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Postado em 14-10-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 14-10-2020 00:20
 
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ARTIGO
PELÉ, OITENTA ANOS DE DEUS
Gilson Nogueira
Leio que Pelé fará 80 anos de nascido, no próximo dia 23! Ele veio ao mundo na cidade de Três Corações, no interior de Minas Gerais, em 1940. Naquele dia, imediatamente, Deus Teve Uma Idéia Fabulosa, no campo esportivo! Resolveu presentear a Humanidade com um garoto que gostava de engraxar sapatos e jogar bola.
Ao deixar de lado o banquinho, a cera, a escova e a flanela, o menino havia, já, recebido a Mensagem, sem perceber. ” Você Será o Maior Jogador de Futebol do Planeta, em Todos os Tempos!” E não deu outra! Pelé jamais será igualado!
Enumerar as razões para esta afirmativa é desnecessário. Quem alimentar dúvidas, basta pegar um balão de couro e encostá-lo ao ouvido. Pelé é Filho de Deus, duas vezes!, exclamo, feliz, por tê-lo com força capaz de permití-lo soprar 80 velas, de uma só vez. Em cima do bolo que seus familiares farão para cantar com ele  Parabéns para você espero que não seja esquecida a bola de couro, o mistério, a chave redonda do seu sucesso na vida, onde triunfou, de tal maneira, assombrosamente, acima do imaginável, a ponto de beijá-la, e ela responder, no Maior Estádio do Mundo, após fazer seu milésimo gol na carreira que o Pai determinou, de pênalti, contra o Vasco do bom goleiro Andrada.
A bola é amante de Pelé! Até hoje! Em ritmo de hino peixeiro do glorioso alvinegro praiano recordo o dia em que fui, com meu pai, irmãos e tios, no   Século Passado,  vê-lo atuar na Vila Belmiro. Meu primo Cássio, filho do velho tio Carlito, era seu companheiro de clube e foi ele que levou o Deus dos Estádios a pisar, pela primeira vez, no gramado da Vila Famosa. A baleia, símbolo do Maior Time do Mundo, após o Bahia, quando nada, defronte à Praia do Gonzaga, pergunta, esguichando água salgada: ” O negão taí?” Em minha estante de livros, e na parede de mil e uma recordações, possuo uma foto onde Edson Arantes do Nascimento brinca de engraxate.Meu saudoso primo Cássio e Ele sorriem, na foto, em preto e branco, batida no Centro de Santos.

Na minha gaveta de guardar saudade tenho a voz do Rei  gravada, na Fonte Nova, em um treino da Seleção que iria conquistar o Tri, no México, em 1970. Grandes recordações acompanham-me, em volume assustador, e driblam meu desejo de pedir a Pelé convencer o Governador da Bahia a mudar o nome de Arena e fazer voltar o Estádio Octávio Mangabeira a ser tratado como sempre foi: Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova. Sem querer dar passe para trás, no campo das lembranças e das homenagens ao Deus dos Estádios, ao transcurso de mais uma efeméride, sugiro ao Poder Central, em tempo,  edificar a Escola do Futebol, em São Paulo, dando-lhe o nome de Pelé Eterno. Afinal, é preciso exaltar, cada vez mais, a contribuição do ex-limpador de sapatos que o Criador fez nascer no Brasil para orgulho dos seus filhos! Pelé, meu caro, as marcas de sua chuteira, no túnel da Fonte Nova, o pincel apagou. Sua voz, gravada, antes do 4 x 0, no Tricolor de Aço, em 1970, está comigo. Vou levá-la, um dia, para Ele Ouvir. Antes do ponto final, ao tempo em que o abraço, de longe, aqui, da Capital do Primeiro Campeão Brasileiro de Futebol, sugiro-lhe Erguer um Brinde ao Seu Criador. Foi Ele que Fez você ser O Maior do Mundo em todos os tempos. Parabéns, meu rei!

 
Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

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