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Posted on 24-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-08-2020
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ARTIGO/EM MEMÓRIA 
 
Adeus, Valdemir Santana
Paulo Roberto Sampaio
O que é a vida senão uma passagem rápida por esse mundo, onde plantamos amigos, fazemos história e colhemos sentimentos na partida? Quem sabe, algumas lágrimas! O que é a vida senão lembranças, boas ou más, que carregamos até o último suspiro e que os amigos verdadeiros guardam de nós?
A partida de Valdemir Santana foi um desses momentos em que paramos para refletir sobre tudo que nos cerca, sobre o valor da vida e concluímos o quanto tolo somos desperdiçando tempo com coisas menores, armazenando ressentimento, planejando missões quase impossíveis, quando tão perto de nós temos alguém tão querido, tão sábio, tão inteligente, a quem dedicamos tão pouco tempo nessa curta passagem pela terra.
Valdemir, Mimi, ou Grande Mi, como eu particularmente o chamava, num reconhecimento a dimensão superior que o tinha, era uma dessas figuras por quem choramos não só a morte, mas o sentimento de perda, o vazio que jamais será preenchido.
Gentil, humano, um homem de primeira grandeza. Íntegro. iluminado, genial, humano. Criativo, gentil, generoso – ah, e como ele era generoso!. Inteligente, sarcástico, muitíssimo bem informado. Autêntico, irônico na medida certa, de uma honestidade ímpar. Ético, parceiro, culto. Educado, cuidadoso, principalmente na apuração da notícia, corajoso. Simples, excelente profissional, amigo. Quantos atributos eu precisaria reunir para definir Valdemir Santana?.
Nenhum.
Foi só navegar nas redes sociais neste fim de semana para ver o que os colegas, ex-colegas, amigos têm a dizer dele. A dor e a tristeza que cada um de nós sente com sua partida. Pois é, quantas vezes você já viu tantas vozes reunidas para definir um profissional, um colega, um amigo que tão pouco tinha a nos recompensar a não ser com a sua amizade verdadeira, a sua genialidade e o seu talento.
Seu texto refinado, satírico muitas vezes, e a maneira de buscar e tratar a notícia eram especiais. Diante do teclado do computador a notícia deixava de ser uma ou duas dezenas de palavras soltas e ganhava vida. Ele descobria num detalhe que a nós relés escribas passaria despercebido, algo suficiente para dar um glamour especial a notícia, ao evento.
Ele era o mais ausente colunista presente desta terra. Ou seria onipresente! Enquanto muitos coleguinhas brigavam por um convite para um evento, um camarote, aquele show, aquela festa, um mimo qualquer, Valdemir preferia se manter incorruptível, recorrendo ao abrigo das fontes, e quantas e preciosas fontes ele tinha. Resultado: no dia seguinte ninguém conseguia nem perto chegar da sua narrativa do fato. O talento lhe bastava para fazer da notícia algo delicioso de ler.
Fico feliz de tê-lo trazido de volta para a Tribuna há mais de uma década, de lhe conferir uma página diária, certo de que conteúdo não faltaria em suas preciosas narrativas, muitas exclusivas. Juntos escolhemos o título da coluna: Boa Terra. Um mergulho nos bastidores da sociedade baiana, sem respeitar fronteiras. O Brasil e o mundo eram uma coisa pequena para o Grande Mi. Bastava ter o cheiro de dendê ou do acarajé da “boa terra” na notícia.
Valdemir era dos poucos jornalistas ainda a povoar nossas redações a vibrar com um furo, com o sucesso da apuração de uma notícia, à qual dedicara longas horas ou até dias para que ela tivesse detalhes que ninguém tinha. Vibrava como um estagiário. A caminho dos 70 anos, era como se ainda tivesse 20.
Elegante a lhano como poucos na era do celular, onde alguém do outro lado dispara a tagarelar sem saber se conveniente ou não o momento, ela já tinha quase que um bordão, amigo ou não do interlocutor: “Te atrapalho, brother!”. Só então e diante de uma aprovação, iniciava o papo, normalmente divertido e enriquecedor. Nada dito por Valdemir se perdia.
O jornalismo estava no seu sangue. Alguém chegou a compará-lo com o ícone maior do jornalismo de sociedade no país, o saudoso Ibrahim Sued. Permitam-me o bairrismo: para mim ele foi mais, afinal antecipar notícias nacionais e até internacionais a partir de um jornal regional é uma façanha sem igual e que só o eleva ainda mais.
Mas tudo isso agora é só história, passado, lembranças. Fechar o jornal sem ele dá um aperto no coração. Mimi ou Grande Mi partiu. Me faltam palavras para dizer o que sinto. É como se o vazio que ele deixa já começasse a ocupar as páginas do jornal. Vai com Deus, amigo. Você jamais será esquecido!

“Sinônimos”, Zé Ramalho:… e sinônimo de música e poesia forte, pujante e pulsante é Zé Ramalho. Confira e comprove, mais uma vez, neste vídeo de magnífica interpretação ao vivo do genial artista  que a Paraíba  deu de presente ao Brasil e ao mundo. Viva!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

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O pulso de Maduro

 

O pulso de Maduro

 

O ditador Nicolás Maduro disse neste domingo que seu pulso “não vai tremer” para prender Juan Guaidó.

“No dia em que a promotoria e os tribunais ordenarem sua prisão, meu pulso como chefe de Estado não tremerá para cumprir as ordens do Judiciário e do Ministério Público”, afirmou em entrevista transmitida na televisão estatal.

Questionado sobre por que Guaidó ainda não foi detido, o ditador venezuelano respondeu:

“O tempo de Deus é perfeito, vamos esperar o tempo de Deus.

DO CORREIO BRAZILIENSE

A festa violava a norma que proíbe reuniões grupais no Peru devido ao estado de emergência sanitária pelo coronavírus

AF
Agência France-Presse
 

 (foto: FERIDA GONZALES / AFP)

(foto: FERIDA GONZALES / AFP)

Lima, Peru –  Pelo menos 13 pessoas morreram sufocadas na noite de sábado em uma boate no Peru, invadida pela polícia para interromper uma festa proibida pela epidemia de coronavírus. “Após uma operação policial em uma casa de festas em Los Olivos foram registrados 13 mortos”, disse à rádio RPP o chefe de polícia, general Orlando Velasco.

Cento e vinte pessoas participavam da festa convocada através das redes sociais, violando a norma que proíbe reuniões grupais no Peru devido ao estado de emergência sanitária.

“Diante da intervenção policial, que não usou nenhum tipo de arma ou bomba lacrimogênea, os participantes da festa tentaram escapar pela única porta de entrada, se atropelando e ficando presos entre a porta e uma escada do local”, disse o Ministério do Interior em um comunicado.

O presidente Martín Vizcarra lamentou a tragédia e expressou “indignação com a irresponsabilidade” dos organizadores da festa.

“Não pode ser que (…) enquanto temos uma população como os trabalhadores de saúde, que expõem a vida para salvar vidas, há empresários como os donos desta discoteca que expõem a vida das pessoas”, disse Vizcarra aos jornalistas.

A ação foi desencadeada uma hora antes do início do toque de recolher noturno, depois que vizinhos reclamaram de uma festa. Alguns participantes da festa e vizinhos negaram a versão policial de ter dispensado os gases lacrimogêneos para desocupar o local.

“Parece que a polícia entrou e jogou bombas lacrimogêneas, prenderam as pessoas e elas morreram asfixiadas”, disse um vizinho à rádio RPP. Entre os treze mortos, há onze homens e duas mulheres. Outras três pessoas ficaram feridas, além de três policiais que tentaram libertar e ajudar os detidos.

Entre os feridos estão três civis e três policiais, que tentaram libertar e ajudar as pessoas presas. Vinte e três pessoas também foram detidas. De acordo com vários depoimentos, o pânico tomou conta quando um grupo de agentes entrou na boate e pediu às mulheres que saíssem primeiro.

Uma parte do público conseguiu sair para a rua, mas outra ficou presa ao seguir para uma escada estreita, a única saída, e se deparar com a porta fechada.

O desespero para evitar a prisão teria causado a tragédia. A lei peruana prevê penas de prisão e penalidades financeiras equivalentes a 110 dólares para aqueles que não cumprirem as regras impostas pela pandemia, como a participação em reuniões sociais.

A festa aconteceu na boate “Thomas Restobar”, uma casa de dois andares licenciada desde 2016, segundo o município de Los Olivos, populoso bairro ao norte de Lima.

“Morreu em meus braços”

A idade das vítimas varia entre 20 a 30 anos, segundo reportagens da imprensa. “Se ainda estou viva, Deus sabe o motivo. Minha companheira que estava comigo morreu em meus braços”, disse à imprensa uma jovem arrasada que comemorava seu aniversário na discoteca.

Quando “a polícia interveio, disseram para deixar as mulheres descerem (…) carreguei minha namorada, mas ela morreu a caminho do hospital”, disse Franco Carrasco à rádio RPP.

“Nunca deveria ter acontecido, estamos em uma pandemia, em uma emergência sanitária. Peço a sanção máxima aos donos da discoteca, eles são praticamente os responsáveis”, disse a Ministra da Mulher à rádio RPP.

Parentes das vítimas lotaram o necrotério de Lima para identificar os corpos. “Ainda não trouxeram o corpo da minha filha. Descobri que minha filha morreu asfixiada esta manhã. A partir de agora em diante, não haverá mais festas, não tenho dinheiro para enterrá-la”, disse Gregoria Velásquez, mãe de Maryori Salcedo Velásquez, de 26 anos, ao canal América Televisión.

15 detidos com coronavírus

As autoridades de saúde anunciaram que 15 dos 23 detidos testaram positivo para COVID-19 no centro policial de Los Olivos. 

“Há um foco muito grande de infecção por coronavírus (na festa)”, disse o Dr. Claudio Ramírez, do Ministério da Saúde. O toque de recolher noturno aplica-se em todo o Peru das 22h locais de sábado às 04h de segunda-feira, incluindo todo o dia de domingo.

O governo proibiu reuniões sociais para conter a disseminação do novo coronavírus, que deixou 27.453 mortos e mais de 585.000 casos confirmados desde o primeiro contágio em março.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o terceiro em mortes pela pandemia na América Latina, depois do Brasil e do México, e o segundo em infecções.

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Posted on 24-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-08-2020



 

Fernandes, NO

 

DO CO

A fala foi dita após Bolsonaro ser questionado sobre repasses de R$ 89 mil feitos por Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho

AE
Agência Estado
 
 

 (foto: EVARISTO SA/AFP)

(foto: EVARISTO SA/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 23, ter “vontade de encher de porrada” um jornalista do jornal O Globo em frente à Catedral Metropolitana de Brasília.
Durante uma visita a feirinha de artesanato no local, ao descer do carro, Bolsonaro foi questionado pelo jornalista sobre repasses de R$ 89 mil feitos por Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, feitos à primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“Vontade de encher tua boca de porrada”, respondeu Bolsonaro ao repórter. Jornalistas que acompanhavam a visita questionaram se a declaração era uma ameaça, mas o chefe do Executivo não respondeu mais e seguiu com a visita. Depois, voltou ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. O Palácio do Planalto foi questionado pelo Estadão sobre o teor da frase, mas não se manifestou.
Movimentações do extrato bancário de Márcia de Oliveira Aguiar, anexados à investigação sobre suposto esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do senador Flávio Bolsonaro enquanto era deputado estadual no Rio, registram que seis cheques da mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz foram compensados em favor da mulher do presidente Jair Bolsonaro em 2011, totalizando R$ 17 mil. Somados aos depósitos feitos por Fabrício tempos depois, o total chega a R$ 89 mil.

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