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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Traço de Sid no portal de humor A Charge Online
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ARTIGO DA SEMANA

Urnas da Bahia: ACM Neto se consagra com Bruno

Vitor Hugo Soares

O cartum do desenhista Sid, publicado no portal A Charge Online, é emblemático ao mostrar o estado de euforia e felicidade que tomou conta do partido Democratas, com o resultado das urnas, na eleição municipal de domingo, 15, em Salvador, que deu ao político e gestor de 44 anos, Bruno Reis, 64% dos votos válidos, tornando-o campeão nacional das urnas do primeiro turno. Feito que realça o prefeito ACM Neto, presidente do DEM – principal mentor da façanha – como nome político de maior destaque, em seu estado, para voos mais altos e mais decisivos em 2022.

Ar feliz de garoto levado e decidido, montado em reluzente velocípede, Neto pedala veloz na Praça Tomé de Souza (no alto do Elevador Lacerda), acompanhando os passos de seu vice (Bruno) que corre contente e de sorriso maroto na direção do prédio da prefeitura da capital, sem mais ninguém à vista, além do próprio padrinho, na vitória que atrai para a Bahia atenções do País. Afinal, o feito se dá no estado proclamado aos quatro ventos como reduto maior do PT no Nordeste. A charge é perfeita em seu propósito de informar e fazer pensar, com bom humor, sobre como tudo pode mudar de repente quando o assunto é voto, urna e eleição.

É fácil imaginar a face oculta do desenho. O abatimento que desaba sobre os terreiros e arraiais políticos de oposição ao prefeito da capital e sua consagrada coligação de mais de 10 partidos – dos mais conservadores e à direita do espectro local, até o PDT, de Carlos Lupi e Ciro Gomes, e de Ana Paula, a vice dos ganhadores – uma costura de profissionais, já se vê. Parceiros que apostaram em forças díspares mas unidas, sob a batuta de Neto, para decidir o jogo já no primeiro tempo.

A derrota humilhante,– na capital que até bem pouco tempo representava a principal vitrine de poder e mando do petismo, e seus aliados de esquerda, na região nordestina, – desaba sobre muitas cabeças coroadas e de proa da política local, a exemplo dos senadores governistas Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD) e Ângelo Coronel, que sustentaram pesadas, ultrapassadas e enfadonhas campanhas (do ponto de vista da comunicação de massa e do marketing político) da major Denice (PT), do deputado pastor Sargento Isidório e sua vice Eleuza, (esposa do senador Ângelo Coronel) e de Olívia Santana (PC do B), para citar três nomes “mais expressivos” entre quase uma dezena de candidatos oposicionistas, com apoio “das esquerdas”, pa ra tomar o Palácio Tomé de Souza.

O perdedor maior e mais evidente é o governador Rui Costa. Partiu de sua cabeça (e de seus assessores de comunicação e marqueteiros) a ideia de fragmentação de “chapas progressistas”, para empurrar o confronto decisivo para o segundo turno. Essa pulverização virou pesadelo. A segunda mais votada, major Denice, conseguiu 18% dos votos válidos. Os demais patinaram abaixo dos 10%. Enquanto Bruno Reis (nascido em Juazeiro, no Vale do São Francisco, criado e formado político e gestor na capital, onde é vice – prefeito) deitou e rolou em todas as urnas, de todas as zonas eleitorais de Salvador, acenando a bandeira do DEM e o discurso de “braço direito de ACM Neto” na administração mais bem avaliada nas pesquisas de opinião , nas maiores capitais do país. Aos opositores, na “capital da resistência”, restou a opção de torcer, no embate do segundo turno, em Recife, para Patrícia ou João Campos, herdeiros da família Arrais. Simples assim!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

 

CadernoB

Biblioteca Pública do Paraná - BPP
Credit…Biblioteca Pública do Paraná – BPP

Por Sarah Quines

Nascido em Salvador em 1830, filho de uma africana livre e de um português, Luiz Gama foi vendido ainda criança pelo pai, como pagamento de uma dívida de jogo, e enviado a São Paulo como escravo. Foi alfabetizado apenas aos 17 anos, um ano antes de conseguir judicialmente a própria liberdade.

Por ser negro, foi impedido de frequentar o curso da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a mais antiga instituição do gênero no país. Determinado, o baiano passou a estudar direito de forma autodidata e atuou na prática como advogado, libertando mais de 500 negros da escravidão. Em 2015, 133 anos após a sua morte, foi reconhecido pela OAB como advogado e, em 2018, foi declarado por lei como patrono da abolição da escravidão no Brasil, além de ter o nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.

O abolicionista, que também foi jornalista e poeta, é tema do estudo de Ligia Fonseca Ferreira, professora da Unifesp que pesquisa a vida e obra de Luiz Gama há cerca de 20 anos e publicou três livros sobre ele. O último, Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi lançado neste ano.

Macaque in the trees
Professora Ligia Fonseca Ferreira publicou três livros sobre Luiz Gama (Foto: Arquivo pessoal)

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, a pesquisadora fala sobre o papel importante de Luiz Gama no movimento abolicionista, de sua atuação relevante na imprensa e também no campo literário.

Neste livro, que traz 61 artigos de Luiz Gama, 42 deles inéditos, quais são as lições de resistência que o leitor vai encontrar?

Ligia Fonseca Ferreira – Essas lições de resistência são, em primeiro lugar, a defesa dos escravizados, a defesa dos direitos humanos, sobretudo o direito dos escravos que já existiam, já estavam inclusive assegurados pelas nossas leis, mas que muitas vezes não eram respeitados. Ele conseguiu desenterrar leis que ficaram como letra morta, como a lei de 7 de novembro de 1831, que deveria garantir que os africanos que desembarcassem no Brasil a partir daquela data deveriam ser considerados livres e que os traficantes de escravos deveriam sofrer penalidades. Então de 1831 até 1888, quando houve a abolição, são 57 anos. Mas o Luiz Gama vai fazer com que essas leis possam ser aplicadas antes da abolição. Ele diz que a função dos juízes é de estudar e aplicar as leis e ele vai bater insistentemente nessa tecla, e é a partir disso portanto que ele alcança, como declara numa carta, a liberdade de cerca de 500 escravos.

Mesmo sem formação acadêmica, Luiz Gama demonstrava muito conhecimento jurídico e advogava de graça para libertar os escravizados?

Ele traz à tona essa condição muito singular de ser um homem de uma imensa cultura jurídica e de aplicá-la em benefício dos escravizados. Ele tinha uma autorização especial para advogar em primeira instância e fazia anúncios a serviço das causas da liberdade, tudo sem retribuição alguma. Ele abraça a causa abolicionista e também foi um dos primeiros brasileiros a abraçar a causa republicana. Para Luiz Gama, a luta abolicionista também se desdobrava na luta pelos ideais republicanos, no combate à monarquia, então a gente não pode se esquecer desse papel muito importante que ele vai ter nesse momento.

Luiz Gama advogava de graça e tinha como ganha-pão o trabalho de jornalista. Inclusive fundou o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, chamado Diabo Coxo. De que forma as facetas de abolicionista e jornalista se uniam?

O Luiz Gama é esse trabalhador incansável do jornalismo que nós também precisamos conhecer. Além do abolicionista, que se funde com esse homem que está olhando para o Brasil e mostrando um retrato a partir de uma perspectiva diferente, que a sua condição de homem negro lhe dava. No ano de 1871, quando Luiz Gama é acusado de promover insurreições escravas, ele vem a público através da imprensa, que era uma arma importante para ele, dizer que não estava promovendo insurreições, mas que, quando a justiça falhasse em garantir o direito dos escravos, ele fala que promoveria a resistência como virtude cívica.

E além de atuar como abolicionista e jornalista, Luiz Gama também foi poeta e lançou o primeiro livro apenas 12 anos depois de ser alfabetizado?

Estamos falando aqui do Século 19, em que pouquíssimos negros estiveram ligados ao mundo das letras, à produção literária, que é outro aspecto no qual ele se destaca. Ele lança as Primeiras Trovas Burlescas em 1859. É um conjunto de sátiras políticas, sociais e raciais, nas quais o Luiz Gama faz uma grande descrição do funcionamento da sociedade imperial da época. Se a gente ler a maneira como ele aponta o funcionamento da sociedade em vários níveis, a gente tem a impressão de que o Luiz Gama está fazendo um retrato da nossa sociedade de hoje. É isso que garante a sua extrema atualidade. E ele também escreve poemas líricos. É o primeiro poeta afro-brasileiro, porque ele era filho de uma africana, a ter louvado a mulher negra, então ele já tem um papel bastante interessante dentro de uma produção que mais tarde a gente vai poder chamar de literatura negra, trazendo essa temática.

Nesses 190 anos do nascimento de Luiz Gama, ainda falta reconhecimento para a obra dele?

Ele deveria estar presente na história da literatura, do período romântico; na história do Brasil, especialmente das lutas abolicionistas e da campanha republicana; ele deveria estar na história das ideias jurídicas, e ele deveria estar na história da imprensa, pelo papel que desempenhou e que agora uma parte está reunida no livro Lições de Resistência, em artigos que tratam sobre escravidão, liberdade, república e direitos humanos.(com Agência Brasil)

 Luiz Gama foi um intelectual negro no Brasil no século XIX
Professora Ligia Fonseca Ferreira publicou três livros sobre Luiz Gama
 

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21
Posted on 21-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2020



 

Sponholz, NO

 

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Posted on 21-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2020

A PF de Bolsonaro
Reprodução/Facebook/Jair Bolsonaro

 

Jair Bolsonaro levou para sua live ontem o delegado Alexandre Saraiva, superintendente da Polícia Federal no Amazonas. Saraiva era o nome que o presidente da República queria no Rio de Janeiro, pivô da crise que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Em maio, o delegado confirmou tudo em depoimento no inquérito que apura a ingerência de Bolsonaro na PF, e no qual fica claro que Alexandre Ramagem, da Abin, atuava como longa manus presidencial.

 “No início do segundo semestre de 2019, recebeu uma ligação do dr. Ramagem, perguntando ao depoente se ele aceitaria assumir a superintendência da Polícia Federal no RJ, ao que o depoente prontamente aceitou.”

No mesmo depoimento, Saraiva revelou ainda que chegou a ser sondado, ainda na transição, para assumir o Ministério do Meio Ambiente, mas as conversas não foram para frente.

Nos grupos de delegados da PF, a presença de Saraiva na live de Bolsonaro foi vista como um mau sinal para a instituição, pois o cargo de superintendente é eminentemente técnico

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