Narciso em Férias, doc sobre a prisão de Caetano em 1968, é selecionado para o 77º Festival de Veneza
 AOS LEITORES E OUVINTES DO BAHIA EM PAUTA: Este relato foi escrito por Maria Aparecida Torneros na área de comentários deste site blog. Belo, saboroso, humano e comovente texto de conteúdo e atualidade jornalística – a partir da notícia do lançamento de “Narciso em férias” no Festival de Veneza e da entrevista de Caetano Veloso no jornal espanhol El País, o Bahia em Pauta reproduz o escrito de Cida Torneros em seu espaço especial de informação e opinião. Tapete vermelho para ela. Viva! (Vitor Hugo Soares, editor)

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Gama Livre: Cida Torneros: Desde Alcatraz até os dias de Alcaçuz, vai raiar a liberdade no horizonte?

ARTIGO

Alô alô Realengo. 1969

Maria Aparecida Torneros

Final de janeiro de1969. Fui dar aulas na escola pública Senador Camará, em Realengo. Nas primeiras reuniões, uma professora chamada Matria Lúcia que era noiva de um oficial lotado na Vila Militar, pertinho da escola, nos traz a novidade: “caríssimas, sabem quem estão detidos aqui no batalhão? Caetano e Gil.Burburinho geral!

Conseguimos escrever bilhetes carinhosos que jamais soube se chegaram às mãos deles. Mas ficaram pouco tempo. Ela nos disse que estavam incomunicáveis. O A I 5, de dezembro de 1968, tinha nos deixado aflitas e medrosas. Mas nós oramos. Muitas vezes. Até que ela nos contou que tinham saído da prisão.

Tempos depois, ao ouvir Alô alô Realengo, tive certeza de que a canção era pra nós que os velamos com fé para que não fossem torturados.

Agora, o resgate desse tempo. Com o filme sobre aquela fase da cadeia.

As jovens professoras e fãs daquela época, hoje tem 70 anos, mas jamais esquecerão aquele verão de injustiça.

Nosso silêncio era sagrado. Nosso direito de enfrentar, caladas também, era como um segredo de geração.

Cida Torneros é jornalista e escritora , autora do livro “A Mulher Necessária”, colaboradora e amiga do peito do Bahia em Pauta.

“Tu Me Gustas”, Benny Moré y Olga Guillot: um bolero encantador e dois monumentais artistas cubanos para embalar a quarta-feira no Bahia em Pauta. Nesta fabulosa gravação dos anos 50, o acompanhamento insuperável da grande orquestra de Benny Moré.Um presente especial do BP a todos os seus leitores e ouvintes.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
09

DO CORREIO BRAZILIENSE

CNMP decidiu nesta terça-feira (8) pela penalidade de censura contra o procurador por publicação em rede social relativas ao senador Renan Calheiros

ST
Sarah Teófilo
 

 (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O procurador Deltan Dallagnol, ex-Lava-Jato, irá recorrer junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que determinou a aplicação da penalidade censura ao integrante do MP. A defesa irá alegar violação à liberdade de expressão e cerceamento de defesa, sob a justificativa de que Dallagnol não foi ouvido no caso antes do julgamento.

O CNMP julgou nesta terça-feira (8/9) o procurador por publicações feitas na rede social Twitter contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Nelas, ele afirmou que se Renan fosse eleito para a presidência do Senado, haveria dificuldade na aprovação de reforma contra corrupção.

No julgamento, o relator do caso, Otávio Rodrigues, disse entender que o procurador havia extrapolado os limites ao fazer as críticas, tendo em vista o cargo que ocupava. “Um membro do Ministério Público Federal sentiu-se no direito de interferir no processo eleitoral do Senado. Não eram meras declarações de apreço ou desapreço.(…) Entendo que o membro violou o dever funcional de guardar decoro pessoal”, disse.

Ele foi seguido por nove colegas, formando 9 votos a 1. O único que votou favorável a Deltan foi o conselheiro Silvio Amorim. Ele entendeu que a matéria já havia sido analisada em outro procedimento já arquivado pela Corregedoria. O conselheiro afirmou, ainda, que os procuradores podem emitir opiniões sobre questões relativas ao estado.

2 x 2 – Segunda Turma tira da Lava Jato processo contra Jucá e Raupp
Ministro Ricardo Lewandowski durante sessão da 2ª turma do STF.

Com os votos de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, a Segunda Turma do STF tirou da Lava Jato no Paraná um processo em que Romero Jucá e Valdir Raupp são acusados de corrupção e lavagem, por suposto recebimento de propinas em contratos da Transpetro.

A ação penal será transferida para a Justiça Federal de Brasília.

 Os dois ministros acolheram recurso da defesa sob o argumento de que o caso não tem relação com o esquema de corrupção na Petrobras, controladora da Transpetro. Os ex-senadores foram acusados de receber propinas por intermédio de Sergio Machado, ex-presidente da subsidiária.

Em delação premiada, Machado afirmou que Jucá recebeu, em 2008, junto com outros políticos do MDB de Roraima, R$ 1,3 milhão da NM Engenharia por contratos na Transpetro. Já Raupp foi delatado por R$ 1 milhão que recebeu em 2012 da Odebrecht Ambiental, também em troca de contratos na subsidiária da Petrobras.

“À míngua de conexão com infrações no âmbito da Lava Jato, verifico que o enredo está relacionado à atuação de Jucá enquanto senador, no Distrito Federal. No mesmo sentido em relação ao recorrente Valdir Raupp. Não foi possível reconhecer a 13ª Vara Federal como juízo universal competente para julgar qualquer caso de corrupção no país”, disse Lewandowski.

 Edson Fachin e Cármen Lúcia votaram pela manutenção do caso na 13ª Vara Federal de Curitiba. Como a turma está com a formação incompleta, sem Celso de Mello (ainda em licença médica), o empate deu a vitória aos antigos caciques do MDB.

DO CORREIO BRAZILIENSE

Há menos de um mês, Sydrião fez parte da comitiva brasileira em missão ao Líbano chefiada por Temer

IS
Ingrid Soares
 

 (foto: Divulgação/Batalhão de Polícia do Exército de Brasília)

(foto: Divulgação/Batalhão de Polícia do Exército de Brasília)

O chefe do Centro de Inteligência do Exército (CIE), o general Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, morreu, aos 53 anos, na manhã desta terça-feira (8/9), vítima de coronavírus. Ele estava internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília.

Em 12 de agosto, Sydrião compôs a comitiva brasileira em missão ao Líbano chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, levando insumos hospitalares e alimentos ao local após uma explosão que matou mais de 160 pessoas e deixou outras mais de 6.000 feridas.

Em nota, a Secretaria-Geral do Exército afirmou que “o corpo será cremado em cerimônia restrita aos familiares” na tarde de hoje.

O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília também divulgou uma nota de pesar apontando que o general deixa “um grande legado de amor, amizade, camaradagem e profissionalismo”.

“O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, com muito pesar, lamenta informar o falecimento do General de Brigada Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, nosso ETERNO COMANDANTE, ocorrido na manhã do dia 08 de setembro de 2020, em Brasília. Atualmente ele ocupava o cargo de Chefe do Centro de Inteligência do Exército e comandou o BPEB no período de 2011 a 2013. Os integrantes do Batalhão Brasília prestam sua continência ao General Sydrião e se solidarizam com os amigos e familiares deste oficial. O Gen Sydrião deixa esposa e três filhos e um grande legado de amor, amizade, camaradagem e profissionalismo. UMA VEZ PE, SEMPRE PE”.

set
09
Posted on 09-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-09-2020


 

Cau Gomez, No portal de humor gráfico

 

DO EL PAÍS

 

A farmacêutica AstraZeneca suspendeu os testes de sua vacina contra o coronavírus, feita em parceria com a Universidade de Oxford, após um voluntário do Reino Unido ficar doente. Milhares de voluntários participam dos estudos agora interrompidos, inclusive no Brasil (entenda aqui). A informação sobre a “reação adversa” de um voluntário foi divulgada pelo site de notícias de saúde Stat News e foi confirmada pela própria empresa horas depois.

Conhecida como “vacina de Oxford”, o produto que está sendo desenvolvido pela AstraZeneca é a principal aposta da América Latina contra a covid-19. México e Argentina fecharam um acordo para produzir a vacina em escala. O Governo Bolsonaro também assinou contrato para garantir a distribuição dela no Brasil.

“Estamos trabalhando para agilizar a revisão de um único evento para minimizar qualquer impacto potencial no cronograma do estudo. Estamos comprometidos com a segurança de nossos participantes e os mais altos padrões de conduta em nossos testes”, disse a farmacêutica.

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