Morreu neste sábado, 22, vítima de câncer no pâncreas, o jornalista baiano Valdemir Santana. O enterro foi em São Sebastião do Passé, a 66 km de Salvador, cidade onde nasceu.

Morreu neste sábado, 22, vítima de câncer no pâncreas, o jornalista baiano Valdemir Santana. O enterro será em São Sebastião do Passé, a 66 km de Salvador, cidade onde nasceu.

Valdemir Santana havia descoberto o câncer há 30 dias. “O jornalismo baiano ficou mais pobre e menos criativo hoje. Faleceu o amigo e brilhante jornalista Valdemir Santana, um dos textos mais ricos com quem já trabalhei”, publicou Paulo Sampaio, diretor do jornal Tribuna da Bahia, onde Valdemir trabalhava atualmente.

“Ele refletia o cotidiano da sociedade baiana, com pitadas do que ocorria pelo Brasil e pelo mundo. Deixa um vazio enorme entre os amigos”, completou Paulo. Além do Tribuna, o jornalista já passou por veículos como as revistas Caras e Veja.

Santana havia descoberto o câncer há 30 dias. “O jornalismo baiano ficou mais pobre e menos criativo hoje. Faleceu o amigo e brilhante jornalista Valdemir Santana, um dos textos mais ricos com quem já trabalhei”, publicou Paulo Sampaio, diretor do jornal Tribuna da Bahia, onde Valdemir trabalhava atualmente.

“Ele refletia o cotidiano da sociedade baiana, com pitadas do que ocorria pelo Brasil e pelo mundo. Deixa um vazio enorme entre os amigos”, completou Paulo. Além do Tribuna, o jornalista já passou por veículos como as revistas Caras e Veja.

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DO CORREIO 24HORAS

 Morre o jornalista baiano Valdemir Santana
Da Redação

 


Morre o jornalista baiano Valdemir Santana

Foto: Divulgação

O jornalista baiano Valdemir Santana faleceu neste sábado (22) em decorrência de um câncer de pâncreas, descoberto há cerca de 30 dias. Segundo a coluna Alô Alô, o enterro será em sua terra natal, São Sebastião do Passé, no Recôncavo, às 8h30 deste domingo (23).

Santana, que fazia parte da equipe do Jornal Tribuna da Bahia, onde assinou a coluna Boa Terra, já contribuiu para diversos veículos como este jornal CORREIO e para as revistas Veja, Cláudia e Caras. 

Nas redes sociais, vários ex-colegas do meio jornalístico e amigos do profissional lamentaram a perda. “Elegante, observador, um excelente pauteiro, excelente jornalista”, comentou Janio Rego.

“Que notícia mais triste, gente. Siga em paz, querido Valdemir Santana”, escreveu Olívia Soares.

A jornalista Isabela Larangeira, que trabalhou com ele no CORREIO, recordou um episódio que ilustra o caráter de Valdemir, para ela, “um dos jornalistas mais éticos” que conheceu.

“Lembro quando recebeu joia de uma loja e me disse que ia devolver com uma carta. Escreveu em um papel timbrado. E o carro do Correio foi levar a joia e o bilhete. Fiquei orgulhosa do que deveria ser o normal, mas não era”, declarou.

“Um jornalista atento, com opinião própria, independente de onde exerceu a profissão. Admirado amigo! Adeus!”, afirmou o escritor Nelson Cerqueira.

“Uma lenda das redações”, resumiu o professor Sergio Sobreira.

“Saudades desse grande colega que tinha um ótimo senso de humor. Pude acompanhar de perto como sua colega na Tribuna, a sua capacidade de investigar minuciosamente as notícias. Que os anjos de Jesus o recebam no outro plano”, comentou a jornalista Lilian Machado.

A também jornalista e ex-colega de trabalho, Aurora Vasconcelos, foi outra que prestou homenagem ao amigo, e fez um longo texto falando da importância dele para o jornalismo e para a cultura da Bahia. 

“Um amigo inesquecível que parte para o infinito. Partiu hoje, para outra dimensão, o querido amigo Valdemir Santana, editor de uma das colunas mais lidas da Tribuna da Bahia. Soube que estava internado no início do mês e liguei para ele para saber o que tinha acontecido. Conversamos, demos risadas, mas ele não quis falar da doença – câncer de pâncreas – que acabou por matá-lo”, relembrou Aurora, que também falou sobre a trajetória do amigo.

“Valdemir foi meu grande companheiro de festas e eventos culturais da década de 1980. Juntos, fizemos parte do júri dos Melhores do Teatro Baiano, criado pelo também  jornalista, Osmar Martins, pela TV Aratu, e assistíamos todas as peças encenadas na cidade. Algumas vezes peças boas, outras tão ruins, que tínhamos que fugir de fininho. Andávamos sempre juntos, como unha e carne”, completou.

Citado por Aurora, o jornalista do CORREIO, Osmar Marrom Martins, escreveu um texto bastante emotivo sobre a perda intitulado “Nosso querido ‘Mimi’ nos deixou”. Leia abaixo:

Apesar de não ser da mesma geração, (quando eu comecei no jornalismo ele já era uma estrela), Valdemir Santana, ou Mimi como o chamavam os amigos mais íntimos, sempre foi um exemplo do bom jornalismo. Bem informado, texto leve, um papo agradável, não hesitei em convidá-lo para fazer parte da comissão julgadora do Troféu Martim Gonçalves que eu organizava nos anos 80 pela TV Aratu, então retransmissora da Globo. Eu estava dando os primeiros passos na carreira. Mas já conhecia o trabalho de Valdemir. Aliás, ele foi o primeiro a assinar uma coluna GLS (quando esse termo nem existia). Chamava-se Gato e Sapato, na Tribuna da Bahia.

Depois tive o prazer de trabalhar com ele no CORREIO logo que o jornal foi lançado e depois na Tribuna. Voltamos a nos encontrar no CORREIO há uns 12 anos, quando ele assinava a coluna social. Depois que saiu do jornal, apesar de não o encontrar frequentemente, tinha contato com ele, ou sabia de notícias suas quando ia cortar o cabelo no salão de Roberto Oliver, o Oliver Hair no Rio Vermelho, no mesmo prédio onde Valdemir morava. De vez em quando amigos em comum, como a produtora, dançarina e cantora Silvana Magda, que mora em New York  me perguntava como ele estava.

Há um tempo que não tinha notícias dele. Mas acompanhava diariamente sua coluna na Tribuna. Até que hoje recebi a triste notícia via Isabela Larangeira. Foi um golpe. Valdemir era daqueles jornalistas de antigamente que iam em busca da notícia, apurando a veracidade como deve ser feito. Um câncer de pâncreas o tirou do nosso convívio.

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