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Posted on 19-08-2020
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Homem de 33 anos foi preso nesta terça-feira (18/8). Menina ficou grávida e passou por um procedimento de interrupção da gestação no fim de semana

HL
Hellen Leite
 

 (foto: Polícia Civil do Espírito Santo)

(foto: Polícia Civil do Espírito Santo)

O homem suspeito de abusar sexualmente da sobrinha de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo, confessou aos policiais que abusava da criança. A menina ficou grávida e passou por um procedimento de interrupção da gestação no fim de semana. O tio, de 33 anos, foi preso na madrugada de terça-feira, (18/8), em Betim (MG).

“Ele disse que tinha um ‘relacionamento’ com a menina, mas isso não justifica, porque ela é menor e não tem nenhuma capacidade de entender o que estava acontecendo”, disse o delegado-chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, em entrevista coletiva sobre o caso.

A Polícia Civil explicou que, pela idade da vítima, que é uma criança, independentemente de “consentimento”, o ato é considerado crime de estupro de vulnerável. “Não existe essa questão de consentimento, isso não é válido”, explicou o superintendente de Polícia Regional Norte da Polícia Civil do Espírito Santo, Ícaro Ruginski.

O suspeito estava escondido na casa de parentes, não resistiu à prisão e foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça. O homem já tinha passagem criminal por tráfico de drogas e esteve preso entre 2011 e 2018. Ele foi conduzido ao Complexo Penitenciário de Xuri, em Viana (ES), onde ficará em uma cela com outros acusados de estupro.

Menina é órfã de mãe e o pai está preso

De acordo com a Polícia Civil, a menina de 10 anos tem um histórico de vida marcado pela violência. Ela está sob a guarda dos avós porque a mãe morreu e o pai está preso.

O suspeito morava na mesma casa que a garota e, nesse contexto, cometia os estupros. Ele chegou a dizer aos policiais que o pai e o avô da criança também a estupravam. A hipótese será investigada, mas a princípio a polícia acredita que o suspeito seja o único estuprador. À polícia, a menina disse que os abusos ocorriam desde quando ela tinha 6 anos.

“Esse homem é um monstro e está muito claro que ele tem que ficar enjaulado e não tem condições de viver em sociedade”, disse o coronel da Polícia Militar Alexandre Ofranti Ramalho, secretário de Segurança Pública do Espírito Santo.

Relembre o caso

O caso começou a ser investigado em 8 de agosto, após a criança dar entrada no hospital com suspeita de gravidez. Após a confirmação da gestação, a Justiça autorizou a realização do aborto, mas a unidade de saúde no Espírito Santo se recusou a fazer o procedimento.

A menina, então, foi encaminhada para o Recife (PE), onde virou alvo de grupos religiosos após a extremista Sara Winter divulgar o nome da criança e o hospital onde ela estava.

Apesar dos protestos, a gravidez da criança foi interrompida na segunda-feira (17/8). A menina segue em observação e deve voltar para casa no máximo até quarta-feira (19/8), segundo informações do hospital.

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“Reza”, Edu Lobo:  a arte de compor, tocar e interpretar de um bamba nascido no Rio de Janeiro de minha neta Clara, que já “brinca” com o teclado!

Viva eles! Bom dia!

(Gilson Nogueira)

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(Brasília – DFlo. Foto: Alan Santos/PR

Eduardo Pazuello vai deixar o comando da 12ª Região Militar esta semana.

O ministro interino está no Amazonas e participa na quinta-feira (20) da passagem de comando. O general Edson Rosty será o responsável pela região militar, composta por Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

 Apesar do movimento, a permanência de Pazuello à frente do Ministério da Saúde segue incerta. O general tem afirmado desde julho que não pretende ir para a reserva do Exército, como pediam membros do governo e das Forças Armadas.

Com a ida de Luiz Eduardo Ramos para a reserva, Pazuello tornou-se o único general da ativa entre os ministros do governo.

Eduardo Pazuello é ministro interino da Saúde desde maio. A pasta está há mais de 3 meses sem um titular.

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Do Jornal do Brasil

MYRNA SILVEIRA BRANDÃO, cadernob@jb.com.br

Macaque in the trees
Programa da Retrospectiva Adhemar Gonzaga, realizada em 1970 na Cinemateca do MAM (Foto: Reprodução)

No próximo dia 26 de agosto, Adhemar Gonzaga faria 119 anos de nascimento. A Cinédia, seu maior legado, completou 90 anos em 15 de março último.

São muitos os motivos para comemorar as datas e homenagear Gonzaga, um dos principais pioneiros do Cinema Brasileiro e fundador desse importante estúdio em 1930 no Bairro de São Cristovão. Em 1954, a Cinédia se transferiu para Jacarepaguá e hoje – em Santa Tereza, na Rua Santa Cristina, 5 – está em plena atividade, graças ao imensurável empenho de Alice Gonzaga, filha de Adhemar.

Responsável por boa parte da produção do nosso cinema, de 1930 a 1950, a Cinédia realizou, entre muitos outros, os clássicos “Lábios Sem Beijos” (primeiro filme ali produzido, com direção de Humberto Mauro), “A Voz do Carnaval”, “Bonequinha de Seda”, “Ganga Bruta”, “Berlim na Batucada”, “Anjo do Lodo”, “O Ébrio”, de Gilda Abreu (maior êxito comercial de toda a história do estúdio) e “Alô Alô Carnaval”.

Este último, graças aos esforços de Alice, foi salvo de uma perda irreparável, já que não tinha mais condições de ser exibido. Antes de ser restaurado, a única cópia existente, em estado muito comprometido, teve uma sessão no Festival do Rio 2000 – no Encontro do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) numa homenagem aos 70 anos da Cinédia – que provocou lágrimas em muitos espectadores.

As Cantoras do Rádio, com Aurora e Carmem Miranda; Amei, com Francisco Alves; Colombina, com Heloisa Helena ; Não Bebas Tanto Assim, com as Irmãs Pagãs (Elvira e Rosina); e Cadê Mimi, com Mario Reis, são apenas alguns exemplos dos inúmeros sucessos da época que aparecem no filme, emocionando a quem os ouve e vê. Como conceber a perda de um filme assim?

Gonzaga também teve uma participação importante na recuperação de “Limite”, de Mario Peixoto, preservando nove latas de negativo do filme na Cinédia. Em agosto de 1942, Peixoto pediu a retirada dos negativos com muitos agradecimentos a Gonzaga por essa guarda.

A Cinédia também produziu o emblemático “Barro Humano”, um clássico que infelizmente está desaparecido. Único filme mudo dirigido por Gonzaga, esse é um daqueles que se mantêm vivos apenas no imaginário dos estudiosos e amantes do Cinema Brasileiro. Estreou em junho de 1929, no Cinema Império no RJ, ganhou o prêmio de melhor filme do ano em concurso promovido pelo JORNAL DO BRASIL e foi exibido em toda a América do Sul, Portugal e também em Hollywood , sempre com sucesso de crítica e público.

Além de diretor e criador da Cinédia, Gonzaga foi também roteirista, historiador e crítico. Escreveu nas revistas “Palcos” e “Telas” e no “Jornal do Rio”. Em 1926, lançou a “Revista Cinearte” com o apoio de Mário Behring e tendo Gilberto Souto como correspondente em Hollywood.

Com Pedro Lima, Álvaro Rocha, Gilberto Souto e Paulo Vanderley criou um clube de cinema, o Clube do Paredão. Assim se chamava porque era um muro de pedra junto à antiga praia do Flamengo, onde o grupo se reunia para discutir os filmes, após assisti-los.

Em 1970, dirigiu seu último filme – “Salário Mínimo”. Morreu em 1978, com 77 anos. Foi casado com a atriz Didi Vianna, com quem teve a filha Alice.

Incansável guardiã e continuadora de sua obra, Alice é nossa Musa da Preservação. E Gonzaga, o pioneiro que escreveu uma das páginas mais importantes do Cinema Brasileiro, deixando um inestimável legado para a nossa história e memória cultural.

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DO CORREIO BRAZILIENSE

A ex-primeira-dama Michelle Obama disse que Trump é o presidente ”errado” para o país e o descreveu como um líder com absoluta ”falta de empatia”

AF
Agência France-Presse

 (foto: MANDEL NGAN / AFP)

(foto: MANDEL NGAN / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu com veemência nesta terça-feira (18/8) os ataques da ex-primeira-dama Michelle Obama, protagonista da noite de abertura da convenção democrata e poderosa aliada do ex-vice-presidente Joe Biden, seu adversário nas eleições de novembro.

Em seu discurso na véspera, durante a evento virtual para confirmar Biden como candidato à Casa Branca, a ex-primeira-dama disse que Trump é o presidente “errado” para o país e o descreveu como um líder com absoluta “falta de empatia”, que não está à altura do desafio da pandemia e da crise econômica associada.

Trump disse a repórteres na Casa Branca que, se não fosse pelo ex-presidente Barack Obama, ele nem estaria no poder.

“Eu estaria em outro lugar construindo edifícios”, disse.

Em sua mensagem, a ex-primeira-dama pediu aos americanos que se unam a Biden e votem em 3 de novembro.

Biden “vai dizer a verdade e vai confiar na ciência”, disse ela em um golpe contra Trump, a quem acusou de ignorar os especialistas na gestão da crise do coronavírus, que deixou mais de 170 mil mortos e milhões de desempregados.

A ex-primeira-dama é uma figura muito popular nos Estados Unidos, com grande presença na mídia: ela publicou um livro de memórias de sucesso e atualmente apresenta um podcast.

“Sempre que olhamos para esta Casa Branca em busca de liderança, conforto ou alguma aparência de estabilidade, o que obtemos é caos, divisão e uma total e absoluta falta de empatia”, disse a esposa do ex-presidente Barack Obama, em uma crítica sem precedentes a um presidente em exercício.

Após o discurso de Michelle Obama, a esposa de Biden, Jill, tomou a palavra antes da fala do ex-vice-presidente Bill Clinton.

Segue o debate sobre o voto por correio

Trump – que se gabou da força da economia, com índices de desemprego reduzidos até o início da pandemia de coronavírus – afirmou que a situação está melhorando rapidamente.

“Meu governo e eu construímos a maior economia da história, de qualquer país”, tuitou o presidente, embora os Estados Unidos apresentem o balanço mais grave do coronavírus, com mais de 170 mil mortos, e o desemprego supere os 10%.

Na terça-feira, Trump alimentou o debate sobre a votação à distância, declarando que o voto universal por correio seria um “desastre”, em meio a uma luta acirrada com os democratas.

“Isso vai acabar com uma eleição fraudulenta ou nunca vão divulgar o resultado e vão ter que repetir (a votação) e ninguém quer isso”, alertou o presidente. Trump ameaçou bloquear fundos adicionais para o serviço postal que os democratas dizem serem necessários para processar milhões de cédulas.

Na tentativa dos democratas de cobrir todo o espectro eleitoral e promover a união, a jovem deputada de origem porto-riquenha Alexandria Ocasio-Cortez falará nesta terça-feira, em meio a uma polêmica, porque só terá 60 segundos para discursar.

A congressista foi uma das figuras centrais na tentativa do senador progressista Bernie Sanders de obter a indicação que perdeu para Biden, e também é uma figura importante para um eleitorado mais jovem de esquerda.

A programação inclui também uma estrela em ascensão do partido, Stacey Abrams.

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Jorge Braga, no diário

 

DO EL PAÍS

O obrigatório formato virtual transforma o conclave partidário em um produto televisivo tão eficaz quanto carente de espontaneidade, que busca ampliar a penetração de Joe Biden entre o eleitorado

Un hombre mira el discurso de Michelle Obama en la Convención Demócrata. En vídeo, Michelle Obama apuesta por la candidatura de Joe Biden.FOTO: CHRIS DELMAS (AFP) / VÍDEO: REUTERS
 

Pablo Guimón

|Sonia Corona

 Washington

Falou-se muito mais sobre pessoas do que sobre políticas. Sobre o caráter do candidato Joe Biden, e sobre a incapacidade de seu rival, o presidente Donald Trump, de lidar com os desafios que os Estados Unidos enfrentam. “Trump é o presidente errado para o nosso país”, resumia no final da noite Michelle Obama, a última primeira-dama democrata.

O primeiro dos quatro episódios desta Convenção Democrata, feita de maneira virtual pela primeira vez em seus quase 200 anos de história, foi estranho no formato. Uma tranquila sucessão de videoclipes, pequenas peças informativas, breves intervenções de eleitores e discursos de figuras partidárias pronunciados em suas casas ou em outras locações espalhadas por todo o país, com a atriz Eva Longoria, sozinha em um cenário, como mestra de cerimônias. Foi a convenção menos convencional da história. Um espetáculo desprovido de qualquer espontaneidade, mas não de emoção. Intimista em alguns momentos, puramente publicitário em outros, e muito diferente de todas as outras convenções, o espetáculo foi mais bem digerido porque há meses boa parte dos telespectadores vem se acostumando com esses enquadramentos em que vemos a sala de alguém, sem outro sinal de vida a não ser o interlocutor.

A palavra do dia: empatia. Essa foi a grande virtude destacada por correligionários do candidato democrata ?algo confirmado inclusive por um supervisor de vagão no trem em que viajava de Delaware a Washington nos seus tempos de senador?, e que o próprio Biden exaltou ao aparecer conversando com familiares de vítimas da violência policial, o problema social mais discutido da história recente dos EUA.

E a mensagem da noite foi que todos cabem na candidatura de Biden e Kamala Harris. As duas horas de programa televisivo percorreram todo o espectro ideológico, do socialista Bernie Sanders a uma série de eleitores republicanos dizendo-se fartos de Trump (e inclusive alguns ocupantes de cargos públicos) e prometendo votar em Biden. “Em tempos normais isto provavelmente nunca teria ocorrido, mas estes não são tempos normais”, afirmou John Kasich, ex-governador republicano de Ohio. “Muitos [republicanos] temem que [Biden] dê uma guinada pronunciada à esquerda e os deixe para trás. Eu não acredito, ninguém manipula o Joe.”

Todos unidos em destacar o bom coração de Biden e o perigo encarnado pelo 45º presidente dos Estados Unidos. “Nero tocava lira enquanto Roma ardia. Trump joga golfe”, disse o senador Bernie Sanders, ex-rival de Biden nas primárias, em um dos discursos mais esperados da noite. Poucas vezes se viu Sanders pedir voto com tanta intensidade para outro político. Chegou a dizer que está disposto a trabalhar contra Trump inclusive com os conservadores, num aceno a esses republicanos cuja presença na convenção tinha irritado muitos de seus seguidores. “Meus amigos, o preço do fracasso é simplesmente grande demais para imaginar”, concluiu, num vídeo gravado em um hotel de Vermont.

Carentes de toda espontaneidade, ouviram-se discursos cuidadosamente escritos e bem ensaiados. A tentativa de acrescentar mosaicos como o do Zoom ao final de algumas intervenções, com seguidores em suas casas aplaudindo, não supria a falta de público que os animasse e às vezes beirava o ridículo. Os discursos ganhavam em eficácia quando tratavam de ser mais intimistas que políticos, como o de Michelle Obama, falando em um plano fechado, sentada num sofá.

A ex-primeira-dama contextualizou o papel que Trump assumiu em seus três anos e meio de presidência, apontando principalmente sua posição frente à pandemia do coronavírus e as tensões raciais. “Donald Trump é o presidente errado para o nosso país. Teve tempo mais do que suficiente para demonstrar que pode fazer o trabalho, mas está claro que está acima dele. Não tem como encarar este momento. Simplesmente não pode ser quem precisamos que seja para nós. Assim é”, afirmou em seu discurso.

Michelle Obama acrescentou que Trump só causou “caos, divisão e falta de empatia” entre os norte-americanos e recordou que, nas eleições de 2016, o republicano não obteve a vitória no voto popular para ser o inquilino da Casa Branca. A ex-primeira-dama pediu voto para Biden com um apelo à empatia e sugerindo as características desejáveis em um presidente dos EUA. “Ser presidente não muda quem você é, revela quem você é”, comentou.

A mensagem foi gravada na sala da sua casa, e a esposa de Barack Obama usava um colar com letras que compunham a palavra “Vote”. Ela está envolvida em campanhas de estímulo ao voto e regularmente publica mensagens nesse sentido em suas redes sociais. “Se você acha que as coisas não vão piorar, acredite em mim, elas vão, se não fizermos algo nestas eleições. Se temos alguma esperança de acabar com este caos temos que votar no Joe Biden como se nossas vidas dependessem disso”, acrescentou. Obama concluiu que não é hora de protestar através do abstencionismo, nem de “brincar com candidatos que não têm chances de ganhar”, em alusão à candidatura do cantor Kanye West.

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