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Livro: Um Jagunco Em Paris - Oleone Coelho Fontes | Estante Virtual
Bahia em Pauta » Blog Archive » Joaci Góes: Especulação sobre o futuro que nos aguarda após esta inquietante epidemia
ARTIGO/Ponto de vista
Oleone Coelho Fontes
Joaci Góes
Para o casal amigo Mary Oliva e Eduardo Nelson, in memória!
Muitas pessoas me perguntam por que Oleone Coelho Fontes não integra a Academia de Letras da Bahia. Minha resposta de que o ingresso depende da maioria de votos não as satisfaz, por excessivamente óbvia.
A esse rol de inquiridores vieram se somar dois intelectuais baianos, um homem e uma mulher. Ele, o desembargador aposentado Raymundo Pinto, festejado pela inteligência, cultura e integridade. Ela, ex-namorada e musa de Glauber Rocha, Milze Soares, pós-graduada em Filosofia e psicologia, na França, onde morou e constituiu família.
Encantado com a leitura, Raymundo publicou um artigo na Tribuna e presenteou sua amiga Milze, que, atualmente reside em Brasília, com Um jagunço em Paris, livro de Oleone. Milze, que nunca viu Oleone, escreveu a Raymundo:
“Recebi o livro anteontem e já foi lido. Fabricando tempo, pude dar prioridade a essa leitura. É realmente grande a intimidade que o autor tem com Paris, sobretudo considerando que por lá ele só viveu 16 dias, mas não foi isso o que mais me impressionou no livro. Fica claro que ele estudou a cidade, antes, durante e depois que a conheceu, assim como, antes e durante o tempo em que escreveu sobre ela. A oferta de atrações era, é descomunal, mas o trabalho que ele teve para estudar cada ponto e relacioná-lo com outro, outros!? Para ir mostrando, como num rosto, os traços da cidade. Seu trabalho não foi apenas descritivo e o resultado é muitíssimo louvável. Não lhe faltaram fontes, mas ele fez uma imensa e trabalhosa pesquisa, no passado e no presente. A França e, em especial, Paris são metáforas de vida, de civilização e de cultura. Em Paris, a gente tropeça em história, em ciência, em filosofia, em todas as sortes de arte; Paris é protagonista em todas as grandezas do espírito e em todos os prazeres humanos, a exemplo dos de cama e dos de mesa. Não pode existir uma cidade com mais traços de humanidade.”
“Oleone estudou muito o caracol dos arrondissements, acompanhou o Sena, encantou-se com a arquitetura, a cor, as luzes, os cheiros da cidade, fez um levantamento de igrejas, de restaurantes, de cafés, de cemitérios, analisou tudo. Um estudo copioso onde, além das vivências locais, diretas, além das vivências de outros, das fotografias, do cinema, das artes em geral e da farta e diferenciada literatura a respeito do assunto, o autor ainda se valeu, certamente, de informações turísticas que escapam aos livros de história, conservadas, apenas, na oralidade. Ele se valeu de tudo! Impulsionado por uma louca paixão pela cidade. Por também amar Paris, vou confessar, houve momentos em que muito me emocionei. O que mais me impressionou foi o estilo e a imaginação dele. Escreve muito bem, muito solto, vai flanando, em Paris e no texto, vai fluindo, natural, com simplicidade, expressando muito bem o que quer dizer ou não dizer. Procura tratar o que julga essencial e sabe muito bem fazer isso. Em alguns trechos imaginativos me lembrou Michel Houellebecq, porém eu gosto mais de Oleone. Gostei muito de ele ter escrito um pouco em francês. Tinha que haver lugar para a língua francesa no texto.”
São muitos os que pensam que são poucos os inquilinos da Casa de Machado de Assis que se podem nivelar ao padrão literário alcançado por Oleone, em sua grande obra, tendo como tema dominante a Guerra de Canudos e o Cangaço!
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia,  ex-diretor da Tribuna da Bahia. Texto publicado nesta quinta-feira, 15, na TB.

“Apareceu Aparecida”, Jorge Ben: Grande Ben!

Bom dia!

(Gilson Nogueira)

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EM TEMPO: A música vai dedicada (pela terceira vez na história do BP) , a Maria Aparecida Torneros, musa inspiradora desta alegre e feliz composição de Ben. Cida Torneros, jornalista, escritora, professora de Comunicação no Rio de Janeiro, é colaboradora e amiga do peito dos que pensam e fazem este site blog desde sua origem ( a começar por este editor sempre honrado e agradecido) .

Viva Cida!

(Vitor Hugo Soares)

 

Ministro se exaltou e disse que Luiz Fux agiu com ‘autoritarismo’. Presidente do STF cassou decisão que soltou traficante. Para Fux, seria ‘autofagia’ não defender a imagem do tribunal.

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

Julgamento no STF tem atrito entre Marco Aurélio e Fux

Julgamento no STF tem atrito entre Marco Aurélio e Fux

Ao terminar de votar no julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a prisão ou manutenção da soltura do traficante André do Rap, o ministro Marco Aurélio Mello se exaltou e dirigiu a palavra ao presidente do STF, Luiz Fux.

O ministro afirmou que Fux agiu com “autoritarismo”. No fim de semana, o presidente do STF cassou a liminar (decisão provisória) que Marco Aurélio proferiu e que permitiu a soltura do traficante. No julgamento no plenário, concluído nesta quinta, os ministros decidiram, por nove votos a um, pela manutenção da decisão de Fux.

Finalizado o voto de Marco Aurélio, Fux se dirigiu ao decano afirmando que a lei prevê que o ministro vencido no julgamento deveria se pronunciar de determinada maneira, provocando a revolta de Marco Aurélio Mello.

“Eu apenas gostaria de indagar vossa excelência, que o plenário por sua maioria resolveu enfrentar o mérito. As leis processuais elas determinam que, vencido na preliminar, o integrante deverá se pronunciar”, disse Fux.

Marco Aurélio contestou, dizendo que Fux não deveria dizer como ele deve votar.

“Só falta essa, vossa excelência querer me ensinar como eu devo votar. Não imaginava que seu autoritarismo chegasse a tanto”, afirmou o ministro. “Só falta vossa excelência querer me peitar para eu modificar o meu voto”, disse.

Ministro Marco Aurélio Mello se dirige a Luiz Fux, presidente do STF, durante o julgamento
 

Ministro Marco Aurélio Mello se dirige a Luiz Fux, presidente do STF, durante o julgamento

Luiz Fux respondeu ao decano do Supremo, afirmando que ele não tem razões para categorizá-lo como “totalitário”.

Para Fux, seria uma “autofagia não defender a imagem da Corte depois que lhe bateram à porta para denunciar que o traficante desse nível pudesse ser solto”, declarou.

E complementou: “Depois, enganando a Justiça, debochando da Justiça, enganando vossa excelência [Marco Aurélio], que determinou que ele cumprisse determinados requisitos, ele deixasse o país. Autofagia seria deixar o STF ao desabrigo”, afirmou Fux. “Que nós tenhamos dissenso, mas nunca discórdia”.

Marco Aurélio contestou dizendo que não se sente enganado pelo traficante. “Reconheço o direito à autodefesa”, afirmou. “E vossa excelência, quando suspendeu a minha decisão, suspendeu de ponta a ponta, inclusive as medidas cautelares.”

Marco Aurélio Mello concedeu no último dia 2 a soltura do traficante com base no artigo 316 do Código de Processo Penal, interpretando que o trecho introduzido pelo Congresso quando da aprovação do pacote anticrime torna ilegal a prisão preventiva não reavaliada a cada 90 dias.

Um dos chefes de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo, André do Rap estava preso desde setembro de 2019. Ele foi condenado em segunda instância por tráfico internacional de drogas, com penas que totalizam mais de 25 anos de reclusão.

Ao final do julgamento, os ministros também discordaram de proposta de Fux de alteração do regimento da Corte a fim de mudar a forma como os processos são distribuídos e sorteados para cada ministro.

“A reforma não é ato do presidente, por maior que seja o viés totalitário. A reforma do regimento cabe ao colegiado”, afirmou Marco Aurélio Mello.

Por 9 votos a 1, STF mantém decisão de Fux que determinou prisão de André do Rap
 

Por 9 votos a 1, STF mantém decisão de Fux que determinou prisão de André do Rap

 

No julgamento de André do Rap, STF também definiu que não há soltura automática pelo artigo 316
 

Em contagem suplementar dos votos, o plenário do Supremo também decidiu, por 9 a 1, estabelecer que não haverá soltura automática de pessoas cuja prisão preventiva não tenha sido reavaliada no prazo de 90 dias – previsto no artigo 316 do CPP.

Novamente, o único a divergir do entendimento foi Marco Aurélio, que soltou o traficante André do Rap por considerar que houve excesso de prazo na prisão preventiva — o último decreto de prisão foi em 25 de junho.

A reanálise periódica foi aprovada pelo Congresso dentro do pacote anticrime.

Os ministros decidiram que, nesses casos, o tribunal deve determinar que o juiz faça a reavaliação, levando em conta o caso concreto do preso.

“A inobservância do prazo nonagesimal do artigo 316 do Código de Processo Penal não implica automática revogação da prisão preventiva, devendo o juiz competente ser instado a reavaliar a legalidade e a atualidade de seus fundamentos”, diz a tese aprovada.

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Posted on 16-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-10-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ministro do Supremo Tribunal Federal tomou a decisão a fim de evitar que o parlamentar faça uso do cargo para atrapalhar investigações ou continue a praticar supostos delitos. A casa legislativa pode ou não acatar o despacho do magistrado

RS
Renato Souza
postado em 15/10/2020 16:54
 

 (crédito: Senado/ reprodução)

(crédito: Senado/ reprodução)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (14), o afastamento do senador Chico Rodrigues (DEM), flagrado com dinheiro entre as nádegas durante uma operação da Polícia Federal. De acordo com a decisão do magistrado, o afastamento deve ser, inicialmente, por 90 dias, mas pode ser prorrogado. Por determinação de Barroso, Chico Rodrigues também está impedido de manter contato com os demais investigados.

O despacho do magistrado será enviado ao Senado, que pode manter ou rever a decisão. Barroso afirma que existe gravidade no fato e que o afastamento é necessário para que o caso seja investigado. “A gravidade concreta dos delitos investigados também indica a necessidade de garantia da ordem pública: o Senador estaria se valendo de sua função parlamentar para desviar dinheiro destinado ao enfrentamento da maior pandemia dos últimos 100 anos, num momento de severa escassez de recursos públicos e em que o país já conta com mais de 150 mil mortos em decorrência da doença”, escreveu o magistrado.

Apesar de ressaltar a relevância dos fatos, o ministro negou a prisão do parlamentar. “Diante da não configuração de situação de flagrância e da fundada dúvida sobre a possibilidade de decretação de prisão preventiva, impõe-se o afastamento do Senador da função parlamentar, de modo a impedir que se utilize de seu cargo para dificultar as investigações ou para, ainda mais grave, persistir no cometimento de delitos”, concluiu o magistrado.

Chico Rodrigues foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF. Durante as diligências, as equipes policiais encontraram R$ 30 mil em espécie na casa dele, em Roraima. Parte dos valores estava entre as nádegas do senador.

As buscas ocorreram no âmbito da operação Desvid-19, que apura desvios em recursos destinados ao combate a pandemia de coronavírus. O congressista nega as acusações. “Vou cuidar da minha defesa, e provar minha inocência. Volto a dizer, ao longo dos meus 30 anos de vida pública, tenho dedicado minha vida ao povo de Roraima e do Brasil, e seguirei firme rumo ao desenvolvimento da minha nação”, escreveu ele na internet.

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Posted on 16-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-10-2020



 

Zé Dassilva, NO

 

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DO JORNAL DO BRASIL
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Credit…Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Por ALANA GANDRA

 

Até o próximo dia 18, a décima edição da feira de artes plásticas ArtRio estará funcionando na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, em sua versão presencial, mas também oferecendo ao público uma programação online, em função da pandemia do novo coronavírus. A programação inclui palestras, conversas, visitas guiadas e performances em plataforma especial, e se estenderá até o dia 25 deste mês.

A presidente da ArtRio, Brenda Valansi, afirmou que com a visitação e a ampliação da plataforma online, a mostra é diferente. “Mas, em conteúdo artístico, as galerias presentes, ela está bem similar”. No Pavilhão da Marina da Glória, serão 50 expositores, além do projeto de vídeoarte Mira, de Pedro Évora e Pedro Rivera (Rua Arquitetos), com curadoria de Victor Gorgulho, que funciona em área externa, no Pavilhão ArtRio 2020, no mesmo local. Na edição virtual, o número de galerias cresce para 72.

“Eu acredito muito nessa dobradinha do físico e do online. Por isso, insisti tanto em fazer esse evento e graças a Deus ele está acontecendo, porque as vantagens do online são enormes, mas a arte presencialmente não tem comparação”, disse Brenda.

Democratização
Segundo a presidente, um dos grandes valores da ArtRio é a democratização da arte. Como a feira presencial reduziu o público para evitar aglomerações e, em consequência, impedir a disseminação do novo coronavírus, o conteúdo da programação virtual, com palestras de artistas nacionais e estrangeiros está sendo todo disponibilizado de forma gratuita e online. “Para a gente não perder o nosso valor tão forte, que é a democratização da arte”, reforçou Brenda.

Embora o público tenha sido reduzido na Marina da Glória, Brenda Valansi afirmou que deseja reunir nas atrações pela internet o maior número possivel de pessoas do Brasil e do exterior, que poderão visitar as galerias de suas próprias casas. “Além de ter as galerias com suas obras e seus artistas, ainda há uma série de eventos em que elas podem estar online, mas com uma sensação de mais troca do que apenas vendo a galeria e suas obras. Há muitos vídeos, muita interação”.

Na Marina, os visitantes têm duas horas para permanecer no pavilhão visitando as galerias, a fim de evitar superlotação e atender a todos os critérios das autoridades sanitárias, não pondo ninguém em risco. Além do uso obrigatório de máscara, há aferição da temperatura e utilização de álcool em gel. “Está bacana ver todo mundo respeitando. Embora a lotação não seja a ambição deste ano, o evento está com uma ocupação bastante boa para o período que a gente está vivendo. Estou surpresa”, comentou Brenda.

A expectativa de público no presencial gira em torno de 450 pessoas nas lacunas de duas horas. Na área externa, com mais de 5 mil metros de extensão, não há limitação de tempo para permanecer no local. Este ano será diferente das edições anteriores, quando a ArtRio atraía em torno de 50 mil pessoas. “A gente não quer superlotação de forma nenhuma”.

As galerias participantes da ArtRio 2020 estão divididas entre os programas Panorama, com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea, e Vista, dedicado às galerias jovens, com até dez anos de existência, contando com projetos expositivos desenvolvidos exclusivamente para a feira. Algumas galerias presentes são estrangeiras ou têm parcerias no Brasil. De Portugal, por exemplo, veio a Bordallo Pinheiro; da Itália, a Contínua, de San Gimignan; de Nova Iorque, do Rio de Janeiro e de São Paulo, a Galeria Nara Roesler.

Venda online
A ArtRio foi a primeira feira de arte do mundo a lançar, em 2018, um marketplace (comércio eletrônico) para venda pela internet. Nesta décima edição, a plataforma desenvolvida permite a conversa direta do público com os galeristas, além de canais de vídeo que facilitam visualizar detalhes das obras e negociações.

Após o dia 25, quando se encerra a feira virtual, “a gente volta com força total no marketplace, e as pessoas fazem a aquisição das obras diretamente pelo site, disse Brenda Valansi.

Somos a primeira feira do mundo que lançou essa novidade. Então, estamos dois passos à frente das feiras que se apresentaram depois, porque já tínhamos grande experiência, uma plataforma pronta. Não tive que correr para desenvolver, só aprimorei”.

Visitas

Nesta quinta-feira (15), às 16h, a artista plástica Iole de Freitas e a curadora Fernanda Lopes conduzem visita virtual ao vivo pelo ateliê da escultora, gravadora e artista multimídia. Iole começou sua carreira na década de 70 e atua no campo de arte contemporânea. Às 19h, está previsto o evento Repensando o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), com participação dos novos diretores artísticos da instituição, Keyna Eleison e Pablo Lafuente, e seu diretor executivo, Fabio Schwarczwald. A mediação será de Maria Luz Bridger.

No dia 20, às 11h, haverá conversa do artista e ativista chinês Ai Weiwei, nascido em Pequim e conhecido por suas obras sobre o social e o coletivo, com o curador Marcello Dantas, idealizador da exposição Ai Weiwei – Raiz, a primeira do artista no país e a maior já realizada por ele. Os espaços institucionais e a pandemia são temas de bate-papo no dia 21, às 19h. No dia 22, também às 19h, será discutida a relação entre colecionadores e a pandemia.

Representatividade e suas lacunas –LGBTQI+ abre os debates virtuais no dia 23, às 14h. Nos dias 24 e 25 de outubro, a gravação dos eventos estará disponível no site da ArtRio.

Inauguração
Uma novidade da edição 2020 é a inauguração da Casa ArtRio, no bairro do Jardim Botânico, zona sul da cidade. Nesse espaço, que será permanente, com agenda ao longo de todo o ano, serão realizadas palestras, debates, conversas com artistas e curadores, além de exposições especiais.

Brenda Valansi salientou que a ArtRio visa à valorização da arte e da cultura e a aproximação do público da arte. “É uma ideia virando objeto. É a valorização da cultura porque, quando você compra uma obra de arte, na verdade você está financiando um artista, está financiado a produção cultural do país. Então, a ideia da ArtRio é fomentar a cadeia toda que envolve esse setor, desde os pintores que estavam montando os estandes, até o artista que está vendendo a sua obra. É, realmente, um evento de estímulo.(com Agência Brasil)

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