set
25
Posted on 25-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2020
Bahia em Pauta » Blog Archive » Joaci Góes: “Nada tão parecido com um conservador do que um esquerdista no poder”
 Artigo/Ponto de vista
Esquerdas e direitas 3
Ao jovem amigo Ângelo Calmon de Sá Jr!
O projeto da extrema esquerda, de caráter socialista-marxista, é o único dos cinco componentes do amplo espectro ideológico existente, no Brasil e no mundo, que nunca funcionou bem, resultando, sempre, na perda total de liberdade, fome e eliminação em massa dos dissidentes, ocasionando os dois mais numerosos genocídios da História, na Rússia Soviético-stalinista e na China Comunista de Mao Tsé-Tung. Os dois casos remanescentes de prática de esquerda autoritária são nada alentadores. Cuba, o país mais pobre do Continente Americano; Coreia do Norte, o mais pobre da Ásia, na região em que está situada. Esse juízo não se aplica aos dois segmentos democráticos da esquerda que buscam a redução ou eliminação das desigualdades materiais, sem nenhuma ou com parcial atuação do Estado como produtor econômico de bens e serviços, como é o caso dos países da Comunidade Europeia, social democrática ou não. No rol das nações desenvolvidas, a maioria oscila entre a prática das duas modalidades de esquerda democrática e da direita democrática, em função do equilíbrio das forças políticas que as representam, convivendo e alternando-se, democraticamente. Tal é o caso dos Estados Unidos, de todas as nações europeias, das nações ricas da Ásia, da Nova Zelândia e da Austrália.
O exemplo mais bem sucedido da extrema direita é a pequena República Parlamentarista de Singapura (com S ou com C), que, com um território menor do que a área da Baía de Todos os Santos e uma população inferior a cinco milhões de almas, tem uma presença no comércio internacional, pasmem, maior do que o Brasil. Compreende-se porque sua expansão territorial se realize pelo aterramento marítimo. A maioria de sua população descende de chineses, malaios e indianos. Localizada entre os oceanos Índico e o Pacífico, à porta de entrada no Mar da China, e uma das três cidades estados do mundo, ao lado do Vaticano e Mônaco, Cingapura, conhecida como a Londres do Oriente, lidera no processo de integração à economia mundial, figurando como recipiendária do maior volume de investimentos estrangeiros, per capita, do Planeta. Seu sistema educacional valoriza o pragmatismo de fazer e a meritocracia. Seu aeroporto transporta duas vezes e meia o número de passageiros de Guarulhos, o maior aeroporto brasileiro. Seu porto, um dos cinco mais movimentados do mundo, é o detentor de maior produtividade. É o quarto maior centro financeiro, o terceiro centro de refinação de petróleo e o segundo maior mercado de cassinos do Globo. Um dos quatro tigres asiáticos, ao lado de Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan, seu sistema produtivo é voltado para a exportação. Seu IDH é de 0,85, um dos mais altos. Sua intolerância com a delinquência coloca-a entre os países que mais aplicam a pena de morte. O Banco Mundial considera Cingapura o melhor lugar para fazer negócios. Explica-se porque Cingapura sedia o maior número de famílias milionárias per capita do Planeta. Em razão do arejamento democrático provocado pela intensa economia de mercado, aí vigente, é cada vez maior a receptividade ao conceito de Cingapura como um país que evoluiu da direita autoritária para a direita democrática.
Por outro lado, o processo de passagem da China da extrema esquerda marxista para a extrema direita fascista, em fase final de transição, não tem qualquer perspectiva de retorno, sobretudo porque o país avança para se transformar no maior polo de concentração de capitalismo oligopólico, de que é prova o crescente número de bilionários ali existentes: perdendo, apenas, para os Estados Unidos, com a tendência a ocupar o primeiro posto nesse requisito num prazo estimado não superior a dez anos.
Os fatos, como são teimosos os fatos!
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahia. Texto publicado nesta quinta-feira,24, na TB

“Music et Cinema”: Juliette Gréco e Ingrid Bergman: Do Youtube: Elena et les hommes (Elena and Her Men) 1956, une comédie sentimentale, un très beau film de Jean Renoir (qui l’intitule “une fantaisie musicale”), avec une rayonnante Ingrid Bergman et, parmi une pléiade d’acteurs français, Jean Marais et Mel Ferrer. Musique de Joseph Kosma. – Parmi les séquences musicales, la fameuse chanson militaire “L’artilleur de Metz” (sur l’air Suoni la tromba des Puritains de Bellini) est entonnée dans un joyeux défilé du 14 juillet. – Vers la fin, Juliette Gréco, dans le rôle d’une bohémienne dénommée Miarka, interprète une chanson romantique du même nom, “O nuit…”. – Paroles de Miarka en français et anglais, puis de “L’artilleur de Metz”

SAUDADES!!! MUITAS SAUDADES!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Jean Cocteau and Juliette Gréco on the set of Orpheus. | Juliette gréco, Jean cocteau, French cinema
Juliette com Cocteau: glória também no cinema.
AOS LEITORES, OUVINTES E AMIGOS :
Bahia em Pauta reproduz em seu espaço principal de informação e opinião, as considerações feitas pela escritora Lucia Jacobina – amiga do peito e colabora do BP – na área de comentários deste site blog, a propósito da matéria jornalística “Uma vida extraordinária:Juliette Gréco, estrela da música francesa e musa existencialista, morre aos 93 anos em casa”. No texto de seu comentário, Lucia destaca a grandiosidade e relevância de La Gréco também no cinema. Lindas palavras escritas, carregadas de emoção e conteúdo informativo, que o Bahia em Pauta destaca, aplaude e agradece. (Vitor Hugo Soares, editor).
=============================================
LUCIA JACOBINA:
“Outro lamentável desaparecimento de um ícone da canção francesa que encantou o mundo inteiro.
Quero lembrar aqui que Juliette trabalhou como atriz também com Jean Cocteau em dois de seus legendários filmes, Orfeu e Testamento de Orfeu, em 1949 e 1959, respectivamente.
O Orfeu de Cocteau tornou-se tão importante que Philip Glass nele se inspirou para escrever uma nova ópera, sobre o mesmo mito grego, já consagrado na poesia e na música. Essa versão de Glass foi montada no Brasil, ano passado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dirigida por Filipe Hirsch.”
BRAVO!!!
 
 

Prefeito pode seguir com sua campanha até ter todos os recursos esgotados na Justiça Eleitoral e, se for o caso, no Supremo Tribunal Federal

Reunião da CPI “Guardiões do Crivella” acabou sem definição de cargos na terça-feira.
Reunião da CPI “Guardiões do Crivella” acabou sem definição de cargos na terça-feira.Renan Olaz/CMRJ
 Ana Paula Grabois
Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), está inelegível até 2026, mas poderá continuar a fazer campanha pela sua reeleição até ter todos os recursos esgotados na Justiça Eleitoral e, se for o caso, no Supremo Tribunal Federal (STF). O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu de forma unânime, por sete votos, pela inelegibilidade do prefeito devido ao uso de máquina pública para fins eleitorais em evento realizado em 2018 na quadra da escola de samba Estácio de Sá. No evento, funcionários da Comlurb, empresa municipal de coleta de lixo, foram convocados sob o argumento de que seria um assunto de importância para a carreira e levados por veículos da própria companhia. No entanto, quando chegaram na quadra, tratava-se de um evento para promover a candidatura a deputado federal do filho de Crivella, Marcelo Hodge Crivella, com a presença do prefeito.

Crivella vai recorrer da decisão. Em uma entrevista na quarta-feira, ele afirmou que vai contestar o fato de um dos juízes que votou pela inelegibilidade, Gustavo Alves Pinto Teixeira, ser também advogado da Lamsa, concessionária que opera a Linha Amarela e que trava uma briga jurídica com a prefeitura. O candidato à reeleição havia suspendido o pagamento de pedágio para motos e, durante a pandemia, suspendeu também aos demais veículos que trafegam pela via, uma das principais da cidade. A estratégia do candidato à reeleição é deslegitimar a votação no TRE-RJ, pois Teixeira havia anteriormente se declarado impedido e mudou de ideia no início do julgamento, na segunda-feira. Segundo Crivella, para decidir sobre inelegibilidade, seria preciso ter o quórum completo do tribunal, de sete juízes.

O prefeito classificou a denúncia de “absolutamente irrelevante”, pois está baseada em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara dos Vereadores que não resultou em seu afastamento. No entanto, o relator do caso no TRE-RJ, o desembargador Cláudio Luis Braga dell`Orto, ressaltou que as provas colhidas pela CPI são muito consistentes.

A decisão do TRE-RJ desgasta ainda mais Crivella, mas não o retira do páreo. O prefeito está em segundo lugar nas pesquisas eleitorais e tem como principal adversário o seu antecessor, Eduardo Paes (DEM), em primeiro lugar nas intenções de voto. Sob alta rejeição entre o eleitorado carioca, de cerca de 75%, Crivella passa por uma sucessão de denúncias. Já foi alvo de três tentativas de impeachment na Câmara dos Vereadores e tem escapado com margem pequena de votos. A última dizia respeito ao chamado QG da Propina, um suposto esquema de corrupção instalado dentro da prefeitura e objeto de denúncia do Ministério Público do Estado do Rio. O prefeito ainda é alvo de uma nova tentativa de CPI da Câmara para investigar os “Guardiões do Crivella”, grupo de servidores que se postavam na frente de hospitais municipais para barrar críticas dos doentes e de seus familiares sobre os serviços de saúde à imprensa.

Crivella pode nem chegar ao segundo turno, pois está empatado tecnicamente com a candidata do PT, a deputada federal Benedita da Silva, de acordo com a pesquisa mais recente, do Atlas Político. O prefeito tentará usar o apoio da família Bolsonaro a seu favor. O presidente Jair Bolsonaro (Aliança pelo Brasil) já sinalizou que não participará da campanha, mas os filhos, o senador Flávio e o vereador Carlos, sim. Os dois são do mesmo partido do prefeito. “Se alguém fizer campanha tentando se associar à imagem do Bolsonaro, pode ajudar a levar ao segundo turno. O antibolsonarismo é muito forte na capital do Rio de Janeiro, mas Bolsonaro ainda conserva um prestígio em parte da população”, diz o cientista político Ricardo Ismael. O Rio é o berço político da família Bolsonaro.

O candidato Eduardo Paes evita criticar o presidente de olho nos votos que pode herdar de Crivella se o prefeito não tiver fôlego para chegar ao segundo turno, principalmente do eleitorado da zona oeste. A região define a eleição na cidade por concentrar cerca de 40% do eleitorado. É a área que possui o maior percentual de evangélicos, grupo que apresenta alta taxa de aprovação a Bolsonaro. “A opção número um dos evangélicos é o Crivella, mas se o Crivella não for competitivo, não conseguir chegar ao segundo turno, a tendência é apostar no Eduardo Paes”, completa o cientista político.

“Se o Crivella chegar ao segundo turno, seja quem ele enfrentar, provavelmente ele vai perder. A situação dele é muito delicada, uma campanha muito difícil. Ele tem 11%, Benedita, 9% e Martha, 6%. Ele pode ser ultrapassado porque a eleição no Rio de Janeiro se decide mais para o final. Com essa rejeição e os fatos negativos recentes, ele vai ter que se explicar muito para conseguir chegar ao segundo turno”, avalia Ismael.

Para o cientista político Fernando Guarnieri, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, existe uma guerra travada dentro do espectro da direita do Rio. “Estão tentando resolver quem vai ser o candidato. No Rio, quando a direita está unida, não tem para ninguém. Estão tentando limpar a área para concentrar em alguém”, afirma Guarnieri. O tipo de ataque que tem como foco a corrupção atinge exatamente o eleitor conservador, do centro e da direita.

Se Crivella desidratar devido às denúncias de corrupção e uso da máquina, o apoio da família Bolsonaro pode migrar para Luiz Lima, nome do PSL, partido anterior do presidente Bolsonaro e de seus filhos. Bolsonaro não comenta o quadro eleitoral do Rio e nada mencionou sobre o PSL local. “Se ele achar que o Crivella vai queimar o filme dele, ele vai dar apoio ao Luiz Lima”, prevê Guarnieri.

A disputa pela Prefeitura do Rio pode terminar com uma mulher no segundo turno. São seis candidatas. As três com mais chance, segundo as pesquisas, são do campo de esquerda: Benedita da Silva; a deputada estadual Martha Rocha (PDT), e a deputada estadual Renata Souza (PSOL). Ainda figuram como candidatas Cristiane Brasil (PTB), presa recentemente por um caso de corrupção no Governo do Rio; Clarissa Garotinho, deputada federal pelo Pros e filha do casal de ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, e Glória Heloiza (PSC).

set
25

DO PORTAL UOL/FOLHA

 
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto - ADRIANO MACHADO

 

 
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto Imagem: ADRIANO MACHADO

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

A aprovação (ótimo/bom) do governo Jair Bolsonaro (sem partido) subiu para 40%, de acordo com pesquisa do Instituto Ibope divulgada hoje. Este é o maior percentual desde o início de seu mandato. Em dezembro do ano passado, esse índice estava em 29%.

Ainda segundo a pesquisa, 29% dos brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ruim ou péssima e 29% a avaliam como regular. Os índices de confiança no presidente e aprovação à sua maneira de governar também aumentaram.

A pesquisa, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), foi realizada entre 17 e 20 de setembro, com 2.000 pessoas em 127 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 O último levantamento feito pelo instituto para a CNI, divulgado em dezembro, apontava que 29% dos brasileiros avaliavam o governo como ótimo ou bom. A avaliação de ruim ou péssimo caiu de 38% para 29%. O índice de regular oscilou dentro da margem de erro, de 31% para 29%.

Segundo o Ibope, a popularidade do presidente cresceu mais entre os entrevistados que cursaram até 8ª série do ensino fundamental, entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo, entre residentes nas periferias das capitais e nas regiões Sul e Nordeste.

“Aparentemente, o auxílio emergencial teve um papel importante na melhora da avaliação do governo Bolsonaro, como reflete o crescimento na aprovação das ações de combate à fome e à pobreza”, afirmou Renato da Fonseca, gerente-executivo de economia da CNI.

Apesar de a avaliação positiva ter crescido no Nordeste, a região se mantém com o menor percentual de apoio ao governo: apenas 33% avaliam a gestão como ótima ou boa, ao passo que 40% confiam no presidente e 45% aprovam sua maneira de governar.

Melhor em segurança pública, pior em impostos

A área de segurança pública é a única a ter avaliação positiva de mais da metade dos entrevistados. Segundo a pesquisa, 51% da população tem uma percepção positiva da atuação do governo nesta área, ante 45% com percepção negativa.

Em todas as outras áreas, a desaprovação é maior do que a aprovação, em especial nas áreas de impostos (67% desaprovam) e taxa de juros (64% desaprovam).

Em meio à pandemia do covid-19, a saúde teve desaprovação de 55% e aprovação de 43%. Já em meio ambiente, outra área em que o governo tem sido muito questionado, teve desaprovação de 57%

DO CORREIO BRAZILIENSE

Em depoimento ao Senado, ministro do Itamaraty defende visita de Mike Pompeo, chama governo de Nicolás Maduro de “facínora” e diz que interferir para garantir democracia e direitos humanos em outro país é constitucional

ST
Sarah Teófilo
 

 (crédito: dilson Rodrigues/Agência Senado)

(crédito: dilson Rodrigues/Agência Senado)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou no Senado Federal, na manhã desta quinta-feira (24/9), que não houve ameaça nas falas do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, durante visita à Roraima, na semana passada. Araújo foi convidado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) para explicar visita de Pompeo ao estado que faz fronteira com a Venezuela, quando criticou o presidente Nicolás Maduro e o chamou de traficante de drogas.

“Nada foi dito que possa ser considerado uma ameaça de agressão ou qualquer coisa nesse sentido”, afirmou Araújo. “Houve uma polêmica em relação a uma frase atribuída a Pompeo, quando ele teria dito ‘vamos tirar ele de lá’, se referindo a Maduro. A frase, no entanto, foi traduzida de forma equivocada. O que ele disse foi “nossa vontade é consistente, nosso trabalho será incansável e chegaremos ao lugar certo. Será o lugar certo para a América, será o lugar certo para o Brasil, mas o mais importante, será o lugar certo para o povo venezuelano”.

Em sua fala, o ministro criticou o governo venezuelano, chamando-o de “facínora”. “Importante que a gente não use a palavra Venezuela para se referir a esse bando de facínoras que ocupam o poder ainda na Venezuela, pelos quais a gente só tem desprezo”, afirmou.

Sobre a visita de Pompeo, o chanceler afirmou ainda que, em reuniões bilaterais, é comum que se converse sobre a situação de outros países. O ministro comparou a Venezuela com a casa de um vizinho que foi tomada por um traficante, referindo-se a Maduro; e comparou a ida de Pompeo a Roraima com a visita de um amigo.

“Vamos supor que temos um vizinho, muito amigo nosso, e de repente esse vizinho tem a casa dele invadida por um narcotraficante que praticamente escraviza o vizinho, prende no porão o vizinho e toda a sua família e ocupa essa casa vizinha. E vamos supor que um dos filhos do vizinho consegue escapar, nós o acolhemos e, então, recebemos um amigo de outra rua, também amigo do nosso vizinho, e vamos falar dessa situação. Então, o fato de falarmos dessa situação não é uma agressão ao nosso vizinho, é uma preocupação de que casa do nosso vizinho foi tomada por um narcotraficante”, afirmou.

Interferência

O ministro afirmou que há uma “erosão e degradação das instituições democráticas” na Venezuela, e que, em caso de violação aos direitos humanos e desrespeito à democracia, seria constitucional que houvesse uma interferência do Brasil no país. Ele citou o Protocolo de Ushuaia, sobre compromisso democrático do Mercosul, assinado em 2002, para dizer que trabalhar pela democracia na Venezuela não fere preceito constitucional de não intervenção em outros países.

De acordo com Araújo, o protocolo prevê que, no caso de ruptura da ordem democrática nos países que assinaram o documento, os outros podem tomar atitudes a respeito. “Se isso é considerado algo que fere a não intervenção, o Congresso aprovou um texto inconstitucional, o que eu acho que não é o caso. Trabalhar pela democracia e direitos humanos em outro país é constitucional”, argumentou o ministro.

set
25
Posted on 25-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2020


 

Cacinho, NA

 

set
25
Posted on 25-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2020

Do Jornal do Brasil

Macaque in the trees
Crivella foi acusado de abuso de poder político e conduta vedada por conta de um evento realizado na Comlurb, em 2018 (Foto: Folhapress / Ricardo Borges)

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) votou hoje (24), por unanimidade, a favor da inelegibilidade do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), por abuso de poder político.

A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (24), após a retomada do julgamento que havia sido interrompido na última terça-feira (21), quando o placar na corte era de seis votos a zero pela inelegibilidade. O desembargador recém-chegado Vitor Marcelo Rodrigues, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro no final do mês passado, havia pedido vistas do processo.

Crivella foi acusado de abuso de poder político e conduta vedada por conta de um evento realizado na Comlurb, em 2018, com funcionários da companhia de limpeza urbana do município, no qual o seu filho, Marcelo Hodge Crivella, foi apresentado como pré-candidato a deputado. A ação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e pelo PSOL levou em consideração os fatos de veículos oficiais terem sido utilizados, de terem sido pedidos votos para o filho do prefeito e do próprio Crivella ter agradecido ao presidente da Comlurb por ajudar seus candidatos.

A defesa de Crivella deve recorrer da decisão e afirma que o prefeito participará normalmente do pleito municipal de novembro, no qual busca a reeleição. Até que o caso seja analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelo Supremo Tribunal Federal, segundo o TRE, o prefeito está inelegível.(com agência Sputnik Brasil)

  • Arquivos

  • setembro 2020
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930