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Moro no Financial Time: voz anticorrupção e bandeira na mão…

? Toffoli suspende a investigação da Lava Jato eleitoral sobre ...
…Aras vai para cima de Lava Jato enquanto
Toffoli quer “quarentena” de 8 anos paa juiz.

há 8 horas

ARTIGO DA SEMANA

Moro no “FT”: voz e bandeira anti – corrupção

Vitor Hugo Soares

A entrevista do ex-juiz Sérgio Moro ao jornal britânico, Financial Times, pode até ter deixado lacunas nas entrelinhas (por lapso ou de propósito?), mas passa aviso explícito irrefutável: tirem o cavalo da chuva os que pensam, defendem ou atuam, agora abertamente  nos partidos, no judiciário, na imprensa, na administração pública e na gestão de empresas e corporações  privadas  para retirar dos debates nacionais, o combate à corrupção e aos poderosos esquemas d o crime organizado e das milícias que se expandem e voltam a atacar no País.

Pior ainda tentar abafar este assunto crucial, para tirar de foco e de cena – com golpes primários e manobras casuísticas, que apontam para o desastre – personagens essenciais. A começar pelo próprio Moro, pintado como vilão. Isso, desgraçadamente, é o que se tem visto e ouvido nesta temerária transição de julho para agosto. No Palácio do Planalto  e em outros locais relevantes da Praça dos Três Poderes, em Brasília e nas hostes parlamentares dos notórios aliados do Centrão. Em pleno tempo da Covid-19, mas não se pensa,  se faz,  se fala ou se trata de outra coisa além da sucessão do mandatário da vez. Do mesmo “jeitinho (ou bem parecido) iniciado no governo tucano de Fernando Henrique, levado adiante pelos petistas Lula da Silva e Di lma Rous seff. E redundou nisso que temos agora.

Na conversa exclusiva com o FT –  jornal sempre influente e ressonante -,  Sérgio Moro evidencia que, mesmo precisando afrontar ataques cerrados  ao tema de crucial relevância, dominante da campanha passada, o combate à corrupção é bandeira que ele segue considerando prioritária. E acusa como pesado golpe o estandarte ter sido roto e traído pelo governo de Jair Bolsonaro – “no qual fui usado por algum tempo como desculpa” – e deixa patente que o símbolo não ficará largado no chão. Se necessário, sugere, será ele próprio o condutor do estandarte, com lema de combate a corruptos, corruptores e ao crime organizado.

O ex-ministro também aponta para a aproximação de Bolsonaro com o Centrão, o bloco de partidos conhecidos por oferecer apoio em troca de cargos. “No começo, o governo parecia evitar esse tipo de prática, mas hoje em dia não tenho certeza”, esgrima o ex-juiz, que conhece a vida pregressa dessa turma como ninguém. Aliás, não é mais segredo – o Estadão deixou claro em reportagem na semana passada – que um dos motivos que levaram integrantes do Centrão a se aliarem a Bolsonaro é exatamente o medo de uma possível candidatura presidencial de Moro em 2022.

Tudo indica ser este o pesadelo de muita gente e dos portentosos interesses neste jogo de xadrez político. E tira o sono no Congresso, no Palácio do Planalto, no Supremo e na Procuradoria Geral da República, onde o PGR Augusto Aras, esta semana, avançou com todas as garras sobre a Lava Jato e os procuradores integrantes da força tarefa da mais ampla e relevante operação de combate a saqueadores do dinheiro público no País. Já o presidente do STF, Dias Tofolli, em debate com advogados, propôs ao Congresso aprovar casuística medida de “quarentena” de 8 anos, para que juiz e promotor possam disputar mandato eleitoral. Fica evidente o rosto do ex-juiz Sérgio Moro desenhado nesta manobra, “com tudo para dar bode”, como se diz no sertão do São Francisco. “Não logrará”, reagiu, curto e direto,  o vice-presidente Hamilton Mourão,  ao barro na parede jogado por Toffoli. E a motivação de Aras, o PGR?. Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br   
 

Direto da preciosa reserva musical do  jornalista Gilson Nogueira, orquestras  e canções imortais de Tommy Dorsey, Glenn Miller,  Benny Goodman r Artie Shaw para começar agosto em grande estilo no Bahia em Pauta. Escute, dance, cante e faça suas escolhas.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares

DO EL PAÍS

Presidente do STJ, João Otávio de Noronha, e ministro da Justiça, André Mendonça, estão entre os favoritos às vagas que serão abertas neste ano e em 2021. O primeiro concedeu prisão domiciliar a Queiroz e o segundo está sendo atrelado a mapeamento de servidores ‘antifascistas’

João Otávio de Noronha e o presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2018.
João Otávio de Noronha e o presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2018.GUSTAVO LIMA

Ninguém olha currículo para escolher ministro de Supremo Tribunal Federal, mas, sim, suas conexões políticas. Esta máxima que circula entre experientes senadores em Brasília tem sido levada em conta mais pelo meio jurídico do que pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Ele é o responsável por indicar o substituto de Celso de Mello, em novembro deste ano, e o de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Ambos deixarão a Corte por atingirem os 75 anos de idade, data-limite para atuar no Judiciário.

A escolha do substituto de Celso de Mello, o decano da Corte, terá um peso especial. Ele é o relator do processo que investiga se Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Caso essa apuração não seja concluída nos próximos quatro meses, caberá ao sucessor de Celso relatar esse caso. Assim, enquanto o presidente lança balões de ensaio para agradar a sua base – como o de que indicará um conservador e “terrivelmente evangélico” –, nos bastidores, advogados, ministros do Superior Tribunal de Justiça, procuradores e membros do primeiro escalão do governo Bolsonaro iniciam uma disputa para agradar ao mandatário e, em médio prazo, conseguir o aval dele para o principal cargo judicial do país. Nesta conta, está a possibilidade de aprovação pelos senadores. Algo que o presidente ainda não colocou em seus cálculos, conforme aliados afirmaram ao EL PAÍS. Em toda a história brasileira, os parlamentares rejeitaram apenas cinco nomes, todos em 1894, no governo de Floriano Peixoto.

Entre os prováveis indicados para o STF estão o presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, que concedeu benefício de prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, um potencial homem-bomba da família Bolsonaro. Também está cotado o ministro da Justiça, André Mendonça, que é suspeito de usar a estrutura pública para monitorar potenciais opositores do Governo. Entre outros nomes dessa lista estão o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que é aliado de longa data do presidente e o procurador-geral da República, Augusto Aras, que tem recebido críticas por agir politicamente na condução do Ministério Público Federal.

Noronha tem caído cada vez mais nas graças de Bolsonaro, que já disse que sua relação com ele foi “de amor à primeira vista”. No início de julho, o presidente do STJ atendeu a um pedido da defesa e concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e amigo do presidente. O argumento foi o risco de ele se contaminar com o novo coronavírus na prisão onde estava detido, no Rio de Janeiro. Queiroz é suspeito de coordenar um esquema de apropriação ilegal de salários de funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. No mesmo período em que concedeu o benefício a ele, Noronha analisou 725 pedidos com o mesmo argumento e negou 700 deles, concedeu 18 e outros 7 não foram apreciados porque a defesa desistiu do processo. Os dados foram divulgados pelo portal G1.

No caso de Mendonça, Bolsonaro já lhe deu alguns votos de confiança. O primeiro foi o de “promovê-lo” da Advocacia Geral da União para o Ministério da Justiça, quando precisou substituir o ex-juiz Sergio Moro, seu antigo favorito para o Supremo. O segundo foi o de aceitar a sua indicação para o Ministério da Educação. O novo ministro, Milton Ribeiro, é amigo e afilhado político de Mendonça. Agora, conta com ele para mapear um grupo de 579 pessoas (entre autoridades da segurança pública e professores universitários) que seriam integrantes de “movimentos antifascistas”. O Ministério Público Federal deu dez dias para o MJ se explicar sobre essa apuração.

A favor do ministro André Mendonça há o fato de ele se encaixar no perfil “terrivelmente evangélico”. É da igreja presbiteriana, e pode significar um aceno para a ala religiosa que apoia Bolsonaro. Sobre Jorge Oliveira pesa a lealdade que tem junto a Bolsonaro. O ministro é formado em Direito e oficial da reserva da Polícia Militar do DF. Foi chefe de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, por três anos. Chegou ao cargo porque seu pai, Jorge Francisco, assessorou o presidente por 20 anos. Pesa contra ele sua inexperiente carreira judicial. Apesar de ter se formado em 2006, só passou a advogar em 2013 e tem poucos casos defendidos nos tribunais.

Aras foi escolhido por Bolsonaro para chefiar a Procuradoria Geral da República fora da lista tríplice da categoria. E em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, disse que ele poderia ser indicado ao Supremo, caso surgisse uma terceira vaga. O procurador, que se mobilizou politicamente para chegar ao cargo, contudo, já disse que a sugestão do presidente causa desconforto e que entende que atingiu o ápice de sua carreira ao aceitar chefiar a PGR.

A politização da mais alta Corte do Brasil não é nova, mas ganhou destaque nos últimos 15 anos devido a um papel que o próprio Supremo se deu, de marcar terreno no debate político. Essa nova posição o transforma em vidraça e alvo de críticas de vários espectros políticos. As mais atuais são de bolsonaristas e da própria família presidencial. Contra ambos há investigações sobre fake news, apoio a manifestações antidemocráticas e, no caso do presidente, a suspeita de que tenha interferido politicamente na Polícia Federal.

“A diferença do governo de agora para os anteriores é que, antes, a disputa política pela vaga de ministro do STF era subterrânea, agora é às claras. Além de ser levado em conta também investigações envolvendo familiares e apoiadores do presidente”, avalia o doutor em ciência política Leonardo Barreto. “Bolsonaro é o primeiro presidente que instrumentaliza as indicações. Diz que vai indicar alguém porque tem determinadas características”, completa a professora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, Flávia Biroli.

O poder de Bolsonaro hoje de indicar não significa, a priori, colher frutos depois, uma vez que essas indicações por determinadas características nem sempre dão certo. “A lógica entre os políticos não é a de analisar a carreira do ministro. O que ele faz depois, em suas decisões, não preocupa tanto. O que interessa é ter um ministro para chamar de seu”, diz a professora de Direito Público da UnB, Maria Pia Guerra. Para Maria Pia Guerra, a previsibilidade sobre a atuação do ministro surge quando se tem alguém com trajetória jurídica consolidada, com produção acadêmica, publicação de livros ou atuação em Cortes – como advogado, juiz ou membro do Ministério Público.

Na sua visão, indicar alguém com forte apoio político é um erro de qualquer presidente. “Depois de empossado, você não controla o ministro”. Ficou famoso o episódio do hoje ministro e próximo presidente da Corte, Luiz Fux, que teria sinalizado atuar em favor de processos envolvendo integrantes do Partido dos Trabalhadores, incluindo o ex-ministro José Dirceu. Segundo Dirceu disse em entrevistas, Fux afirmou: “Esse assunto eu mato no peito”. Fux, que já admitiu sua insistência pela vaga com interlocutores petistas (era então presidente do STJ e foi indicado ao Supremo em 2011 por Dilma Rousseff), foi duro contra todos os processos do PT no mensalão, e nas posições favoráveis à Lava Jato que penalizaram a legenda.

Segundo escalão e o STJ

Em um segundo escalão entre os cotados para o STF aparecem os nomes do corregedor-geral de Justiça e ministro do STJ, Humberto Martins, do ministro Ives Gandra Filho, do Tribunal Superior do Trabalho e dos juízes federais no Rio de Janeiro Marcelo Bretas e William Douglas. Há ainda um terceiro bloco, com chances reduzidas, por terem apoio de parte dos opositores do Governo e pouca entrada no Planalto. Esse grupo é formado pelos ministros do STJ: Herman Benjamin, Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell.

Além das vagas no STF, o presidente ainda terá a possibilidade de nomear dois ministros do STJ, Corte que deve julgar os recursos de Queiroz e de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas. Em dezembro deste ano, aposenta-se Napoleão Nunes. Em agosto de 2022, Félix Fischer.

A disputa no STJ também é política, mas ela passa por um filtro técnico que impede o presidente de escolher diretamente o seu favorito. Bolsonaro tem de se decidir baseado em listras tríplices que são apresentadas pela própria Corte. As 33 vagas neste tribunal são divididas assim: 11 são para membros de tribunais regionais federais, 11 para desembargadores de Tribunais de Justiça dos Estados, e as outras 11 divididas alternadamente entre advogados e membros do Ministério Público – agora seria a vez dos advogados indicarem alguém. Por isso, para o lugar de Nunes deve ser indicado um juiz federal, enquanto que para o de Fischer, um advogado.

Do Correio Braziliense

O cineasta ficou conhecido pelo trabalho em ‘Expresso da meia noite’ e ‘Mississipi em chamas’


 
(foto: AFP / CARL COURT)
(foto: AFP / CARL COURT)
O cineasta britânico Alan Parker, conhecido pelo trabalho em Expresso da meia noite, Mississipi em chamas e Bugsy Malone,morreu, nesta sexta-feira (31/7), aos 76 anos. 
 
 Segundo o The Guardian, uma pessoa próxima ao artista confirmou que a morte veio “após uma longa doença”. Alan deixa a esposa Lisa Moran-Parker, os filhos Lucy, Alexander, Jake, Nathan e Henry e sete netos.

Carreira de Alan Parker

Alan Parker ficou conhecido em meados da década de 1970 com a direção de grandes sucessos do cinema contemporâneo. Graças à produção dos longas Expresso da meia noite e Mississipi em chamas, o britânico foi indicado, em 1978 e 1988, respectivamente, ao Oscar de Melhor Realização. 
Com esses dois longas e, também, com o filme Evita, Alan Parker foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Realizador. Em 1984, recebeu o grande prêmio do júri, pelo Festival de Cannes, pela produção de Asas da liberdade.
No fim dos anos 1990, o cineasta foi contemplado como presidente do Instituto Britânico de Cinema (BFI). Além disso, recebeu diversas premiações do BAFTA Film Awards, no Reino Unido. 
Em 2003, Alan Parker se ausentou das produções cinematográficas, sendo responsável pelo processo de direção do musical Fame e do álbum The wall, da banda Pink Floyd. 

A informação de que Allan fugiu do país foi dada pelo próprio blogueiro na madrugada desta sexta (31), durante uma transmissão ao vivo na internet.

O bolsonarista fujão é alvo de dois inquéritos que tramitam no STF que investigam um suposto esquema de divulgação de informações falsas, ataques a autoridades e organização de atos antidemocráticos.

Ainda não se sabe se o México seria seu destino final ou se ele teria a intenção de viajar para outro país, como os EUA, para onde Abraham Weintraub –outro investigado no inquérito das fake news– se mandou em junho.

Apesar de ser investigado pelo Supremo, Allan não era alvo de nenhum mandado de prisão.

ago
01
Posted on 01-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2020


 

 

Zé Dassilva, NO

 

Do Jornal do Brasil

 

As figuras mais famosas do museu de cera Madame Tussauds deram o exemplo e formaram uma fila com distanciamento do lado de fora do museu que seria reaberto nessa quinta-feira, com a rainha Elizabeth liderando o caminho, seguida pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a cantora Taylor Swift.

Macaque in the trees
Distanciamento social fora do museu de cera Madame Tussauds, em Londres (Foto: Reuters/Hanna Rantala)

O príncipe Harry e sua esposa, Meghan, vinham em seguida, com o presidente dos EUA, Donald Trump, atrás deles.

Uma das atrações turísticas mais amadas de Londres, Madame Tussauds fechou suas portas em 20 de março e vai permitir visitantes novamente a partir de sábado, 1º de agosto.

Medidas rígidas de distanciamento social serão adotadas para garantir a segurança de visitantes e funcionários, disse o gerente-geral do Madame Tussauds London, Tim Waters.

“Estamos incentivando os visitantes a usarem máscaras faciais quando entrarem no prédio. Haverá verificações de temperatura assim que entrarem. E eles poderão ver nossa equipe usando máscaras faciais também”, afirmou.

“Também limitamos a capacidade a fim de garantir que haja distanciamento social à medida que avançamos na atração.”

As figuras de cera de Trump e Johnson eram os únicos rostos famosos com máscaras na fila cheia de estrelas.(Com agência Reuters)

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