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Gama Livre: Cida Torneros: Desde Alcatraz até os dias de Alcaçuz, vai raiar a liberdade no horizonte?
 
 
 “Maricas Somos Todas, de Todos os gêneros
Maria Aparecida Torneros
 
 

 

Valha-me qualquer Deus, em tempos de presidente apoiador de tortura, que é preciso gritar que as ” maricas” somos todas, de todos os gêneros, roubadas descaradamente por políticos profissionais e elites hipócritas que nos manipulam para crer que estamos não só abaixo da linha do Equador. Esses farsantes e até assassinos, são coniventes com a morte dos sonhos de muitas gerações. Mas, não passarão. A bem da verdade, começam a desesperar por pressentir que nos uniremos para salvar nossas peles curtidas por sóis de luminosidade ofuscante que nos cegam até em nome das divindades.

O discurso do opressor, da porrada, bomba e totalitarismo será escoado no próprio esgoto, embora milhares de vidas de brasileiros tenham sido ceifadas no cerne deste extremismo insano.

Nossa história é maior. Nosso povo miscigenado mais desperto, nossa gente brasileira tem sentido na carne o quanto essas criaturas de mal presságio já nos vilipendiaram por séculos.

Gosto de perceber que o gigante espreguiça. Sairá finalmente despertado do sono onde esteve adormecido e até dopado por teorias que interessavan aos poucos detentores de poderes de dentro e de fora.

Está chegando a hora da retomada de nossas forças de ” Maricas” que somos maioria, que somos chefes de famílias, que abraçamos com orgulho nossas diferenças de gênero, religiões ou raças, porque temos algo que essa gente que pensava deter o  comando, vê finalmente que a força sem pólvora está do nosso lado.

O lado dos valores que não racharam . Que seriam incapazes de tripudiar irmãos em nome de discrininar ideologias ou sacrificar gerações futuras.

A luta é grande. Mas nossa capacidade de existir é maior. 

Somos as Mariazinhas, Maricotas, Marias, com falos ou sem eles, de saias ou calças, porém com um fator preponderante: temos dignidade que tropas ou armamentos sofisticados, os tais ” tiros , porradas e bombas,” jamais exterminarao. Porque somos sementes. Matem- nos e ressurgiremos. Como Marielle, como Zumbi, como dom Helder, como Brizola, como milhares que lutaram por nós e tinham orgulho de serem as ” Maricas” da vez.

A fala deste Jair Messias é podre. Fede a cadáveres vítimas de escravidão , tortura r covid 19.

Traduz a pior face do extremismo totalitário  e populista,  além de oportunista e criminoso.

Cadeia pra essa gente é pouco. Há de haver algo mais eficaz ou punitivo na proporção que merecem.

Nós, do país das ” Maricas” vamos mostrar pra ele e seus fanáticos seguidores que as Marias das periferias podem tudo. Até derruba-los quando menos esperarem.

Cida Torneros é escritora e professora de Comunicação, mora no Rio de Janeiro e é amiga do peito e colaboradora da primeira hora do Bahia em Pauta.

“Renascer das Cinzas”, Mart`nália: Empolgante apresentação da filha de Martinho em Berlim, com registro ao vivo sensacional. Samba no sangue e a Vila Isabel no coração. Vai dedicado a Cida Torneros, que escreve lindamente hoje no BP (como sempre desde o nascimento deste site blog) e é da Vila também. Viva!!!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) — Foto: REUTERS/Adriano Machado

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou nesta quarta-feira (11) um posicionamento da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o andamento de um inquérito que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O ministro afirmou que, desde agosto de 2019, aguarda a PGR definir se vai oferecer denúncia contra Rodrigo Maia ou arquivar o caso.

O inquérito apura supostos repasses da construtora Odebrecht a Maia e ao pai dele, o vereador do Rio de Janeiro César Maia. A Polícia Federal atribuiu ao presidente da Câmara os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e lavagem de dinheiro.

A defesa nega as acusações. Quando o relatório da PF foi concluído, os advogados de Rodrigo Maia afirmaram que todas as doações recebidas para as campanhas foram legais, contabilizadas e declaradas à Justiça.

Entenda o caso

Após Fachin pedir uma definição, a PGR informou que a análise do caso dependia do desarquivamento de outro inquérito sobre Maia, que envolvia supostos repasses da empreiteira OAS.

Em setembro, o ministro do STF deu prazo para que a Procuradoria prestasse informações sobre eventual conexão entre os casos, uma vez que apuram fatos ocorridos em períodos diferentes.

Um mês depois, em outubro, o ministro do STF autorizou a reabertura do processo que envolve a OAS e de um terceiro inquérito ,também sobre repasses da empreiteira e concluído pela Polícia Federal.

Agora, Fachin afirma que é urgente a manifestação da PGR sobre o processo da Odebrecht, já que os prazos concedidos se esgotaram. Segundo o ministro, “as causas criminais dete?m a prioridade de julgamento assegurada” pelo regimento da Corte.

Investigações

O inquérito da Odebrecht foi concluído pela PF em agosto de 2019. Segundo o relatório, o presidente da Câmara e o pai solicitaram e receberam da empreiteira doações indevidas em 2008, 2010, 2011 e 2014 em troca de influência em projetos de interesse da empresa. Eles teriam recebido pagamentos de R$ 1,6 milhão.

No inquérito da OAS, a PF pontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo que as investigações começaram a partir de mensagens de celular trocadas entre Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, e o presidente da Câmara.

Segundo os investigadores, o deputado pediu à empreiteira doações eleitorais no valor de R$ 1 milhão em 2014, dinheiro que foi repassado oficialmente à campanha de César Maia ao Senado. Um segundo inquérito envolvendo a OAS foi reaberto e vai tramitar em conjunto com este.

Arthur Lira faz contas e vê vitória sobre grupo de Maia como “muito possível”
Foto: Najara Araujo e Luís Macedo/Câmara dos Deputados

Deputados disseram a O Antagonista nos últimos dias que “ainda é muito cedo” para tratar de eleição na Câmara. Mas não é verdade.

A despeito dos nomes que correm por fora, há dois grupos colocados na disputa, para a surpresa de ninguém: o de Rodrigo Maia (DEM), atual presidente, e o de Arthur Lira, o líder do Progressistas que sempre sonhou em comandar a Câmara.

 

Os dois estão trabalhando para garantir apoios silenciosos antes mesmo da virada do ano — a eleição será em fevereiro do ano que vem. A pandemia, como já dissemos neste site, facilitou e muito as conversas de bastidores, longe dos holofotes da imprensa e mesmo do Congresso.

Foi durante a pandemia, aliás, que Lira, levado ao Palácio do Planalto pelo senador piauiense Ciro Nogueira, presidente nacional do seu partido, e vendendo-se como alguém que conseguiria ser o “anti-Maia”, conseguiu concretizar o apoio de Jair Bolsonaro.

Lira, como todo o Centrão que ajuda a liderar, aprendeu rapidinho a vestir a camisa de bolsonarista. Hoje, fazendo contas com aliados, ele acredita que teria os votos do Progressistas, do PL, do PSD e do Solidariedade, todos partidos da base do governo Bolsonaro. O alagoano também espera contar com Avante, PSC, PTB, Patriota e Pros. Em se confirmando todas essas legendas, Lira largaria com 211 votos — o voto é secreto e sempre há dissidências. Para alcançar aos 257 necessários para ser eleito, ele tem conversado com lideranças da esquerda.

Entre os bolsonaristas, Lira não se incomoda, claro, de ser visto como “o candidato de Bolsonaro”. Aos esquerdistas, porém, ele promete ser “o candidato da Câmara”. Não à toa, ontem, o líder da oposição, deputado André Figueiredo (PDT), em entrevista a O Antagonista, não descartou a possibilidade de apoiar Lira.

“Não nos furtamos a conversar com ninguém. É preciso ver se os outros não representam também um caminho muito próximo ao bolsonarismo. O que queremos é um Parlamento independente, a prioridade é a independência do Poder Legislativo”, disse o deputado do partido de Ciro Gomes.

No PT, Lira tem conseguido se aproximar de deputados que rejeitam apoio a Baleia Rossi (MDB) e Luciano Bivar (PSL), dois possíveis candidatos que poderiam ser lançados por Maia.

Aliados de Lira avaliam que Maia “perdeu” a eleição de fevereiro de 2021 quando cogitou tentar uma nova reeleição, o que hoje seria inconstitucional — a Constituição e o regimento do Congresso proíbem recondução ao cargo na mesma legislatura, mas há uma decisão do STF pendente que poderá favorecer Davi Alcolumbre e o próprio deputado do DEM.

“Rodrigo cometeu um erro muito grande ao flertar com essa possibilidade. Nem no próprio DEM esse gesto foi aceito. Ele fez uma grande gestão, mas perdeu o respeito de muitos ali. Cogitar, ainda que indiretamente, se reeleger de novo abriu espaço para o Lira se consolidar e se tornar um candidato fortíssimo”, disse, pedindo reserva, um presidente de partido do Centrão.

A possibilidade de pré-candidatos inicialmente mais próximos a Maia — como Marcos Pereira (Republicanos) e Marcelo Ramos (PL) — acabarem pulando para o seu barco faz com que Lira saia dizendo por aí que sua vitória é “muito possível”.

Se algo em torno de 200 votos seria hoje o piso de Lira, esse parece ser, também no cenário atual, o teto de Maia, que, provavelmente, contaria somente com DEM, PSDB e MDB.

Para tentar fazer seu sucessor, o atual presidente tem investido em convescotes. Na semana passada, um jantar em sua residência reuniu até o senador Renan Calheiros (MDB) e os ministros Gilmar Mendes (STF) e Bruno Dantas (TCU). Hoje, em São Paulo, Maia marcou um novo encontro com atores políticos para tratar do assunto.

Do lado de Maia, há a esperança de se chegar um nome que possa ser palatável para a esquerda, o que balançaria as contagens feitas até aqui. Pelo presidente da Câmara, seu candidato seria o amigo Aguinaldo Ribeiro, mas o fato de ser do mesmo partido de Lira inviabiliza a candidatura do deputado paraibano. A segunda opção que virou a primeira é Baleia Rossi, líder e presidente nacional do MDB, um nome próximo a Michel Temer que não desce, por exemplo, no PT, partido com a maior bancada — são 54 deputados.

Ainda no entorno de Maia, o objetivo será conquistar a esquerda colando a imagem de Lira no bolsonarismo e lembrando que ele “é da escola de Eduardo Cunha” e “costuma vender força que não tem”. Para fora da Câmara, principalmente para o mercado e para a equipe econômica do governo, a mensagem que tentará ser transmitida é a de que somente um candidato ligado ao deputado do DEM poderá ser capaz de manter fidelidade à agenda reformista — ainda que não haja mais garantia alguma de que o governo Bolsonaro insistirá nessa toada a partir de 2021.

Uma coisa é certa: ganhe quem ganhar, a Câmara será presidida por investigados — ou réu por corrupção, no caso de Lira — adversários da Lava Jato e de tudo o que a operação representa.

nov
12
Posted on 12-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-11-2020


 

 Quinho, NO JORNAL

 

nov
12
Posted on 12-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-11-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ação apresentada por deputada do PT alega que governo teria se mobilizado a pedido da defesa do senador. Advogados tiveram reuniões com o GSI e com a Abin por causa de suposto envolvimento de funcionários da Receita Federal

RS
Renato Souza
 

Procedimento do ministro é padrão. Se acatado pela PGR, pode se tornar processo contra Flavio Bolsonaro - (crédito: FellipeSampaio/SCO/STF - 13/8/14)

Procedimento do ministro é padrão. Se acatado pela PGR, pode se tornar processo contra Flavio Bolsonaro – (crédito: FellipeSampaio/SCO/STF – 13/8/14)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma notícia crime contra o presidente Jair Bolsonaro por suposto envolvimento do governo na defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), acusado de chefiar um esquema de rachadinha no Rio de Janeiro. O procedimento, que é padrão, pode resultar em responsabilização penal.

A ação apresentada no Supremo contra Bolsonaro foi protocolada pela deputada Natália Bonavides (PT-RN). A parlamentar alega que os advogados de Flávio se reuniram com o presidente, com o ministro Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e com Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O encontro foi revelado pela revista Época.

De acordo com a publicação, os defensores do senador apresentaram uma acusação contra integrantes da Receita Federal no Rio, que, se confirmada, poderia anular as investigações contra ele. No entanto, nada teria sido encontrado após mobilização do setor de inteligência do governo. O GSI confirmou ter recebido os advogados de Flávio, mas disse que o pedido não foi levado adiante.

A PGR vai avaliar se existem elementos suficientes na notícia-crime que justifiquem a abertura de investigação formal por tráfico de influência e advocacia administrativa. O senador é acusado de ficar com parte do salário de funcionários, no chamado esquema das rachadinhas, quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O administrador do caixa do gabinete seria Fabrício Queiroz, amigo de longa data da família Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar.

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