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Posted on 08-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-08-2020

DO ANTAGONISTA

Morre Enio Mainardi

 

Enio Mainardi, meu pai, morreu neste sábado.

Ele estava internado com Covid-19.

 

Nosso último encontro foi em 26 de abril de 2019. Viajei a São Paulo com meu filho mais velho e deixei-o na casa de meu pai. Eles gravaram um vídeo juntos. É assim que vou recordá-lo – com esse amor exuberante.

 

Fachin revoga liminar que obrigava Lava-Jato compartilhar dados ...

Fachin revoga liminar de Toffoli e empata o jogo.

ARTIGO DA SEMANA

“Não logrará”: aviso de Mourão ( e decisão de Fachin)

Vitor Hugo Soares

Diga-se, a bem de Sua Excelência, o Fato ( no dito famoso do estadista francês Charles de Gaulle, que Ulysses Guimarães, “Senhor  Constituição” de 1988, tanto repetia em seus discursos, entrevistas e escritos):  Foi o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, com um firme e objetico “não logrará”, o primeiro a reagir à pretensão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, da aprovação de lei, em cima da perna, que estabeleça “quarentena” de 8 anos, para que juízes e procuradores de justiça possam concorrer a mandatos políticos. Atitude – já se vê e já se disse – de lastimável casuísmo. Com sinais de ter sido bolada, sob medida, para  acorrentar o pescoço do ex-juiz Sérgio Moro, que arranca em seus primeiros movimentos na direção de concorrer às eleições presidenciais de 2022.

O que, temem, poderá abalar o projeto que aparenta ser prioritário para os atuais donos do poder e dos que o cercam, mesmo a mais de dois anos antes das próximas presidenciais: manter o presidente Jair Bolsonaro por mais quatro anos no Palácio do Planalto, apoiado no “novo normal” da aliança com o Centrão, que avança e se aprofunda agora no Nordeste, em tempo de pandemia, ainda mais dependente do Bolsa Família e de outros históricos pequenos “favores” do governo, que dão votos e apoio político. Das barrancas do Rio São Francisco, da minha infância, a outros redutos da região, onde a covid-19 isola e dificulta mais a vida das pessoas, abrindo portas aos avanços das entradas e bandeiras destes novos e temerários dias, em pleno século XXI.

Semelhante – fora a praga do Covid –19, e felizmente sem o mal da seca neste 2020, de muita chuva no sertão – à buchada de bode servida, em Canudos (BA), ao ilustre acadêmico, candidato em campanha, Fernando Henrique Cardoso, que mereceu honrosa e inesperada comparação com um dos pratos da refinada cozinha francesa, servida nos restaurantes de Paris, servida nos melhores restaurantes de Paris.

Semana passada, de passagem por Campo Alegre de Lourdes, na Bahia, e noutras empobrecidas áreas de São Raimundo Nonato, no Piauí, aquele velho e irônico viajante francês, vendo o capitão mandatário montado a cavalo com chapéu de vaqueiro na cabeça, sem máscara, trocando abraços e apertos de mãos com a gente pobre do lugar, seguramente comentou com os seus botões: “Amaldiçoado seja aquele que pensar mal destas coisas” !!! .

É igualmente justo reconhecer: foi o ministro do STF, Edson Fachim, quem estabeleceu a primeira medida de contenção na ofensiva do procurador Geral da República, Augusto Aras (com sinais explícitos de referendo do ministro Toffoli) de acorrentar também as pernas do ex-ministro da Justiça. E nas dos procuradores de justiça, principalmente da força tarefa (em Curitiba) da maior e mais eficiente operação de combate a corruptos e corruptores no País. Dia 3 de agosto, o ministro relator da Lava Jato no STF, em decisão monocrática – de inegável coragem e presteza – revogou a liminar concedida pelo presidente do Supremo – a pedido de Aras –, determinando que a Lava Jato compartilhasse com o PGR todos os dados recolhidos no Paraná.

Jogo empatado. Aguarda-se o próximo lance desta partida alucinante, disputada entre surpresas, avanços e recuos estratégicos no movimentado jogo de xadrez no tabuleiro da política, da justiça e do poder no País, em tempo de pandemia.  Quem o fará? De onde virá? Como será? Façam apostas!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br  

“Something Big”, Burt Bacharach: Um maestro soberano, como foi Tom, para aplaudir, hoje e sempre, com o Coração, em todos os idiomas!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DO EL PAÍS

Em homenagem aos 40 anos de morte do poeta, a atriz e cantora Mariana de Moraes resgata em curso as histórias por trás das canções e poemas do avô, que fez o Brasil grande mundo afora

O poeta Vinicius de Moraes.
O poeta Vinicius de Moraes.Archivo personal
Joana Oliveira
São Paulo

Vinicius de Moraes (1913-1980) sempre escreveu canções, desde muito jovem, mas o fazia às escondidas. Para um jovem poeta cultuado na Academia, pegava mal ser compositor. “Era como se ele tivesse duas personalidades que se ocultavam mutuamente, uma não contava que existia para a outra”, comenta a atriz e cantora Mariana de Moraes, de 50 anos, neta do Poetinha que cantou como ninguém o amor e a saudade. A primeira composição foi feita aos 15 anos, em 1928, mas Loura ou morena só foi musicada em 1932, por Haroldo Tapajós. Agora, em homenagem aos 40 anos de sua morte, Mariana resgata as histórias por trás dessa e de outras letras e poemas do avô em um curso online de quatro aulas. Em 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, ela iniciou as homenagens com um show cantando o repertório de Vinicius, que pretendia transformar em álbum ainda neste ano. Mas a pandemia do novo coronavírus atrasou os planos.

  • Elis Regina e Adoniran Barbosa em cena de um documentário de 1978.

Ao longo de quase 30 anos de carreira, Mariana, que é filha do fotógrafo Pedro de Moraes e da atriz Vera Barreto Leite, participou de diversos projetos mundo afora sobre Vinicius e, ainda que até este ano não tivesse gravado as músicas do avô, sempre debruçou-se sobre a obra dele. “Não por ser neta, mas por ser uma fiel seguidora do João Gilberto, que foi o primeiro e grande intérprete do Vinicius”, diz ela. Atriz de formação —e discípula do Teatro Oficina de Zé Celso—, Mariana sempre mistura poesia, histórias e música em seus shows. A oportunidade de preparar um curso sobre o avô, que começa no dia 10 de agosto, deu-lhe a ideia de levar suas histórias aos palcos, quando a quarentena acabar. “Quero contar as histórias dele, a história das músicas dele e dos valores éticos que ele passou para a família, sobre como viver a vida”.

Uma dessas histórias é sobre como o jovem poeta consagrado, que recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade de Oxford, conheceu aquele com quem construiria quiçá a maior parceria do cancioneiro brasileiro: Tom Jobim. Vinicius escreveu a peça O Orfeu da Conceição e moveu mundos e fundos —pedindo empréstimos a amigos e endividando-se— com o sonho de encená-la no Teatro Municipal. Enquanto buscava um compositor para o musical, conheceu Tom Jobim. E o sonho deu certo. A peça foi apresentada durante três noites e entrou para a história como a primeira vez em que 36 negros apresentaram-se no panteão das artes cênicas brasileiras. O Orfeu da Conceição viria a se tornar o filme Orfeu Negro (ou Orfeu do Carnaval), de 1959, dirigido pelo francês Marcel Camus, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes.

“Em alguns de seus textos, Vinicius revela o desenvolvimento dessa ideia de transpor o mito grego de Orfeu para a favela carioca e de ele não ser um herói helênico que toca lira, mas um negro que toca violão”, conta Mariana, que destaca a admiração de Vinicius por toda a cultura africana e afrobrasileira. Não à toa, uma das aulas do seu curso será dedicada aos afro-sambas que Vinicius compôs com o amigo Baden Powell. “Uma das grandes bandeiras na vida de Vinicius era mostrar que a arte popular não é menor que a arte erudita ou acadêmica e ousar unir ambas. A trajetória dele mostra como essa poesia erudita se infiltrou no artista popular e fez com que a música no Brasil ganhasse uma dimensão que nunca tinha tido”, diz Mariana.

Dessa fusão surgiu a bossa nova e sua santíssima trindade: Vinicius, Tom e João Gilberto. “Essas e outras amizades são um capítulo muito importante da vida dele. Todo mundo fala das nove mulheres que ele teve, mas, na verdade, o que ele mais cultivou foram amigos, de todas as áreas”, afirma a neta. De Pablo Neruda a Carybé, Manuel Bandeira, Rubem Braga, o mestre Pixinguinha, até Carmen Miranda e o cineasta Orson Welles, quem conheceu em Los Angeles, o primeiro posto de Vinicius de Moraes como adido cultural do Itamaraty.

Foi precisamente depois de ele deixar a carreira de diplomata, que exerceu entre 1943 a 1963, que Mariana conviveu mais tempo com o avô, que morreu quando ela tinha 11 anos, no dia 9 de julho de 1980. “Quatro anos antes disso, fui viver o exílio na França com meus pais. Foi justamente nesse período que ele foi demitido do Itamaraty pela ditadura militar e ficou livre para ser um artista de palco. É sua fase popstar”, lembra ela, referindo-se aos shows que Vinicius passou a fazer no exterior. “Ele sempre me levava aos shows que fazia em Paris e, pelo menos três vezes no ano, era a única pessoa da família que eu encontrava. A lembrança que eu tenho é de um avô muito amoroso”.

 
O poeta Vinicius de Moraes e sua neta, Mariana de Moraes.
O poeta Vinicius de Moraes e sua neta, Mariana de Moraes.Arquivo pessoal

Mariana, que cantava com afinação desde pequena, era um dos xodós do poeta. “Ele tinha o maior orgulho de mim porque eu cantava e era uma criança afinada que sabia todas as músicas do João Gilberto”, ri ela, que lembra com carinho de quando Vinicius lhe presenteou com um gravador para que ela treinasse como cantora. Mariana fala com igual carinho da tia, Susana de Moraes, primogênita de Vinicius. “Ela fez por mim o que ele teria feito, foi uma grande amiga e conselheira”. Foi a tia quem aconselhou Mariana a não cantar o repertório do avô enquanto não tivesse uma carreira consolidada. “Ela dizia que primeiro eu tinha que me colocar no mundo e ser reconhecida pela minha própria voz”, diz Mariana sobre a tia, para quem Vinicius compôs Valsa de Eurídice, para celebrar seus 15 anos, muito antes de lançar-se oficialmente como compositor.

Vinicius atemporal

Mariana ressalta que a figura de Vinicius de Moraes, assim como sua obra, é atemporal, apesar de, segundo ela, “estar fora de moda” atualmente no Brasil. “Os artistas do país estamos abandonados. A música popular brasileira está abandonada no Brasil. É uma tristeza, porque o que a música popular deu para o Brasil, como o futebol no esporte, foi uma identidade. Desde o Cartola ao [Heitor] Villa-Lobos.”, lamenta ela, que critica a falta de política cultural do Governo de Jair Bolsonaro.

A artista acredita que, se estivesse vivo hoje, o avô se posicionaria, “com seu pragmatismo amoroso”, contra essa realidade. “Ele foi importante para a carreira de praticamente todo mundo que faz música popular brasileira hoje. Tenho certeza que, se estivesse aqui, estaria usando de seu privilégio para colocar-se politicamente contra o atual panorama sociopolítico do país, de fascismo, racismo, ignorância”, diz e logo acrescenta, saudosa: “Como eu gostaria de ter tomado um porre com meu avô!”.

Mas, mesmo em meio à realidade menos romântica que as canções do Poetinha, é também nas memórias do avô que Mariana encontra paralelos e lampejos de esperança. “Achei outro dia um texto dele sobre a Segunda Guerra Mundial, em que ele fala da dor daquele momento e chega a usar a palavra quarentena ao referir-se à situação dos familiares dos soldados que foram para a Guerra. Foi um momento difícil, mas que passou”. Como escreveu em Chega de saudade, Vinicius de Moraes faz lembrar que o amor prevalece e que “a distância não existe”

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Posted on 08-08-2020
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O caso Wajngarten e o PL de armas na Câmara

 

Os bolsonaristas na Câmara esperam que o caso de Fábio Wajngarten –que reagiu a um assalto e, armado, rendeu um assaltante– faça o Congresso retomar as discussões sobre a posse e o porte de armas.

Como mostramos, a liderança do governo tenta avançar com um projeto de lei do Executivo sobre o tema.

O texto amplia para diversas categorias o acesso a armas e munições, como integrantes das carreiras de auditoria da Receita Federal, agentes de trânsito, advogados públicos federais e oficiais de justiça e do Ministério Público.

O projeto foi ressuscitado na semana passada, após o Planalto definir pautas de costumes como prioritárias. O líder Vitor Hugo, inclusive, conseguiu as assinaturas necessárias para pedir urgência para a proposta.

O aceno de Jair Bolsonaro aos apoiadores, no entanto, tem sofrido resistência da oposição. Em reunião de líderes na quarta (5), houve discussão entre Vitor Hugo, que cobrava a votação da matéria, e Alessandro Molon, líder do PSB, que defende que o texto não vá à frente.

A resistência também parte de Rodrigo Maia, que tem dito a parlamentares que o projeto sobre armas não é prioridade em meio à pandemia.

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Obtido pela revista Crusué, quebra de sigilo bancário mostra que valor é superior ao que o presidente havia informado. Na época, Queiroz era assessor de Flávio Bolsonaro

ST
Sarah Teófilo
 

 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

A quebra de sigilo bancário de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na época em que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro, mostra que o então assessor fez depósitos que chegaram a R$ 72 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. As informações obtidas pela revista Crusué, que teve acesso às transações de Queiroz.

O valor é superior ao que havia dito o presidente Jair Bolsonaro. A investigação já havia revelado depósitos que chegaram a R$ 24 mil na conta da primeira-dama. Ao justificar caso no entanto, Bolsonaro afirmou que Queiroz havia depositado, na verdade, R$ 40 mil na conta de sua esposa como pagamento de um empréstimo feito pelo presidente da República, na época deputado federal. Os pagamentos teriam sido feitos em dez cheques de R$ 4 mil, segundo Bolsonaro.

Segundo a revista Crusué, ao menos 21 cheques foram depositados na conta da primeira-dama entre 2011 e 2018. Informações da Folha de S. Paulo apontam, ainda, que a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, chegou a depositar também quatro cheques na conta de Michelle no valor total de R$ 11 mil, em 2011.

A apuração, realizada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) é relativa ao esquema de desvio de salários de servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), chamado de ‘rachadinhas’. Além de Queiroz, o senador Flávio Bolsonaro também é investigado. Ele conseguiu recentemente o foro especial no caso, que saiu da 27ª Vara Criminal do Rio e subiu ao Órgão Especial. Agora, o parlamentar tenta fazer com que o caso deixa ser investigado pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc).

Tanto Márcia quanto Queiroz tiveram prisão preventiva decretada em junho. Márcia ficou foragida até a defesa conseguir a prisão domiciliar para ambos, garantia pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha. 

A investigação teve início com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2018, que identificou movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. O MP passou a investigar o esquema de rachadinhas na Alerj envolvendo Queiroz e Flávio.

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Duke, NO JORNAL

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Internada com covid-19, Maria Aparecida Firmo Ferreira, 81 anos, deixou a UTI do Hospital de Santa Maria nesta quinta-feira (6/8). Ela foi transferida para o Hospital Regional de Ceilândia

TS
Tainá Seixas
 

Maria Aparecida foi socorrida pelos vizinhos, no Sol Nascente antes de ser internada, em julho - (foto: TVBrasilia)

Maria Aparecida foi socorrida pelos vizinhos, no Sol Nascente antes de ser internada, em julho – (foto: TVBrasilia)

A avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Santa Maria na quinta-feira (6/8). No início da tarde desta sexta-feira (7/8), ela foi transferida para o Hospital de Ceilândia, onde está sendo atendida em um leito de enfermaria.

Ela está internada devido à covid-19 desde 1° de julho. Inicialmente admitida no Hospital de Ceilândia, teve piora do quadro e precisou ser encaminhada à UTI, quando foi transferida para o Hospital de Santa Maria.

Durante sua estadia no hospital, esteve em estado de saúde grave e precisou ser intubada duas vezes, após apresentar melhora seguida de agravamento do quadro clínico. Na segunda-feira (3/8), ela voltou a respirar apenas com auxílio de máscara nebulizante.

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