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Trbn.com.br - Tribuna da Bahia
ARTIGO/Ponto de vista
Renúncia à Presidência da Academia de Letras da Bahia
Joaci Góes
Ao casal amigo Ana Cláudia e Almirante Silva Lima!
?A Academia de Letras da Bahia – considerada sua primeira versão de 1724, com o nome de Academia dos Esquecidos, passando pela de 1759, sob o batismo de Academia dos Renascidos-, é a mais antiga, do gênero, em todo o Continente Americano. Em dezembro de 2018, mereci a honra de ser eleito por aclamação para presidi-la, seguindo prática antiga, para evitar divisionismos gerados por questões religiosas ou político-ideológicas, conquanto livres os seus dirigentes para defender seus valores e crenças. Essa sábia postura chegou ao fim na Bahia, sede, como destacou Otávio Mangabeira, de precedentes excepcionais: um pequeno grupo de acadêmicos decidiu pugnar pela linha de pensamento único, a exemplo do que já ocorre na Universidade Federal da Bahia, cuja qualidade de ensino, por isso, perdeu muito, desde quando a cursei nos áureos tempos do reitorado Edgard Santos.
?Em, apenas, nove meses efetivos de gestão, entre março e dezembro de 2019, pude realizar um trabalho do qual extraio algumas ações, começando pelo corte de gastos, de modo a obter recursos para investir em cultura. Graças a essa medida, deixamos em caixa o suficiente para realizar obras imprescindíveis à preservação do histórico Palacete Góes Calmon, evitando o trágico destino do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
1- No programa Trajetória de uma vida: depuseram o escritor espanhol Javier Moro; o Presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcus Lucchesi; os empresários Cícero Sena e Luís Mendonça; José de Freitas Mascarenhas, ex-secretário de Estado e ex-presidente da FIEB; o ginecologista-obstetra Antônio Carlos Vieira Lopes, Presidente da Academia Baiana de Medicina; o saudoso cientista Elsimar Coutinho; o ex-ministro e banqueiro Ângelo Calmon de Sá; o economista Fernando Alcoforado. Tudo isso gravado e disponível para os coevos e para a posteridade. No ano corrente, falariam o festejado helenista espanhol Marcos Chicot Álvarez; os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer; os senadores Espiridião Amin e Cristovam Buarque, bem como a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do notável romance Um defeito de cor.
2- Além da Caravana à casa onde nasceu Castro Alves, no dia 14 de março, com a participação de profissionais liberais, magistrados e comandantes de nossas Forças Armadas, teríamos, no corrente ano, a excursão ao Parque de Canudos, guiados por Oleone Coelho Fontes, e a Porto Seguro, em parceria com a Academia de Letras local, presidida por Cícero Sena, para um encontro com estudantes secundários.
3- Lançamos o Prêmio nacional de Literatura, vencido pelo escritor baiano Franklin Carvalho, com o livro de contos A ordem interior do mundo, prefaciado por Gerana Damulakis que presidiu a comissão julgadora.
4- O programa Leitura sem fronteiras contou com a receptividade do Governo do Estado, através das secretarias de Cultura, Educação e da Fazenda. Com o Secretário da educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, fechamos acordo para abrir 1.000 bibliotecas em escolas do segundo grau, com acervo doado pela população que na Bahia mantém em casa cerca de trinta milhões de livros que mofam nas prateleiras. O propósito é o de fazer circular esse acervo, mediante trocas informais, vigiadas, apenas, pela consciência coletiva. Nos municípios da Região Metropolitana, a ALB contribuiria com cem mil volumes, coletados sob o nosso comando, junto à sociedade. Com a Prefeitura do Salvador, acertamos convênio para abrir dez grandes bibliotecas com uma média de cinco mil volumes, cada, metade dos quais coletados pela Academia. O Programa com o Governo estadual e a prefeitura de Salvador foram previstos para ocorrer em 2020. O dono do Atakarejo, Teobaldo, aceitou instalar bibliotecas na face externa de suas lojas. Acompanhei o projeto arquitetônico da biblioteca do Atakarejo de Lauro de Freitas, para cinco mil livros. Com o empresário de shoppings João Carlos Paes Mendonça iria conversar quando eclodiu a pandemia. Essas prateleiras serão uma grande atração em seus empreendimentos, Brasil afora. Os convênios são extensivos aos condomínios, escritórios, restaurantes, clínicas, academias de ginástica e igrejas.
5- Enviamos cartas nominais a todos os prefeitos dos 3.083 municípios dos estados que iniciam os seus nomes com as letras de A a P, indo do Acre a Pernambuco, inclusive os 417 municípios baianos. As cartas aos demais municípios foram interrompidas pela pandemia.
6- Dos vários encontros realizados na Academia, destacamos o sobre educação, com a participação das mais influentes entidades culturais do Estado. Desse encontro nasceu o requerimento, firmado por todas aquelas instituições, ao Governador do Estado, pedindo a criação do Museu da Libertação na chácara Boa Vista, onde morou Castro Alves. Fiz do requerimento um artigo publicado nesta Tribuna.
Até hoje, o Governador Ruy Costa não deu qualquer resposta.
7- Realizamos, também, um mega encontro em favor de Kirimurê, Baía de Todos os Santos, sediar a capital da Amazônia Azul. Na oportunidade, falaram dez oradores. A maioria de nossos políticos não se interessa, por ignorar a importância desse movimento ou por falta de espírito público.
8- A reinstalação dos sinos na Igreja da Graça, a mais antiga do Brasil, foi patrocinada pela Academia de Letras da Bahia, a pedido do Governo do Estado, através do secretário Fausto Franco.
9- Três dos nove negros que ingressaram na Academia, ao longo de sua história, tomaram posse em nossa gestão. Para aumentar esse pequeno número, crescem os adeptos da escritora Aline França para ocupar uma das duas vagas existentes.
10- Lídice, minha mulher, aguardou a conclusão do Café, já praticamente, pronto, para fazer o jardim. O Café da Academia será importante fator na disseminação da cultura.
11- O projeto do Panteon para imortalizar os grandes beneméritos foi desenhado pelo acadêmico Juarez Paraíso e sua mulher Márcia Magno.
12- Conversamos com alguns dos mais influentes membros da Academia Brasileira de Letras para apoiar o ingresso de mais um baiano naquela prestigiosa instituição, desde que haja consenso sobre um nome, com minha decidida exclusão.
Voltaremos na próxima semana.
Joaci Góes, escritor, ex-presidente da Academia de Letras da Bahia.Texto publicado nesta quinta-feira, 29, na Tribuna da Bahia.
 

“Dindi”, Tom Jobim: maravilhosa criação musical de Jobim, em mais que perfeita interpretação ao piano. Vai dedicada em louvor ao “Céu Nosso de Cada Dia”, com o qual a artista plástica Ligia Aguiar nos presenteia em se espaço no Facebook. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Por G1

A brasileira Simone Barreto Silva morreu no ataque à basílica de Nice — Foto: Reprodução/Facebook/Simone Barreto Silva

A brasileira Simone Barreto Silva morreu no ataque à basílica de Nice — Foto: Reprodução/Facebook/Simone Barreto Silva

O Consulado Geral do Brasil em Paris confirmou que uma das vítimas do atentado terrorista na basílica Notre-Dame, nesta quinta-feira (29) no centro de Nice, era a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos, nascida em Salvador (BA).

Segundo uma prima que falou com a reportagem da rádio pública francesa RFI, mas preferiu não se identificar, Simone – que foi ferida a faca e morreu num restaurante quase em frente à catedral, onde tentou se abrigar – estava na França havia 30 anos e deixou três filhos.

Um dos proprietários do restaurante l’Unik, onde Simone chegou completamente ensanguentada, Brahim Jelloule, falou à TV France Info, ainda em estado de choque.

“Ela atravessou a rua, toda ensanguentada, e foram meu irmão e um dos nossos funcionários que a resgataram, a colocaram no interior do restaurante, sem entender nada, e ela dizia que havia um homem armado dentro da igreja”, disse.

O irmão de Jelloule e o funcionário chegaram a entrar na igreja, mas viram o homem armado com uma faca, foram ameaçados pelo terrorista e saíram correndo. Foram eles que chamaram a polícia. Segundo Jelloule, Simone morreu uma hora e meia depois de ter sido ferida. O atentado ocorreu às 9h da França (6h da manhã em Brasília).

Muçulmano, Jelloule se diz chocado com o atentado: “Isso não é o Islã. Eu conheço o Corão de cor, e não é isso que ele prega”, disse.

Segundo a prima que conversou com a RFI, a família só foi avisada de que Simone era uma das vítimas às 18h30 da França (14h30 de Brasília).

Simone Barreto Silva morreu no ataque à basílica de Nice, na França — Foto: Reprodução/Facebook/Simone Barreto Silva

Simone Barreto Silva morreu no ataque à basílica de Nice, na França — Foto: Reprodução/Facebook/Simone Barreto Silva

O Itamaraty divulgou uma nota oficial na qual repudia o ataque e lamenta a morte da brasileira. O texto diz que “o Presidente Jair Bolsonaro, em nome de toda a nação brasileira, apresenta suas profundas condolências aos familiares e amigos da cidadã assassinada em Nice, bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e Governo franceses”.

O Itamaraty informou ainda que, por meio do Consulado-Geral em Paris, “presta assistência consular à família da cidadã brasileira vítima do ataque terrorista”.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se manifestou em seu perfil em uma rede social. “Profundo pesar pela morte de uma brasileira de 44 anos, mãe de três filhos, ocorrida hoje em Nice, na França, uma das três vítimas fatais do brutal atentado cometido por um terrorista na Basílica de Nossa Senhora”, escreveu.

Simone celebrava Yemanjá na França

Nascida no Lobato, na Cidade Baixa, no subúrbio de Salvador, Simone Barreto tinha nacionalidade francesa e formação de cozinheira, mas atualmente trabalhava como cuidadora de idosos.

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Posted on 30-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

O ministro disse que não vai insistir no assunto diante da resistência do Congresso à CPMF. Mas, como consequência, também não vai apoiar a desoneração da folha

MB
Marina Barbosa
 

 (crédito: Edu Andrade/Ascom/ME)

(crédito: Edu Andrade/Ascom/ME)

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter admitido que o governo pensa em recriar a CPMF; o ministro da Economia, Paulo Guedes, perdeu a paciência ao falar sobre o assunto nesta quinta-feira (29/10). Ele disse que, como o Congresso não está disposto a falar sobre impostos alternativos por conta das eleições, também já pensa em não falar mais sobre o assunto. “Do meu ponto de vista, o imposto está morto”, declarou.

“Quem sabe eu tenha que parar de falar desse imposto mesmo. Inclusive estamos em véspera de eleição. Quero declarar o seguinte: esse imposto, considere-se morto, extinto. Quando foi falado pela primeira vez, caiu o secretário da Receita. Agora, estamos em plena campanha eleitoral, ninguém quer discutir esse troço. O ministro da Economia vai falar disso? Esse imposto não existe”, disse Guedes, em tom irônico e visivelmente irritado, na comissão mista que acompanha o enfrentamento à covid-19 no Congresso Nacional.

Guedes falou sobre o assunto ao ser questionado sobre a proposta de desoneração da folha dos 17 setores produtivos que mais empregam no país, que deve ser apreciada pelos parlamentares na próxima semana. E disse que gostaria de desonerar a folha de todos os setores por tempo indeterminado, mas não pode fazer isso sem criar uma nova fonte de receita que compense essa desoneração. Por isso, propôs a criação de um imposto de base ampla que incida sobre as transações digitais — uma espécie de CPMF Digital — para fazer uma substituição tributária.

“Achamos que, com a criação de um imposto alternativo, desoneraríamos a todos para sempre e por mais tempo. Só que tanto lobby foi feito, tanta coisa foi criticada, tanta interdição aconteceu, que eu cheguei até, de uma forma, digamos assim, pacificadora, em véspera de eleições, eu cheguei a dizer ‘vai, eu desisto’. Fica todo mundo calmo, não tem mais imposto, não tem mais desoneração, a gente vive aí com os 30 milhões, 40 milhões de desempregados, como sempre vivemos, nós sempre os ignoramos”, reclamou Guedes.

O ministro frisou, contudo, que não pode apoiar a proposta de desoneração da folha diante desse impasse sobre a volta da CPMF. “Esse privilégio é do Congresso de fazer esse tipo de coisa. Eu não posso apoiar, eu quero saber de onde vai vir o dinheiro. […] Como não tenho fonte, enquanto não aparecer esse dinheiro, eu não posso aprovar a desoneração”, retrucou.

Resposta ao desemprego

Irritado, Guedes ainda afirmou que a classe política vai precisar dar uma resposta ao aumento do desemprego e à pressão desses setores que correm o risco de ser reonerados em breve. “Essa resposta quem tem é só o Congresso. Eu sou só uma ferramenta empurrada de um lado para o outro”, alfinetou.

Ele continuou provocando os parlamentares e disse que, ao discutir a desoneração da folha, o Congresso pode permitir que 40 milhões de brasileiros que hoje são subaproveitados ingressem no mercado de trabalho formal. Guedes argumentou que, hoje, os encargos que incidem sobre a folha de pagamento encarecem o custo da mão de obra e, por isso, reduzem o número de empregos formais no Brasil. Por isso, pediu que os parlamentares tomem a decisão política de “remover distorções, impostos cruéis, absurdos e ineficientes”.

“Esses impostos têm todos os defeitos que são imputados ao imposto digital. São cumulativos, regressivos, discriminatórios. O lobby não deixam que enxerguem isso, mas o Congresso enxerga isso”, alegou Guedes, no encerramento da audiência pública desta quinta-feira.

out
30
Posted on 30-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2020
Salles aceita convite de Mourão para apresentar Amazônia a diplomatas
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ricardo Salles avisou hoje a Hamilton Mourão que irá acompanhar o vice-presidente e ministros na viagem com diplomatas pela Amazônia.

O chefe do Meio Ambiente, que vive crise com a ala militar do Planalto, foi o último dos ministros a receber o convite para a viagem da próxima semana.

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Posted on 30-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2020


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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXIII – 5ª- feira 29/10/2020

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Duke, NO JORNAL O Tempo (MG)

 

Por Jornal Nacional e G1 MA

Bolsonaro faz piada com refrigerante cor-de-rosa do Maranhão e recebe críticas

 

 

Bolsonaro faz piada com refrigerante cor-de-rosa do Maranhão e recebe críticas

A bancada do Maranhão no Congresso e o governador Flávio Dino (PCdoB) condenaram declarações do presidente Jair Bolsonaro em viagem ao estado nesta quinta-feira (29).

Bolsonaro fez uma piada homofóbica ao se referir aos maranhenses e a um refrigerante de cor rosa.

“Agora virei boiola, igual maranhense, é isso? [risos] O guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná vira maranhense [risos]. Guaraná cor-de-rosa no Maranhão… Que boiolagem isso aqui”, disse Bolsonaro.

O Guaraná Jesus é um refrigerante tradicional, tipicamente maranhense e um símbolo do estado. A fala de Bolsonaro foi transmitida em uma “live”, por volta de 12h, em uma rede social do presidente. Bolsonaro repetiu a brincadeira mais de uma vez.

Nas imagens, que repercutiram nas redes sociais, o presidente aparece ao lado de apoiadores e não usa máscara. O item é obrigatório por decreto estadual desde maio.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a homofobia e a transfobia podem ser enquadradas no crime de racismo.

O governador Flávio Dino disse que vai processar o presidente. Numa rede social ele declarou:

“Bolsonaro veio ao Maranhão com sua habitual falta de educação e decoro e fez piada sem graça com uma de nossas tradicionais marcas empresariais.”

Os deputados do Maranhão Rubens Pereira Junior e Márcio Jerry, ambos do PCdoB, e Bira do Pindaré (PSB) ressaltaram o desrespeito aos maranhenses e repudiaram a postura homofóbica do presidente.

Parlamentares de outros estados também criticaram a declaração de Bolsonaro.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o presidente disparou ódio contra gays, nordestinos e maranhenses como se fosse uma brincadeira.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) disse que Bolsonaro foi ao Maranhão para espalhar homofobia. O partido disse que também vai processar o presidente.

O PDT no Senado ressaltou que a piada tem teor preconceituoso.

Bolsonaro visitou o Maranhão para participar da entrega de obras do governo federal, dentre as quais um trecho da rodovia BR-135, em Bacabeira, e do “panelodrómo”, um complexo gastronômico de culinária popular em Imperatriz, segunda maior cidade do estado.

Desculpas

À noite, já em Brasília, durante transmissão ao vivo em uma rede social, Bolsonaro pediu desculpas, disse que fez “uma brincadeira”, e que o comentário não era “para a televisão”.

“Se alguém se ofendeu, me desculpa, eu fiz uma brincadeira com a cor do guaraná Jesus, que é cor-de-rosa. E a brincadeira que eu fiz não foi para a televisão, eu estava falando com um cara lá. Falei uns troços, e divulgaram como se eu estivesse ofendendo o pessoal do Maranhão. A maldade está aí”, declarou.

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