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IMPRENSA

DO CORREIO BRAZILIENSE

O filho ’01’ do presidente Jair Bolsonaro está prestes a ser denunciado no âmbito do processo sobre as chamadas ‘rachadinhas’ de quando era deputado estadual.

AE
Agência Estado
 

 (foto: Beto Barata)

(foto: Beto Barata)

A Associação Brasileira de Imprensa soltou nota neste sábado, 5, para repudiar a decisão da juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que proibiu a TV Globo de veicular documentos da investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O filho ’01’ do presidente Jair Bolsonaro está prestes a ser denunciado no âmbito do processo sobre as chamadas ‘rachadinhas’ de quando era deputado estadual.

“Parece estar se tornando praxe no país a censura à imprensa, tal como existia no tempo da ditadura militar e do AI-5”, diz a ABI. “É mais um atropelo à liberdade de expressão. É urgente que o STF restabeleça o império de lei.”

A associação, cuja sede é no Rio, aproveitou para endossar a pergunta que viralizou nas redes sociais depois que Bolsonaro atacou um repórter que lhe perguntou sobre os cheques de Fabrício Queiroz, suposto operador do esquema de Flávio. A nota é assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jeronimo.

“A propósito, sabe-se que os recursos da chamada ‘rachadinha’ alimentaram vultosos depósitos na conta da primeira-dama. Por isso, cabe mais uma vez a pergunta, ainda não respondida pelo presidente da República: Afinal, por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta bancária de Michele Bolsonaro?”

A decisão já havia sido criticada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) na noite de ontem. “Qualquer tipo de censura é terminantemente vedada pela Constituição e, além de atentar contra a liberdade de imprensa, cerceia o direito da sociedade de ser livremente informada. Isso é ainda mais grave quando se tratam de informações de evidente interesse público”, apontou a entidade.

“Outra Vez”, Cris Delanno:  de Tom, na veia, na voz de Delano! Bom final de semana! E começo da próxima! Com as cores da Bossa!

BOM DOMINGO PARA TODOS!!!

(Gilson Nogueira)

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Do Jornal do Brasil

Macaque in the trees
Papa Francisco visitará Assis em 3 de outubro de maneira privada (Foto: Epa)

O papa Francisco publicará no próximo dia 3 de outubro, na cidade italiana de Assis, uma nova encíclica chamada de “Fratelli tutti” (“Todos irmãos”, em tradução livre), inspirada na vivência e na observação do líder católico durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo o diretor de imprensa da Basílica de São Francisco, padre Enzo Fortunato, o lançamento ocorrerá após a missa realizada no santuário.

“Às 15h [10h no horário de Brasília], o Papa celebrará a santa missa no túmulo de São Francisco e ao fim assinará a encíclica. A visita será realizada de maneira privada, sem a participação dos fiéis”, acrescentou Fortunato.

A restrição do público é, justamente, para evitar o risco de disseminação da Covid-19.

“Também esse gesto do papa Francisco nos dá coragem e força para recomeçar. Mais uma vez, mesmo que de maneira privada, ele estará em Assis no túmulo de São Francisco para dar uma mensagem ao mundo que vê no santo de Assis inspiração e conforto. É a mensagem da fraternidade”, ressaltou o bispo da diocese local, Domenico Sorrentino.

Durante toda a pandemia, o Pontífice destacou em suas missas e discursos que a pandemia revelou não apenas a generosidade de alguns, como as graves desigualdades sociais aumentadas por ela.

Francisco cobrou por diversas vezes que o mundo precisa ser mais justo e igual já que a Covid-19 mostrou ainda mais a “pandemia de fome” que existe no planeta.(Com agência Ansa)

set
06
Posted on 06-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-09-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

“Como alguns me acusam de ditador, os projetos de ditadores nanicos que apareceram no Brasil afora, não só em áreas estaduais, mas municipais também”, disse o presidente

AE
Agência Estado

 (foto: Carolina Antunes/PR)

(foto: Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar, neste sábado, 5, os efeitos da pandemia do novo coronavírus, mas admitiu que a volta à normalidade no Brasil deve demorar. Em viagem a São Paulo, ele chamou prefeitos e governadores que impuseram medidas de isolamento social de “projetos de ditadores nanicos”.

“O pessoal não tem que ter medo da realidade, eu falei lá atrás que ia pegar uma grande quantidade de gente, vamos tomar cuidado dos mais idosos, os que possuem comorbidades e vamos enfrentar”, disse o presidente durante visita às obras de recuperação da pista principal do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Atualmente, o Brasil possui mais de 125 mil mortos pela covid-19

Bolsonaro afirmou que a retomada do País não será rápida, mas que espera que o processo não seja “tão demorado assim”. “Esperamos que volte à normalidade o País… Eu digo o mais rápido porque não vai ter como ser rápido, mas não tão demorado também.”

Ele afirmou, ainda, que nos últimos meses apareceram “projetos de ditadores nanicos” em Estados e Municípios em referência a medidas de isolamento. “Alguns governadores, quero deixar claro, queriam proibir pousos. Alguns governadores fecharam rodovias federais, como o Pará, por exemplo, e tiraram o poder de resolver as questões como eu achava que devia resolver. Como alguns me acusam de ditador, os projetos de ditadores nanicos que apareceram no Brasil afora, não só em áreas estaduais, mas municipais também. Fica de ensinamento essa pandemia aí.”

Na agenda, Bolsonaro estava acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. Após o compromisso, ele retorna para Brasília, onde passará o restante do final de semana.

set
06
Posted on 06-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-09-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

Witzel pede a Toffoli para voltar ao cargo de governador
19/05/2020 – Rio de Janeiro – RJ – Coletiva de imprensa e apresentação do novo Secretário de Saúde Fernando Ferri. Foto: Philippe Lima

A defesa de Wilson Witzel recorreu ao presidente do STF Dias Toffoli para reconduzi-lo ao cargo de governador do Rio de Janeiro.

Na petição, os advogados criticam o afastamento de Witzel por decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, sem que o governador afastado pudesse apresentar suas alegações.

“Nenhum elemento concreto, específico e individual apto a sustentar a gravíssima decisão monocrática de afastamento de um governador do Estado que sequer responde a processo criminal, que sequer foi ouvido, não sendo demais insistir que, desde a decretação de busca e apreensão há 03 (três) meses atrás, nenhum comportamento inadequado foi atribuído a este governador, que não apenas exonerou todos os secretários mencionados na decisão questionada, como vem se comportando com inquestionável respeito, lealdade e boa-fé no contexto das investigações”, afirmam os advogados.

Na última quarta-feira, a Corte Especial do STJ decidiu manter a decisão de Benedito que afastou Witzel do governo do Rio de Janeiro.

O governador afastado foi denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da área da saúde no Rio.

set
06
Posted on 06-09-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-09-2020



 

 Sponholz, no

 

DO EL PAÍS

O diretor estreia no Festival de Veneza seu primeiro projeto em inglês, uma luxuosa adaptação de um texto de Jean Cocteau protagonizado por Tilda Swinton

O cineasta espanhol Pedro Almódovar e a atriz britânica Tilda Swinton chegam à sessão de ‘A Voz Humana’, na segunda jornada do festival de Veneza, nesta quinta-feira. Em vídeo, trailer de ‘A Voz Humana’.(FOTO: AP | VÍDEO: EL DESEO)

Pedro Almodóvar estreou nesta quinta-feira no Festival de Veneza o seu primeiro projeto em inglês, A Voz Humana, um média-metragem inspirado em um texto teatral de Jean Cocteau e protagonizado por Tilda Swinton. “Neste momento em que todo mundo sonha em rodar séries, eu sonhava com um curta”, afirmou Almodóvar sobre este filme de 30 minutos, um dos primeiros a serem produzidos depois do fim do confinamento na Europa. “Este curta é quase um capricho, uma experiência de liberdade. Inclusive me senti livre por não precisar falar em espanhol”, acrescentou. O diretor materializava assim um antigo projeto: adaptar o monólogo que Cocteau estreou em Paris em 1930, protagonizado por uma mulher que fala ao telefone com o amante que a abandonou. Mais tarde, foi recitado por atrizes como Ingrid Bergman, Simone Signoret e Anna Magnani em uma primeira adaptação cinematográfica, L’Amore, que Rossellini filmou em 1948.

Menos citado que Douglas Sirk, R. W. Fassbinder e Tennessee Williams em sua lista de maiores influências, Cocteau é outra matriz no cinema almodovariano. O diretor já introduziu um fragmento do mesmo texto em A Lei do Desejo, onde era interpretado pela atriz encarnada por Carmen Maura. Também seu filme seguinte, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, nasceu como uma adaptação “longa e experimental” desse monólogo. “A situação daquela mulher abandonada, sozinha e à beira da loucura, junto a um cachorro com quem compartilha o luto e um monte de malas feitas, é uma situação dramática que sempre me estimulou”, disse Almodóvar, reconhecendo que esse contexto também o tocou no aspecto pessoal. “Eu também vivi essa situação. Também esperei em vão, embora sem ter que fazer a mala, porque seria generoso demais da minha parte.”

A adaptação prescinde da parte mais empoeirada do texto. A conversa entre os dois amantes transcorre por um telefone sem fio, e sua protagonista é uma mulher atual. “No original há muita submissão. Eu queria transformá-lo num ato de vingança”, afirmou o diretor, que reescreveu o texto ao seu gosto. Swinton, que na quarta-feira recebeu um Leão de Ouro honorário do Festival, definiu sua relação com Almodóvar como “um novo amor” e o considerou o fruto das preces de “um amigo monge beneditino”, que passou anos convencido de que trabalhariam juntos. “Achei ridículo, porque não sou espanhola nem falo espanhol. Mas compartilhamos a linguagem do cinema”, disse.

O filme transcorre em um ambiente de luxo. Swinton passeia dentro de um vestido Balenciaga com uma espetacular armação, como se fosse uma dama de companhia alienígena. Produtos de marcas como Chanel e Loewe se infiltram nos enquadramentos, e o mítico frasco do perfume Número 5 convive no banheiro com uma embalagem de Diazepam, enquanto a sala de jantar é dominada por Vênus e Cupido, o misterioso quadro de Artemisia Gentileschi. Neste novo projeto, Almodóvar leva seu habitual artifício às últimas consequências. O cenário é brechtiano: Swinton perambula entre esse apartamento e o galpão industrial onde o apartamento colorido foi construído, e que, a julgar pela fachada do restaurante wok Costa Buena e sua lagosta gigante que aparecem em um plano, encontra-se em Fuenlabrada, na região de Madri.

A Voz Humana é uma obra menor em sua filmografia, um divertimento de luxo e um bombástico exercício de estilo junto a uma Swinton superlativa, que nunca se pareceu tanto com Buster Keaton. No final, o diretor altera ligeiramente os planos de Cocteau para pôr em cena uma purificação: quem quer seguir em frente precisa deixar que suas partes velhas morram. Uma ideia que coincide com a mutação vivida no cinema de Almodóvar, disposto a entrar em um período de maior “contenção”, de que Julieta e Dor e Glória parecem ser os primeiros exemplos. Este filme — um formato no limite entre o curta (até 15 minutos, segundo a Ancine) e o média-metragem —, de um barroquismo que “beira o grand guignol”, parece o estampido final antes de uma mudança definitiva de fase.

Dois novos curtas

Esse comedimento passará também pela duração de seus projetos. Depois de A Voz Humana, Almodóvar escreveu outros dois roteiros curtos: um de 45 minutos, e outro de 20. “O primeiro é um western muito particular, intitulado Estranha Forma de Vida, como o fado de Amália Rodrigues. E o segundo, uma distopia sobre um mundo sem cinemas”, anunciou em Veneza sobre estas obras com ares teatrais, que transcorrerão em um cenário único. “Assim é melhor para as minhas costas”, disse o diretor, brincando – mas não muito. O segundo desses projetos responde a uma de suas maiores preocupações: a frágil situação das salas de cinema, que a pandemia poderia liquidar de vez. “O confinamento nos fez ver a casa como um lugar de reclusão, onde podemos trabalhar, comprar, encontrar o amor e pedir comida. Podemos fazer absolutamente tudo de um modo sedentário. Isso me parece perigoso”, afirmou. “Proponho, em contraposição a isso, o cinema. Ir ao cinema é iniciar uma aventura, escolher um filme e rir, aterrorizar-se e chorar com desconhecidos. Em nível humano, parece-me uma experiência essencial”, apontou Almodóvar. “Minha maior vontade é continuar vivo e fazendo cinema.”

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