ago
25
Postado em 25-08-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 25-08-2020 00:26
 

Tentam botar um preço na desonestidade. Ninguém respondeu à pergunta sobre o motivo que levou Fabrício Queiroz a depositar 89 mil reais na conta de Michelle Bolsonaro, mas os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estabeleceram que a) a quantia não se compara ao roubo bilionário perpetrado pelo PT na Petrobras; b) que ninguém se preocupa com o doleiro Dario Messer que, em depoimento, disser ter repassado uma dinheirama aos donos da Rede Globo, na década de 1990.

Bolsonaristas tratam a Rede Globo, o seu maior alvo, assim como torcedor trata mãe de juiz. Portanto, vamos deixar de lado a conta de padaria de 1 bilhão de reais feita pelo presidente no Twitter, porque não envolve dinheiro público e é baseada em nada (Messer, ao que parece, não tem provas e os Marinho negam ter feito operações de câmbio com ele). Vamos nos concentrar nos bilhões surrupiados pelo PT e seus cúmplices, estes, sim, surrupiados dos pagadores de impostos e  já devidamente documentados por provas.

A questão é: só vale denunciar desvio ou roubo de dinheiro público a partir de quanto? Das dezenas de milhões ou centenas de milhões de reais obtidos em múltiplos esquemas, caso do PT e companhia? Se o cidadão com mandato opera um esquema de rachadinha, “que todo mundo faz”, de até, vejamos, nove milhões de reais (utilizemos a medida de um homem reto e vertical como Frederick Wassef), não vale denunciá-lo, não vale indignar-se? É perseguição política? E se “todo mundo faz”, dois erros fazem um acerto?

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • agosto 2020
    S T Q Q S S D
    « jul   set »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930
    31