Bahia em Pauta » Blog Archive » Joaci Góes: Especulação sobre o futuro que nos aguarda após esta inquietante epidemia
ARTIGO/Ponto de vista
Uma boa má notícia ou uma má notícia boa?
Joaci Góes
Ao jovem casal amigo Érica e José Aras Neto!
Em face das previsões catastróficas que passaram a ser feitas para o desempenho da economia brasileira neste ano de 2020, a recente declaração do Ministro Paulo Guedes assegurando que a queda do PIB brasileiro ficará abaixo de -5% soou como música aos ouvidos do mercado que vem, há muito, com a musculatura retesada diante dos cenários apocalípticos, desenhados por especialistas e entidades dedicados à matéria, Brasil e Mundo afora, em razão da quarentena e do distanciamento social, provocados pelo Corona vírus. Os mais otimistas falam em -4%, uma maravilha diante das projeções alarmistas que apontavam cenários de queda de -10% para cima. Bola branca para o Governo Bolsonaro que, mesmo diante das ingentes dificuldades financeiras que enfrenta, faz pé firme em manter as despesas dentro do teto de gastos, apesar de fortes pressões em contrário.
Ainda que as várias previsões de queda apresentem sensíveis diferenças, a expectativa geral é a de baixa do pessimismo, como é o caso do Banco Mundial que reduziu sua previsão de encolhimento da economia brasileira de -8% para -5,4%, correspondendo a uma diminuição de 32,5%, o que não é pouca coisa. Melhor ainda: projeta uma recuperação de nossa economia, para 2021, da ordem de 3%! Por semelhante diapasão também se regem o FMI – Fundo Monetário Internacional e a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. O mercado financeiro, por seu turno, reage favoravelmente em sintonia com essa saudável reversão de expectativas traumáticas. São confiáveis, portanto, os animadores sinais de recuperação econômica que contribuem para o nascente clima de euforia tão necessário à restauração da autoestima nacional. Afinal de contas, gradativamente, o comércio avança para retornar do status quo ante crise, com estabilidade nos preços de bens e serviços. Melhor ainda: essa mudança favorável de expectativas verifica-se em escala planetária, com as exceções que não infirmam a regra geral.
Apesar da continuidade crescente de contágio da Covid 19, em razão do aumento progressivo do número de infectados, a população aprendeu muito a conviver com esse risco, de modo seguro, ensejando a retomada do trabalho em todas as categorias econômicas, ao longo desse recolhimento que ainda deve permanecer por um tempo estimado de mais seis meses. Recorde-se que já ultrapassamos sete meses de convivência com essa pestilência que tem deixado de joelhos a melhor medicina do Globo.
Diferentemente das previsões otimistas que fez para o Brasil, o Banco Mundial piorou as previsões para a América Latina e Caribe, de -7,2 para -7,9, em razão das quedas previstas para a Argentina, Chile e Bolívia, de, respectivamente, -12,3; -6,3 e -7,3%.
Do ponto de vista social, o grande desafio que teremos a vencer, a partir de janeiro de 2021, é o problema dos que deixarão de receber o auxílio emergencial, patrocinado pelo governo, em razão dos limites impostos pelo teto de gastos. Mais do que nunca, ficará evidenciado o papel da educação para a empregabilidade, na sociedade do conhecimento em que estamos imersos. Os que tiverem boa escolaridade, como já acontece, mesmo na crise, melhorarão de vida pela crescente liberdade de poderem trabalhar no conforto da própria casa, incorporando ao seu bem estar – estudo, lazer e convivência com a família e amigos -, o tempo que tradicionalmente tem sido despendido no deslocamento entre o lar e o local de trabalho.
Para parcela ponderável dos treze milhões de desempregados, a construção civil é a melhor solução, governamental ou privada. Um intenso financiamento da casa própria, com juros baixos do BNDES, e obras de saneamento básico, para melhorar a saúde das massas, é o caminho das pedras que o bom senso aponta.
 
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahia. Texto publicado nesta quinta-feira,23, na TB.

“Funeral Road Blues”, Charlie Parr: No BP, torcendo para que o Parque de Exposições de Salvador não seja vendido, ele, Charlie Parr, em “Funeral Road Blues”!

Bom dia, minha gente!

(Gilson Nogueira)

out
23
Posted on 23-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-10-2020

 

do correio braziliense

PGR diz que defensor tem mais de 20 petições “com contornos análogos” e que ele está se valendo de uma garantia constitucional para manifestar inconformismo com o governo

Talvez a OMS tenha me escutado, diz Bolsonaro
Reprodução/Jair Bolsonaro/Facebook

Jair Bolsonaro afirmou hoje que a OMS talvez tenha escutado o presidente antes de se posicionar contra a obrigatoriedade da vacinação contra Covid-19.

O presidente se referia a uma entrevista da vice-diretora da OMS Mariângela Simão, que disse à CNN que não recomenda a vacinação obrigatória em todos os país, mas que cada nação tome a sua decisão de acordo com a realidade local.

“Ontem, a OMS se posicionou contra a obrigatoriedade da vacina e disse que é contra medidas autoritárias. A OMS se manifestou depois que eu já havia me manifestado. Então, dessa vez, acho que estão se informando corretamente, talvez me ouvindo até. Tenho certeza que não voltarão atrás nessa decisão.”

Logo depois da declaração, Bolsonaro criticou João Doria, chamando-o de “nanico projeto de ditador”.

out
23
Posted on 23-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-10-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ao levantar da cadeira, magistrado, que estava em home office, deixou transparecer que usava apenas a toga, blusa social e roupa de baixo

RS
Renato Souza
 

 (crédito: reproduçãoYouTube)

(crédito: reproduçãoYouTube)

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apareceu sem as calças em uma sessão transmitida pela Corte. O magistrado votava de casa, em razão da pandemia de coronavírus, na sessão realizada por meio virtual. Em determinado momento, o magistrado se levanta e é possível ver que ele está usando toga e uma blusa social.

No entanto, na parte de baixo, de acordo com as imagens, o magistrado utiliza apenas roupa íntima. A toga é obrigatória nos julgamentos, e é utilizada para representar a imparcialidade da Justiça. Também é símbolo de honestidade e representa um escudo contra a corrupção.

A sessão em que ocorreu o incidente foi realizada na terça-feira (20/10). O trecho chegou a ser retirado da transmissão do STJ na internet, mas começou a circular pelas redes sociais. Procurado pela reportagem, “o gabinete do ministro informa que tem ciência de que o vídeo está circulando por redes sociais, no entanto, não irá se manifestar a respeito”.

Com 57 anos, Nefi Cordeiro chegou ao STJ por indicação da ex-presidente Dilma Roussef. Além de ministro do tribunal superior, ele também é professor em duas faculdades particulares de Brasília.

out
23
Posted on 23-10-2020
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J. Bosco, publicada em

 

out
23

Documentário em que o Papa defende união civil de homossexuais vira assunto mundial

Foto: divulgação
Credit…Foto: divulgação

Por Jornal do Brasil

No documentário “Francesco”, exibido em uma sessão especial do Festival de Cinema de Roma nesta quarta-feira (21), o papa Francisco defende que os países tenham leis que permitam a união civil de pessoas do mesmo sexo, informou a Catholic News Agency.

“Homossexuais têm o direito de ser parte de uma família. Eles são filhos de Deus e tem o direito a uma família. Ninguém deve ser expulso, ou se tornar miserável por causa disso. O que é preciso criar é a lei de união civil. Assim, eles são protegidos legalmente. Eu apoio isso”, diz o líder católico.

Além disso, o documentário também tem um depoimento de um homem italiano que conta que Mario Jorge Bergoglio o encorajou, junto com seu companheiro, a criar os filhos no ambiente da igreja onde vivia porque isso beneficiava as crianças.

A fala do Pontífice contradiz a postura adotada pela Igreja Católica e pelos últimos Papas ao longo dos anos, e é a primeira amplamente clara sobre a opinião do líder católico na união civil.

Em 2003, sob a liderança do cardeal Joseph Ratzinger – que depois se tornou o papa Bento XVI – e a ordem de João Paulo II, o Congresso Vaticano para a Doutrina da Fé publicou um documento em que dizia que “o respeito pelas pessoas homossexuais não pode levar, de nenhuma maneira, à aprovação do comportamento homossexual ou o reconhecimento legal das uniões homossexuais”.

“O bem comum exige que as leis reconheçam, promova e protejam o casamento como a base da família, unidade primária da sociedade”, diz o texto final recordado pela agência católica.

No entanto, desde que assumiu a função de chefe da Igreja em 2013, o Pontífice vem adotando uma postura de “adoção” dos homossexuais na vida religiosa, dizendo que não poderia “julgá-los” e que “ser gay não é pecado”. Isso lhe rendeu inúmeras críticas da parte mais conservadora da Igreja Católica, onde muitos acusam o argentino de ser “herege”.

Cabe ressaltar que, em mais de uma vez, Francisco afirmou que o casamento – como sacramento católico – é apenas entre homem e mulher. Porém, ele defende uma maior integração tanto dos homossexuais como de divorciados na vida da Igreja.

O documentário, ainda segundo a Catholic News Agency, aborda outros temas caros a Francisco, como a questão dos migrantes e dos marginalizados.(com agência Ansa)

“A Feira de Caruaru”, Luiz Gonzaga: uma das mais bonitas e completas  – letra, música e interpretação – composições da música do Nordeste em qualquer tempo. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Caneladas em Moro e piscadelas para Gilmar no campo do Bangu
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O deputado federal Marcel van Hattem resumiu da seguinte maneira a sabatina de Kassio Marques na Comissão de Constituição de Justiça do Senado, ainda em curso no momento em que escrevo este artigo:

“Isso aqui pareceu mais uma pelada de várzea num Maracanã lotado.”

 Ele errou de local: é pelada de várzea no campo do Bangu. E o campo do Bangu assistiu, embevecido, o indicado de Jair Bolsonaro para o STF antecipar eventual voto no seu futuro cargo.

Com registramos, Kassio afirmou não ter qualquer objeção contra a imposição de quarentena para juízes que queiram candidatar-se. Ele disse:

“Não vejo nenhuma dificuldade, do ponto de vista jurídico-normativo, não vejo também nenhuma dificuldade do ponto de vista social e político, para o estabelecimento de quarentena de magistrado. Infelizmente, a edificação está sendo proposta e debatida em razão de um ou outro magistrado, por ter proferido uma ou outra decisão que viesse a reluzir personalissimamente e criar um ambiente favorável a que o próprio magistrado venha, amanhã, se candidatar.”

É radioso como o sol no sertão do Piauí que o alvo da fala é Sergio Moro, que pode vir a ser candidato a presidente da República em 2022. Como o garantismo depende do freguês, ninguém pode afiançar que se magistrados passarem a ser obrigados a fazer quarentena para candidatar-se, assunto relevantíssimo para uma sabatina, a regra não será arrumada com a mão para se tornar retroativa — e, desse modo, alcançar o ex-juiz da Lava Jato.

Animado com o carinho da torcida no estádio do Bangu, Kassio Marque foi além e abordou o que chamou de “intervenção judicial prévia às eleições”. Ele afirmou: “Qual o momento certo? Seria possível a deflagração de operações próximo ao período eleitoral? Isso é um debate para o Congresso.” Embalado, ele afirmou que “existem outras [propostas, além da quarentena] que poderiam dar um devido distanciamento. Por exemplo, se o processamento da causa não ocorrer até determinado momento, o juiz deve esperar um momento para não influir na decisão popular com atos jurisdicionais que possam influir na decisão do eleitor”.

O sujeito nada oculto aqui também é Moro. Ele é acusado de ter influenciado indevidamente na eleição de 2018, quando era juiz da Lava Jato, ao levantar parte da delação premiada de Antonio Palocci às vésperas do pleito. Ao adentrar o assunto, sem citar nomes, Kassio Marques dá uma canelada em Moro e uma piscadela para Gilmar Mendes, que abençoou a sua indicação para o STF. Em 2018, ao ser indagado sobre o fato de Moro ter aberto a delação de Palocci, Gilmar afirmou: “Não vou falar sobre o caso. Eu tenho feito muitas críticas a todas essas intervenções do Judiciário (nas eleições) e acho que vai ter que se pensar em um modelo institucional (para evitar isso)”.

A antecipação de voto favorável de Kassio Marques à suspeição de Sergio Moro, no processo movido por Lula no STF, se já era fato esperável, agora se tornou conclusão lógica, a julgar pelas suas considerações. Entre caneladas e piscadelas, o time anti-Moro e a Lava Jato ganhou outro centroavante trombador.

Não, Van Hattem, não é Maracanã.

out
22
Posted on 22-10-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-10-2020

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Plenário registrou 57 votos favoráveis e 10 contrários. Desembargador assume a cadeira deixada pelo decano Celso de Mello, que se aposentou na semana passada. Indicado pelo presidente Bolsonaro e com apoio do Centrão, o magistrado passou por sabatina de nove horas.

ST
Sarah Teófilo
 

 (crédito: Ed Alves/CB)

(crédito: Ed Alves/CB)

O Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (21/10), por 57 votos a 10, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) Kassio Nunes Marques para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O desembargador passou por uma sabatina ainda nesta quarta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que durou cerca de nove horas. Nesse colegiado, o nome de Kassio Marques foi aprovado por 22 votos a 5. A aprovação no plenário da Casa ocorreu logo em seguida, em votação bem mais rápida.

Marques assume a cadeira deixada pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou na semana passada. A aprovação, agora, será publicada no Diário do Senado Federal, e uma mensagem é enviada à Presidência da República. A oficialização do nome de Kassio Marques ao STF também é publicada no Diário Oficial da União (DOU), o que deve ocorrer já nesta quinta-feira (22/10).

O desembargador foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, surpreendendo aliados e opositores. Marques estava de olho na vaga do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e contou com o intermédio do senador Ciro Nogueira (PP), integrante do Centrão e que também é do Piauí, para marcar uma primeira “audiência” com o presidente. Mas o movimento teve um resultado além das expectativas, e Marques chega, aos 48 anos, à mais alta Corte de Justiça do país.

Durante a sabatina, o desembargador evitou se posicionar sobre assuntos polêmicos, como inquérito das fake news, que está no STF e apura ameaças e ofensas aos ministros da Suprema Corte; e a prisão após condenação em segunda instância. Ao longo de toda a sabatina, Marques alegou impedimento de comentar, sendo ele magistrado, temas que estão em tramitação no Judiciário.

O indicado citou diversas vezes a lei complementar 35, de 1979, que define em seu artigo 35 ser “ vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério”.

A presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), ao ser questionada se as ausências de resposta do aprovado ao STF foram devidamente respondidas, disse que esta avaliação cabe a cada senador que fez as perguntas. Ao sair da sabatina, Marques preferiu não falar com a imprensa.

Lava-Jato

Sobre a Lava-Jato, ao ser questionado sobre manobras para desarticular a operação e se apoia os trabalhos da força-tarefa, Marques ressaltou acreditar que “não há um brasileiro que não reconheça os méritos de qualquer operação no Brasil”. Disse não ter nada contra qualquer operação, mas pontuou: “O que acontece, pode acontecer em qualquer operação, em qualquer decisão, em qualquer esfera, é: se houver determinado ato ou conduta, seja da autoridade policial, seja de algum membro do Ministério Público ou de algum membro do Poder Judiciário, essas correções podem ser feitas, nada é imutável”

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