Futebol sem torcida em 2020 dará prejuízo milionário a clubes brasileiros - 13/04/2020 - UOL Esporte
CRÔNICA
 
O PICASSO DOS GRAMADOS
 
Gilson Nogueira
 
O futebol sem torcida nos estádios é como o palhaço no circo sem ninguém para vê-lo. Longe de mim a ideia de psicologizar o jogo com dois times disputando uma partida em um campo de arquibancadas vazias e o palhaço fazendo sorrir o vazio fora do picadeiro.
 
Que onda, meu rei,  ao final das férias dos chamados atletas profissionais, uma pandemia entra em campo para aterrorizar o mundo, ou quase! No embalo da vontade de penetrar na seara livre para explicar o que os atletas profissionais sentem atuando no silêncio quase total, onde o apito do juiz deve ecoar até as nuvens, levo cartão vermelho. Resolvo, então, mergulhar no tubo do meu eu vivido para admitir, se em campo de jogo estivesse, suando a camisa,  estar o jogador, em cada encontro, nos campeonatos nacionais, envolvendo  todas as suas divisões, creio, experimentando um conflito.
 
Qual? A voz do público nas arquibancadas, entre aplausos e vaias. Presumo, estarem eles, os artistas da bola, vivendo um drama. Em campo, sem a
presença dos seus torcedores a incentivá-los, até o domínio da bola fica comprometido. No futebol, seja onde for praticado, há o lado artístico que vem da alma do ator para seu público. Sem ele presente,  esse componente no instante do passe, do chute, do drible, da jogada criativa, para o torcedor ver e sentir, não existe.
 
O futebol sem torcida junto  tem algo de sexo sem desejo, de silêncio pertubador. Pelé, o maior jogador de futebol do Século XX, não teria sido O Deus dos Estádios sem ela, a emoção da plateia  a massagear-lhe o ego. Foi ela que o tornou O Picasso dos Gramados.
Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora  do Bahia em Pauta.

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Comentários

GILSON NOGUEIRA on 13 outubro, 2020 at 18:43 #

Lembro de Pelé atuando na Fonte Nova contrs o Bahia! Era a primeira vez que o via em campo. Na arquibancada do gol da Ladeira ds Fonte Nova, de cara para o Gol do Dique, vi, com os olhos que Deus Me Deu, uma pantera de chuteiras correndo em minha direção. Perdii a voz! E aquele susto, até hoje, faz-me acreditar que Pelé tem a ver com os homenzinhos verdes. Dia 23, agora, vou ficar ligado nas altura, mais que o de costume. Quem sabe, uma estrela da manhã apareça com um presente do Infinito!

rendo em minha direção


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