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DO CORREIO BRAZILIENSE

O ex-ministro reagiu a notícia de que os três se uniram para formar uma aliança de “Centro”

AE
Agência Estado
 

 (crédito: CiroGomes/Facebook)

(crédito: CiroGomes/Facebook)
O ex-ministro Ciro Gomes – que disputou a Presidência da República em 2018 pelo PDT e que já declarou que gostaria de concorrer novamente – reagiu nesta segunda-feira, 9, às notícias de união entre o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, o apresentador Luciano Huck e o governador de São Paulo, João Doria. Os três iniciaram conversas para se apresentarem ao eleitor em 2022 como uma alternativa de centro. “No dia que Doria, Huck e Moro forem de centro, eu sou de ultra-esquerda, o que eu nunca fui”, afirmou o presidenciável após evento com a militância de seu partido, o PDT, em apoio ao ex-governador Márcio França (PSB), candidato à Prefeitura de São Paulo em uma chapa com o pedetista Antonio Neto como vice.
“Então vamos ter compostura. Moro vendeu a toga em troca de um cargo vitalício e é um cara da extrema-direita. O Moro se veste como os fascistas italianos da década de 1930. Ele está sempre com uma camisa escura sobre um paletó escuro. O Moro é fascista. O Moro vendeu a toga, prendeu um adversário político, tirou o adversário político da eleição e, em seguida, aceitou ser ministro do que ganhou a eleição. Isso é uma lesão ética que transforma o Moro para mim em um grande malandro”, afirmou Ciro.
O pedetista poupou Huck de muitas críticas, sugerindo apenas que ele não tem experiência em governo para conseguir orientar o País. “O Luciano Huck é um apresentador de televisão. Ok, é uma tarefa das mais dignas. Isso prepara para enfrentar a maior crise social, econômica? O posicionamento internacional do Brasil, o Congresso hiper fraturado?”, indagou. “Só a irresponsabilidade de algumas pessoas da elite Brasileira é que permitem a gente acreditar isso”, afirmou. Sobre Doria, Ciro disse que ele foi um prefeito que mentiu para o povo, se referindo à promessa feita pelo tucano de que ele não deixaria o mandato na Prefeitura para disputar o governo do Estado.
“Ele já resolveu: vai terceirizar a Prefeitura para o MDB, vai terceirizar o governo do Estado para o DEM. Esse é o plano dele, para ele ser o presidente da República. E vocês que se arrebentem”, afirmou.
Encontro com Lula
A repórteres, Ciro confirmou que encontrou o ex-presidente Lula em setembro. O petista tem sido alvo de muitas críticas do pedetista desde o desfecho das eleições 2018, em que o atual presidente Jair Bolsonaro, se elegeu.
“Eu tive (um encontro com Lula). Fui convidado pelo governador Camilo Santana (petista que administra o Ceará e é próximo à família Gomes) e tive uma conversa muito franca, muito franca mesmo. As pessoas gostariam de que eu usasse uma expressão popular: lavamos a roupa suja, para valer”, explicou o ex-ministro de governo do PT.
De acordo com Ciro, ambos continuaram com suas opiniões sobre a situação do País, mas que o fato de haver diálogo é positivo. “Eu diria que, sob o ponto de vista das compreensões da questão brasileira para trás e para frente, continuamos como estávamos antes de conversar. Mas a mim me agrada a ideia de que a gente faça política conversando. Sabe? O que pega é catapora”, argumentou.
De acordo com o ex-ministro, nenhum dos dois deu qualquer sinalização concreta de plano para o futuro.
A iniciativa do encontro partiu de Santana, que procurou Ciro e Lula, aparou arestas e viabilizou a reaproximação. A tarefa demandou mais de um mês e dezenas de telefonemas. Desde então Lula tem incluído Ciro no rol de nomes fortes da esquerda para 2022 e o pedetista cessou os ataques ao PT.
Apoio a Márcio França
O presidenciável elogiou a postura do candidato Márcio França, que tem evitado nacionalizar a disputa pela Prefeitura de São Paulo e têm criticado seus oponentes por vincular suas imagens à de um potencial candidato em 2022. Ao longo da campanha, França vem se apresentando como o candidato para o eleitor que quer um prefeito e não um presidente.
Para Ciro, a estratégia é acertada. “Se você olhar em Fortaleza, onde o meu título de eleitor é, nós entendemos que o que está em debate é uma eleição municipal. Os meus adversários estão querendo fazer isso (nacionalizar a disputa e com cabos eleitorais de fora da cidade) lá. O Lula todo dia na televisão, o Moro entrou na televisão lá no Ceará, Bolsonaro entrou na televisão no Ceará e eu não vou”, afirmou. Em Fortaleza, Ciro apoia José Sarto (PDT) enquanto Lula apoia Luizianne Lins (PT) e Moro gravou um vídeo para o deputado Capitão Wagner (Pros).
De acordo com pesquisa Ibope divulgada no último dia 3, Sarto (PDT) tem 29% das intenções de voto, contra 27% de Capitão Wagner e 24% de Luizianne.
“E eu não vou (participar do horário eleitoral), porque eu não vou deixar que eles distraiam o povo de Fortaleza. Nunca perdi uma eleição no Ceará. Na última agora (em 2018), eu ganhei para presidente da República no Estado todo e o Bolsonaro foi para terceiro lugar. Então eu não tenho problema de relação com o meu povo. O que eu não posso permitir é que queiram transformar o meu povo, a quem eu devo tudo, em pecinha de xadrez do jogo que vai ser jogado em 2022”, acrescentou.
De acordo com o marqueteiro de França, Raul Cruz Lima, Ciro não será usado no horário eleitoral gratuito da campanha peesebista. “O Márcio é o cara que tem falado o tempo todo na imagem das sombras – tem uma sombra (de campanha presidencial) atrás de cada candidato. O Russomanno com o Bolsonaro, o Lula atrás do (Jilmar) Tatto e do (Guilherme) Boulos. E ele o Márcio está se mostrando como o cara independente que não tem o rabo preso com ninguém. Na campanha (de rádio e TV), não estamos programando nada com o Ciro”, afirmou ao Estadão.
No evento com Ciro, França e Antonio Neto, foram feitas gravações para serem postadas na internet. França saiu mais cedo para uma entrevista na Rede Record.
Bolsonaro na campanha de Russomanno
Perguntado se o deputado Celso Russomanno (Republicanos), oponente de França na disputa pela Prefeitura, estava errado ao estava usar Bolsonaro em sua campanha, Ciro, que não costuma medir palavras, disse que foi uma decisão “idiota”.
“Desculpe dizer. O Bolsonaro é um idiota e o Russomanno não é do ramo. O Russomanno vive de explorar essa popularidade que a televisão dá, ele está aí nos programas popularescos, mundo cão, tal que ele é desse ramo, e acha que isso vai transformar o povo em idiota. Isso é muito bobo, porque nunca será assim que o povo vai votar”, defendeu.
O ex-ministro também disse que o atual presidente vai “levar uma sova” nas grandes metrópoles do País. “O Bolsonaro é um imbecil completo. Por quê? Porque vai levar uma sova grande em São Paulo, outra grande no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais não está vendo nem o azul. Não se apresentou no Rio Grande do Sul, não se apresentou nem no Sul, onde ele tem força. No Nordeste brasileiro, ele não vai levar em canto nenhum”, argumentou.
Para o presidenciável, a expectativa de que aliados do presidente percam em grandes cidades acena para a possibilidade de que o eleitorado está começando a rejeitar extremos. “Parece que o bolsonarismo boçal e o lulopetismo corrompido vão levar uma grande surra no Brasil inteiro”, dissE.

 

“Sempre se pode sonhar”, Paulinho da Viola:Toda força poética e delicadeza concentra em um samba magistral e de extremo bom gosto de um mestre carpinteiro da canção brasileira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO SITE O ANTAGONISTA

Ibope em SP: Covas amplia liderança, e Russomanno derrete
Foto: Governo do Estado de São Paulo

O Ibope acaba de divulgar nova pesquisa sobre a eleição municipal em São Paulo. O tucano Bruno Covas, atual prefeito, ampliou sua liderança e subiu de 26% para 32% das intenções de voto.

Celso Russomanno, por sua vez, derreteu: o candidato do Republicanos caiu de 20% para 12% das intenções de voto em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 30 de outubro.

 Russomanno –que também é o campeão de rejeição, com 41%– agora está em empate técnico com o psolista Guilherme Boulos (numericamente à frente, com 13%) e Márcio França, do PSB, que tem 10%.

O petista Jilmar Tatto patina com 6%, tecnicamente empatado com Arthur “Mamãe Falei” do Val (Patriota, 5%) e Joice Hasselmann (PSL, 2%).

BOUlos e Joice são os vice-campeões de rejeição, com 25%.

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Vice diz que presidente aguarda a solução da disputa para transmitir os cumprimentos do Brasil “a quem for eleito”. E acha que demora em reconhecer a vitória do democrata não prejudica a relação com Washington

ST
Sarah Teófilo
Mourão afirma que Bolsonaro está sendo
Mourão afirma que Bolsonaro está sendo “prudente”, pois que ainda não há oficialmente um vencedor – (crédito: AFP / EVARISTO SA)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, nesta segunda-feira (9/11), que Jair Bolsonaro cumprimentará o democrata Joe Biden “na hora certa”. O presidente brasileiro ainda não parabenizou o presidente eleito dos Estados Unidos, que foi declarado vencedor da corrida à Casa Branca no último sábado (7). Isso porque o ainda presidente Donald Trump contesta o resultado, alegando fraude na votação, e diz que judicializará a disputa.

“A forma como se desenrolam as coisas nos Estados Unidos é diferente daqui no Brasil. Eles não têm tribunal eleitoral. Julgo que o presidente está aguardando terminar esse imbróglio de discussão sobre se tem voto falso, se não tem, para dar o posicionamento dele. É óbvio que o presidente, na hora certa, vai transmitir os cumprimentos do Brasil a quem for eleito”, afirmou Mourão.

Questionado se a demora em parabenizar Biden não poderia prejudicar a relação do Brasil com os EUA, Mourão garantiu que não. “Não julgo que corra risco. Vamos aguardar. É uma questão de prudência. Acho que nesta semana se definem as questões que estão pendentes, as coisas voltam ao normal, e a gente se prepara para o novo relacionamento que deve ser estabelecido”, explicou.

Bolsonaro, depois de manifestar reiteradas vezes, e em público, sua preferência pela reeleição de Trump, ainda não falou sobre a derrota do republicano – que não fez o tradicional discurso no qual reconhece que perdeu a eleição, apesar das pressões de dentro do seu próprio partido para que ceda ao resultado.

A forma de apuração de votos nos EUA é muito diferente da no Brasil. Lá, não há um órgão controlador e organizador do pleito, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anuncia o resultado saído das urnas. O que se tem são projeções com base nos cômputos de cada estado, que apura de forma independente suas cédulas de votação. Só no dia 14 de dezembro é que o Colégio Eleitoral norte-americano se reunirá, e os delegados de todos os estados votarão nos candidatos escolhidos por cada localidade. Depois, em 6 de janeiro, o Congresso conta os votos e confirma o resultado.

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Posted on 10-11-2020
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Pelicano , no portal de humor

 

 

A pandemia já matou mais de 237 mil norte-americanos e tirou o emprego de milhões

Reuters/Kevin Lamarque
Credit…Reuters/Kevin Lamarque

Por Jornal do Brasil

O presidente-eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apelou ao patriotismo dos norte-americanos nesta segunda-feira implorando que usem máscaras para combater a pandemia de coronavírus e convocou uma força-tarefa para delinear um plano para enfrentar a crise de saúde pública.

“Poderíamos salvar dezenas de milhares de vidas se todos simplesmente usassem máscaras nos próximos meses. Não vidas democratas ou republicanas, vidas americanas”, disse Biden aos repórteres em Wilmington, Delaware. “Imploro a vocês. Usem máscara. Façam isso por si mesmos. Façam isso por seu vizinho. Uma máscara não é uma declaração política.”

A pandemia já matou mais de 237 mil norte-americanos e tirou o emprego de milhões. Biden falou dois dias depois de ser declarado vencedor na eleição contra Donald Trump, embora o presidente republicano não tenha reconhecido a derrota e esteja acionando contestações legais dos resultados, ao mesmo tempo em que faz alegações infundadas de fraude.

Trump atacou a integridade do processo eleitoral dos EUA diversas vezes sem provas, e alguns de seus aliados o incentivaram a esgotar todos os recursos para se manter no poder.

Biden, que toma posse no dia 20 de janeiro, fez uma videoconferência com sua força-tarefa de 13 membros, comandada pelo ex-cirurgião-geral Vivek Murthy, por David Kessler, ex-comissário da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), e por Marcella Nunez-Smith, especialista em igualdade de recursos de saúde da Universidade Yale.

O presidente-eleito classificou como uma “ótima notícia” o anúncio da Pfizer Inc desta segunda-feira de que sua vacina experimental contra Covid-19 é mais de 90% eficiente, mas disse que se passarão “muitos meses antes de haver uma vacinação generalizada” nos EUA e sublinhou a importância de se usar máscaras e manter o distanciamento social.

Os EUA registraram números recordes de infecções nos últimos dias. O uso de máscaras se tornou uma questão política no país –Trump zombou de Biden por usar máscara durante a campanha e muitos conservadores argumentaram que elas afrontam sua liberdade individual.

“O objetivo é voltar ao normal o mais rápido possível”, disse Biden. “E máscaras são essenciais para fazê-lo. Não será para sempre. Mas é assim que faremos nossa nação recuperar velocidade economicamente para que possamos voltar a comemorar aniversários e feriados juntos, para que possamos assistir eventos esportivos juntos, para que possamos voltar às vidas e ligações que compartilhávamos antes da pandemia.”

Durante a campanha, Biden acusou Trump de entrar em pânico e se render à pandemia. Trump defendeu remédios sem aprovação, repreendeu autoridades de saúde pública, não expressou empatia ou compaixão à medida que o número de mortos crescia e desdenhou os alertas sobre o uso de máscaras e o distanciamento social. (com agência Reuters

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