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ARTIGO/Ponto de vista
 
O ódio político no Brasil e sua expressão corporal 3
 
Joaci Góes
 
Para a eminente amiga Fátima Carvalho!
Como dissemos no artigo anterior, para compensar o ódio do mal, temos a cólera do bem, a cólera santa ou divina, cujo símbolo maior é o Cristo, de chicote na mão, vergastando os vendilhões do Templo. Inclui, também, Irmã Dulce como personalidade por vezes dominada pela cólera divina, sob os protestos de alguns que sempre associam, equivocadamente, a cólera ao mal. Invulnerável ao medo, Deus não o é em relação ao ódio, como o demonstram os episódios de Sodoma e Gomorra e do Mar Vermelho. No Levítico, capítulo 26, versículos 16 a 18, Ele ameaça: “Eu também vos enviarei terror, exaltação e febre que vos consumirão os olhos e destruirão vossas almas.”
Sobre o tema da cólera santa, Rui Barbosa escreveu uma página imortal na “Oração aos Moços”, o mais belo discurso de todos os tempos. Vale a pena transcrever linhas desse monumento de retórica moral, como não há igual, no espaço e no tempo:
“Bem pode haver ira, sem haver pecado… E às vezes poderá haver pecado, se não houver ira… A virtude da mansidão compreende dois atos: um é reprimir a ira, quando é desordenada; outro excitá-la, quando convém… Nem toda ira, pois, é maldade; porque a ira, se, as mais das vezes, rebenta agressiva e daninha, muitas outras, oportuna e necessária, constitui o específico da cura. Ora deriva da tentação infernal, ora de inspiração religiosa.
Comumente se acende em sentimentos desumanos e paixões cruéis; mas não raro flameja no amor santo e da verdadeira caridade. Quando um braveja contra o bem, que não entende, ou que o contraria, é ódio iroso ou ira odienta. Quando verbera o escândalo, a brutalidade, ou o orgulho, não é agrestia rude, mas exaltação virtuosa; não é soberba, que explode, mas indignação que ilumina; não é raiva desaçaimada, mas correção fraterna.
Então, não somente não peca o que se irar, mas pecará, não se irando. Cólera será; mas cólera da mansuetude, cólera da Justiça, cólera que reflete a de Deus, face também celeste do amor, da misericórdia e da santidade. Dela esfuzilam centelhas, em que se abrasa, por vezes, o apóstolo, o sacerdote, o pai, o amigo, o orador, o magistrado. Essas faúlhas da substância divina atravessam o púlpito, a cátedra, a tribuna, o rostro, a imprensa, quando se debatem, ante o país, ou o mundo, as grandes causas humanas, as grandes causas nacionais, as grandes causas populares, as grandes causas sociais, as grandes causas da consciência religiosa. Então a palavra se eletriza, brame, lampeja, atroa, fulmina. Descargas sobre descargas rasgam o ar, incendeiam o horizonte, cruzam em raios o espaço. É a hora das responsabilidades, a hora da conta e do castigo, a hora das apóstrofes, imprecações e anátemas, quando a voz do homem reboa como o canhão, a arena dos combates da eloquência estremece como campo de batalha, e as siderações da verdade, que estala sobre as cabeças dos culpados, revolvem o chão, coberto de vítimas e destroços incruentos, com abalos de terremoto.
Ei-la aí a cólera santa! Eis a ira divina! Quem, senão ela, há de expulsar do templo o renegado, o blasfemo, o profanador, o simoníaco? Quem, senão ela, exterminar da ciência o apedeuta, o plagiário, o charlatão? Quem, senão ela, banir da sociedade o imoral, o corruptor, o libertino? Quem, senão ela, varrer dos serviços do Estado o prevaricador, o concussionário, e o ladrão público? Quem, senão ela, precipitar do governo o negocismo, a prostituição política, ou a tirania? Quem, senão ela, arrancar a defesa da pátria à cobardia, à inconfidência, ou à traição? Quem, senão ela, ela a cólera do celeste inimigo dos vendilhões e dos hipócritas? A cólera do justo, crucifixo entre ladrões? A cólera do verbo da verdade, negado pelo poder da mentira? A cólera da santidade suprema, justiçada pela mais sacrílega das opressões? Todos os que nos dessedentamos nessa fonte, os que nos saciamos desse pão, os que adoramos esse ideal, nela vamos buscar a chama incorruptível. É dela que, ao espetáculo ímpio do mal tripudiante sobre os reveses do bem, rebenta em labaredas a indignação, golfa a cólera em borbotões das fráguas da consciência, e a palavra sai, rechinando, esbraseando, chispando como o metal candente do seio da fornalha. Esse metal nobre, porém, na incandescência de sua ebulição, não deixa escória. Pode crestar os lábios, que atravessa. Poderá inflamar por momentos o irritado coração, de onde jorra. Mas não o degenera, não o macula, não o resseca, não o caleja, não o endurece; e, no fundo são da urna onde tumultuavam essas procelas, e onde borbotam essas erupções, não assenta um rancor, uma inimizade, uma vingança. As reações da luta cessam, e fica, de envolta com o aborrecimento ao mal, o relevamento dos males padecidos.”
Diante disso, depois disso… não sei como termine!
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahia. Texto publicado nesta quinta-feira, 6/8, na TB.

“Ay amor!”, Bola de Nieve(Ignácio Villa): Um imortal bolero cubano e toda grandiosidade de um músico e intérprete excepcional. Confira!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

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07
Posted on 07-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-08-2020

DO EL PAÍS

A casa mexicana de Gabriel García Márquez, falecido em 2014, conserva seu estúdio de trabalho e seus quase 5.000 livros. E também sua paixão por dicionários, rosas amarelas e máquinas de escrever

Gonzalo García Barcha, filho de Gabriel García Márquez, na biblioteca de seu pai na Cidade do México.
Gonzalo García Barcha, filho de Gabriel García Márquez, na biblioteca de seu pai na Cidade do México.Teresa de Miguel

 David Marcial Pérez

Cidade do México
  • Mario Vargas Llosa e Gabriel García Márquez, vistos por Fernando Vicente.

Uma rosa amarela, um dicionário e uma máquina de escrever. É tudo de que Gabriel García Márquez (Aracataca, Colômbia, 1927?Cidade do México, 2014) precisava para entrar em ação. Aos oito anos, seu avô lhe contou que as flores amarelas davam sorte, e ele nunca mais se separou delas. Durante a entrega do Nobel de Literatura (1982), tinha uma escondida no bolso. Gabo se considerava um amante dos dicionários, embora sua relação com as enciclopédias fosse de amor e ódio. Em 1977, prefaciou uma edição do Diccionario de Uso del Español, de María Moliner, seu favorito. Mas, ao mesmo tempo, inventava palavras: condolientes (“condolentes”), mecedor (“mexedor”, “balanceador”). Propôs até mesmo aposentar a ortografia, principalmente o “h rupestre”.

Também declarou guerra às máquinas de escrever. Sua primeira Remington ardeu no fogo dos distúrbios do Bogotaço, em 1948. Uma década depois, a máquina que concebeu em Paris Ninguém Escreve ao Coronel tinha perdido a tecla “d” pelo caminho. Para poder terminar o texto, teve de improvisar, completando manualmente cada “c” com um tracinho vertical. Depois, comprou uma Torpedo alemã e uma Smith Corona elétrica. Isso até se apaixonar pela Apple. Um eMac do início dos anos 2000, um computador branco com forma de pepino retrofuturista, continua na escrivaninha de sua casa na Cidade do México.

“Não era especialmente fetichista, mas foi comprando cada um dos modelos de Mac que foram saindo”, conta seu filho Gonzalo García Barcha, olhando para a traseira as costas ovais da máquina. Depois da explosão de sucesso de Cem Anos de Solidão durante sua estadia em Barcelona, a família chegou a esta casa na Cidade do México em 1975, quando ele tinha 11 anos e seu irmão, Rodrigo, 15. Gonzalo García lembra que muitas manhãs, ao voltar do colégio, os dois garotos cruzavam correndo o quintal com jardim e entravam para cumprimentar seu pai enquanto ele trabalhava no estúdio. Sentado à mesa onde hoje permanece um vaso com rosas amarelas diante de uma coleção de dicionários na estante, Gabo os olhava em silêncio, com os dedos ainda sobre o teclado, e os deixava falar. “Muitas vezes não sabíamos se realmente nos escutava. Ele se concentrava muito quando estava trabalhando.”

A concentração é uma das características mais destacadas por aqueles que alguma vez o viram trabalhando em seu estúdio. Iván Granados foi seu bibliotecário pessoal de 2007 até sua morte, em abril de 2014. Também costumava chegar de manhã. Cumprimentava-o ?“bom dia, professor”? e, durante as três ou quatro horas seguintes, mal trocavam palavras. “Ele não era nem um pouco maníaco, não interferia muito na organização de seus livros. Em troca, o que precisava era que o deixassem trabalhar o tempo que fosse necessário”, conta, por telefone, Granados, que prepara a publicação de uma pesquisa sobre a obra de Gabo, além de uma compilação de textos dispersos do autor colombiano. Depois da morte do escritor, Granados continuou indo à casa para terminar a tarefa. Durante anos, encarregou-se de dividir os quase 5.000 títulos em quatro áreas: uma com as traduções de seu próprios títulos; outra com dicionários e enciclopédias; uma terceira com livros de documentação com os quais preparava suas obras; e finalmente, a literatura que lhe interessava ?romance, poesia, ensaio, jornalismo, cinema e política.

Figura de Gabriel García Márquez em seu estúdio e biblioteca no bairro de San Ángel, na Cidade do México.
Figura de Gabriel García Márquez em seu estúdio e biblioteca no bairro de San Ángel, na Cidade do México. Teresa de Miguel

De pé, olhando de frente para a área dos ensaios, Gonzalo García reconhece um livro importante, Las Flores en la Poesía Española, do filólogo José Manuel Blecua. Uma edição de 1968, da editora Gredos. “Em casa nunca houve muita pressão para que nos encaminhássemos para a leitura, mas se perguntássemos, por exemplo, sobre poesia, passavam-nos esse livro”. Gonzalo García, que é ilustrador e editor, avisa, de qualquer forma, que na biblioteca já não há muitos livros de sua infância. Nem aqueles com que seu pai formou sua cultura literária. Ao longo dos últimos anos, a família doou muito material à Biblioteca Nacional da Colômbia, além da parte do arquivo conservada pela Universidade do Texas em Austin.

Mesmo assim, Gonzalo García continua procurando entre os títulos da parede. E aparece uma edição de 1972 do Ulisses de James Joyce, esse “calhamaço assustador”, como um jovem Gabo o chamou. Também aparecem cópias de O Dia do Chacal e O Conde de Monte Cristo. “Meu pai sempre fugiu da solenidade e nunca fez distinção entre o que se chama de alta e baixa cultura, pegava o que podia de todo os lados”, explica seu filho sobre sua conhecida veia popular. Seu bibliotecário pessoal tem uma teoria complementar: “Esta não é a biblioteca de um colecionador ou de alguém que teve a oportunidade de ir guardando seus primeiros livros. É a biblioteca de um viajante que se estabelece definitivamente no México”.

Uma escultura de Gabriel García Márquez e sua esposa, em seu estúdio na capital mexicana.
Uma escultura de Gabriel García Márquez e sua esposa, em seu estúdio na capital mexicana.Teresa de Miguel

Antes de se instalar pela segunda vez, e para sempre, no México aos 52 anos, o escritor colombiano teve uma vida errante: Barranquilla, Bogotá, Paris, Havana, Caracas, Londres, Barcelona. “Além disso, leu seus primeiros livros emprestados”, acrescenta Granados. “Em suas memórias, explica como descobriu Kafka e Faulkner pelos livros de seus amigos.” Apesar de tudo, a biblioteca do viajante também guarda preciosidades. Como uns 20 volumes da lendária Pléiade, a coleção da Gallimard que reúne o cânone da literatura universal através de antologias dos grandes textos, encadernados com capa dura revestida de couro flexível e com páginas finíssimas de papel-bíblia.

O vallenato

O que nunca faltou a Gabo em nenhuma de suas etapas foi o vallenato, sua música favorita. Tanto que gostava de dizer que “Cem Anos de Solidão nada mais é que um vallenato de 450 páginas”. Seus amigos no Caribe colombiano lhe enviavam fitas com músicas. Algumas continuam aqui, ao lado de Rocio Jurado, José Luis Perales, Armando Manzanero e Joaquín Sabina. O estúdio da casa mexicana, um amplo corredor de tijolos brancos em forma de “L”, tem as paredes transformadas em estantes. Acompanhando aos livros, há também mesas, sofás e poltronas para descansar e conversar. De manhã, esta biblioteca era o bunker de trabalho de Gabo. À tarde, o centro de operações de muitas farras. “Tinha um bar sempre muito bem abastecido”, lembra seu filho. Fidel Castro, Sean Penn e Silvio Rodríguez foram algumas das muitas e ilustres visitas. Quando a festa era entre escritores, a brincadeira era que um deles começasse a recitar um verso de Lorca, ou de algum poeta espanhol do Século de Ouro, e outros continuassem com a estrofe.

Uma cópia de ‘A Morte de Artemio Cruz’, de Carlos Fontes, dedicada a Gabriel García Márquez, na biblioteca do escritor colombiano na Cidade do México.
Uma cópia de ‘A Morte de Artemio Cruz’, de Carlos Fontes, dedicada a Gabriel García Márquez, na biblioteca do escritor colombiano na Cidade do México.Teresa de Miguel

Uma cópia gigante do retrato que Richard Avedon fez de García Márquez nos anos setenta domina uma das paredes. Mais fotos: seus filhos, sua esposa, seus pais, Ernest Hemingway, Gabo com Juan Rulfo, com Felipe González, com Bill Clinton. Os personagens históricos também foram personagens de seus livros. Retratados com um rigor matemático, herdeiro possivelmente de sua veia jornalística. Para O General em seu Labirinto, que narra os últimos dias de Simón Bolívar, Gabo mergulhou fundo nos 34 volumes das memórias de Daniel Florence O’Leary, o general irlandês que acompanhou o libertador até seu túmulo. Voltava uma e outra vez às fontes históricas para, muitas vezes, simplesmente confirmar a verossimilhança de uma cena. Por exemplo, quando quis descrever o general comendo um pedaço de manga e foi comprovar se, no início do século XIX, o cultivo de manga já havia chegado à atual Colômbia.

Mais de seis anos depois da morte de Gabo, ainda chegam à sua casa pacotes com livros. Muitos de autores iniciantes, que continuam buscando a aprovação do professor. A família reconhece que, como esses livros já não têm quem os leia, foi encontrado um destino melhor para eles. Graças a um acordo aprovado em vida pelo próprio Gabo, todos os meses a família envia caixas com livros à biblioteca de uma escola rural agropecuária de um povoado de Sinaloa (México). Em troca, recebe caixas com lichias e camarões

DO CORREIO BRAZILIENSE

O ministro garantiu que o governo Bolsonaro continua comprometido com o combate à corrupção e com a manutenção da democracia em evento internacional


 
(foto: EduAndrade/Ascom/ME)

O presidente Jair Bolsonaro é um “homem de maus modos, mas de bons princípios”, que não foi eleito pela aliança com o ex-juiz Sergio Moro. Foi assim que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou rebater as críticas internacionais ao governo de Jair Bolsonaro em evento promovido pelo Aspen Institute nesta quinta-feira (06/08).

 
Questionado sobre a situação político econômica brasileira durante a pandemia do novo coronavírus, Guedes garantiu aos interlocutores norte-americanos do Aspen Institute que o “Brasil vai sair dessa crise antes de vocês” e que “gosta da democracia”, apesar do que os “perdedores da última eleição dizem”. 
 
Para o ministro, a questão é que o Brasil vive uma “democracia vibrante e barulhenta”. Por isso, ele pediu que os participantes do evento fossem gentis e deixassem de lado todos os pré-julgamentos em relação a Jair Bolsonaro. “O presidente é um homem de maus modos, mas de bons princípios”, alegou.
 
Guedes, contudo, mostrou-se incomodado com os questionamentos à crise política observada após a saída de Sergio Moro do governo. Guedes alegou que Bolsonaro e Moro tiveram um “problema de interpretação”, assim como ocorreu entre o presidente e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Mas quem teve os votos? Ministros como eu e o Moro somos substituíveis”, retrucou.
 
O ministro da Economia ainda garantiu que a saída de Moro não atrapalhou o combate à corrupção, nem o governo de Jair Bolsonaro. Para ele, Bolsonaro também trabalha contra a corrupção e não foi eleito por causa de Moro, já que o ex-juiz só anunciou a entrada no governo após o segundo turno das eleições. “Não se pode falar que Bolsonaro foi eleito por causa do Moro, não teve esse efeito. Foi eleito por ele mesmo”, frisou. 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Texto abre brecha para o Ministério Público seja excluído do processo de negociação e homologação de acordos com empresas que se envolvem em corrupção


(foto: Divulgação/Senado Federal)
(foto: Divulgação/Senado Federal)

Sem contar com apoio do procurador-geral da República, Augusto Aras, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, assinou, nesta quinta-feira (06), um acordo com o governo que prevê novas regras para a homologação de acordos de leniência. Esse tipo de contrato é firmado com empresas condenadas por corrupção.

A organização colabora com as autoridades e fornece provas relacionadas aos crimes para obter benefícios, como não ser proibida de participar de licitações e contratos públicos. No entanto, o acordo firmado entre STF, Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU), abre brecha para que o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal sejam excluídas das negociações dos acordos.

ago
07
Posted on 07-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-08-2020


 

Quinho, NO DIÁRIO

 

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07

Além dos R$ 90 mil apreendidos hoje em dois cofres de Alexandre Baldy, a Polícia Federal levou também dez malas fechadas. O conteúdo das malas não foi revelado, segundo reportagem da Veja.

Baldy é secretário de Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo e foi preso hoje. Ele é investigado na Operação Dardanários, que apura corrupção e lavagem de dinheiro em contratos na área da saúde no Rio de Janeiro e em Goiás.

Ele foi detido num apartamento dele em São Paulo. Além do dinheiro e das malas, a PF levou computadores, HDs, celulares, documentos e joias.

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