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Postado em 29-08-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 29-08-2020 00:02
DO CORREIO BRAZILIENSE
 

 
Economia

O vice-presidente Hamilton Mourão tornou-se o maior fiador do ministro da Economia, Paulo Guedes. Nos últimos dias, ele fez um grande trabalho de convencimento junto aos militares que têm assento no Palácio do Planalto e tirou o compromisso deles de que vão parar, por enquanto, de fustigar o chefe da equipe econômica. Guedes ganhou sobrevida.

 

Mourão não tem qualquer ascendência sobre o presidente Jair Bolsonaro, que, inclusive, praticamente o descartou para compor a chapa da reeleição em 2022. Mas o vice é bastante ouvido e respeitado entre os generais que estão no Planalto. Depois de ouvi-lo, mesmo os mais críticos a Guedes, baixaram a guarda.

No processo de reduzir a pressão sobre o ministro da Economia, Mourão reconheceu que é natural que todos, inclusive os militares, estejam preocupados em reativar a economia mais rapidamente, sobretudo por meio de obras públicas. Os militares encabeçam o Pró-Brasil, programa que prioriza investimentos em infraestrutura.

O vice-presidente, no entanto, ressaltou que o momento não é de esvaziar Guedes. Mesmo enfraquecido, ele ainda é um pilar importante para o governo, já que sua presença no Ministério da Economia é visto pelos investidores como um pilar para o ajuste fiscal.

Mourão detalhou que o momento exige união, e os militares não podem ser fonte de tensão. Já bastam os problemas criados pelo presidente e, principalmente, pelos filhos dele, que estão sendo investigados pela Justiça e enfraquecem o discurso do governo de combate à corrupção.

O vice também tem conversado muito com o ministro da Economia, pelo qual tem grande apreço, apesar de reconhecer que, em alguns momentos, Guedes é intransigente e avança o sinal, como fez na coletiva em que expôs as entranhas da briga de ministros por mais gastos e na qual ligou o presidente a um possível impeachment.

A pergunta que se faz no Planalto é: até onde vai a boa vontade dos militares com Guedes? Mais: os fardados não são os únicos a aconselharem Bolsonaro a abrir os cofres para mais obras. Essa tarefa é executada, diariamente, pelos ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura). E eles caíram nas graças do presidente

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