Comunico aos leitores, ouvintes e amigos do site blog Bahia em Pauta – como informação – o convite que este editor do BP recebeu da Academia de Letras da Bahia-ALB:
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“Senhoras e Senhores! Compartilhamos em anexo informações acerca da Sessão Especial em homenagem à memória do acadêmico João Carlos Teixeira Gomes, que será realizada nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, às 17 horas. Será o orador da solenidade o acadêmico Fernando da Rocha Peres. Link da reunião no Zoom – https://us02web.zoom.us/j/9689479622
Atenciosamente, 
Academia de Letras da Bahia. 
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EM TEMPO:
O discurso de agradecimento em nome da família do grande e saudoso Pena de Aço da Bahia será feito pela escritora Lúcia Jacobina.
Viva Joca (Vitor Hugo Soares)

 
Texto originalmente publicado na Folha de S. Paulo, reproduzido pela jornalista Olívia Soares, da página de Helena Neviani, no Facebook.
Colunista: Ruy Castro | Folha
ARTIGO
Cordial, blasé e decorativo
Ruy Castro
Mourão deve sentir-se reconfortado por ser só o vice-presidente dessa miséria
Você o vê de vez em quando na televisão —não tanto que dê para saturar, nem tão pouco que não o reconheça. É um homem em trânsito permanente. Quando um repórter o laça para uma pergunta, ele está sempre saindo de um carro ou entrando em outro, subindo ou descendo rampas, cercado de aspones e a caminho de algum lugar. Dir-se-ia ocupadíssimo, mas, como sabe ser de sua obrigação, não deixa de conceder um ou dois minutos para um papo com os rapazes e moças. E, ao fazer isso, exibe toda a sua cordialidade, fleuma e bonomia. É o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República.
Não importa a pergunta. Se o jornalista falar da tragédia ambiental, do fogo na mata, dos animais carbonizados, do desmatamento criminoso, do ataque às nascentes, da destruição da terra ou da expulsão dos indígenas, ele responderá a tudo com seu ar blasé e bonachão. Não pode desmentir as acusações filmadas e documentadas, mas também não vê nada demais nelas. Vamos resolver, sorri. E não o altera que, a cada sorriso benigno que oferece às câmeras, uma ararinha azul ou onça-pintada vire torresmo pela ação ou inação de seus subordinados.
É o seu estilo, a naturalidade com que recebe as gafes, impropriedades e mentiras do governo. Não é tão grave assim, não fomos nós que fizemos, não foi bem isso que ele quis dizer —são alguns de seus mantras para defender os homens que estão demolindo a saúde, a educação, o trabalho e o caráter do país.
Ou talvez nada seja com ele. Mourão deve sentir-se reconfortado por ser apenas o vice-presidente dessa miséria —confiante de que, por sua função subalterna, não será cobrado por ela.
Mas é aí que se engana. Ele faz parte do governo. Ao ser tão “compreensivo” diante do que vê e que sabe, está pondo seu jamegão no que acontece lá dentro. A não ser que não veja nem saiba nada, e seja mesmo só decorativo —como se julga.
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Mourão deve sentir-se reconfortado por ser só o vice-presidente dessa miséria
Você o vê de vez em quando na televisão —não tanto que dê para saturar, nem tão pouco que não o reconheça. É um homem em trânsito permanente. Quando um repórter o laça para uma pergunta, ele está sempre saindo de um carro ou entrando em outro, subindo ou descendo rampas, cercado de aspones e a caminho de algum lugar. Dir-se-ia ocupadíssimo, mas, como sabe ser de sua obrigação, não deixa de conceder um ou dois minutos para um papo com os rapazes e moças. E, ao fazer isso, exibe toda a sua cordialidade, fleuma e bonomia. É o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República.
Não importa a pergunta. Se o jornalista falar da tragédia ambiental, do fogo na mata, dos animais carbonizados, do desmatamento criminoso, do ataque às nascentes, da destruição da terra ou da expulsão dos indígenas, ele responderá a tudo com seu ar blasé e bonachão. Não pode desmentir as acusações filmadas e documentadas, mas também não vê nada demais nelas. Vamos resolver, sorri. E não o altera que, a cada sorriso benigno que oferece às câmeras, uma ararinha azul ou onça-pintada vire torresmo pela ação ou inação de seus subordinados.
É o seu estilo, a naturalidade com que recebe as gafes, impropriedades e mentiras do governo. Não é tão grave assim, não fomos nós que fizemos, não foi bem isso que ele quis dizer —são alguns de seus mantras para defender os homens que estão demolindo a saúde, a educação, o trabalho e o caráter do país.
Ou talvez nada seja com ele. Mourão deve sentir-se reconfortado por ser apenas o vice-presidente dessa miséria —confiante de que, por sua função subalterna, não será cobrado por ela.
Mas é aí que se engana. Ele faz parte do governo. Ao ser tão “compreensivo” diante do que vê e que sabe, está pondo seu jamegão no que acontece lá dentro. A não ser que não veja nem saiba nada, e seja mesmo só decorativo —como se julga.

 

“Una mujer”, João  Gilberto: Incrível introdução do bolero imortal, que de repente se transforma em uma das mais extraordinárias interpretações do genial juazeirense, criador da Bossa Nova. Doçura de voz que emociona, harmonia que empolga , na execução musical de uma das mais lindas canções românticas de todos os tempos. O final é cinematográfico. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO CORREIO BRAZILIENSE

Três magistrados não compareceram, e o ministro Celso de Mello está de licença. Disseminação do coronavírus atinge a cúpula do Poder Judiciário

RS
Renato Souza
 

 (crédito: Nelson Jr./SCO/STF)

(crédito: Nelson Jr./SCO/STF)

A sessão desta quarta-feira (16/9), do Supremo Tribunal Federal (STF), foi suspensa em razão da ausência de três ministros. Dias Toffoli e Cármen Lúcia não compareceram, e Celso de Mello está de licença médica. Foi a primeira vez que Luiz Fux presidiu uma sessão desde sua posse, que ocorreu na última quinta-feira (10). O ministro Luís Roberto Barroso se declarou impedido de julgar as ações previstas por ter feito parte, no passado, do escritório que atua na causa.

A Corte está sob tensão em razão da disseminação de coronavírus. Até o momento, Fux e outras quatro autoridades que estavam na cerimônia de posse do magistrado — que reuniu mais de 50 pessoas no plenário da Corte —, testaram positivo para covid-19. Os ministros Luíz Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministra Maria Cristina Peduzzi, também foram infectados.

Os ministros Celso de Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Edson Fachin também estavam presentes. Além das autoridades, a posse reuniu parentes de Fux, servidores e terceirizados do Supremo e jornalistas. A imprensa foi alocada na área externa do prédio, e os profissionais dos veículos de comunicação não tiveram acesso ao plenário. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, realizou teste para coronavírus e aguarda o resultado.E

Procurado pelo Correio, o Supremo não informou se os trabalhadores presentes na posse e os demais magistrados estão sendo testados.

 

Investigado com Ricardo Barros teve reunião em Miami com lobistas do MDB e general angolano
 

As investigações sobre a suposta intermediação de Ricardo Barros em negócios na Copel trouxe à tona um novo personagem: Delmo Vilhena, diretor-executivo da Comanche Biocombustíveis, empresa enrolada em acusações de desvios de até R$ 45 milhões dos fundos de pensão.

Mas não é só isso. O Antagonista localizou o nome de Vilhena numa troca de emails entre o general João Batista de Matos, ex-chefe do Estado Maior de Angola, e os lobistas Jorge Luz e João Augusto Henriques, presos pela Lava Jato por operarem para o MDB no petrolão.

Num dos emails, o general confirma reunião com ambos em Miami, para tratar de projetos de usinas de etanol. Também são citados Delmo Vilhena, seu sócio Ricardo Kume e Jorge Oliveira Rodrigues, ex-gerente de Marketing e Comercialização da Petrobras.

“Foi tomada pela justiça e nós tivemos acesso ao processo e nos dispusemos através de pessoas notadamente competentes do setor sucroalcooleiro e do apoio da Petrobrás (Diretoria de Abastecimento) que nos garantiu um off-take de 100 mil/m³ anual o que viabiliza a operação desta Usina que aos olhos dos técnicos, uma verdadeira jóia”.

No mesmo email, Henriques menciona contatos com o fundo Petros, da Petrobras, para colocá-las em funcionamento. E que esse investimento seria uma das pautas da reunião em Miami.

João Batista de Matos também aparece na delação de Fernando Baiano, que declarou que o general presidia o chamado Instituto de Estudos Angolanos, que contratou palestra de Lula em 2011 com intermediação de José Carlos Bumlai.

 

set
17

DO CORREIO BRAZILIENSE

Maia estava na posse do ministro Luiz Fux, no STF, na última quinta-feira (10/9). Fux e outros dois ministros do STJ também estão com a doença

ST
Sarah Teófilo
 

 (crédito: Najara Araujo/Camara dos Deputados - 1/9/20)

(crédito: Najara Araujo/Camara dos Deputados – 1/9/20)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu diagnóstico positivo para covid-19. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, o parlamentar apresentou sintomas brandos da doença e está se tratando na residência oficial, onde seguirá em isolamento.

O deputado federal também estava na posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, na última quinta-feira (10/9) da semana passada. Depois do evento, três pessoas, além de Maia, já confirmaram positivo para o vírus.

Fux foi o primeiro. Na última segunda-feira (14), ele confirmou estar infectado e que ficaria isolado por 10 dias. A assessoria do ministro afirmou que a suspeita é de que ele tenha sido infectado em um almoço com familiares no sábado (12).

Depois do magistrado, no entanto, os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão e Antonio Saldanha, confirmaram ter contraído a doença. Além deles, nesta quarta-feira, a assessoria da presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi, informou que a ministra está com suspeita de covid-19.

Ela foi hospitalizada na noite de terça-feira (15) após apresentar alguns sintomas da doença e ficará em observação até o resultado dos exames. Na própria nota, a assessoria cita o evento da posse do ministro do STF. “Desde março, a ministra tem realizado todos os compromissos de forma telepresencial. No entanto, esteve presente na última quinta-feira (10) à cerimônia de posse do Supremo Tribunal Federal”, informa nota.

set
17
Posted on 17-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-09-2020



 

 Sponholz, NO

 

DO EL PAÍS

Diferença entre os dois candidatos fica mais apertada num Estado onde o voto cubano, venezuelano e porto-riquenho é decisivo

 Sonia Corona

Washington
Joe Biden durante o seu discurso em Kissimmee, na Flórida.
Joe Biden durante o seu discurso em Kissimmee, na Flórida.JIM WATSON / AFP

Joe Biden tem um anúncio sob medida para cada tipo de eleitor latino nos Estados Unidos: um onde o locutor fala com sotaque porto-riquenho em Orlando, e outro que diz sua mensagem com entonação cubana em Miami. O candidato democrata viajou nesta terça-feira à Flórida para somar simpatizantes em um dos Estados mais importantes nas eleições do próximo 3 de novembro, onde as pesquisas o mostram quase empatado com Donald Trump. Diante da diversidade e complexidade do voto hispânico, a equipe do candidato não quis deixar de fora as origens de nenhuma das comunidades imigrantes: a candidata democrata a vice-presidenta, Kamala Harris, preparou o terreno a semana passada quando visitou Doral para se aproximar da diáspora venezuelana. Almoçou arepas, uma espécie de broa típica da Venezuela.

A atenção que a Flórida recebe dos candidatos a menos de dois meses das eleições é tão significativa quanto a sua importância na noite eleitoral: é o maior dos chamados Estados-pêndulo, com 29 dos 270 votos eleitorais que qualquer candidato necessita para ser presidente dos Estados Unidos. Os hispânicos se tornaram um grupo demográfico de especial interesse político perante o crescimento das comunidades de imigrantes nas últimas décadas na região. A Flórida concentra, principalmente, eleitores com raízes em Cuba, Venezuela, Porto Rico e República Dominicana. Além disso, os latinos na Flórida representam 20% dos eleitores, sendo um terço deles de cubano-americanos. E justamente ali reside a maior preocupação da campanha de Biden.

Com Donald Trump acusando os democratas de procurarem converter os Estados Unidos ao socialismo, os eleitores hispânicos ? liderados pelo voto cubano ? parecem se inclinar por um segundo mandato do presidente. A estratégia de Trump aposta em que qualquer acusação envolvendo os regimes castrista ou chavista ? mesmo que falsa ? servirá para gerar desconfianças entre os latinos na península. Os cubano-americanos historicamente respaldam os candidatos republicanos, geralmente mais firmes com o regime de Havana, e em 2016 foram a chave para que Trump ganhasse na Flórida. As pesquisas mostram que atualmente Biden supera Trump por uma margem mínima, de 1,6%, sendo que há apenas três meses essa diferença chegou a 7%. Em 2016, Trump ganhou apertado de Hillary Clinton por aqui: 1%.

Biden comemorou em Kissimmee, uma comunidade fundamentalmente porto-riquenha ao sul de Orlando, o Mês da Herança Hispânica. O democrata reconheceu o trabalho dos latinos e sua integração aos Estados Unidos, dizendo em uma mensagem que “o bem-sucedido futuro de nosso país depende de que os hispano-americanos tenham as oportunidades e as ferramentas das quais necessitam para triunfar”. O democrata criticou Trump por seu desprezo a Porto Rico como parte dos Estados Unidos e por sua atuação depois do desastre pelo furacão María na ilha, em 2017. O candidato recordou que nesta terça-feira foram comemoradas as datas da independência de Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. “Sempre lutarei pela democracia e por aqueles que vêm à América [EUA] procurar uma vida melhor”, publicou em sua conta do Twitter.

Os democratas reforçaram a campanha na Flórida com as visitas de Biden e Harris, além de conceberem uma estratégia que mira o multiculturalismo dentro da comunidade latina, estabelecendo uma segmentação entre as diversas origens dos eleitores. Soma-se a isso o milionário respaldo do magnata Michael Bloomberg, que no fim de semana anunciou a doação de 100 milhões de dólares para a campanha de Biden na Flórida. Ele busca que as aparições televisivas e plataformas digitais de Biden fomentem o voto pelo correio, uma ferramenta crucial para os democratas perante a pandemia do coronavírus e que é apurado antes da noite eleitoral no Estado sulista. “A comunidade latina confia menos no voto por correio que outras comunidades”, alertou o ex-pré-candidato presidencial Julián Castro.

O voto latino também está concentrado na Califórnia, Nevada, Texas e Arizona, Estados onde, somados, pelo menos 32 milhões de hispânicos podem votar. Este setor da população foi o mais golpeado pela crise do coronavírus tanto no âmbito econômico como no sanitário. Pelo menos 31% dos casos da covid-19 foram diagnosticados nos latinos, segundo dados do Pew Research Center. A pandemia se transformou em um tema-chave na campanha para este setor da população e começou a despertar um interesse que tinha permanecido resguardado. Os democratas tentaram também fora da Flórida a segmentação de suas mensagens pela origem dos imigrantes em cada Estado, e assim lançaram um jingle eleitoral no gênero ranchera em Phoenix (Arizona) e como reguetón em Orlando (Flórida).

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