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Posted on 07-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-11-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Após quatro dias de suspense, o candidato democrata e ex-vice-presidente de Barack Obama venceu com 273 delegados, graças a uma vitória no importante estado da Pensilvânia, de acordo com a CNN, NBC e CBS

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Jim Watson/AFP)

(crédito: Jim Watson/AFP)

O candidato Joe Biden venceu a corrida à Casa Branca contra Donald Trump e se tornará o 46º presidente dos Estados Unidos. Após quatro dias de suspense, o candidato democrata e ex-vice-presidente de Barack Obama venceu com 273 delegados, graças a uma vitória no importante estado da Pensilvânia, de acordo com a CNN, NBC e CBS.

Donald Trump ainda não admitiu a derrota, e não está claro se ele continuará a contestar os resultados com base em alegadas fraudes. Trump será, assim, o primeiro presidente dos EUA a ser privado de um segundo mandato desde o republicano George H. W. Bush em 1992.

Independentemente do que Donald Trump diga, a data de posse do novo presidente está inscrita na Constituição: 20 de janeiro ao meio-dia. Até lá, os estados certificarão seus resultados e os 538 delegados se reunirão em dezembro para nomear formalmente seu presidente.

Biden tirou de Donald Trump três estados industriais que escaparam de Hillary Clinton quatro anos atrás: Michigan, Wisconsin e Pensilvânia, “o coração desta nação”, disse ele na sexta-feira à noite. Neste sábado, também liderava na Geórgia, Nevada e Arizona, de acordo com resultados parciais.

A apuração ocorre desde terça-feira nesses estados por conta do volume excepcional de cédulas enviadas por correio, método que foi incentivado pelo contexto de pandemia.

Na Pensilvânia, essas cédulas foram 80% a favor de Joe Biden, o que permitiu que ele superasse a liderança inicial do republicano.

No total, apesar da pandemia, a participação atingiu um recorde histórico na era moderna: cerca de 66% dos eleitores votaram, de acordo com o US Elections Project.

Joe Biden obteve mais de 74 milhões de votos, ante 70 milhões de Donald Trump, no total no país. A vitória marca uma virada histórica para os Estados Unidos e o mundo. Além disso, pela primeira vez na história, o país terá uma vice-presidente, Kamala Harris, de 56 anos, que também será a primeira negra a ocupar o cargo.

Perfil

Joseph Robinette Biden Jr. nasceu em 20 de novembro de 1942, na cidade de Scranton, Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele é o filho mais velho de Joseph Biden, um humilde vendedor de carros que faleceu em 2002, sempre lembrado pelo filho como um homem que nunca desistia. Com a recessão dos EUA após a 2ª Guerra Mundial, a família se mudou para o estado vizinho de Delaware, onde o jovem Joe trabalhou como salva-vidas em uma piscina de um bairro negro. Lá, teve a oportunidade de aprender sobre as injustiças que afetavam os moradores da comunidade, o que despertou seu interesse pela política.

Biden estudou ciência política e história na Universidade de Delaware e, logo em seguida, se formou também em direito na renomada Universidade de Syracuse, em Nova York. Passou no Exame da Ordem em 1969 e deu início, então, à carreira jurídica como defensor público. Pouco tempo depois, entrou para o escritório de advocacia de um membro do Partido Democrata, que o convidou a se filiar. Aos 29 anos, entrou para a política nacional ao surpreender e vencer uma eleição para senador de Delaware, derrotando um republicano que já ocupava o cargo há 12 anos.

A alegria de Biden, no entanto, duraria pouco. Um mês após sua vitória, o então senador perdeu sua primeira esposa, Neilia Hunter, e sua filha, Naomi, de apenas um ano, em um trágico acidente de carro quando saíam para fazer compras de Natal. Os outros dois filhos do casal, Hunter e Beau, ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram à colisão. Biden chegou a cogitar renunciar ao cargo para cuidar dos meninos, mas o então presidente do Senado o fez mudar de ideia. Assim, ele pegava o trem de Delaware para Washington, em um trecho de 1h30 em cada sentido, para ver os filhos todos os dias.

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Morte de Tom Veiga, intérprete de Louro José, por rompimento de aneurisma chama atenção para a doença - Tribuna Feirense
 ARTIGO DA SEMANA

Tom Veiga: graça do Louro se vai no País (Biden vem nos EUA)

Vitor Hugo Soares

Bem poderia ser a pergunta do antológico poema de Carlos Drummond de Andrade – “E agora, José?”– feita há décadas, (e ainda hoje), quando de ingentes dificuldades, mas tempo menos encrespado e de maior delicadeza que nestes dias ferozes, que ficam mais bicudos com a morte repentina do ator Tom Veiga. A voz do Louro José, papagaio que enchia de graça e de bons sentimentos as manhãs de muitos brasileiros ligados na TV.

Na linha oposta destas sensações nebulosas, na grande e poderosa nação do norte da América, eis que aparece uma luz acesa,  com a vitória do democrata Joe Biden, contra o republicano Donald Trump, nas presidenciais da grande e poderosa nação do norte da América., neste quase final de 2020, ano da pandemia da Covid-19. “Os Estados Unidos são mais que o show de um homem só”, resume o ministro das Relações Exteriores  da Alemanha, Heico Maas. Na mosca!

Feito este interlúdio ( obrigado a Henri Miller), volto ao ponto da partida daquele que há mais de 20 anos divertia o começo do dia por aqui. Eo que assalta a memória do rodado jornalista é o milenar ditado popular da sabedoria chinesa – “há mortes que pesam menos que uma pena de passarinho. Há outras, porém, que pesam mais que toneladas”,– já citado neste espaço. Talvez nunca com a propriedade de agora, quando escrevo sobre o artista que vivia o divertido e original papagaio, criado pela apresentadora Ana Maria Braga (sabe-se agora), para o programa Mais Você. O “Louro” espalhava graça, fina ironia e espírito de humanidade por todas as regiões, em tempos temerários: incluindo o atual, quando a Nação se vê duplamente deprimida: pela pandemia cruel que se prolonga no campo da saúde pública (mais de 165 mil mortos) e pelas divisões odientas da política, das ideologias e do mando, sem falar no humor mambembe e deploravelmente ofensivo que vem do centro do poder, a exemplo do que se viu e ouviu, semana passada, na viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão.

Na primeira hora, a morte de Tom lembrou a recente partida do notável músico, compositor e cantor Moraes Moreira, apanhado por um enfarto fulminante, sozinho em casa, no bairro da Urca, onde cumpria o isolamento da covid-19, e seguia ativo em sua fabulosa usina de criações melódicas e poéticas aos 76 anos. “Um baque, um choque”, como na canção de Gilberto Gil. No caso de Tom, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, também o pegou sozinho em a casa, na Barra da Tijuca (RIO), aos 47 anos, no vigor do seu talento na representação de seu alter ego, Louro José.

 Personagem original, observador atento das coisas e das pessoas ao seu redor, sempre antenado. E que o próprio artista definiu como ninguém, em depoimento ao site Memória, da Globo: “O Louro José é encrenqueiro, rabugento, chavequeiro, galanteador, mas é muito divertido, inteligente. Às vezes, quando eu revejo um programa, eu me pego dando risada com o Louro. O legal nele é que cresceu, mas continua uma grande criança”. Na mosca! Ana Maria, alma e coração despedaçados, falou entre lágrimas: “Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho”. “Namaria, Namaria!”, pontuaria o Louro, com emoção e bom humor.
Muitos perderam o chão com o vôo definitivo de Tom Veiga, sepultado na quarta-feira, 4, em São Paulo. Afinal, genialidades não brotam todos os dias, nas esquinas ou nos estúdios de um País que fica  mais triste. Saudades!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br
 

“Philadelphia”, Neil Young: Belíssima canção e uma interpretação magistral e à altura da gloriosa cidade americana acostumada a fazer história, como nestas presidenciais nos Estados Unidos. Salve!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 07-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-11-2020


 

Duke, no jornal

 

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Posted on 07-11-2020
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Já tem assessor de Trump procurando emprego
Foto: Andrea Hanks/ Flickr/ The White House

“A atmosfera na Ala Oeste [da Casa Branca] está sendo descrita como frenética, com a ficha caindo de que Biden está só aumentando a vantagem. Os assessores mais próximos de Trump parecem trabalhar no gerenciamento de sua frustração. Mark Meadows [o chefe de gabinete] está concentrado na Pensilvânia. E muitos outros estão procurando emprego”.

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