Luís Henrique Dias Tavares
Historiador Luis Henrique
Dias Tavares.
Por um Pacto Suprapartidário pela Educação - Diário do Poder

ARTIGO

A BAHIA ESTÁ DE LUTO
Maria José Rocha Lima*
A Bahia está enlutada. Primeiro foi a perda de um dos seus maiores historiadores, Luis Henrique Dias Tavares, seguida das mortes do professor Jorge Portugal e agora do professor Jaime Sodré, dois ícones da cultura baiana. A morte de Luis Henrique Dias Tavares me deixou triste e cabisbaixa. Fiquei tão comovida que me faltaram as palavras para homenageá-lo. O que dizer de um grande mestre, um dos maiores mestres da História da Bahia, como Luis Henrique Dias Tavares? Eu o conheci na década de 60, quando da apresentação do seu livro sobre História da Bahia, no Instituto Central de Educação Isaías Alves, hoje na sua 11ª edição. É a História da Bahia escrita com a generosidade de ser uma obra rica nos relatos de fatos e acessível ao aluno do Curso Normal, promovendo a reflexão sobre o ser humano e a construção de sua história.
O professor Luis Henrique transmitia muita sensibilidade aos jovens estudantes como eu. Ele se preocupava com o cotidiano da sala de aula e soube lidar como ninguém com esses desafios didáticos e inquietações ideológicas. Ele representou muito para a minha vida, porque foi dele a primeira palestra de que participei, no Instituto Central de Educação, e que me deixou marcas. Embora não fosse professora de História, guardei comigo por quase toda a vida um exemplar da História da Bahia, do qual só me apartei em 2006, quando fui a Angola e ofereci a um historiador que trabalhou comigo no Ministério da Educação angolano.
Em 1991, já como deputada, conheci o seu devotado filho Luis Guilherme Pontes Tavares, jornalista, a quem sou eternamente grata pela minha rearticulação com o professor. Luís Henrique escreveu e publicou um artigo intitulado Contra – cheque, que ficou na História da Bahia, denunciando os baixos salários pagos aos professores baianos. Participou de Sessão Especial em Defesa do Magistério na Assembleia Legislativa da Bahia; me inspirou na realização de uma das mais notáveis sessões realizadas pela ALBA, homenageando sua colega e amiga, a professora grega Kátia de Queirós Mattoso, que fora professora titular nas Universidades Católica de Salvador e Federal da Bahia (1963-1988); em 1988, assumiu a cadeira de História do Brasil na Universidade Paris IV – Sorbonne, da qual foi a primeira titular, e escreveu a Província da Bahia no Século XIX.
Em 1999, o Professor Luís Henrique foi homenageado pela Assembleia Legislativa da Bahia. E felizmente eu pude dizer a ele, ainda em vida: Obrigada, Professor!
*Maria José Rocha Lima é mestre e doutoranda em educação. Foi deputada de 1991 a 1999. É presidente da Casa da Educação Anísio Teixeira.

 

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO CORREIO BRAZILIENSE

Magistrado entende que informações produzidas durante as investigações devem ficar restritas às equipes que atuam no caso

RS
Renato Souza
 

 (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta segunda-feira (10), um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que ele reconsidera-se uma decisão que autorizou a força-tarefa da Lava-Jato no Paraná a negar acesso aos dados da operação. A procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou acesso às informações produzidas em seis anos de diligências

O acesso aos dados tinha sido autorizado pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, durante o recesso do Judiciário. Ao retornar ao trabalho, Fachin reformou a decisão do colega. Ao analisar novo recurso, manteve o acesso aos dados produzidos pela Lava-Jato no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, restritos as equipes destas regiões. “Recebo o recurso interposto pela Procuradoria-Geral da República. Nos termos do art. 317, § 2º, do RISTF, mantenho a decisão agravada, diante da pacífica jurisprudência da Corte quanto à não transcendência dos motivos de determinantes e pelos demais fundamentos nela declinados, os quais se mantêm de modo hígido mesmo diante das razões recursais”, escreveu Fachin em um trecho do despacho.

O ministro concedeu prazo de cinco dias para que procuradores nos três estados envolvidos se manifestem sobre a recurso da PGR. A polêmica sobre os dados começou após a subprocuradora Lindora Araújo, braço direito de Aras, ir até Curitiba e solicitar acesso ao banco de dados.

 A solicitação, feita no final de junho, foi negada pelos integrantes da força-tarefa – o que gerou indignação de Aras. Os dados, que se referem a 350 terabytes de arquivos, já estão parcialmente em poder da PGR. Na ação peticionada no Supremo, procuradoria alega que decisões de 2015, tomadas pelo ex-juiz Sérgio Moro, autorizam o intercâmbio das informações. No entanto, a equipe baseada em Curitiba rebate, dizendo que não foi permitido, por Moro, o “compartilhamento irrestrito dos dados”.

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Posted on 11-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-08-2020

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ninguém foi preso pelo crime até o momento

AE
Agência Estado
 

 (foto: Reprodução/Internet)

(foto: Reprodução/Internet)

Pelo menos cinco pessoas foram assassinadas e outras 12 ficaram feridas em uma chacina na noite desse domingo, 9, no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife (RMR). As vítimas eram três homens e duas mulheres. Já entre os feridos, há uma criança de 11 anos. Ninguém foi preso pelo crime até o momento.

A chacina aconteceu no final da noite do domingo e em dois locais diferentes da cidade. O primeiro foi uma praça que fica na comunidade Rurópolis, onde dois carros pararam e os assassinos desceram e fizeram vários disparos aleatórios. O segundo aconteceu após a fuga deles em direção ao Recife, em um ponto da rodovia PE-60, onde pararam, subiram no primeiro andar de um imóvel e executaram mais dois homens.

De acordo com o delegado que estava de plantão no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Joaquim Braga, o crime aconteceu por volta das 23h30 do domingo e a polícia foi acionada após a meia-noite.

“De acordo com testemunhas, foram dois carros, um branco e um cinza. Eles desceram e disseram logo na praça, onde as pessoas comiam pasteis e espetinhos: ninguém corre! Mas as pessoas correram, então foram diversos tiros. Nesse local, 12 pessoas foram feridas, outras duas morreram e uma terceira foi socorrida para a UPA municipal, mas não resistiu”, contou Braga.

“Depois, ao descer pela PE-60, na altura da entrada de Ipojuca, eles subiram no primeiro andar de um imóvel e executaram duas pessoas, dois homens. Em seguida, ainda houve uma perseguição por parte dos policiais militares, mas eles não conseguiram prender os criminosos”, afirmou Braga. Os responsáveis pelos disparos fugiram pela PE-42, que liga Ipojuca ao município de Escada, na Zona da Mata Sul.

Segundo o delegado, um grupo criminoso da região conhecido como “Trem Bala” pode ter sido o responsável pela chacina e a motivação do crime estaria relacionada ao tráfico de drogas. Ele ainda informou que há câmeras de segurança nos dois locais onde foram feitos os disparos e que as imagens serão utilizadas nas investigações. A Polícia Civil de Pernambuco informou que instaurou inquérito policial sobre o caso.

Entre os 12 feridos, um deles foi identificado como Gilson Lima e socorrido ao Hospital Dom Helder Câmara, no litoral sul de Pernambuco. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, o paciente foi baleado no cotovelo, passou por cirurgia na madrugada e a condição de saúde é estável. Ele aguarda apenas a avaliação médica para ser liberado.

Os demais feridos, ainda não identificados, foram socorridos para outras duas unidades de saúde da região, o Hospital de Caridade Santo Cristo e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipojuca, e também para o Hospital da Restauração, no centro do Recife.

Do Jornal do Brasil

 

A mostra Ecofalante, focada em filmes com temas socioambientais, chega à 9ª edição com 98 filmes produzidos em 24 países. As sessões neste ano serão on-line e ocorrem do dia 12 de agosto a 20 de setembro. O diretor do festival, Chico Guariba, disse que tentou enxergar as dificuldades impostas pela pandemia de coronavírus como uma possibilidade para chegar a novos públicos. “Encarar isso como uma oportunidade e fazer uma grande mostra digital. Vamos fazer um trabalho para atingir o Brasil inteiro, ampliar o público da mostra que só tinha acesso em São Paulo e nas itinerâncias”, comenta.

Como assistir

A crise, no entanto, trouxe outras dificuldades. Guariba conta que a mostra perdeu 40% do financiamento que tinha até o início do ano. “A gente perdeu uma parte dos recursos públicos, que foram para hospitais”, conta. Mesmo assim, o festival se reorganizou e estará disponível em três plataformas, além da própria página da mostra (ecofalante.org.br), a programação poderá ser vista gratuitamente no Videocamp e na SP Cince Play.

Os filmes ficam disponíveis por períodos que variam de 24 horas a 10 dias, por isso, é preciso que o público se programe para aproveitar a mostra. Além das exibições, poderão ser vistas entrevistas com 10 diretores de peso internacional e serão promovidos ao menos 40 debates em universidades.

Trabalho e moradia

Entre os temas que têm força nas produções deste ano estão as questões ligadas ao trabalho e à moradia. “A nossa relação com o meio ambiente é através do trabalho. Você fica trancado em um ambiente por causa do trabalho. Metade da sua vida você passa trabalhando. É uma relação ambiental com a sua vida, o dia a dia, o grande link junto com moradia com a sociedade”, explica Guariba sobre como essas relações chegam às telas.

A mostra latino-americana traz oito filmes, em três as narrativas passam por questões ligadas ao trabalho. Em, Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, dirigido por Marcelo Gomes, é retratada a cidade pernambucana de Toritama. Um pequeno município do interior onde todas as famílias se tornaram pequenas empresas que costuram calças jeans para grandes marcas. Classificados como empreendedores, não têm direitos trabalhistas, e trabalham dia e noite, aguardando ansiosamente o Carnaval, praticamente único momento de lazer da comunidade.

No panorama internacional, a produção sueca Push: Ordem de Despejo se aprofunda nas repercussões causadas pela transformação do mercado de moradia em uma forma de lucro por grandes investidores. Dirigido por Fredrik Gertten, o filme acompanha o trabalho da relatora especial da Organização das Nações Unidas sobre o Direito à Moradia, Leilani Farha. “Um filme que trata da financeirização do mercado imobiliário. É meio ambiente porque está mudando o perfil de zoneamento e ocupação das cidades, as pessoas têm mais dificuldade para ter moradia”, enfatiza Guariba.

Histórias da floresta

A Amazônia aparece em dois longas-metragens. Em Amazônia Sociedade Anônima, o diretor brasileiro Estêvão Ciavatta mostra a liderança do cacique Juarez Saw Munduruku, que une povos ribeirinhos e indígenas no combate às máfias de roubo de terra e desmatamento ilegal. O colombiano Suspensão, de Simón Uribe, traz histórias ao redor de uma prepotente obra inacabada no meio da selva.

Os filmes ficam disponíveis por períodos que variam de 24 horas a 10 dias, por isso, é preciso que o público se programe para aproveitar a mostra. Além das exibições, poderão ser vistas entrevistas com 10 diretores de peso internacional e serão promovidos ao menos 40 debates em universidades.(Com Agência Brasil)

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Posted on 11-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-08-2020


 

Duke, NO JORNAL

 

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DO EL PAÍS

Hassan Diab comunica em discurso sua renúncia, que abre caminho para a antecipação das eleições. Explosão de depósito, na terça, agravou crise política

Hassan Diab durante anúncio de sua demissão do cargo de primeiro-ministro do Líbano, nesta segunda.
Hassan Diab durante anúncio de sua demissão do cargo de primeiro-ministro do Líbano, nesta segunda.DALATI NOHRA HANDOUT / EFE

 Natalia Sancha

Beirute

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou a demissão em bloco de seu Governo. “Hoje estamos dando um passo atrás para ficar ao lado do povo”, disse ele em um discurso dirigido à nação, às 19h30, hora local (13h30 em Brasília). A renúncia ocorre em meio à crescente indignação popular contra a elite política libanesa após a explosão de um depósito com 2.750 toneladas de nitrato de amônio que arrasou o porto de Beirute na terça-feira passada, causando 164 mortes e mais de 6.000 feridos, além de forçar mais de 300.000 pessoas a deixarem suas casas.

A tragédia representou um novo ponto de inflexão no movimento que, desde outubro do ano passado, exige a saída em bloco de toda a elite política, antecipação das eleições, um Governo de tecnocratas e Justiça independente. Na noite de sábado, milhares de libaneses saíram às ruas de Beirute exigindo mais uma vez a renúncia do Executivo, num protesto que se tornou o mais violento desde o início das manifestações de rua e que resultou na morte de um policial e mais de 700 feridos.

Pelo terceiro dia consecutivo, centenas de pessoas se dirigiram ao centro nesta segunda-feira, para ouvir o discurso de Diab. O anúncio da renúncia foi recebido com fogos de artifício e, à tarde, começaram a ocorrer enfrentamentos entre policiais e manifestantes no centro da capital.

Diab fez um chamado na tarde de sábado pela realização de eleições antecipadas. A renúncia do Governo abre caminho para essa possibilidade. Nas últimas 48 horas, cinco dos 30 ministros já haviam renunciado: os da Informação, Manal Abdel Samad, Meio Ambiente, Demianos Qattar, Defesa, Zeina Adra, Justiça, Marie Claude Najm, e Finanças, Ghazi Wazni. O efeito dominó reverberou no Parlamento, onde 10 dos 128 deputados também apresentaram sua renúncia. É o segundo Governo que o movimento de protesto consegue derrubar. Em outubro passado, o então primeiro-ministro, Saad Hariri, renunciou.

O novo Governo durou apenas nove meses, período em que os libaneses consideram que não foi realizada nenhuma das reformas necessárias para evitar o colapso do país. As manifestações que investiam contra uma classe político-econômica, de linha confessional, enraizada no poder há mais de três décadas, se transformaram em “protestos do pão” no início do ano, à medida que a já grave crise econômica se aprofundava pelas medidas de confinamento adotadas como prevenção à covid-19. Sem um pacote de ajuda estatal para mitigar o impacto, mais de 1.000 negócios fecharam suas portas definitivamente e 200.000 pessoas perderam seus postos de trabalho desde outubro, o que elevou a taxa de desemprego no setor formal a 30% e lançou quase metade dos 4,5 milhões de libaneses abaixo da linha da pobreza.

A trágica explosão representou um ponto sem volta para os manifestantes. Os cidadãos libaneses consideram que essa catástrofe é fruto de mais uma negligência e do descaso de todo o sistema político. A deterioração econômica, a queda vertiginosa da libra libanesa e uma inflação de 60% acabaram por aprofundar as tensões políticas e sociais em que o país está mergulhado. Grupos de jovens armados entraram em confronto, em linhas sectárias, nas ruas de Beirute, enquanto seus líderes políticos se atolam em uma encruzilhada de acusações mútuas que paralisam todas as medidas de reforma.

O Líbano acumula uma das dívidas públicas mais altas do mundo —cerca de 76 bilhões de euros (490 bilhões de reais), ou seja, 170% do PIB— enquanto a comunidade internacional denuncia o flagrante descaso da elite dominante em face do possível colapso econômico do país, afetado também por uma corrupção estrutural que o coloca na posição 137 de 180 países (quanto mais próximo de 180, mais corrupto) no índice elaborado pela organização Transparência Internacional.

Manifestante carrega bandeira do Líbano em protesto nesta segunda. Pressão das ruas levou à renúncia do Governo
Manifestante carrega bandeira do Líbano em protesto nesta segunda. Pressão das ruas levou à renúncia do GovernoHANNAH MCKAY / Reuters

Na vanguarda das manifestações está a geração de jovens na casa dos 20 anos, fartos do sistema clientelista denominado wasta (“pistolão” em árabe) e que, sem oportunidades de trabalho, saem em massa do país. Os jovens entre 15 e 29 anos representam 30% da população libanesa e têm uma taxa de desemprego de 66%, de acordo com o Ministério da Juventude e Esportes. Dezenas de milhares emigram todos os anos em busca de um futuro melhor.

Trata-se da primeira geração do pós-guerra civil (1975-1990), que rejeita as regras sectárias que considera ultrapassadas. O sistema político confessional que governa o Líbano implica que o poder é distribuído por cotas para as principais religiões, de modo que o presidente tem que ser cristão; o primeiro-ministro, um muçulmano sunita; e o presidente do Parlamento, um muçulmano xiita.

A gestão econômica desastrosa levou países e instituições internacionais a condicionarem a ajuda a uma política de austeridade eficaz para reduzir a dívida e mudanças na governança. “Não propuseram um único plano de reforma econômica [o Governo libanês], uma condição exigida há dois anos para a liberação dos 11 bilhões de dólares [71 bilhões de reais] prometidos na conferência de CEDRE [na França]”, disse uma fonte diplomática europeia em Beirute, falando sob anonimato. “O mesmo aconteceu com o Fundo Monetário Internacional, cujas negociações com o Líbano estão estancadas porque o Governo se recusa a reformar o setor bancário e o setor de gestão de eletricidade, ambos extremamente opacos e lucrativos para os políticos”, afirma. Para os cidadãos, isso se traduz há meses em cortes diários de até 22 horas de energia elétrica e a impossibilidade de abastecimento de produtos básicos por falta de divisas em um país que importa 80% do que consome.

A renúncia do Governo promete reconfigurar o status quo político no Líbano, onde dois blocos estão em confronto, tendo como pano de fundo influências regionais. O país é palco tradicional das lutas subsidiárias das potências regionais e internacionais. Hariri pediu um acordo de “dissociação regional” pelo qual as duas partes conseguiram formar um Governo de unidade depois de nove meses de negociações, e que chegou ao fim com a renúncia dele em outubro.

Diab assumiu o cargo de primeiro-ministro em um Governo respaldado pelo grupo majoritário, formado pelas organizações xiitas Amal-Hezbollah e o partido cristão Movimento Patriótico Livre, liderado por Yibran Basil, genro do presidente. Na oposição estava Hariri, junto com os partidos Socialista Progressista, do druso Walid Yumblat, e Forças Libanesas, do cristão Samir Geagea. Os primeiros procuram manter o status quo que atende aos seus interesses. Os segundos, melhorar sua posição. A rua quer que todos eles caiam fora.

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