“Piensa en mi”, Trio Los Panchos:Um clássico mundial e eterno do bolero, do maestro maior da música do México, Agustin Lara, aqui em preciosa e rara gravação de Los Panchos, de 1955, com Julito Rodriguez na primeira voz do trio inimitável da canção romântica….”ya ves que venero tu imagen divina/ tu párvula boca que siendo tan niña/ me enseñó a pecar.” Maravilha!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares

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Posted on 20-08-2020
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Extremista publicou, no último domingo (16/8), um vídeo informando o nome e o hospital onde estava a garota que precisou fazer um aborto após ser estuprada pelo tio. Conta no Youtube foi cancelada

MA
Maíra Alves

 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entrou na Justiça contra a extremista Sara Giromini, também conhecida como Sara Winter, por ter divulgado dados pessoais da criança de 10 anos submetida a aborto legal após ser vítima de violência sexual pelo tio. A exposição de menor de idade, conforme a lei, é crime e o caso da criança corre em segredo judicial. Distritais da Frente Parlamentar da Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente também ingressaram com notícia-crime contra a extremista. 

Segundo o MP, Sara teve acesso, de forma ilegal, a detalhes do caso, como o nome da menina e o endereço do hospital onde ela passaria pelo procedimento de interrupção da gestação indesejada, e os veiculou no Instagram, Facebook e Youtube. Por isso, a Ação Civil Pública (ACP) pede que ela seja condenada a pagar R$ 1,3 milhão a título de dano moral coletivo — o dinheiro, em caso de condenação, será revertido ao Fundo de Direitos da Criança e do Adolescente de São Mateus (ES).

“No vídeo veiculado, que obteve aproximadamente 66 mil visualizações, a requerida expõe a criança e a família dela e conclama os seguidores a se manifestarem, em frontal ofensa à legislação protetiva da criança e do adolescente”, afirma, em nota, o MPES.

A revelação dos dados teve como consequência uma manifestação em frente ao hospital pernambucano onde foi realizado o aborto legal, quando a família da criança e os profissionais de saúde foram hostilizados. “Essa conduta, conforme a ACP, está incluída em uma estratégia midiática de viés político-sensacionalista, que expõe a triste condição da criança de apenas 10 anos de idade”, salienta o MP.

“Ao dar publicidade, por meio da rede social Twitter, ao endereço do hospital onde se encontrava a criança vítima de violência sexual, Sara Winter desrespeitou a Constituição Federal, que tem foco na dignidade da pessoa humana […] A ACP também destaca que não existe vedação legal à publicação de notícia jornalística que trate de atos violentos praticados contra crianças ou adolescentes. O que não se permite é explorar a imagem com o intuito de obter ganhos políticos a partir da grande audiência gerada pela mensagem sensacionalista”, conclui a nota.

Conta do Youtube cancelada

O YouTube Brasil retirou do ar o canal de Sara Winter após a extremista publicar, no último domingo (16/8), o vídeo informando o nome e o hospital onde estava a menina. Diante da publicação, manifestantes contra o aborto protestaram, do lado de fora da unidade de saúde. 

Após a repercussão do ato da extremista, que foi alvo de críticas, o MPES entrou com uma ação na Justiça, que determinou que as publicações fossem retirados do ar pelas redes sociais em até 24 horas.

Em nota ao Correio, o YouTube informou que “tem políticas rígidas que determinam os conteúdos que podem estar na plataforma” e que encerra qualquer canal que viole repetidamente as regras. “Aplicamos nossas diretrizes de forma consistente e independente de ponto de vista”, afirma a empresa.

Abusos, gravidez e aborto

A gravidez foi revelada no dia 7 de agosto, quando a menina deu entrada em um hospital de São Mateus, norte do Espírito Santo, se queixando de dores abdominais. Ela relatou que começou a ser estuprada pelo próprio tio quando tinha 6 anos. A criança passou, então, pela interrupção da gravidez na segunda (17/8) e teve alta nesta quarta-feira (19/8).

Equipes da Polícia Científica de Pernambuco coletaram amostras genéticas do feto e da criança, para que os perfis de DNA sejam traçados com o do suspeito, que foi preso em Betim, Minas Gerais, onde estava escondido na casa de parentes. O homem de 33 anos, tio da vítima, foi levado para o Espírito Santo e confessou o crime à polícia, alegando ter um “relacionamento” com a sobrinha. Ele foi indiciado pela prática dos crimes de ameaça e de estupro de vulnerável, ambos praticados de forma continuada.

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DO SITE O ANTAGONISTA

Bolsonaro diz que está muito ligado a Guedes

Presidente Jair Bolsonaro participa da Cerimônia de Comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado.

Em cerimônia no Planalto, Jair Bolsonaro afirmou que está muito ligado a Paulo Guedes.

“Eu estou tão ligado ao Paulo Guedes, mas tão ligado, que eu moro no Alvorada e ele, no Torto. Não sei qual ministro vai ser ‘demitido’ na presente semana pela grande mídia, estou esperando quem é a bola da vez.”

Este foi o primeiro evento em que Guedes e Bolsonaro estiveram juntos desde que o presidente de um “voto de confiança” ao ministro.

Na segunda (17), os dois se reuniram no Palácio do Planalto. Bolsonaro decidiu que respeitará o teto de gastos, como defende Guedes, mas exigiu que o ministro consiga R$ 5 bilhões para investimento em obras públicas este ano.

Rogério Marinho, que tem protagonizado uma queda de braço com Guedes, não participou do evento, mas Bolsonaro citou-o no discurso, ao contar sobre a viagem que fará na sexta-feira (21) ao Rio Grande do Norte, reduto eleitoral do ministro.

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Posted on 20-08-2020
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Segundo o ministro da Economia, Bolsonaro quer “tentar fazer o máximo possível dentro dos recursos” para conceder mais parcelas do benefício

AF
Augusto Fernandes
 

 (foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME)

(foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quarta-feira (19/8) a intenção do governo federal em estender o auxílio emergencial até o fim do ano. O valor do benefício, contudo, será reduzido, visto que o governo federal alega não ter recursos suficientes para manter os atuais R$ 600 por mais parcelas.

“Estamos estudando isso. O presidente estava nos instruindo hoje exatamente para lançar essa camada de preservação para a frente. Evidentemente, não há recursos para pagar os R$ 600, mas o presidente está dizendo vamos tentar fazer o máximo possível dentro dos recursos que temos para ir esticando isso”, disse Guedes, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto que marcou a assinatura de medidas provisórias para facilitar o acesso ao crédito por parte de micro e pequenos empresários.

No mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro também afirmou que o governo quer prorrogar o benefício e que, para isso, deve sugerir parcelas abaixo de R$ 600. “R$ 600 é muito. Alguém da economia falou em R$ 200. Eu acho que é pouco, mas dá para chegar em um meio tempo e nós buscarmos que seja prorrogado por mais alguns meses, talvez até o final do ano, de modo que consigamos sair dessa situação”, disse.

Mais dinheiro

Durante o seu discurso, Guedes se mostrou otimista para a possibilidade de o Brasil ter uma “injeção” de recursos para aliviar os estragos financeiros causados pela pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, isso será possível por conta dos programas lançados pelo governo federal para enfrentar a crise sanitária — como os de preservação de renda e de empregos e os de concessão de créditos para empresas de pequeno, médio e grande porte —, e devido ao desempenho de alguns setores produtivos, dentre eles a construção civil.

“Com a construção civil expandindo e gerando empregos de um lado, com as exportações firmes do outro lado e com os programas de crédito que fomos aperfeiçoando, o Brasil está voltando em V. Todos os indicadores mostram que a queda foi súbita, mas o Brasil está voltando em V. Um V da Nike, um V que a volta é mais lenta do que a queda, mas que é segura”, detalhou o ministro.

“O dinheiro está, finalmente, chegando à ponta. Distribuímos recursos para estados e municípios. Para a saúde, direto na veia. O auxílio emergencial para 64 milhões de brasileiros. Então, vamos ter um fim de ano onde estarão entrando, também, recursos do FGTS. São mais de R$ 30 bilhões. Também vem aí entre R$ 200 bilhões e R$ 300 bilhões de créditos alavancados nesses próximos três, quatro meses até o fim do ano”, acrescentou.

Guedes disse, ainda, que o Brasil é o país emergente que mais expandiu créditos da mesma forma que auxiliou desassistidos e protegeu os vulneráveis. “Gastamos 10% do PIB para proteger vulneráveis. Expandimos o potencial de crédito em R$ 1 trilhão, e tudo isso está empurrando a economia nesse final de ano. Nós esperamos, então, ir aprofundando as reformas, de forma que o Brasil, já olhando para o ano seguinte, já esteja de volta ao trilho do crescimento sustentável que é onde nós estávamos antes.”

De acordo com Guedes, os indicadores de arrecadação, vendas e consumo de energia elétrica, por exemplo, têm crescido mensalmente, o que anima o governo. “A economia está voltando. Desde o início da crise, o presidente nos pediu que nenhum brasileiro ficasse para trás e que nós trabalhássemos para salvar vidas e preservar empregos. A serenidade e a resiliência têm compensado o nosso trabalho e estamos furando as duas ondas (de estragos): da saúde e da economia”, destacou.

 

Do Jornal do Brasil

 

Macaque in the trees
Homem caminha de máscara em frente a grafite pintado em muro de São Paulo (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira que há uma tendência de redução da transmissão do novo coronavírus no Brasil, após diminuição no número de casos registrados nas últimas semanas, mas alertou que ainda é preciso aguardar para se confirmar a queda e reiterou a importância das medidas de prevenção da contaminação.

Estudo do Imperial College, do Reino Unido, apontou que pela primeira vez desde abril o Brasil registrou nesta semana uma taxa de transmissão abaixo de 1, encerrando 16 semanas consecutivas acima desse patamar, segundo reportagens. Uma chamada “taxa R” abaixo de 1 indica que cada contaminado irá infectar menos de 1 pessoa, apontando para a redução da epidemia.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil teve queda no número de casos confirmados de Covid-19 pelas três últimas semanas epidemiológicas, passando de um pico de 319.653 na semana encerrada em 25 de julho para 304.684 na mais recente. Também houve redução de óbitos por semana, caindo do pico de 7.677 na última semana de julho para 6.755 na semana mais recente.

“De certo modo, é uma tendência. Temos dito que semana após semana que a gente vai avaliando a Covid-19 no país semanalmente. Desde a semana 22ª a variação é muito pouca e desde a 30ª esse número vem diminuindo progressivamente. Temos que ver o comportamento da doença nas duas semanas para ver se há uma queda significativa”, disse a jornalistas o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, em entrevista coletiva.

Entretanto, o secretário ressalvou que a recente desaceleração não é motivo para se afrouxar medidas de prevenção, como o uso de máscaras e o distanciamento social.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, o percentual de brasileiros que se dizem em total isolamento ou que só saem de casa quando é inevitável atingiu em agosto o menor nível desde abril.

Na sondagem realizada entre 11 e 12 de agosto, 8% dos entrevistados afirmavam estar em isolamento total, enquanto 43% disseram sair de casa apenas quando inevitável. Segundo o Datafolha, o recorde de isolamento desde o início da pandemia foi registrado em meados de abril, quando 21% das pessoas consultadas se diziam em isolamento total e 50% afirmaram deixar suas casas apenas quando inevitável.

O Brasil tem a segunda pior epidemia de Covid-19 do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 3,4 milhões de casos confirmados da doença e quase 110 mil óbitos.

Pelos números do ministério, 98,9% dos municípios do país registraram ao menos um caso da doença, mas a imensa maioria tem de 1 a 100 casos. Foram registrados óbitos por Covid-19 em 70,3% dos municípios brasileiros.(Com agência Reuters)

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Posted on 20-08-2020
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Sinovaldo, NO

 

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DO EL PAÍS

Família da menina registrou um Boletim de Ocorrência contra Pedro Teodoro, fundador do Projeto Família Cristã em São Mateus e pré-candidato a vereador, que revelou o nome de menina em suas redes sociais

Balões a favor do aborto foram pendurados em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, onde a menina realizou o procedimento.
Balões a favor do aborto foram pendurados em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, onde a menina realizou o procedimento.DIEGO NIGRO / EFE

 Carla Jiménez|Marina Rossi

São Paulo

O périplo da menina que engravidou aos 10 anos, vítima de um estupro em São Mateus (ES), incluiu extravagâncias desde que o caso ganhou a atenção da ministra Damares Alves. A pressão psicológica sofrida pela família não ocorreu somente na porta do Centro Integrado Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, onde o aborto foi realizado na última segunda-feira. Quando o caso foi revelado, no início de agosto, a criança e sua família receberam a visita ingrata de diversos religiosos dentro da própria casa, que pressionaram a menina a mudar de ideia quanto à realização de um aborto legal. Pedro Teodoro, pré-candidato a vereador pelo PSL na cidade, foi um deles. A família da menor registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) na delegacia da cidade no sábado, 15, informando que Pedro Teodoro invadiu a residência da família pelo quintal, chamou pela avó da criança e disse que se algo ocorresse com a garota, seria a avó a culpada.

No B.O ao qual o EL PAÍS teve acesso, o familiar que registrou a ocorrência afirma que Pedro Teodoro colocou “pressão psicológica” sobre a avó, e que ela chegou a desmaiar. De acordo com o boletim, Teodoro também publicou o nome da garota no Facebook. “Todos a favor da vida me ajudem a levantar a # acima”, escreveu ele, logo abaixo do nome da criança. “Não se paga um mal cometendo outro maior ainda”, escreveu. Ainda segundo o boletim de ocorrência, Pedro Teodoro só saiu da residência da família depois de ser empurrado para fora. E que, ainda assim, ele teria seguido, do lado de fora, com palavras e orações “sobre o fato”. O EL PAÍS procurou contato com Pedro Teodoro pelo Instagram, sem sucesso, e está à espera de seu posicionamento para incluir sua versão dos fatos.

A exposição da identidade da menina fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na segunda-feira, a Justiça determinou que as redes sociais apagassem todas as publicações que levassem o nome da criança. A determinação ocorreu depois que a extremista bolsonarista Sara Giromini publicou a identidade da menina e o endereço do hospital onde ela realizaria o procedimento no Recife. Nesta terça-feira, as contas do Twitter, Instagram e YouTube de Sara Giromini saíram do ar.

Pedro Teodoro continua bastante presente nas redes sociais, onde se define como “empreendedor, palestrante, escritor, acadêmico de ciência polícia e fundador do Projeto Família Cristã”. Suas publicações defendem a família, os valores cristãos e condenam o aborto. No dia 6 de março deste ano, ele se filiou ao PSL de São Mateus, de acordo com uma publicação no Facebook do diretório municipal da sigla.

Bola de neve

O caso foi virando uma bola de neve desde que a menor, vítima de estupro, esteve no hospital e se detectou a gravidez no dia 8. O assunto ganhou forte repercussão e, segundo testemunhas em São Mateus, uma pressão radical conservadora depois de a ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chamar a atenção para o caso. Uma foto publicada no dia 13 de agosto mostram Alinne Duarte de Andrade, coordenadora geral do Fortalecimento de Garantia de Direito de Crianças e Adolescentes da pasta, e o ouvidor Wender Benevides Matos, em frente à 18ª delegacia da Polícia Civil de São Mateus. Como a própria ministra relata em seu post, desde a segunda, 10, o ministério se envolveu no caso.

Os emissários da ministra chegaram a solicitar reunião com o promotor do caso no Ministério Público, Fagner Andrade Rodrigues, e com o juiz Antonio Moreira Fernandes, mas eles não compareceram. No dia 13, foram enviadas cartas ao juiz Fernandes por entidades religiosas oferecendo suporte e atendimento para que a vítima fosse acolhida por elas e assim pudesse seguir a gestação. A menor estava grávida de 22 semanas, e manter a gravidez seria um risco de morte para ela. Uma dessas entidades religiosas é seguida pela ministra Damares nas redes sociais.

Apesar da pressão, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo tomou a decisão de autorizar a interrupção da gravidez da criança no dia 14. Ao fim e ao cabo, a mesma ministra reconheceu em seu Instagram que prevaleceu na sentença favorável ao aborto “a vontade da menina, da família da menina e dos médicos”. No final de semana, a vítima precisou contar com uma rede de proteção contra o assédio de radicais conservadores para viajar ao Recife e realizar o procedimento. Mas não se livrou de palavras perversas vindas de um médico e uma pediatra que entraram na clínica em que estava para tentar demovê-la da decisão do aborto.

A família agora enfrenta o novo périplo da volta para casa em São Mateus, uma cidade de 130.000 habitantes, onde não há outro assunto que não o da criança de 10 anos. Apesar da presença ostensiva de radicais, a rede de apoio se move para preservar a menina. O Governo do Estado do Espírito Santo tem dado o suporte para a vítima e sua família para protegê-las de ataques de radicais. Também os responsáveis pelo caso, ao magistrado Fernandes e ao promotor Rodrigues, receberam um manifesto de apoio com mais de 1.000 assinaturas de juristas, integrantes de tribunais, de Defensorias e de Ministérios Públicos de vários Estados, além de centenas de entidades, deputados e pessoas físicas que apoiaram suas decisões.

Direito sem data-limite

No dia 8 de agosto, a criança foi acompanhada de uma tia até o hospital de São Mateus, a cerca de 200 quilômetros da capital Vitória, queixando-se de dores abdominais. Um exame comprovou que ela estava grávida, de 22 semanas. A uma assistente social, a menina afirmou ter sido estuprada por um tio, e que sofria abusos por ele desde os seis anos de idade. A partir de então, a família da vítima tentou atendimento no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam) em Vitória para a realização do aborto, previsto em lei em casos como o dela, mas o hospital se recusou a realizar o procedimento alegando razões “técnicas”. O fato de estar de 22 semanas (5 meses) seria o prazo limite, segundo a nota técnica do Ministério da Saúde para o assunto. Mas o Código Penal não especifica essa data-limite para assegurar a realização do procedimento. A menor acabou sendo acolhida no Recife, no último domingo, onde realizou o procedimento no Centro Integrado Amaury de Medeiros (Cisam). O tio da menina está preso.

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