carlo Ponti, com quem foi casada por 50 anos), ela interpreta Madame Rosa, uma ex-prostituta sobrevivente do holocausto, que acolhe em sua casa filhos de algumas prostitutas em atividade, além de Momo, um órfão senegalês, pivô de uma comovente relação que encerro aqui, que é pra não estragar o aroma de manjericão que perfuma a trama.

Ah, sim, testei positivo, mas até o momento em que teclo estas linhas estou igual ao suicida otimista da piada, que ao passar pelas janelas do prédio antes de se espatifar no chão, repetia: “até aqui, tudo bem!”. Simbora!

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

Pot-Pourri”, Paulinho da Viola e Elton Medeiros: para um domingo jóia e um semana porreta!

BOM DIA!!!

{Gilson Nogueira)

dez
06
Posted on 06-12-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-12-2020

 Ministério da Cultura rompe diálogo com grupo de artistas independentes que exigiam livre expressão e os acusa de serem financiados pelos Estados Unidos. Fundador e integrantes do Movimento San Isidro falam ao Correio e denunciam aumento da repressão na ilha

RC
Rodrigo Craveiro
 

 (crédito: AFP / YAMIL LAGE)

(crédito: AFP / YAMIL LAGE)

O sonho da liberdade de expressão — uma das principais demandas de um grupo de artistas cubanos independentes — foi frustrado às portas do Ministério da Cultura, em Havana. Criado em 12 de setembro de 2018 por 12 pessoas, o Movimento San Isidro (MSI) esperava dialogar com o regime do presidente Miguel Díaz-Canel e apresentar suas exigências. Parte do coletivo chegou a manter vigília diante do prédio governamental, na expectativa de ser recebida pelo ministro da pasta, Alpidio Alonso. Em nota oficial, o Ministério da Cultura da República de Cuba afirmou que “não se reunirá com pessoas que tenham contato direto e recebam financiamento, apoio logístico e respaldo propagandístico do governo dos Estados Unidos e de seus funcionários”.

O Correio entrou em contato com Luis Manuel Otero Alcantara, fundador do Movimento San Isidro, e com membros e apoiadores do grupo. De acordo com eles, além de romper o diálogo com os artistas, o governo cubano reforçou a repressão e sitiou alguns dos integrantes em suas casas. “O regime considerou um perigo o MSI, pelo fato de conectarmos artistas e cidadania. Já fui sequestrado no meio da rua e fiquei preso durante quatro dias. Também ameaçaram a mim e à minha família”, disse Luis Manuel. “Estou em prisão domiciliar e colocaram uma câmera apontada para a porta de minha casa”, acrescentou o artista contemporâneo de 33 anos, que chegou a se apresentar em Curitiba.

Moradora de Havana, a escritora Maria Matienzo Puerto, 41, afirmou que prefere não usar a palavra “ruptura” para definir a posição do Ministério da Cultura. “Na verdade, nunca existiu um diálogo. O que está acontecendo por aqui é uma tentativa de estabelecer um espaço de negociação entre um governo totalitário e grupos independentes de artistas, jornalistas e ativistas. O governo acaba de mostrar que não está disposto nem mesmo a reconhecer a existência de grupos independentes”, comentou. “Isso ficou tácito com a negativa pública, com campanhas de difamação e com a criminalização daqueles artistas que se pronunciaram. Exigimos liberdade de associação, de expressão e de podermos criar sem que haja censura.”

Filosofia

O fundador explicou que o MSI tem, por filosofia, velar e proteger a liberdade de expressão e, em especial, as liberdades artísticas. “Nossa função principal é educar a cidadania sobre como se defender e lutar pela cultura e pela criação livres. Articular o pensamento em prol de uma nação livre”, disse Luis Manuel. De acordo com ele, o Movimento San Isidro surgiu em 12 de setembro de 2018, à raiz do decreto nº 349. “O documento bania a criação artística dentro da ilha. Tudo o que fosse criação independente precisaria da permissão do Ministério da Cultura”, comentou

dez
06
Posted on 06-12-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-12-2020


 

Sid, NO PORTAL DE HUMOR 

 

dez
06
Posted on 06-12-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-12-2020

Do site o Antagonista

O prefeitoda cidade baiana  de Barra do Mendes, Armênio Sodré, usou um cinto para agredir manifestantes que protestavam em frente à sua casa nesta sexta-feira.

Segundo o G1, uma mulher ficou ferida e registrou boletim de ocorrência.

 Os manifestantes cobravam providências do prefeito para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. 

 

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