DO EL PAÍS

É tempo de fazer escolhas e alianças corajosas

O mundo exige coragem para garantir que a sociedade respire. O EL PAÍS convida seus leitores brasileiros a assinarem nossa edição em português para que possamos responder aos novos desafios

A diretora de redação do EL PAÍS no Brasil, Carla Jiménez (ao fundo), durante um café da manhã entre jornalistas e o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, em Brasília, em 15 de julho de 2019.
A diretora de redação do EL PAÍS no Brasil, Carla Jiménez (ao fundo), durante um café da manhã entre jornalistas e o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, em Brasília, em 15 de julho de 2019.Marcos Corrêa / PR

Já se vão sete anos desde que o EL PAÍS aportou no Brasil. Foi uma aposta de risco do jornal, num país de idioma distinto do espanhol. Montar uma edição do zero e abraçar uma cultura diferente podia dar certo. Mas também podia naufragar. A proposta de contar o mundo ao Brasil, e o Brasil ao mundo norteou a redação que nasceu em São Paulo em agosto de 2013. Uniu jornalistas brasileiros e espanhóis para construir a identidade do EL PAÍS Brasil. Uma identidade afinada também pelos seus leitores, que cobram coerência e respeito às demandas e sutilezas locais.

Essa mescla deu samba. O Brasil chegou a ser o segundo país em público leitor do EL PAÍS no mundo, depois da Espanha. Acertar a trilha para chegar a esse resultado foi e é um desafio crescente e instigante. E é a partir dessa conquista, depois de sete anos, que o jornal se permite uma segunda jornada no Brasil. O EL PAÍS Brasil fechará o conteúdo e assume o modelo de assinatura digital. A decisão leva em conta uma realidade inexorável para o jornalismo global. É preciso investir e reforçar a conexão com os leitores para ampliar nosso alcance e fortalecer reportagens de qualidade. Não há atalhos nesse caminho. É preciso avançar de mãos dadas com os que acreditam no jornalismo e na força do EL PAÍS, um veículo obstinado pela defesa da democracia.

O jornal fundado em 4 de maio de 1976 em Madri nasceu como um veículo internacional em plena transição democrática espanhola. Inseria a Espanha no mundo depois de quatro décadas de silêncio imposto por uma brutal ditadura que terminou em 1975. Com uma rede de correspondentes diferenciada, sentiu de perto o pulso de países governados por déspotas, e as conquistas de sociedades que pressionaram seus líderes. Todos os grandes fatos da humanidade, e as manifestações populares transformadoras desde então, foram retratados pelo EL PAÍS.

A decisão de desembarcar no Brasil, a rigor, foi tomada por leitores daqui. Era um tempo de combustão nas ruas em junho de 2013. O jornal foi atraído – ou talvez, convidado — pela curiosidade de brasileiros que acessavam o site em espanhol. Em junho daquele ano, o país fervia. E cá estava um time de repórteres espanhóis contando aos leitores de língua hispânica o que as ruas brasileiras exigiam. Foi naquele período que cerca de 400.000 brasileiros acessaram o site do jornal em espanhol. Era uma parcela do Brasil que queria entender como o mundo estava vendo as jornadas de junho.

O EL PAÍS se rendeu aos fatos. Havia ali a oportunidade de se abrasileirar, e conhecer de perto uma sociedade em metamorfose. Era um caminho natural, uma vez que a América Latina ganhava cada vez mais importância no grupo. Um ano antes, em 2012, fora fundado o EL PAÍS América, que aprofundou a cobertura nos países do continente americano. Era questão de tempo chegar ao coração da América do Sul.

Os ventos de mudanças do Brasil foram irresistíveis para um jornal que nasceu sob a égide democrática. Houve um tempo em que carregar um exemplar do EL PAÍS embaixo do braço na Espanha era um risco. Apoiar a democracia abertamente era uma ousadia, que seus primeiros leitores encararam. Havia uma urgência do jornal em construir bases sólidas para que a sociedade avançasse e o país nunca mais retrocedesse. “Uma democracia sólida se baseia entre outras coisas, e muito fundamentalmente, na criação de uma opinião pública plural e independente”, escreveu Juan Luis Cebrián, fundador do jornal, quando o EL PAÍS completou 40 anos, em 2016. Ali, Cebrián já lembrava que “sobre a liberdade repousa a construção de toda democracia. É um bem sempre escasso, sempre ameaçado, cujo desfrute exige uma vigilância constante”.

Hoje, em 2020, o Brasil vive essa ameaça quando se normalizam atropelos a consensos, e se nega a realidade. Seja nas matas que queimam, nas perseguições políticas disfarçadas de Justiça, nos ataques ao direito das mulheres, nas mordaças contra a imprensa. É preciso romper com essa dinâmica, e o jornalismo é pedra fundamental de qualquer democracia, ainda mais depois de uma violenta crise sanitária com a covid-19. A fúria do coronavírus encontrou um mundo instável, que ficou mais frágil com a pandemia, pondera o diretor do EL PAÍS, Javier Moreno. As vidas humanas, as instituições, as lideranças que poderiam virar o jogo. O mundo tem medo e é preciso vencê-lo. E o jornalismo tem um papel decisivo nisso. Sem ele, o que já é frágil, quebra. Com ele, uma sociedade se fortalece. “Podemos e devemos denunciar o indefensável, o inaceitável”, diz Moreno, que comanda o grupo desde Madri.

Na Espanha, o jornal também fechou conteúdo, em março deste ano. Parecia uma ousadia quando a crise sanitária estava no auge. Mas pelas mesmas razões era preciso incentivar os leitores a apoiar um jornal que precisa se fortalecer quando todo o resto parece se encolher. Um veículo que respeitasse a sua voz. Hoje, o EL PAÍS em espanhol consolida sua liderança com mais de 100.000 assinantes, dos quais 65% digitais.

Aqui, lançamos nosso jornal com um preço promocional de 1 dólar no primeiro mês, e uma mensalidade de 3 dólares nos seguintes. A partir de outubro, quem não for assinante terá direito à leitura de somente 10 artigos por mês.

É tempo de fazer escolhas e conexões certas, pensando no longo prazo. De como vamos nos relacionar, empregar nosso dinheiro, quais sementes estamos plantando, para colher com as próximas gerações. É tempo de coragem, de crescer na temperança, de delicadeza contra a brutalidade. O EL PAÍS quer ocupar esse espaço, com o vosso apoio, com a sua assinatura. Mais do que tudo, obrigada por nos apoiar até aqui. Sigamos juntos então para contar uma nova história.

“Per Amore”, Zizi Possi: sublime interpretação de uma mais belas canções italiana da todos os tempos.Mai que perfeita combinação de poesia com boa música. Confira.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Participantes do programa usaram as redes sociais para reclamar da ausência do “Casseta e Planeta” no especial de 70 anos da TV no Brasil

AE
Agência Estado
 

 (crédito: Guto Costa/Multishow)

(crédito: Guto Costa/Multishow)
Humoristas do Casseta e Planeta usaram as redes sociais para criticar o especial sobre os 70 anos da TV no Brasil exibido no Globo Repórter da última sexta-feira (18/9), no qual o grupo diz ter sido “ignorado”.
“20 anos de sucesso. Alguém consegue explicar por que o Casseta foi apagado pela Rede Globo no programa sobre os 70 anos da TV brasileira?”, escreveu Helio de La Peña. A postagem foi compartilhada por Marcelo Madureira.
Beto Silva também reclamou da escolha: “O Casseta e Planeta não foi nem citado quando se falou de humor no Globo Repórter sobre os 70 anos da TV. Por que a Globo ‘cancelou’ o Casseta e Planeta?”
Em postagem no Facebook, Claudio Manoel escreveu: “Em vários aspectos, o programa foi pioneiro e revolucionário, gerando uma legião de admiradores, seguidores e imitadores. Estão comemorando 70 anos da TV brasileira, em 20 destes, estivemos presentes”.
“Por que nenhuma linha, nenhuma citação, absolutamente nada? … Por que esse apagamento tão ostensivo, arbitrário, mal educado e, sobretudo, covarde? Que crimes ou delitos foram cometidos?”, encerra.

DO SITE O ANTAGONISTA

Brasília – Ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, fala à imprensa no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

Desde o dia 10 de agosto, Geddel Vieira Lima já pode frequentar o playground e a academia do condomínio onde mora sem que sua tornozeleira eletrônica dispare um alerta de violação da prisão domiciliar, diz a Crusoé.

No último mês, agentes penitenciários foram ao apartamento de Geddel e registraram, em relatório, ter buscado ajustar as “alternativas de cunho social” que o ex-ministro “possa ter dentro das áreas comuns do edifício onde reside”.

 “Foi reafirmado ao citado a possibilidade de frequentar a academia do edifício, ficar no playground, motivando-o a realizar atividades físicas e recreativas, dentro dessas áreas comuns, se assim desejar.”

set
20
Posted on 20-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-09-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

A cirurgia é considerada simples e a previsão é de que o presidente fique de um a dois dias hospitalizado

AE
Agência Estado
 

 (crédito: Carolina Antunes/PR)

(crédito: Carolina Antunes/PR)
O presidente Jair Bolsonaro será submetido na próxima sexta-feira (25/9), a uma cirurgia para retirada de cálculo na bexiga. O procedimento será realizado pelo urologista Miguel Srougi no Hospital Vila Nova Star, da Rede DOr São Luiz, em São Paulo.
A cirurgia é considerada simples e a previsão é de que o presidente fique de um a dois dias hospitalizado. A informação foi confirmada ao Estadão por fontes médicas e do Palácio do Planalto.
Procurada, a Secretaria Especial de Comunicação informou que “ainda não há detalhes sobre o assunto até o momento”.
Bolsonaro viajará ao Rio de Janeiro antes de se submeter a sua sexta cirurgia, desde 2018. Na quarta-feira, 23, o chefe do Executivo fará uma visita à Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), onde deve passar a noite. No dia seguinte, está programada a presença do presidente em um evento na Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio.
A necessidade da nova cirurgia foi contada pelo chefe do Executivo a apoiadores no Palácio da Alvorada, em 1º de setembro. Bolsonaro disse que estava com um cálculo na bexiga “maior que um grão de feijão”.
“Esse cálculo aqui é de estimação. Eu tenho há mais de cinco anos, está na bexiga. É maior que um grão de feijão. Resolvi tirar porque deve estar aí ferindo internamente a bexiga”, afirmou na ocasião. No dia anterior à declaração, Bolsonaro havia ido ao serviço médico do Palácio do Planalto.
Na última terça-feira, 15, antes de iniciar o expediente, Bolsonaro compareceu novamente ao consultório localizado no anexo do Palácio do Planalto. Nas duas recentes idas ao serviço médico, a Secretaria Especial de Comunicação não deu detalhes sobre o estado de saúde do presidente. Nestes dias, os compromissos oficiais do dia não foram afetados e seguiram sendo cumpridos normalmente pelo mandatário.
Em 12 agosto, após participar da cerimônia que antecedeu o embarque da missão brasileira de ajuda humanitária ao Líbano, Bolsonaro – que havia testado positivo para a covid-19 em 7 de julho – fez um check-up no Hospital Nova Star em São Paulo.
Recuperado do coronavírus, ele foi avaliado por um cirurgião geral, cardiologista e dois infectologistas. Na ocasião, o hospital divulgou boletim informando que o presidente “passou por avaliação da equipe médica multiprofissional, está assintomático com exames laboratoriais e de imagem normais”.
Desde 2018, Bolsonaro passou por quatro cirurgias em decorrência da facada. A primeira foi feita ainda na Santa Casa de Juiz de Fora, logo após ser atingido por Adélio Bispo em ato de campanha em 6 de setembro de 2018.
Depois, o então candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein e passou a ser acompanhado pelo cirurgião Antonio Luiz Macedo e pelo cardiologista Leandro Echenique. A última cirurgia foi realizada em setembro do ano passado para a retirada de uma hérnia. Bolsonaro ainda realizou no início deste ano uma vasectomia.
Confira, abaixo, as cirurgias de Bolsonaro:
6 de setembro de 2018 – Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG)
Operação de urgência após ser atacado por uma facada de Adélio Bispo em ato de campanha
12 de setembro de 2018 – Hospital Albert Einstein, em São Paulo
Cirurgia de emergência em razão de uma complicação causada pela aderência das paredes do intestino
28 de janeiro de 2019 – Hospital Albert Einstein, São Paulo
Retirada da bolsa de colostomia
8 de setembro de 2019 – Hospital Vila Nova Star, São Paulo
Cirurgia para correção de uma hérnia incisional na região da área atingida pela facada
30 de janeiro de 2020 – Hospital das Forças Armadas (HFA), Brasília
Vasectomia. Foi a segunda vez que ele passou pelo procedimento médico de esterilização para homens que não desejam ter mais filhos biológicos.

set
20
Posted on 20-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-09-2020



 

Thiago Lucas, no

 

Macaque in the trees
O Secretário de Estado Mike Pompeo como presidente Donald Trump (Foto: AP / Alex Brandon)

O especialista em assuntos militares e relações internacionais, jornalista Pedro Paulo Rezende, alertou que, apesar das vitórias políticas dos EUA na América Latina, uma intervenção na Venezuela não será fácil.

Em visita ao Brasil nessa sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, se reuniu com chanceler Ernesto Araújo e declarou que pretende “tirar” do poder o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Vamos tirar ele de lá”, declarou Mike Pompeo sobre o presidente da Venezuela, durante uma coletiva de imprensa em Boa Vista, capital de Roraima.

Pompeo está realizando uma turnê pelos países que fazem fronteira com a Venezuela, onde se reuniu com lideranças políticas e proferiu ameaças ao chefe de Estado venezuelano, a quem chamou, inclusive, de “traficante”.

Segundo o jornalista Pedro Paulo Rezende, especialista em assuntos militares e relações internacionais, Mike Pompeo estaria “fazendo campanha eleitoral” para Trump.

“O que ele veio fazer aqui foi uma clara jogada eleitoreira a favor do Trump. Ou seja, quer colocar o Trump, por um lado, como um fazedor de paz, graças aos acordos que ele está obtendo junto às monarquias do Golfo. Por outro lado, como um cara que protege os direitos humanos, que seriam violados por uma terrível ditadura sul-americana, que seria a ditadura de Maduro. Quem conhece um pouco a situação da Venezuela, sabe que isso não é verdadeiro. Na verdade, existe uma tentativa de tomada de governo que é violenta por parte da oposição”, disse Pedro Paulo Rezende à agência de notícias Sputnik Brasil.

O professor destacou que os Estados Unidos têm obtido sucesso ao isolar politicamente a Venezuela, tanto na Europa, quanto na América Latina. Na região, somente Argentina e Uruguai ainda apoiam Caracas.

“Os outros países estão sob o domínio da chamada ‘maré conservadora’ e apoiam uma mudança de regime na Venezuela. Essa mudança, pelos países da América Latina, não deveria ser militar. Com exceção da Colômbia, que tem interesse em uma intervenção militar na Venezuela”, disse Rezende.

Ele destacou que cerca de dez mil ex-militares venezuelanos estão na Colômbia, recebendo treinamento e pagamento dos Estados Unidos. Os recursos sairiam de contas venezuelanas no exterior, congeladas pelo governo americano.

O Brasil, no entanto, não teria condições de apoiar uma campanha militar no país vizinho. Não há rotas de invasão na Venezuela e somente uma rodovia liga Manaus ao país vizinho. No entanto, o interlocutor da Sputnik Brasil lamentou o posicionamento do governo brasileiro sobre o tema.

“O que vemos é uma triste mudança na tradição política brasileira de não intervenção em assuntos de outros países. É uma tradição que foi instituída desde o início da República e, infelizmente, foi rompida agora pelo nosso alinhamento automático com os Estados Unidos”, disse o entrevistado.

Pedro Paulo Rezende destacou, que uma eventual intervenção na Venezuela não será fácil, mesmo para o poderoso exército norte-americano.

“É preciso ressaltar que a Venezuela tem um mecanismo militar forte. Eles têm mais de 300 mil homens em armas. Isso no exército regular. Possuem um componente grande de milícias, que poderiam chegar a 500 mil homens. E têm um bom terreno para guerrilha. Ou seja, não é uma galinha morta. É um mecanismo militar importante, em termos latino-americanos. Os americanos superariam esse mecanismo venezuelano. Mas poderiam encarar uma guerra de guerrilha longa, a exemplo do que aconteceu no Iraque”, concluiu o jornalista. (com agência Sputnik Brasil)

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