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Postado em 08-08-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 08-08-2020 00:19

DO CORREIO BRAZILIENSE

Obtido pela revista Crusué, quebra de sigilo bancário mostra que valor é superior ao que o presidente havia informado. Na época, Queiroz era assessor de Flávio Bolsonaro

ST
Sarah Teófilo
 

 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

A quebra de sigilo bancário de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na época em que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro, mostra que o então assessor fez depósitos que chegaram a R$ 72 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. As informações obtidas pela revista Crusué, que teve acesso às transações de Queiroz.

O valor é superior ao que havia dito o presidente Jair Bolsonaro. A investigação já havia revelado depósitos que chegaram a R$ 24 mil na conta da primeira-dama. Ao justificar caso no entanto, Bolsonaro afirmou que Queiroz havia depositado, na verdade, R$ 40 mil na conta de sua esposa como pagamento de um empréstimo feito pelo presidente da República, na época deputado federal. Os pagamentos teriam sido feitos em dez cheques de R$ 4 mil, segundo Bolsonaro.

Segundo a revista Crusué, ao menos 21 cheques foram depositados na conta da primeira-dama entre 2011 e 2018. Informações da Folha de S. Paulo apontam, ainda, que a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, chegou a depositar também quatro cheques na conta de Michelle no valor total de R$ 11 mil, em 2011.

A apuração, realizada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) é relativa ao esquema de desvio de salários de servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), chamado de ‘rachadinhas’. Além de Queiroz, o senador Flávio Bolsonaro também é investigado. Ele conseguiu recentemente o foro especial no caso, que saiu da 27ª Vara Criminal do Rio e subiu ao Órgão Especial. Agora, o parlamentar tenta fazer com que o caso deixa ser investigado pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc).

Tanto Márcia quanto Queiroz tiveram prisão preventiva decretada em junho. Márcia ficou foragida até a defesa conseguir a prisão domiciliar para ambos, garantia pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha. 

A investigação teve início com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2018, que identificou movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. O MP passou a investigar o esquema de rachadinhas na Alerj envolvendo Queiroz e Flávio.

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