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Postado em 10-11-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 10-11-2020 00:20

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Vice diz que presidente aguarda a solução da disputa para transmitir os cumprimentos do Brasil “a quem for eleito”. E acha que demora em reconhecer a vitória do democrata não prejudica a relação com Washington

ST
Sarah Teófilo
Mourão afirma que Bolsonaro está sendo
Mourão afirma que Bolsonaro está sendo “prudente”, pois que ainda não há oficialmente um vencedor – (crédito: AFP / EVARISTO SA)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, nesta segunda-feira (9/11), que Jair Bolsonaro cumprimentará o democrata Joe Biden “na hora certa”. O presidente brasileiro ainda não parabenizou o presidente eleito dos Estados Unidos, que foi declarado vencedor da corrida à Casa Branca no último sábado (7). Isso porque o ainda presidente Donald Trump contesta o resultado, alegando fraude na votação, e diz que judicializará a disputa.

“A forma como se desenrolam as coisas nos Estados Unidos é diferente daqui no Brasil. Eles não têm tribunal eleitoral. Julgo que o presidente está aguardando terminar esse imbróglio de discussão sobre se tem voto falso, se não tem, para dar o posicionamento dele. É óbvio que o presidente, na hora certa, vai transmitir os cumprimentos do Brasil a quem for eleito”, afirmou Mourão.

Questionado se a demora em parabenizar Biden não poderia prejudicar a relação do Brasil com os EUA, Mourão garantiu que não. “Não julgo que corra risco. Vamos aguardar. É uma questão de prudência. Acho que nesta semana se definem as questões que estão pendentes, as coisas voltam ao normal, e a gente se prepara para o novo relacionamento que deve ser estabelecido”, explicou.

Bolsonaro, depois de manifestar reiteradas vezes, e em público, sua preferência pela reeleição de Trump, ainda não falou sobre a derrota do republicano – que não fez o tradicional discurso no qual reconhece que perdeu a eleição, apesar das pressões de dentro do seu próprio partido para que ceda ao resultado.

A forma de apuração de votos nos EUA é muito diferente da no Brasil. Lá, não há um órgão controlador e organizador do pleito, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anuncia o resultado saído das urnas. O que se tem são projeções com base nos cômputos de cada estado, que apura de forma independente suas cédulas de votação. Só no dia 14 de dezembro é que o Colégio Eleitoral norte-americano se reunirá, e os delegados de todos os estados votarão nos candidatos escolhidos por cada localidade. Depois, em 6 de janeiro, o Congresso conta os votos e confirma o resultado.

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