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Compartilho (feliz e agradecido) um texto muito grato para mim e que julgava perdido, pois nunca mais o havia revisto desde que o escrevi e foi lido em histórica sessão especial no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, promovida pela então deputada estadual e sempre educadora de mão cheia, Maria José Rocha, a sempre querida e admirada Zezé.O texto me chegou às mãos via e-mail do amado amigo e brilhante colega de jornalismo, Miguel Lucena, depois de publicado no site Brasília em Pauta, do DF, em 13/10, data comemorativa do Dia do Professor. Reproduzo sem mais palavras, pois tudo que pensava então, e penso agora, está no texto. Sou agradecido a Zezé e Miguel por esta redescoberto. Forte abraço. (Vitor Hugo Soares)
(Vitor Hugo Soares/Reprodução redes sociais)

Vitor Hugo Soares*

Jornalista.

Ensinar é revelar. Essa compreensão é que torna mais fácil responder a uma pergunta tão delicada e de tantas implicações. Qual o professor mais importante em sua vida?
Florisvaldo Moreira de Mattos, sem dúvida. Jornalista e poeta, foi ele o mestre inigualável da descoberta da revelação. Quer na Faculdade de Jornalismo da UFBA, quer no decorrer das décadas seguintes até aqui, tive nele o professor mais marcante  e a figura que mais decisivamente influenciou a minha trajetória tanto de estudante quanto de jornalista profissional. Flori, como me permito chamá-lo agora que o tenho como um dos amigos mais queridos e fraternos, foi referência como pessoa e como intelectual em um tempo de buscas e de descobertas.
O Professor Florisvaldo Mattos descerrou o primeiro véu de quem ainda buscava caminhos. Ensinou, com seu jeito de poeta, o artesanato da palavra ao aprendiz
Desvendou os primeiros segredos da técnica do texto jornalístico. Fez o estudante descobrir rotas insuspeitáveis para um jovem que, até então, só pensava em ser bacharel em Direito e um dia chegar a Juiz ou Promotor em uma comarca qualquer do interior. Ampliou o leque dos sonhos limitados e deu o impulso que faltava para fazer o aluno partir em busca de outras aspirações humanas, intelectuais e profissionais. A começar por coisas singelas, como saborear o prazer de um lead bem realizado, ou de uma pauta que orienta e abre caminhos ao repórter. A alegria de uma reportagem que quebra a rotina e compensa as agruras e desapontamentos sempre à espreita no dia a dia do pensar e do fazer jornalismo.
E fez muito mais, pois Flori parece inesgotável em sua capacidade de ensinar revelando, e extrema é a sua generosidade na partilha. Com este aprendiz o mestre partilhou não só do amor pelo jornalismo, mas também a paixão pela poesia, pela música, pela América Latina. Veio dele a confiança e o convite decisivos na caminhada profissional , quando o repórter recém saído da faculdade, quase foca, ensaiava os primeiros passos nas redações. E depois é dizer da amizade enraizada no longo caminho que leva à comunhão ética, a tantos motivos de contentamentos, tantas horas de tensões partilhadas e outros tantos desencantos. Leva também a alegres vinhanças e a perigos quase mortais.
E, no final das contas, conduz a esta oportunidade do aluno reconhecido poder dizer: muito obrigado, professor.

*Texto escrito para Sessão Solene da Assembleia Legislativa da Bahia, realizada em 11/11/1998 e intitulada Obrigado, Professor; Obrigada, Professora, de iniciativa da Deputada Maria José Rocha Lima, na qual personalidades baianas homenagearam seus professores.

“Diz que fui por aí”, Rosa Passos: a inimitável baiana Rosa dá um show de interpretação, no registro originalíssimo deste samba antológico de Zé Keti. Nada melhor para embalar com doçura o domingo de outubro no BP.:

Vai para Nádya Argolo, colega especial, amiga do peito dos que pensam e fazem o Bahia em Pauta (a começar por este editor), que ontem 17/10, celebrou mais um aniversário. Viva!!!

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
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Posted on 18-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2020
Maia: “Não vou brigar com Paulo Guedes”
BRASILIA 03/04/2019 – FOTO: ADRIANO MACHADO Ministro da Economia Paulgo Guedes participa da reuniao da CCJ na camara dos deputados

Rodrigo Maia se recusou neste sábado a comentar as declarações de Paulo Guedes sobre a possibilidade de uma nova CPMF.

“Eu não vou brigar com o ministro Paulo Guedes, não vou entrar nesse debate. É uma decisão que o governo tem que tomar primeiro e decidir encaminhar e aí vamos debater. Eu adiantar esse debate é criar uma divergência com o ministro Paulo Guedes que já prometi que até primeiro de fevereiro eu não vou brigar com o ministro Paulo Guedes por uma questão muito simples, eu acho que a situação fiscal do Brasil requer muita responsabilidade. Tenho responsabilidade com o Brasil não sou governo e não pretendo ser governo”, disse em live promovida pela XP.

 Ontem, como publicamos, o ministro da Economia afirmou que, enquanto não houver uma solução melhor, “eu prefiro esse imposto de merda”

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‘Peço a Deus que eu esteja errado, peço a Deus que salve nossos irmãos mais ao Sul’, afirmou

AE
Agência Estado

 (crédito: Marcos Corrêa/PR)

(crédito: Marcos Corrêa/PR)
O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, na manhã deste sábado (17/10), o governo de Alberto Fernandez na Argentina. Ao alegar que o Brasil estava perdendo a liberdade por volta de 2014, o mandatário também citou a Venezuela para contrapor o seu mandato e se posicionar politicamente na região.
“Hoje assistimos um país mais ao norte (Venezuela) onde as Forças Armadas resolveram enveredar por outro caminho. A liberdade, aquele povo, nosso irmão, perdeu”, disse. “Mais ao Sul, outro país (Argentina) parece querer enveredar pelo mesmo caminho.. Peço a Deus que eu esteja errado, peço a Deus que salve nossos irmãos mais ao Sul.”
Bolsonaro foi à Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), no município de Resende, para participar da cerimônia de entrega de espadins aos cadetes da Turma Centenário da Missão Militar Francesa no Brasil. Estiveram com ele no Sul fluminense o vice-presidente, Hamilton Mourão, e os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, da Casa Civil, Braga Netto, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, além dos deputados federais Major Vitor Hugo (PSL-GO) e Hélio Lopes (PSL-RJ).
Além de abordar a política dos países vizinhos, o presidente comentou que espera estar de novo com os cadetes em 2023, quando a turma que recebeu os espadins nesta manhã se formará na Aman – o primeiro mandato de Bolsonaro já terá findado. Ele pediu a Deus para poder ser presidente de novo e comparecer à formatura.
Bolsonaro chegou à Aman sem falar com a imprensa. No curto caminho entre o Hotel de Trânsito e a Academia, ele acenou a apoiadores e aos guardas que controlavam o acesso ao evento. Fechada, a solenidade foi transmitida pela TV Brasil.
Na noite desta sexta-feira, Bolsonaro já estava no Sul fluminense. Ele visitou um posto da Polícia Rodoviária Federal sem máscara, foi comer cachorro quente e posar para fotos com apoiadores no carrinho que sempre frequenta quando está na cidade. O presidente serviu ao Exército na Aman na década de 1970.

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Posted on 18-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2020

DO JORNAL DO BRASIL

 

Foto: Débora Brito/Agência Brasil
Credit…Foto: Débora Brito/Agência Brasil

Por Jornal do Brasil

Um em cada quatro donos de pequenos negócios implementou alguma inovação desde o início da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os empresários que desenvolveram práticas inovadoras em seus negócios tiveram mais sucesso na melhora do nível de faturamento. Enquanto os pequenos negócios inovadores registraram perda de 32% da receita, as empresas que não inovaram tiveram um percentual de perda maior (39%).

Para incentivar a inovação entre as micro e pequenas empresas, o Sebrae está promovendo, ao longo deste mês, que marca o Mês da Inovação, uma série de palestras e cursos online, em áreas como inteligência artificial e digitalização dos negócios. Segundo a entidade, mais de 19 mil pessoas já se inscreveram e estão acompanhando a programação, que tem 250 horas de conteúdo gratuito na internet. Os empreendedores interessados podem se informar melhor sobre a programação na página da Jornada da Inovação, criada pelo Sebrae.

Entre os principais desafios para os micro e pequenos empresários na atualidade está justamente digitalização dos serviços. A empresária Idalegugar Fernandes e Silva de Castro, mais conhecida como Guga Fernandes, montou a primeira indústria de vitaminas e minerais das regiões norte e nordeste do país em 2013. Até o ano de 2018 a empresa alcançava rentabilidade muito modesta por meio de pontos de vendas localizados em pontos estratégicos das cidades onde atuava. Após um treinamento no Sebrae, ela abandonou a ideia de vender em pontos físicos e automatizou o comércio para o digital, usando principalmente redes sociais. Além disso, contratou uma equipe de funcionárias para fazer a revenda.

“Com nossa transformação, saltamos de um lucro de R$ 15 mil mensais para R$ 200 mil. Isso é incrível, levou tempo e amadurecimento. Através das jornadas de imersão no meu negócio eu desenvolvi uma visão macro. Mesmo sabendo dos produtos de alta qualidade que tinha, só pensava em vendas locais. Com as redes sociais podemos chegar muito mais longe, podemos vender para o Brasil e para o mundo”, analisa Guga. A presença consolidada nas redes sociais também permitiu que a empresária enfrentasse a crise econômica decorrente da pandemia com mais estabilidade. (com Agência Brasil)

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Posted on 18-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2020


 

Duke, NO JORNAL

 

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Posted on 18-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2020

 

 

DA DW -ALEMANHA

 

Trabalhistas poderão agora governar sozinhos. Resultado confirma reeleição da popular primeira-ministra, cuja gestão da pandemia manteve em 25 as mortes por covid-19, no país de 5 milhões de habitantes.

Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern Jacinda Ardern, de 40 anos, se encaminha para um segundo mandato à frente do governo neozelandês

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, sai como grande vencedora das eleições gerais realizadas neste sábado (17/10). “A Nova Zelândia demonstrou o mais forte apoio ao Partido Trabalhista em pelo menos 50 anos”, disse Ardern a seus correligionários eufóricos em Auckland, no discurso de vitória que ela abriu no idioma maori. Sua vitória já foi reconhecida pela líder da oposição conservadora, Judith Collins.

Com quase todos os votos já apurados, os trabalhistas obtiveram quase 50% das urnas, o que lhes confere 64 dos 120 assentos do Parlamento da Nova Zelândia, enquanto o conservador Partido Nacional ficou com 26%, o correspondente a 35 deputados.

Isso permitirá ao Partido Trabalhista assumir sozinho o governo que até então dividia com o centrista Nova Zelândia Primeiro (NZ First) e os Verdes. A premiê de 40 anos prometeu que sua legenda será para todos os cidadãos, pois “governar para cada neozelandês nunca foi tão importante como agora”.

O pleito deste sábado, originalmente planejado para setembro, foi adiado enquanto um surto de covid-19 em Auckland era posto sob controle. Para evitar contágios, a população foi aconselhada a evitar filas nos locais de votação. Estima-se que 60% entregou seu voto antes do dia da eleição.

Gestora de crises exemplar

Jacinda Ardern atraiu atenção internacional em 2017, quando assumiu a liderança da legenda de centro-esquerda, a poucas semanas das eleições, e rapidamente reativou suas chances de chegar ao governo.

Acima de tudo, seu primeiro mandato foi marcado pela habilidade de gerir crises: sua resposta ao atentado a tiros na mesquita de Christchurch, em 15 de março de 2019, recebeu elogios no país e no exterior, e a imagem da jovem política, de véu islâmico, abraçando uma neozelandesa muçulmana correu o mundo.

Na crise da covid-19, o governo de Ardern obteve ampla aprovação a suas medidas para debelar o vírus, que incluíram o fechamento das fronteiras nacionais e confinamento rigoroso. O país de 5 milhões de habitantes registrou menos de 2 mil casos, com apenas 25 mortes.

Ainda assim, uma vitória esmagadora como a atual não era dada como certa. As mensagens centrais da campanha eleitoral trabalhista foram “Nós temos Jacinda” e “Nos deem mais tempo”. Ao depositar seu voto em 3 outubro, na abertura antecipada das urnas, Ardern admitiu aos repórteres que não dava nada por garantido.

Alguns analistas registram o descontentamento dos neozelandeses de menor renda pela falha dos trabalhistas em cumprir suas promessas eleitorais. Além disso, o sucesso do governo no controle da covid-19 tornou-se, até certo ponto, problemático para sua campanha, com a atenção da população se voltando para os enormes custos da pandemia – uma desvantagem de que o Partido Nacional tentou se aproveitar, apresentando-se como melhor gestor econômico.

Contudo, a líder do Partido Nacional, Judith Collins, uma figura política controversa, se apressou em reconhecer a vitória da premiê: “Parabéns à primeira-ministra Jacinda Ardern, para quem telefonei, porque penso que estes são resultados extraordinários para o Partido Trabalhista”, disse na televisão após os primeiros resultados conclusivos.

Neste sábado, o eleitorado neozelandês votou também em dois referendos: o End of Life Choice Bill – um projeto sobre a eutanásia que, caso aprovado, se tornará lei em outubro de 2021 –; e a consulta  não vinculativa sobre a descriminalização da maconha, cuja implementação caberá ao futuro governo decidir.

AV/dpa,lusa,dw

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