“Fim de Tarde”, Cláudia Telles: Para amenizar a saudade de uma das vozes mais doces e marcantes da canção jovem e romântica brasileira, que encantou e marcou gerações. Ela partiu numa noite de sexta-feira, 21 de fevereiro deste ano sombrio de 2o20,  de múltipla falência de órgãos, aos 62 anos, um mês, um mês  antes desta trágica pandemia chegar entre nós. Saudades, muitas saudades, mas é sempre bom lembrar de Claudinha e sua linda voz. Lembremos!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

Morreu na noite de sexta-feira, 21-02-2020, aos 62 anos, a cantora Claudia Telles, por falência múltipla dos órgãos. Sucesso nos anos 1970, Claudia estava internada em estado grave no CTI do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio, após sofrer uma parada cardíaca. A morte foi anunciada por Bruno Telles, filho da artista, nas redes sociais e confirmada pelo hospita

Notícias sobre Luiz Fux | VEJA
 Luiz Fux:discurso firme ao assumir comando do STF e entrevista polêmica antes de ser
contaminado pelo coronavirus.
ARTIGO DA SEMANA

Largada de Fux: posse, entrevista (e ataque da Covid)

Vitor Hugo Soares

Antes de testar positivo para a Covid 19 -– em seguida ao emocionado e afirmativo discurso de posse no comando do Supremo Tribunal Federal, em Brasília; da reveladora entrevista exclusiva à revista VEJA, e de um almoço familiar, de confraternização, no Rio de Janeiro – o ministro Luiz Fux plainou entre  enigmas da caverna de Platão, o canto cívico de Fagner e versos românticos do prolífico compositor (e parceiro em “Flor Mariana”) Michael Sullivan. Neste complicado começo de nova travessia, o jurista que vai decidir sobre as pautas do STF nos próximos dois anos, aproveitou para definir princípios, comunicar planos e estratégias e mandar avisos explícitos (ou simbólicos) ao governo do presidente Jair Bolsonaro, aos políticos (no Congresso de Alcolumbre e Maia), a velhos e novos corruptos e corruptores que alimentam sonhos de retorno ao passado de impunidades), e a seus pares do Judiciário, sobre o que pensa e como pretende atuar em sua gestão, cercada de expectativas (para o bem e para o mal) e de inesperados, a exemplo da contaminação pelo vírus, ainda na largada.

Registro dois fatos relevantes para a análise dos primeiros movimentos, desde a posse. Primeiro, coube ao imprevisível e polêmico vice-decano, Marco Aurélio Mello, fazer, em nome do STF, o discurso de recepção ao novo chefe da corte. Ele não frustrou expectativas, a começar pelos alertas e advertência que fez, ao presidente da República, Jaír Bolsonaro, sentado numa das cadeiras para autoridades. Sem perder a cortesia e o senso democrático que devem prevalecer nos ritos de poder e mando, “nestes tempos estranhos”, como o próprio ministro gosta de dizer.

Quanto a Fux, o orador foi pródigo em elogios e nas previsões de que haverá mudanças, para melhor. Caprichou nas tintas do perfil do empossado, principalmente se comparado ao seu oscilante e dúbio antecessor. Destacou os dotes intelectuais, profissionais e a larga experiência de Fux: do advogado, procurador e também do magistrado, inclusive no STJ, antes de chegar ao comando do STF. Outro destaque refere-se a uma das repostas, do novo presidente do Supremo, à pergunta  da VEJA, que rendeu a manchete da capa: “Não haverá retrocessos”. Precisa desenhar?     

Ao rodado jornalista, a impressão da solenidade de posse foi a de profundo mergulho no passado recente. À complicada, conflituosa, mas ao fim, vitoriosa batalha de redemocratização do Brasil nos Anos 70, ocaso da ditadura. Para ser exato, um breve e significativo retorno ao histórico 20 de junho de 1975, da ida de Ulisses Guimarães ao Supremo (na condição de deputado presidente do MDB), para falar em defesa da proposta da reforma da Constituição como pressuposto básico da volta à democracia:

 “Vacinemo-nos, primeiro, contra o sobrenatural”, surpreendeu o parlamentar  logo no início de sua fala aos magistrados. “Propomo-nos a elaborar uma Constituição e não fábrica de milagres, um pacto de vontades e compromissos e não um almanaque de mágicos”. Na mosca!

No caso da posse de Fux, é uma lástima que a Covid-19 tenha feito esta surpresa desagradável e posto o novo presidente do STF em isolamento, logo na largada de sua gestão, cercada (nas palavras e planos), de expectativas promissoras. Por enquanto é desejar plena recuperação ao jurista e velho roqueiro, para retomar a travessia. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

set
19
Posted on 19-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2020
 
PF intima Moro a depor em inquérito sobre atos antidemocráticos

A Polícia Federal intimou Sergio Moro a prestar depoimento como testemunha no inquérito dos atos antidemocráticos. Ele foi convocado porque, na época dos fatos investigados, era ministro da Justiça.

A intimação foi pedida pela delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, que corre no STF.

O depoimento deve acontecer no dia 2 de outubro às 13h na Superintendência da PF em Curitiba. Moro será acompanhado por seu advogado, Rodrigo Sanchez Rios.

set
19

DO CORREIO BRAZILIENSE

Defensores acusam juiz da Lava-Jato no Rio de perseguição com fins políticos, além de supostamente violar a Lei Orgânica da Magistratura

RS
Renato Souza
 

 (crédito: José Cruz/Agência Brasil - 24/8/17)

(crédito: José Cruz/Agência Brasil – 24/8/17)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu o prazo de cinco dias para o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, explicar a autorização concedida para que fosse deflagrada a operação E$quema S, que mirou os advogados Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Ana Tereza Basilio, que atua para Wilson Witzel e Frederick Wassef — que prestou serviços para a família do presidente Jair Bolsonaro.

No dia 9 de setembro, mesmo dia em que a operação foi deflagrada, Bretas aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público e tornou Zanin e Tereza réus no âmbito das investigações. Os defensores são acusados de criar uma organização criminosa para desviar recursos de empresas do Sistema S, que abrangem o Sesi, Senac e Senai.

As irregularidades, de acordo com o Ministério Público, teriam gerado prejuízos de R$ 151 milhões. Os investigadores afirmam que escritórios de advocacia eram contratados pela Fecomércio, de maneira que se evitava a fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) e do conselho fiscal do grupo empresarial.

Sistema S

O Sistema S recebe recursos pagos por entidades sindicais patronais, embora não seja entidade do setor público. Os advogados foram delatados por Orlando Diniz, ex-presidente do Sistema S no Rio. A denúncia diz que apesar de ter caixa menor, a Fecomércio, que integra as entidades do grupo, era utilizada para firmar os contratos, para dificultar a fiscalização. Entre 2012 e 2013, três contratos firmados com a Fecomércio por Roberto Teixeira e Cristiano Zanin geraram o recebimento de R$ 9,5 milhões pelos advogados, de acordo com as investigações.

Os advogados acusam Bretas de perseguição política. Zanin afirma que revelou falhas e ilegalidade da Lava-Jato, conduzida por Bretas no Rio e, por isso, estaria sendo alvo de retaliação. O defensor do ex-presidente Lula afirma ter comprovação de todos os serviços prestados.

O esquema criminoso seria liderado por Orlando Santos Diniz e integrado por Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.

set
19

DO CORREIO BRAZILIENSE

Flávia Tamayo estava presa desde 21 de julho na Penitenciária Feminina de Cariacica, no Espírito Santo, acusada de integrar uma rede de tráfico de drogas

DD
Darcianne Diogo
 

A ex-capa da revista Playboy está presa desde 21 de julho - (crédito: Reprodução)

A ex-capa da revista Playboy está presa desde 21 de julho – (crédito: Reprodução)

Conhecida pelo título de Miss Bumbum, Flávia Tamayo, presa desde 21 de julho na Penitenciária Feminina de Cariacica, no Espírito Santo, depois de ser acusada de integrar uma rede de tráfico de drogas, desembarca em Brasília mesta sexta-feira (18/9).

Fontes informaram ao Correio que a ex-capa da revista Playboy prestará depoimento na 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) e, em seguida, será encaminhada ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) para instalar a tornozeleira eletrônica.

A decisão do cumprimento de pena por meio de monitoramento eletrônico partiu do desembargador da 3ª Turma Criminal do Distrito Federal, em 10 de setembro, no dia do julgamento de Flávia. Segundo as investigações, ela é suspeita de associar venda de programas sexuais e entorpecentes.

A prisão de Flávia, no Espírito Santo, foi realizada em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Vara de Entorpecentes do DF. Ao saber, no entanto, que a mulher estava em Vitória, a 5ª DP — unidade responsável pelas investigações — informou à polícia do município capixaba. Os investigadores realizaram campana por cerca de dez horas até localizar a suspeita em um hotel de luxo à beira da praia.

À época, o delegado Rafael da Rocha Corrêa, titular da 1ª Delegacia Regional de Vitória, disse que, no momento da prisão, Flávia ofereceu resistência e buscou chamar a atenção dos hóspedes. Com ela, os policiais encontraram droga para consumo próprio, um celular e dinheiro, além de um dichavador de maconha (espécie de cortador), e cédula de um dólar de estimação, que, segundo as investigações, era para fazer consumo próprio de cocaína.

Operação

A investigação foi revelada por meio da operação Rede, deflagrada em janeiro deste ano pela 5ª DP, com o objetivo de desmantelar seis grupos criminosos de tráfico de drogas em Brasília. Duas das quadrilhas eram formadas por garotas de programa que negociavam programas sexuais, com uso de drogas para uma clientela seleta, segundo a PCDF.

set
19
Posted on 19-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2020


 

Jorge Braga NO JORNAL

 

set
19

DO EL PAÍS

A vaga deixada pela magistrada oferece a Trump, menos de dois meses antes das eleições, a oportunidade de inclinar ainda mais para a direita o equilíbrio na Suprema Corte do país

A juíza Ruth Bader Ginsburg em fevereiro de 2018.
A juíza Ruth Bader Ginsburg em fevereiro de 2018.JUSTIN LANE / EFE
Washington

A juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos Ruth Bader Ginsburg faleceu aos 87 anos em sua casa em Washington, devido a complicações com o câncer de pâncreas de que sofria, conforme confirmado em nota da mais alta corte do país, na qual ela teve assento por 28 anos. Com a popular juíza, nomeada por Bill Clinton em 1993, se vai uma verdadeira lenda da Justiça americana, um ícone do feminismo, representante do setor progressista da corte, cujo voto tem sido decisivo em algumas das questões sociais mais divisionistas do país, incluindo o direito ao aborto, o casamento igualitário, a imigração e a saúde pública.

A juíza, a segunda mulher indicada pela Suprema Corte na história, tornou-se uma verdadeira figura de culto entre o progressismo norte-americano, e seu rosto ilustrava camisetas e emblemas, que eram orgulhosamente exibidos por jovens de todo o país.

 “Nossa nação perdeu uma jurista de estatura histórica”, escreveu o presidente do tribunal John Roberts. “Nós, da Suprema Corte, perdemos uma colega querida. Hoje choramos, mas com a certeza de que as gerações futuras se lembrarão de Ruth Bader Ginsburg como a conhecemos, uma incansável e resoluta defensora da justiça”.

A vaga de Bader Ginsburg na Suprema Corte oferece a Donald Trump, menos de dois meses antes da eleição, a oportunidade de consolidar ainda mais a maioria conservadora no tribunal, que já se inclinou para a direita com duas nomeações durante seu primeiro mandato, uma façanha de que costuma se gabar. O presidente tem competência exclusiva para indicar os membros do Supremo Tribunal Federal, que devem ser aprovados pelo Senado. Os magistrados ocupam cargos vitalícios.

A substituição de Ginsburg por um juiz conservador colocaria esse setor com uma maioria bastante sólida de seis votos a três, em um momento em que a Suprema Corte enfrenta decisões importantes relacionadas, entre outras questões, ao aborto ou aos direitos dos imigrantes. A possibilidade de nomear juízes mais conservadores foi um dos motivos que pesaram sobre muitos eleitores republicanos na hora de votar em Trump, um candidato no mínimo heterodoxo. De forma incomum, para seduzir os eleitores conservadores que não se conectaram com os costumes de Trump, o atual presidente publicou há quatro anos uma lista de candidatos em potencial para preencher as vagas no Supremo. Movimento que deu certo e que, há apenas 10 dias, ele repetiu em busca da reeleição.

Apesar de em 2016 terem se oposto à abertura do processo de homologação do juiz indicado por Barack Obama, alegando que a realização das audiências em ano eleitoral privou os eleitores de seu papel no processo, os senadores republicanos já prometeram que não hesitarão em aprove a vaga, mesmo com eleição presidencial em 3 de novembro. Mitch McConnell, líder da maioria republicana no Senado, defende que a mudança de critérios se deve ao fato de agora, ao contrário de então, tanto a Câmara quanto o Senado estarem nas mãos do mesmo partido. Assim, em meio ao duelo por uma figura icônica, esse processo promete preencher a reta final da campanha com ainda mais emoção e disputa.

Ginsburg lutava contra o câncer desde 1999, quando foi tratada para por conta dum tumor no cólon. Ela recebeu tratamento e foi operada em várias ocasiões. Em julho passado, anunciou que o câncer havia voltado. E prometeu que permaneceria no Supremo enquanto sua saúde o permitisse. “Já disse várias vezes que continuarei como membro do tribunal enquanto puder fazer o trabalho a todo vapor e ainda for totalmente capaz de fazê-lo”, disse.

Nascida no bairro de Brooklyn, em Nova York, em 1933, ela passou pelas universidades Cornell, Harvard e Columbia, onde se formou em direito. Em seus primeiros anos como jurista, combinou o ensino com a luta como advogada pelos direitos das mulheres. Quando Bill Clinton a indicou para a Suprema Corte em 1993, havia poucos indícios de que essa discreta mulher de 60 anos, que até despertava suspeitas entre algumas líderes feministas por causa de suas boas relações com colegas conservadores, se tornaria uma lenda das causas progressistas. No jardim de rosas da Casa Branca, em seu discurso após ter sido indicada por Clinton para o tribunal superior, ela guardou palavras de memória para sua mãe. “Rezo para que ela pudesse ser tudo o que seria, se tivesse vivido em uma época em que as mulheres podiam aspirar e realizar, e as filhas eram tão valorizadas quanto os filhos”, disse.

Enquanto no Brasil se hostiliza ministros do STF, documentário A Juíza conta a história da juíza-sensação da Corte dos EUA que estampa canecas, camisetas e virou até tatuagem de jovens feministas

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