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Postado em 26-08-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-08-2020 00:05

DO EL PAÍS

Houve um Pelé branco, um Maradona dos Alpes e inclusive um Messi tailandês. As listas de sucessores existem desde que o futebol é futebol, e quase sempre são uma maldição para os eleitos. A dura derrota do Barcelona para o Bayern acelerou a busca de um herdeiro para o argentino

Lionel Messi depois de perder para o Bayern de Munique, em 14 de agosto, em Lisboa.
Lionel Messi depois de perder para o Bayern de Munique, em 14 de agosto, em Lisboa.
 Miguel Echari

As listas de sucessores existem desde que o futebol é futebol. Zico ficou marcado depois que falaram dele como o ‘Pelé branco’, o rosto pálido de classe média ao qual exigiam que estivesse à altura da lenda de pele negra surgida nas favelas. E aquele Brasil que tentou restaurar o jogo bonito no início dos anos 80 também teve um ‘Pelé vermelho’, o esquerdista e muito comprometido Sócrates. Pablo Aimar e Javier Saviola desfilaram ao lado de muitos outros – e muito contra a sua vontade – pela passarela dos novos Maradona quando ainda estava fresca a lembrança de substitutos do barrilete cósmico (“pipa cósmica”) como o Maradona dos Cárpatos (Gica Hagi), o Maradona dos Alpes (o austríaco Andreas Herzog), o Maradona húngaro (Lajos Détári), o Maradona inglês (John Barnes) e o Maradona francês (houve vários, mas nenhum tão digno quanto Alain Giresse). Inclusive os holandeses ficaram obcecados com a busca de um novo Johan Cruyff (já não um jogador revolucionário, e sim um líder galvanizador e emissário do novo futebol) até que entenderam que era uma missão impossível e optaram por deixá-lo jogar tranquilo, e não amargar sua vida com comparações injustas com nenhuma jovem promessa.

Lionel Messi acaba de viver com o Barcelona a pior derrota de sua carreira. Embora ainda seja difícil questionar que seja dele a coroa de melhor jogador do mundo, o argentino já tem 33 anos, podendo-se intuir que o início de seu declínio biológico e futebolístico seja iminente. Para o jornalista Aitor Lagunas, diretor da revista Panenka e comentarista da Gol Televisión, “o mundo está se preparando para a inevitável sensação de orfandade que Messi deixará quando se aposentar. E, até certo ponto, é lógico que analistas e fãs já estejam pensando no seu sucessor, que se esforcem em descobrir o mais cedo possível como será a próxima página livro do futebol.”

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