Foi cremado neste sábado, 25 , no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, o  corpo do engenheiro civil, administrador de empresas e articulador político na cidade de Juazeiro, Flávio Luiz Ribeiro, de 71 anos. Do leitor e colaborador do Bahia em Pauta, amigo da rede social que assina Vangelis, este editor recebeu a noticia do falecimento , confirmada na sexta-feira (23).  Ele era irmão do fotojornalista Flávio Ciro, que em várias oportunidades atuou na antiga sucursal do Jornal do Brasil em Salvador. A mãe e os filhos de Flavio Luiz residem na capital  baiana. de 90 anos, mora na capital baiana.

A notícia do morte do administrador, por covid 19, foi confirmada  na noite e sexta-feira, em notícia publicada na Rede RN, do vale do São Francisco.

Até ser contaminado pelo corona virus, ele atuava na  campanha da candidata a prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, que tinha em Flavio um dos coordenadores políticos.

A notícia da Rede GN relata que Flávio Luiz teve atuante participação em diversos movimentos em prol de Juazeiro, além de marcante presença política e de gestão administrativa. Foi candidato a prefeito de Juazeiro e atuou como secretário municipal em diversas gestões.

Flávio estava internado no Hospital Neurocárdio, em Petrolina, há alguns dias para tratamento de Covid-19, teve complicações em virtude de outros problemas de saúde.

A Câmara de Vereadores de Juazeiro decretou luto oficial de três dias. Entre a inúmera mensagens de pesar pelo falecimento de Flavio Luiz, uma foi publicada na rede social pelo artista sanfoneiro, cantor e compositor, Targino Gondim.

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Forte e marcante mensagem  da filha em memória de Flávio Luiz

“Meu pai foi nosso paciente mais difícil, sem duvida. Eu e Flavinho tentamos tudo que podíamos por ele. Meu pai também foi com certeza um “cliente” desafiador pra Daniel e seu genro Marcelo. Ele sabia muito e queria muito. Ele era ávido. A cabeça não parava. Tinha muitas metas, planos e vontades. E muito amor.

Cuidava de todos do jeito dele. A distância ou perto sempre se fez presente. Conhecido por muitos como um homem difícil, duro. Para outros um homem gentil e muito sociável. Para mim em todos os momentos mais difíceis foi meu melhor amigo, sem julgamentos e com um romantismo nas palavras que ninguém conseguiria alcançar tamanha sensibilidade. Para minha mãe, como ela mesma disse, ele foi o melhor amigo que Deus podia ter colocado no seu caminho. Mesmo separados, foram e serão companheiros eternos. Para Rubina um eterno namorado. Vi meu pai um jovem apaixonado até o último suspiro. Apaixonado pelos filhos. Pelos netos. Pelas noras e genro. Pela esposa, e ex esposa. Por seus irmãos, brigados ou não.
Como ele mesmo dizia: vou cuidar de vocês enquanto viver. E cuidou com maestria da melhor forma que podia dar e mais do que podia muitas vezes.

O Covid é uma doença desastrosa. Mas eu a enxergo de outra ótica. Ela trouxe a urgência em respirar a vida. Diminuir o ego, e fazer o que realmente importa. Se aproximar do que realmente é importante. Com a urgência de não saber como será o dia de amanhã. Falar o que não tinha sido dito até o momento, fazer resgates. Dizer e mostrar o amor mais sincero. O amor pode ser mostrado de muitas formas, desde que ele seja absolutamente sincero. Poderia estar revoltada. Com raiva. Mas Agradeço a Deus imensamente a linda oportunidade que tive esses últimos dias de cuidar e servir até à exaustão. Exaustão essa que na verdade nunca chegou. Foi a experiência mais enriquecedora da minha vida. Fui apenas uma representante dos que estavam há poucos metros através de um vidro, e dos que estavam há muitos km. Ele recebeu amor na sua integralidade de cada um que está aqui e muito mais. Dançamos forró. Rimos. Fiz cosquinha, fiz massagem, fiz carinho, contei piada, ajudei a pronar e até de política falei. Ouvimos tantos e tantos áudios. Ouvimos música quase que o tempo todo. Observei os sinais e a energia dele. Ele por mais que não pareça, ele concluiu a missão dele nesse ciclo. E agora vai iniciar outro. Ele era energia pura, e não podemos ser egoistas em retê-lo aqui só pra gente. Ele precisava voar e construir novos planos, condomínios, famílias e campanhas em outros planos. Aprendemos nesses 10 dias o que 10 anos não conseguiria ensinar. E afirmo com toda segurança e paz no coração, A morte é um dia que vale a pena se viver. E o dia dele foi feliz, eu garanto. Aos anjos do caminho, meu mais absoluto respeito, admiração e amor. Dra Anna Laura, Isabelle, Dr Gilberto, Dr Ramon, Dra Karol, Dra Symara, Hellen, Daiane (todas elas), Gilda e absolutamente toda equipe da NeuroCardio de Petrolina, Meu mais sincero e respeitoso agradecimento. Obrigada pela generosa oportunidade de aprendizado mútuo.

Até breve, pai”.

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