Presidente surfista: Bolsonaro agora enfrenta os bolsonaristas - 05/10/2020 - UOL Notícias
Bolsonaro e Toffoli se abraçam: imagem fez Sara Winter chorar.

ARTIGO DA SEMANA

Festa de arromba contra a Lava Jato (e Moro)

Vitor Hugo Soares

Deu de tudo (ou quase) no concorrido e badalado comes e bebes na casa do ministro, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Antônio Dias Toffoli, por diversos e dessemelhantes motivos, (a depender da fonte e dos interesses dos convivas). Vão de prosaicas justificativas, tipo encontro de ”palmeirenses” (o dono da casa e o presidente da República) para ver pela TV o jogo Palmeiras x Ceará pelo brasileirão; ou comemorar a surpreendente indicação do desconhecido “desembargador” (as aspas são do ministro Marco Aurélio Mello)  Kássio Nunes Marques, para a vaga do referencial decano Celso de Melo, que se afasta duas semanas antes de completar 75 anos de idade.

Lá se vai uma semana do abraço caloroso do mandatário do Palácio do Planalto, no ministro que  recém deixou a chefia do poder judiciário, com força e impacto simbólicos capazes de causar choro, ranger de dentes e mágoas na provocadora ativista e fã bolsonarista, Sara Winter, que jogou a toalha. E levar o pastor evangélico, Silas Malafaia, a uma dura pregação condenatória ao amigo e atual dono do poder (que sentiu o golpe e os estragos causados em suas hostes religiosas e digitais).

As repercussões não param. Aqui e ali surge mais informação sobre “o sábado na casa de Toffoli”. Uma das mais interessantes revela que o notório advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay – que até já frequentou o STF de bermudas –, foi o único dos convidados a usar máscara de proteção contra o corona vírus. Para uns, parecia a incrível Casa D`Irene, “com gente que vem e gente que vai” (da famosa canção italiana de Nico Fidenco). Para outros, uma espécie de “A Festa do Bolinha”, sucesso antológico da Jovem Guarda, a reunião de “tanta gente assanhada, como nunca se viu igual”.    

Na mansão do ministro do STF estiveram, além de Bolsonaro, muitos outros figurões da atual cena política nacional, com assentos destacados nos três poderes da República. Holofotes para o Procurador Geral da República, Augusto Aras, tido como inimigo insidioso e corta-cabeças de condutores e integrantes de peso da Lava Jato; Kássio Marques, o indicado por Bolsonaro para a vaga de Celso de Mello (ainda no cargo). E Davi Alcolumbre, presidente do Senado que batalha por uma brecha legal, para continuar, por mais um mandato, no comando do Congresso. Ele é figura considerada crucial para sabatina de aprovação do nome que poucos conhecem ou ouviram falar, antes da súbita ascensão ao palco político principal da cena nacional.

Por enquanto, a bola está com Bolsonaro que, depois da festa, nesta quarta-feira, disse que não pensa em acabar com a Lava Jato. “Eu já acabei com a Lava Jato, porque em meu governo não há mais corrupção”. Em sua bravata pretensiosa , o mandatário abdica da bandeira que contribuiu, decisivamente, para levá-lo ao Palácio do Palácio, onde não esconde querer continuar depois de 2022.

Das reações, a mais emblemática, até aqui, é a do ex-juiz Sérgio Moro, condutor e figura referencial da mais importante operação de combate a corruptos e corruptores da historia do país, que marcou posição com frase lapidar postada nas redes sociais: “As tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção. É o triunfo da velha política e dos esquemas que destroem o Brasil e fragilizam a economia e a democracia. Esse filme é conhecido. Vale a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?”.  Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Eu sei Que Vou te Amara”, Maria Creuza e Vinícius de Moraes: Vinícius de Moraes, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, por toda a nossa vida!

Um encontro perfeito em Buenos Aires, registrado no álbum Vinícius Porterño.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

Auditores pressionam Maia para participarem da revisão da lei contra lavagem

O Sindifisco, que representa os auditores fiscais da Receita, pediu a Rodrigo Maia para ampliar e incluir membros da carreira na comissão de juristas formada para propor alterações na lei contra a lavagem de dinheiro.

O colegiado tem 44 integrantes, dos quais 24 são advogados, incluindo defensores de condenados pelo crime, como Paulo Maluf, Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha.

 Os auditores dizem que uma das missões da Receita é reprimir a lavagem de dinheiro, com participação em investigações tocadas pela Polícia Federal e Ministério Público — delegados e procuradores já pediram participação maior na comissão.

“A entidade manifesta preocupação com a ausência na presente Comissão de diversos atores diretamente envolvidos no Sistema Brasileiro de Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro, como o Conselho de Controle de Atividade Financeiras – COAF, Polícia Federal – PF, Receita Federal – RFB, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional – DRCI”, diz o ofício.

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Posted on 10-10-2020
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Pela primeira vez desde junho, quando o tema passou a integrar o levantamento, o grupo que optou pelo comportamento menos rigoroso é o maior entre os pesquisados, representando 40,5% da população

ME
Maria Eduarda Cardim
 

Desde que o isolamento social passou a ser objeto de estudo da Pnad Covid-19, a flexibilização das medidas restritivas é uma tendência - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Desde que o isolamento social passou a ser objeto de estudo da Pnad Covid-19, a flexibilização das medidas restritivas é uma tendência – (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Diante da flexibilização de serviços e do isolamento social, o número de pessoas que afirmaram ter reduzido o contato, mas continuam saindo ou recebendo visitas segue crescendo. Da segunda para a terceira semana de setembro, mais 2,4 milhões de pessoas passaram a integrar esse grupo, agora composto por 85,7 milhões de pessoas. Os dados são da última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (9/10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pela primeira vez desde junho, quando o tema passou a integrar a pesquisa, o grupo que adota o comportamento mais flexível representa a maior parte dos pesquisados, 40,5%. Em segundo lugar, representando 39,9% dos brasileiros, está o grupo formado por pessoas que ficaram em casa e só saíam por necessidade básica. Antes, esse grupo representava a maior parte da população brasileira.

Desde que o isolamento social passou a ser objeto de estudo da Pnad Covid-19, a flexibilização das medidas restritivas é uma tendência que pode ser observada. “Toda semana, tem cada vez menos pessoas que ficam rigorosamente isoladas dentro de casa e elas passam para uma medida um pouco menos restritiva, que é sair para resolver algumas coisas”, ressalta a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Outro dado que comprova a afirmação de Maria Lucia é a queda na quantidade de pessoas rigorosamente isoladas, entre a segunda e terceira semana de setembro. Segundo o IBGE, 1,6 milhão de pessoas deixaram de se isolar de maneira intensa.

Trabalho

A flexibilização também levou pessoas desempregadas a voltarem a procurar um trabalho. Entre as duas semanas avaliadas, houve queda no contingente que estava desempregado e não procurou trabalho por causa da pandemia. De 16,3 milhões, o número passou para 15,4 milhões.

Além disso, pela primeira vez na série histórica da Pnad Covid-19, o nível de ocupação teve um aumento significativo. A população ocupada aumentou em 1,1 milhão de pessoas, totalizando 83,7 milhões.

“Esse aumento se dá a partir de variações positivas sucessivas da população ocupada nessas últimas quatro semanas. Esse contingente vem aumentando um pouco, não de forma estaticamente significativa, mas há uma tendência de crescimento. O mercado de trabalho já parece mostrar as primeiras reações de recuperação”, avalia a pesquisadora.

Reuters/James Akena
Credit…Reuters/James Akena

Por Jornal do Brasil

 

ograma Mundial de Alimentação (PMA) das Nações Unidas é o vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2020 por seus “esforços para combater a fome” e prevenir seu “uso como arma de guerra e conflitos”.

Com isso, a ONU volta a ser laureada pelo Comitê Norueguês do Nobel 13 anos depois da vitória do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Antes disso, a Organização das Nações Unidas ou entidades ligadas a ela já haviam sido premiadas em 1954 (Acnur), 1965 (Unicef), 1969 (OIT), 1981 (Acnur), 1988 (Forças de paz da ONU), 2001 (a própria ONU) e 2005 (Agência Internacional de Energia Atômica).

“O Comitê Norueguês do Nobel decidiu entregar o Prêmio Nobel da Paz em 2020 para o Programa Mundial de Alimentação pelos seus esforços para combater a fome, por suas contribuições para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas por conflitos e por sua atuação como força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como arma de guerra e conflitos”, diz a comissão.

Segundo o comunicado oficial do Nobel da Paz, o PMA, que tem sede em Roma, na Itália, é a “maior organização humanitária do mundo voltada para a fome e que promove a segurança alimentar”, tendo fornecido assistência para cerca de 100 milhões de pessoas em 88 países em 2019.

“A pandemia de coronavírus contribuiu para um forte crescimento no número de vítimas da fome do mundo. Em países como Iêmen, República Democrática do Congo, Nigéria, Sudão do Sul e Burkina Fasso, a combinação de conflito violento e pandemia levou a um aumento dramático no número de pessoas vivendo à beira da fome. Frente à pandemia, o Programa Mundial de Alimentação demonstrou uma habilidade impressionante de intensificar seus esforços. Como a própria organização declarou, ‘até que tenhamos uma vacina, a comida é a melhor vacina contra o caos'”, justificou o comitê norueguês.

A comissão ainda afirma que fome e conflito armado estão conectados por um “ciclo vicioso” e que a primeira só deixará de existir quando as guerras terminarem. “O Comitê Norueguês do Nobel também gostaria de enfatizar que prover assistência para aumentar a segurança alimentar não apenas previne a fome, mas também pode aumentar as perspectivas de estabilidade e paz”, afirma.

Segundo o órgão, a escolha do PMA tem como objetivo “voltar os olhos do mundo para as milhões de pessoas que sofrem com a ameaça da fome. “Como a maior agência especializada da ONU, o Programa Mundial de Alimentação é uma versão moderna dos congressos de paz que o Prêmio Nobel da Paz pretende promover”, conclui.

Em uma mensagem no Twitter, o PMA enviou “profundos agradecimentos” ao comitê do Nobel e disse que sua vitória é um “lembrete poderoso de que a paz e a ‘fome zero’ caminham de mãos dadas”.

Outros prêmios

Na última segunda-feira (5), os americanos Harvey J. Alter e Charles M. Rice e o britânico Michael Houghton conquistaram o Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da hepatite C. Já na terça (6), o Nobel de Física premiou o britânico Roger Penrose, o alemão Reinhard Genzel e a americana Andrea Ghez por suas pesquisas relativas aos buracos negros.

Na quarta (7), a francesa Emmanuelle Charpentier e a americana Jennifer A. Doudna foram laureadas com o Nobel de Química pelo desenvolvimento do Crispr, uma técnica de edição do genoma. Na quinta-feira (8), a poeta americana Louise Glück faturou o Nobel de Literatura.

Por fim, o vencedor do Nobel de Economia será anunciado na próxima segunda-feira (12), encerrando as premiações de 2020.(com agência Ansa)

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Posted on 10-10-2020
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Cacinho, NO JORNAL

 

DO EL PAÍS

 

Presidenta do Congresso, Nancy Pelosi, coloca em andamento uma comissão para retirar do poder presidentes em casos de incapacidade

 Yolanda Monge
Washington
A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nacy Pelosi, nesta sexta-feira.
A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nacy Pelosi, nesta sexta-feira.J. Scott Applewhite / AP

No sábado se completam 10 dias desde o diagnóstico positivo de Trump por coronavírus e o presidente dos Estados Unidos não parece disposto a ficar um só minuto a mais trancado na Casa Branca, como ele mesmo afirmou ao anunciar uma possível viagem de campanha eleitoral à Flórida, prevista para a noite de sexta-feira, e outra na segunda à Pensilvânia, com o que visitaria dois Estados fundamentais para vencer a presidência, onde seu concorrente democrata Joe Biden tem vantagem. Enquanto o médico pessoal do mandatário considera que poder ter “uma volta segura” aos seus compromissos, a presidenta da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, apresentou na sexta um projeto de lei para criar uma comissão que permita ao Congresso aplicar a emenda 25 da Constituição, que fala em retirar o poder de um presidente por razão de incapacidade, entre outras.

Na opinião de Pelosi, Trump está “em um estado alterado” pelo tratamento que está seguindo para lutar contra a covid-19, que significou tomar, por exemplo, o corticosteroide dexametasona. Durante a apresentação do projeto de lei para criar a comissão que ajudará a decidir se um presidente é “capaz” de governar, a líder democrata quis matizar e disse que o que sair dessa delegação não seria imediatamente aplicado. “Não se trata somente do presidente Trump”, afirmou Pelosi, com uma clara motivação política ao colocar em dúvida a estabilidade do presidente. “Ele enfrentará o julgamento dos eleitores. Mas nos demonstrou a necessidade de criar um processo [de sucessão] para futuros presidentes”.

Pelosi insistiu em negar que se tratava de oportunismo político a 25 dias das eleições de 3 de novembro e argumentou que colocar em andamento uma comissão sobre “capacidade presidencial” era necessário para dar “certa sensação de conforto à população” sobre a estabilidade do Governo. “O público precisa ter informação do estado de saúde do presidente”, frisou a democrata, ao mesmo tempo em que exigia a divulgação do teste em que Trump deu negativo antes de anunciar que estava infectado na semana passada. A opacidade da Casa Branca e as declarações contraditórias de alguns membros do entorno do mandatário fomentaram a especulação de que Trump realizou atos de campanha e eventos quando já estava doente.

“Se o presidente vencer essas eleições, sim, poderia se aplicar a ele. Caso contrário, se aplicaria ao próximo presidente” quando for necessário, afirmou a legisladora. O diagnóstico de Trump, que teve pelo menos duas quedas do nível de oxigênio no fim de semana, propiciou, na opinião dos democratas, a existência de um vazio no processo constitucional para declarar que um presidente é incapaz de desempenhar os poderes do cargo e, portanto, retirá-lo do poder. “Na era da covid-19, que devastou quem trabalha na Casa Branca, o que acontece se um presidente, qualquer presidente, acabar em coma, dependendo de um respirador, e não deixou estabelecido a transição temporária do poder?”, colocou o coautor do projeto de lei, o congressista e especialista constitucional Jamie Raskin.

A reação do presidente à comissão de Pelosi não se fez esperar e veio no mesmo tom que o mandatário usa com seus adversários. “A louca da Nancy é quem deveria estar sob observação. Não a chamam de louca por nada!”, escreveu Trump no Twitter. E não ficou só nisso, também acusou Pelosi de querer se livrar do candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden. “A louca da Nancy Pelosi está se fixando na emenda 25 com o objetivo de substituir Joe Biden por Kamala Harris. Os democratas querem que isso ocorra rápido porque o Joe Dorminhoco está ruim da cabeça”, tuitou Trump.

Desde que se soube que havia testado positivo para coronavírus, Trump só se deixou ver em público em sua saída rumo ao Hospital Militar Walter Reed, em uma breve visita a seus seguidores fora do hospital, e em sua chegada à Casa Branca após ele mesmo se dar alta. Durante o restante do tempo, se comunicou com os norte-americanos através de vídeos do Twitter que beiram o surrealismo. Enquanto isso, concedeu várias entrevistas à rede de televisão Fox, uma das quais na quinta-feira para afirmar que estava “completamente recuperado”, apesar de sua voz estar claramente afetada e seu discurso errático ter sido interrompido por vários acessos de tosse.

Como previa o presidente, a Fox será o lugar em que ele será entrevistado em pessoa na noite de sexta-feira —possivelmente em um segmento gravado antes na Casa Branca— para se submeter diante das câmeras a “uma avaliação médica televisionada” no programa de Tucker Carlson às 20h (21h de Brasília). Mais uma vez utilizará a realidade da televisão que lhe deu tantos momentos de glória e que facilitou seu caminho à Casa Branca como um personagem conhecido e alheio ao “lamaçal” de Washington.

As próximas três semanas são vistas como uma maratona de incertezas. Tudo leva a crer que Trump não participará de nenhum debate presidenciais que estavam na agenda. Ele já havia anunciado sua negativa para o debate que aconteceria no dia 15 de outubro e que seria virtual por considerá-lo uma perda de tempo. A Comissão de Debates Eleitorais anunciou nesta sexta-feira o cancelamento de tal encontro, que contaria com perguntas do público, após vários dias de tensão entre as duas campanhas. A equipe democrata exigia garantias da saúde do presidente, então foi decidido fazer um debate virtual e, por fim, a Comissão jogou a toalha. Ambos os candidatos, além disso, anunciaram seus próprios eventos eleitorais para aquela noite.

Tudo faz pensar que Trump chegou à conclusão de que os debates lhe prejudicam mais do que o favorecem. De acordo com diversas pesquisas, sua atitude agressiva e suas constantes interrupções no primeiro debate realizado em Cleveland em 29 de setembro contra Biden lhe custou apoios.

Só lhe restaria uma última oportunidade de debater com Biden na televisão: em 22 de outubro. Em tempos de pandemia, muitas são as coisas que podem acontecer. Outubro não chegou somente com uma surpresa, pode chegar com infinitas.

 

DO UOL/FOLHA

 
Seleção brasileira comemora gol contra a Bolívia na Neo Química Arena e coroa atuação de gala nas Eliminatórias - Lucas Figueiredo/CBF

 

 
Seleção brasileira comemora gol contra a Bolívia na Neo Química Arena e coroa atuação de gala nas Eliminatórias Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

A seleção brasileira não podia começar melhor sua caminhada nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Qatar. Hoje (9) à noite, na Neo Química Arena, a equipe comandada por Tite goleou a Bolívia por 5 a 0, gols de Marquinhos, Firmino (2), Philippe Coutinho e Carrasco (contra).

Apesar de a Bolívia ser um adversário frágil, que vive forte crise institucional na federação e contou apenas com jogadores do campeonato local em campo, o Brasil jogou de maneira ofensiva, agressiva, com novidades estreantes em jogos oficiais (Renan Lodi e Douglas Luiz) e grande desempenho fruto de uma formação tática ousada, em que o lateral-esquerdo mais jogou como atacante num esquema 2-3-5.

Neymar desequilibra (de novo)
 

Dúvida na escalação de Tite até momentos antes de a bola rolar, Neymar foi o melhor em campo em São Paulo. Ele participou da jogada do segundo gol com o passe para assistência de Renan Lodi e ainda deu duas assistências diretas, nos terceiro e quinto gols. Aberto pela esquerda caindo para o centro do campo com dribles, passes e velocidade, o camisa 10 mostrou a razão de ser imprescindível na seleção, mesmo sem gol marcado.

Neymar disputa jogada com Jesus Sagredo em Brasil x Bolívia - Miguel Schincariol - Miguel Schincariol
 
Neymar disputa jogada com Jesus Sagredo em Brasil x Bolívia

Imagem: Miguel Schincariol

Sagredos sofrem na Bolívia

Os laterais da seleção boliviana, Jesús e José Sagredo, tiveram problemas com a ofensividade da seleção brasileira e foram incomodados o tempo todo por Éverton Cebolinha [depois Rodrygo], Neymar, Philippe Coutinho e Renan Lodi.

2-3-5: programado para amassar

Nos treinos da semana, a seleção se posicionou variando entre os esquemas táticos 4-2-3-1 e 4-3-3. Mas hoje, graças ao longo tempo de posse de bola e domínio dos espaços, o time se posicionou na maior parte do tempo no 2-3-5 ou 2-4-4. Dois zagueiros mais atrás, segunda linha com Danilo, Casemiro e Douglas Luiz e Coutinho flutuando entre o meio e o ataque, onde apareceram Éverton, Neymar, Firmino e Renan Lodi.

Firmino - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
 
Roberto Firmino comemora gol marcado para a seleção brasileira contra a Bolívia junto com Douglas Luiz

Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Encurradada, a Bolívia povoou a entrada da área para tentar dificultar, mas o Brasil também é especialista no perde-pressiona, quando você é desarmado e luta até recuperar a bola. Uma seleção programada para amassar.

E também tem goleiro

O Brasil fez dois gols no primeiro tempo e aumentou a vantagem logo aos três minutos da etapa complementar. Poucos minutos depois, o boliviano Bruno Miranda cortou da esquerda para dentro, viu chance e chutou forte em direção ao gol. Weverton, que mal havia encostado na bola em toda a parte inicial do jogo, fez uma defesaça. Foi só o terceiro jogo do goleiro do Palmeiras, titular na ausência do lesionado Alisson, pela seleção

Laterais em noite de gala

Os dois gols marcados no primeiro tempo, aos 15 e 30 minutos, foram com assistências dos laterais, Danilo e Renan Lodi. O primeiro foi num escanteio curto cobrado por Éverton para Danilo, que cruzou na cabeça de Marquinhos. Já o segundo surgiu numa troca de passes entre Renan Lodi e Neymar pelo lado esquerdo. O cruzamento do lateral, rasteiro, encontrou Firmino no meio da área para concluir.

Aos três minutos do segundo tempo, em contra-ataque rápido, Renan Lodi acionou Neymar na ponta e o camisa 10 enfiou entre os zagueiros da Bolívia, onde encontrou Firmino para marcar o segundo dele, terceiro do Brasil. O quarto saiu aos 20, quando Coutinho invadiu a área pela direita e cruzou para Rodrygo. O cabeceio do jogador do Real Madrid bateu em Carrasco antes de entrar. Já o quinto veio sete minutos depois, com passe de Renan Lodi para Neymar, que cruzou na medida para Philippe Coutinho marcar.

Marquinhos - Miguel Schincariol - Miguel Schincariol
 
Marquinhos comemora primeiro gol da seleção contra a Bolívia com assistência de Danilo

Imagem: Miguel Schincariol

Torcedores ilustres

Vazia graças à pandemia, a Neo Química Arena recebeu torcedores ilustres hoje à noite: o mascote Canarinho Pistola, devidamente mascarado, tocou bumbo nas arquibancadas sem ninguém. Já no Setor Norte do estádio do Corinthians foram estendidas pelo “Movimento Verde-amarelo” faixas e bandeiras em referência a diferentes ídolos da história da seleção

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