Jornal da Facom - edição especial 30 anos da FACOM by Jornal da ...
 CRÔNICA

Pio, de repente, saindo do Barra!

Gilson Nogueira

 

Há um bom tempo não o via. De repente, saindo do Barra, antes de ultrapassar a porta de vidro que dá para o lado da Rua Frederico Shimmidt, vejo-o, diante de mim, caminhando, todo de branco, dos pés à cabeça, parecendo um anjo boa pinta a sacudir o mulherio da capital do berimbau por seu ar de galã soteropolitano que botaria Alain Delon para escanteio no baba de jogar charme com o mulherio mais bonito do mundo.

“Miguééé!!!”, falou ele, com a alegria de sempre! ” Pio, meu irmão, que bom lhe ver!” O encontro, curto e rápido, foi o suficiente para nos saudarmos como se, ambos, demorássemos horas conversando. Notei que, ao lado de uma moça, também de roupa branca, ele tinha pressa e fui em frente recordando do colega e, sobretudo, amigo, desde a Ufba velha de guerra à Sucursal da Manchete, em Salvador, nos Anos 70 do século passado, para onde me levou, após seu parceiro deixar a Randam do grande José Jorge. ..

Haver encontrado Pio, sem marcar encontro, naquele dia, que não recordo de que mês e ano, foi um prazer sem tamanho! O filme da nossa amizade, que começou na Escola, entre cânticos de sucessos de Jorge Ben, Simonal, Caetano, Tom, Ele e outras feras
, e lições de mestres de jornalismo de tirar o chapéu, estendendo-se ao convívio profissional na SEDE DA BLOCH, na Rua Chile, roda, em minha cabeça, até agora! Em cores de saudade. Deus, naquele encontro casual, no corredor do Barra, entre dois colegas de faculdade e de profissão, que os fez amigos ao primeiro samba, Certamente, Agora, na Redação da Eternidade, Poderá Estar Conversando com uma Estrela que virou homem e Perguntando-lhe: Ano que vem, sua turma da Ufba velha de guerra estará completando 50 Anos de Diploma. de Jornalismo, canudos recebidos, no dia 11 de Dezembro de 1971, em uma das mais credenciadas faculdades do Planeta Terra!

Que Tal, para o dia da festa, que vai rolar, beleza pura, você sugerir uma pauta aos veículos de comunicação social soteropolitanos sobre as mudanças que aconteceram no setor? Dentre elas, meu filho, o fato da velha Pirâmide Invertida ter ido para o espaço sideral. Pio, irmão, no encontro da gente haverá muitas palmas para os que, hoje, aí, no Céu, colegas nossos, de sempre, trabalham ao Lado Dele! Ah, a batida de limåo, lembrando aquela da Taba dos Orixás, também. Estamos juntos!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“Nem vem que não tem”, Wilson Simonal:Simona, inesquecível Simona, para dia de sopa ou não, em “Nem Vem Que Não Tem”, via YouTube e BP! “Ferro na boneca”, como gritava França Teixeira, o Zé Veneno, na época quente do rádio baiano. Bom dia, meu povo! De olhos abertos para A porcaria!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

 

Tentam botar um preço na desonestidade. Ninguém respondeu à pergunta sobre o motivo que levou Fabrício Queiroz a depositar 89 mil reais na conta de Michelle Bolsonaro, mas os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estabeleceram que a) a quantia não se compara ao roubo bilionário perpetrado pelo PT na Petrobras; b) que ninguém se preocupa com o doleiro Dario Messer que, em depoimento, disser ter repassado uma dinheirama aos donos da Rede Globo, na década de 1990.

Bolsonaristas tratam a Rede Globo, o seu maior alvo, assim como torcedor trata mãe de juiz. Portanto, vamos deixar de lado a conta de padaria de 1 bilhão de reais feita pelo presidente no Twitter, porque não envolve dinheiro público e é baseada em nada (Messer, ao que parece, não tem provas e os Marinho negam ter feito operações de câmbio com ele). Vamos nos concentrar nos bilhões surrupiados pelo PT e seus cúmplices, estes, sim, surrupiados dos pagadores de impostos e  já devidamente documentados por provas.

A questão é: só vale denunciar desvio ou roubo de dinheiro público a partir de quanto? Das dezenas de milhões ou centenas de milhões de reais obtidos em múltiplos esquemas, caso do PT e companhia? Se o cidadão com mandato opera um esquema de rachadinha, “que todo mundo faz”, de até, vejamos, nove milhões de reais (utilizemos a medida de um homem reto e vertical como Frederick Wassef), não vale denunciá-lo, não vale indignar-se? É perseguição política? E se “todo mundo faz”, dois erros fazem um acerto?

Parlamentar é acusada de arquitetar o homicídio, reunir e convencer todos os envolvidos a participarem do crime sob a simulação de ter ocorrido um latrocínio

PS
Philipe Santos
 

 (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

(foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Com apoio da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal, uma operação, nesta segunda-feira (24/8), cumpre nove mandados de prisão e outros de busca e apreensão contra denunciados pela morte do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ). Segundo as investigações, a parlamentar é a mentora do crime.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o motivo do crime “seria o fato de a vítima manter rigoroso controle das finanças familiares e administrar os conflitos de forma rígida, não permitindo tratamento privilegiado das pessoas mais próximas a Flordelis, em detrimento de outros membros da numerosa família”. O casal tinha 55 filhos, sendo apenas 4 biológicos.

Flordelis é acusada de arquitetar o homicídio, reunir e convencer todos os envolvidos a participarem do crime sob a simulação de ter ocorrido um latrocínio. Ainda segundo a denúncia, a deputada também financiou a compra da arma e avisou da chegada de Anderson em casa no dia do crime.

A cantora não é alvo de mandado de prisão por deter imunidade parlamentar, por estar em exercício de mandato. Nestes casos, a Constituição veda a prisão cautelar que não seja a prisão em flagrante delito. O MP pediu à Justiça o afastamento do cargo público, entre outras medidas cautelares como o comparecimento mensal de Flordelis ao juízo.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços ligados aos réus em Niterói (RJ), São Gonçalo (SP), Rio de Janeiro e Brasília. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Niterói.

São alvos dos mandados de prisão preventiva Marzy Teixeira da Silva, Simone dos Santos Rodrigues, André Luiz de Oliveira, Carlos Ubiraci Francisco da Silva, Flávio dos Santos Rodrigues, Adriano dos Santos Rodrigues, Andrea Santos Maia e Marcos Siqueira Costa. Seis deles são filhos e uma neta da deputada.

Em Brasília, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no apartamento funcional da deputada e houve prisão da filha Rayane dos Santos Oliveira.

Segundo o MP, as “ações dos demais denunciados são descritas em diferentes etapas como no planejamento, incentivo e convencimento para a execução do crime, assim como em tentativas de homicídio anteriores ao fato consumado, pela administração de veneno na comida e bebida da vítima, ao menos seis vezes, sem sucesso, segundo apontaram as investigações.”

A morte de Anderson do Carmo

Anderson do Carmo foi morto em de junho do ano, dentro da casa onde morava com a deputada e parte dos 55 filhos, em Niterói (RJ). Dois dias depois do crime, policiais encontraram a arma usada para matar Anderson enrolada em um pano, em um armário, na casa da família. Além disso, um edredom com manchas de sangue e uma fogueira com objetos queimados também foram encontrados.

ago
25
Posted on 25-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-08-2020


Charge atualizada direto no site pelo próprio autor, ontem às 08:49 h

 

Esta charge do Zé Dassilva foi publicada em



 

Zé Dassilva, no

 

DO EL PAÍS

A Convenção Nacional do grupo renuncia a debater um programa eleitoral e nomeia o presidente, que em seu discurso acusa os democratas de “usar a covid-19 para roubar as eleições”

 Pablo Guimón

Washington
O presidente Trump, no primeiro dia da Convenção Republicana.
O presidente Trump, no primeiro dia da Convenção Republicana.LOGAN CYRUS / AFP

Aos gritos de “mais quatro anos!” uma pequena audiência de Charlotte (Carolina do Norte) recebeu Donald Trump um tanto desanimada pelas demandas de distanciamento social, no início de uma convenção republicana que tentará por quatro dias convencer os eleitores de que o 45º presidente dos Estados Unidos merece um segundo mandato. O candidato chamou a atenção desde o início, após a indicação, com um longo e caótico discurso que demonstrou seu poder absoluto em um partido que até desistiu de debater um programa. “Continuará”, explicou o partido, “apoiando com entusiasmo a agenda” do líder.

Demorou apenas algumas horas para Trump conquistar os holofotes, fazendo uma viagem surpresa a Charlotte para aceitar a indicação com um daqueles discursos megalomaníacos de showman que duram uma hora. Em dado momento ele disse “para terminar”, e ainda falou por mais 20 minutos.

Se os republicanos queriam frescor para contrariar o argumento enlatado da Convenção Democrata, eles o tinham desde antes mesmo de a programação oficial começar à noite, com um discurso frenético que ia da economia ao Remdesivir; do emprego à “peste chinesa”; das piadas sobre Biden ao número de televisores no avião presidencial; do muro na fronteira aos milhões de Jeff Bezos; do viés da mídia ao califado do Estado Islâmico; dos 300 juízes conservadores nomeados durante sua gestão para pedidos de milho que são entregues à China; da independência energética à ameaça da esquerda “super radical”; de tarifas sobre países que “têm se aproveitado os Estados Unidos há anos” à promessa de contratar mais policiais. E, como fio condutor do caos, as recorrentes acusações aos democratas de planejarem uma fraude eleitoral com o voto pelo correio, que enchem de inquietude o horizonte das eleições de novembro.

“Nós os pegamos fazendo coisas ruins em 2016 e agora eles estão preparando coisas ruins”, disse Trump, aludindo a alegações infundadas de que o presidente Obama e o vice-presidente Joe Biden espionaram sua campanha. “Eles estão usando a covid para roubar as eleições. Tem que ter cuidado. Desta vez, eles tentam fazer isso com o golpe de voto por correio. Temos que vencer. É a eleição mais importante da história do nosso país “.

A primeira intervenção de Trump foi uma revisão desordenada de uma ideologia e de uma agenda definida individualmente pelo presidente. A tal ponto ele moldou o Grande Velho Partido à sua vontade que o Comitê Nacional Republicano anunciou que este ano, pela primeira vez em sua história, não adotará um novo programa eleitoral, mas “continuará a apoiar com entusiasmo a agenda da ‘América Primeiro’ do presidente“.

A decisão foi tomada, explicam, porque o escopo da convenção foi reduzido pela pandemia e eles não queriam “um pequeno contingente de pessoas magras para formular um novo programa”. Os democratas, embora tenham realizado sua convenção inteiramente virtual na semana passada, adotaram um novo programa. “Não é mais o Partido Republicano. É um culto a Trump“, lamentou no Twitter o ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dan Quayle e prestigioso analista político conservador Bill Kristol.

Os programas partidários nos Estados Unidos são documentos não vinculativos que expressam os princípios e posições em questões importantes. Um exercício de certo interesse no caso dos republicanos, após alguns anos em que o presidente Trump rompeu com o que era considerado ortodoxia do partido em questões fundamentais como política externa ou política fiscal. Em substituição ao programa, a campanha de Trump divulgou na véspera um documento com os “princípios centrais” do presidente para um segundo mandato. Uma lista surpreendentemente desprovida de detalhes, com promessas como “retorno à normalidade em 2021” ou “drenar o pântano globalista enfrentando organizações internacionais que prejudicam os cidadãos americanos”.

O primeiro dia começou com a tradicional lista de chamada, em que os delegados dos diferentes estados e territórios do país votam nos candidatos a presidente e vice-presidente. Sem competição, Donald Trump e Mike Pence foram nomeados de forma esmagadora. Ao contrário da Convenção Democrata, a lista de chamada foi presencial, embora com um auditório habitado por apenas 336 delegados. Em resposta à mensagem da Convenção Democrata de que o que está em jogo é a democracia, o vice-presidente Pence, após aceitar sua nomeação, defendeu que “é a economia que está em jogo”. Não faltaram críticas a Joe Biden, sobre quem foi dito na lista de chamada que “ele está escondido no escuro, esperando para tirar a vida de nossos bebês em gestação”.

Mas o presidente Trump atraiu toda a atenção antes mesmo de chegar ao auditório, atacando a mídia no Twitter do Air Force One por não acompanhar ao vivo um evento que marca uma virada para ele. O partido precisa de uma mudança urgente na narrativa da campanha. Com o roteiro interrompido pela pandemia, o presidente se afasta de Biden nas pesquisas, tanto em nível nacional quanto em estados decisivos. E se alguém pode corrigir o curso, confiam os republicanos, é Donald Trump.

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