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Postado em 02-08-2020
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-08-2020 00:08

DO EL PAÍS

Presidente afirma que tomará a medida diante do temor de que a plataforma seja usada pela inteligência chinesa

O presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira em um evento sobre a covid-19 em Belleair, Flórida.
O presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira em um evento sobre a covid-19 em Belleair, Flórida.TOM BRENNER / Reuters

 Pablo Guimón

Washington

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que proibirá a rede social TikTok nos Estados Unidos depois que as autoridades do país se mostraram preocupadas com a possibilidade de que essa plataforma seja usada pelos serviços de inteligência da China.

Em declarações aos jornalistas no avião presidencial Air Force One, Trump, nesta sexta-feira, disse: “No que se refere ao TikTok, vamos proibi-lo nos Estados Unidos”, acrescentando que tomaria a medida neste sábado por meio de um decreto ou recorrendo a “poderes econômicos de emergência”.

O TikTok é um aplicativo de vídeo popular entre os jovens, cuja casa matriz é a ByteDance, sediada na China, e tem cerca de um bilhão de usuários em todo o mundo.

O jornal The Wall Street Journal e a agência Bloomberg adiantaram que Trump estava planejando anunciar uma ordem para que a ByteDance venda sua propriedade do aplicativo nos EUA, considerando que o serviço poderia ser usado pelos serviços secretos chineses. Outros informes, inclusive um da Fox News, apontaram que a Microsoft estava negociando a aquisição do TikTok, cujo valor poderia atingir várias dezenas de bilhões de dólares.

Funcionários e legisladores norte-americanos manifestaram nas últimas semanas preocupação com a possibilidade de o TikTok ser usado pela China para fins de espionagem, mas a empresa negou qualquer vínculo com o Governo de Pequim.

O aplicativo teve mais de 165 milhões de downloads nos EUA. As autoridades temem que o Governo chinês tenha acesso a dados pessoais de milhões de cidadãos norte-americanos. O próprio secretário de Estado, Mike Pompeo, disse no início deste mês que os Estados Unidos “certamente” estavam considerando “proibir o TikTok. O Pentágono já recomendou em dezembro que os membros do Exército não usassem o aplicativo.

O TikTok se recusou a comentar as declarações do presidente norte-americano. “Estamos confiantes no sucesso a longo prazo do TikTok. Centenas de milhões de pessoas vêm ao TikTok para se divertir e se conectar, inclusive nossa comunidade de criadores e artistas”, declarou.

Nesta semana, a plataforma prometeu garantir um alto nível de transparência, o que inclui permitir revisões de seus algoritmos para assegurar aos usuários e reguladores de que não possa ser usada com outro fim que não o entretenimento. “Não somos políticos, não aceitamos publicidade política e não temos uma agenda política; nosso único objetivo é continuar sendo uma plataforma dinâmica para que todos possam desfrutar dela”, disse o CEO da rede social, Kevin Mayer, em uma postagem nesta semana. “O TikTok se tornou o último objetivo, mas não somos o inimigo”, acrescentou.

Em junho passado, o TikTok ganhou as manchetes depois que centenas de usuários da rede social, bem como adolescentes fãs do gênero de música K-pop, alegaram ter sabotado um comício do presidente Trump em Tulsa, Oklahoma, mobilizando seus usuários a se inscreverem como participantes do evento para fazer com que os organizadores acreditassem que o comparecimento seria muito maior. O evento teve um apelo muito mais modesto do que a campanha do presidente esperava.

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